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sábado, 25 de abril de 2015

1977


7 comentários:

  1. Recorte de fotografia.
    Na imagem, eu acompanhado de Charles Xavier Jacomini.
    Ganhamos bicicletas novas, motivo de muito alegria.
    Pousamos para a fotografia na Rua C, ao lado da nossa casa (Hoje Rua Napoleão Bonaparte).
    Esta bicicleta (Monark Monareta) viria a ser consumida pelo fogo, em situação posterior onde ocorreu um incêndio na nossa casa (Rua Lisboa - Santa Isabel - Viamâo).

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  2. Nesta época, ainda não tínhamos banheiro. Tomávamos banho em uma bacia enorme feita de zinco. A água era aquecida em fogão a lenha em chaleiras também enormes. Certa feita, o braseiro que restara no fogão caiu no piso de madeira e iniciou a combustão. Foi um susto muito grande para nós, mas sobrevivemos.
    E estamos aqui para contar estas histórias.

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  3. Caminhei cerca de 12.000 (doze mil kilometros) para concluir o ensino médio. Deslocamento diário de 2 km (ida e volta) para a escola.
    Aprendi a escrever. A professora Maria do Carmo, especialista em expressão e comunicação, me iniciou na arte da escrita técnica.
    Obrigado professora, muito obrigado.

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    1. Tinha acesso a poucos livros. E bibliotecas ... quase nada.
      Aqui um registro importante: desde a primeira série até a quarta série (Escola Estadual Walt Disney) só entrei na biblioteca uma única vez. Esta ficava fechada o tempo todo e a diretora só permitiu o nosso ingresso por ocasião da necessidade de realizarmos um registro fotográfico e acharam por bem que o fundo da imagem deveria ter livros.

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    2. A leitura e a escrita estão juntas o tempo todo.
      Se não podia entrar na biblioteca escolar. Na cidade não havia biblioteca pública. Em casa não havia livros disponíveis. Como e quando criar, escrevendo?

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    3. A minha escrita atual foi gerada dentro deste contexto (de pobreza).
      Diante do exposto, acredito até que consegui avançar bastante.

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  4. E ou doutores?
    Os doutores são arrogantes e tristes. Passam o tempo todo desconfiando dos seus servos. Querem distância dos não brancos. Cultivam sorrisos cínicos nos seus rostos e risadas patológicas. Testam a paciência dos seus escravos e sentem prazer nisto tudo.
    Outro dia, visitei o site de uma doutora (minha amiga) que colocou o simbolo de uma multinacional (gigante farmaceutica) ao lado da sua foto. Poder econômico é o objetivos do doutor (e dos doutores). Eles querem poder. E mais poder.

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