sábado, 17 de janeiro de 2026

O Tesouro dos Humildes




O Tesouro dos Humildes



“Se eu ousar

 catar

 na superfície de qualquer manhã

As palavras de um livro

Sem final, sem final

Sem final, sem final, final

(...)”

Falcão (O Rappa)



        A obra literária que conhecemos no Brasil sob o título "O Tesouro dos Humildes" (Le Trésor des humbles)  foi publicada originalmente em 1896 na Europa. Segundo os especialistas, é uma das obras fundamentais de Maurice Maeterlinck, vencedor do Nobel de Literatura de 1911. 

        O livro é uma coleção de 13 ensaios filosóficos que exploram temas diversos, especialmente a espiritualidade, a mitologia e o amor. Ao nosso crivo particular, trata-se de um livro de “História Natural” onde o autor constrói as bases do que viria ser conhecido como “Teatro Simbolista”. Dentre os temas abordados, merece destaque o espaço significativo que dedica para discutir o Silêncio nos seus desdobramentos físicos e extrafísicos. Neste sentido, Maeterlinck argumenta que a verdadeira comunicação entre as almas ocorre no silêncio, e não nas palavras, que muitas vezes servem apenas para esconder nossos sentimentos reais.

        Maeterlinck não é um escritor convencional, a sua escrita é especial e vai da prosa à poesia em movimento intenso e circular de expressões e idéias pouco usuais e pouco conhecidas. Aborda assuntos como a Vida Cotidiana, afirmando que aqui também há dramaticidade e/ou tragédia. Neste sentido o autor busca lançar luz sobre o "trágico cotidiano", encontrando beleza e profundidade espiritual em momentos comuns e em pessoas simples (os "humildes"), e não apenas em grandes eventos épicos e/ou heróicos.

        Podemos dizer ainda que o autor tem uma pesquisa bastante interessante sobre literatos e filósofos que baseiam os seus escritos. Dentre eles, merece destaque o filósofo Plotino que é visto em diversos momentos do livro, muito especialmente nas últimas páginas. Enfim, Maeterlinck sugere que existe uma sabedoria superior que todos possuímos instintivamente, mas que raramente acessamos devido ao ritmo acelerado da vida moderna. Neste ínterim, observamos uma conexão interessante com Gaston Bachelard e a sua proposta de estudo que denomina de ritmanálise.

        A notícia boa é que estamos trabalhando numa nova tradução da obra. O texto que está disponível atualmente para nós foi produto de uma versão com origem na língua francesa, posteriormente transladada para o portugues (de Portugal). Portanto, vamos elaborar uma nova versão atualizada (o original é de 1896) e focada na cultura brasileira, a fim de facilitar a leitura.  Este texto raro e magnífico merece toda a nossa atenção e estima. Ademais, você pode conhecer mais de Maeterlinck, através da “Teoria Tridimensional do silêncio”, texto inédito e exclusivo que estamos oferecendo para o público leitor interessado em literatura e filosofia da poesia.   


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Teatro em Bachelard







“Neste teatro

 do passado

 que é a memória, 

o cenário mantém

 os personagens

em seu papel

 dominante”. 

Gaston Bachelard

Como navegar entre a ignorância humana e a potência do no ciclo?

Sri Prem Baba


15 de janeiro de 2026

Minha intenção, ao falar de visão para 2026, é oferecer uma leitura de ciclo, uma percepção de movimento, de sensibilidade para compreender o que está se deslocando no campo da humanidade e como atravessar esse período com saúde mental, espiritual e consciência elevada. Não falo de previsões para alimentar medo, nem de cenários para aprisionar a mente em expectativas.


Os primeiros dias deste ano já deixaram claro o clima que nos acompanha. Conflitos geopolíticos que se intensificam, como a invasão dos Estados Unidos na Venezuela, guerras e ameaças de guerra que seguem abertas em diferentes regiões do planeta. Aqui no Brasil teremos também um ano eleitoral com o acirramento da polarização. Até mesmo grandes eventos coletivos, como a Copa do Mundo, tendem a funcionar como catalisadores de emoções intensas. No inconsciente coletivo, o que se move é medo, raiva e indignação. Tudo isso cria um campo de tensão permanente, que facilmente nos puxa para estados reativos.


Ao mesmo tempo, estamos diante de uma abertura inédita de possibilidades. A expansão acelerada da inteligência artificial inaugura uma nova ordem do trabalho, da criatividade e da produção de conhecimento. Muitas estruturas antigas estão ruindo, enquanto novas portas se abrem para quem consegue se adaptar com flexibilidade, ética e consciência.


Por isso, 2026 não é um ano de uma única realidade. É o tempo de convivência entre dois mundos, entre dois estágios de consciência. De um lado, o velho paradigma, que ainda resiste por meio de padrões de dominação, controle e violência. Do outro, o novo que começa a emergir, sustentado pela cooperação, pela inteligência ampliada e por uma criatividade consciente, a serviço da vida.


Estamos, claramente, no final de um ciclo liderado pela energia masculina em sua forma distorcida. Um masculino que abusou do poder, que se expressou pela imposição, pela extorsão, pela guerra e pela exploração. Quando um ciclo dessa natureza se aproxima do fim, ele tende a fazer mais barulho. Por isso, é provável que ainda testemunhemos episódios bélicos mais intensos do que aqueles que já atravessamos. Não porque esse modelo esteja fortalecido, mas justamente porque está sendo pressionado a se encerrar. Aqui é importante trazer uma orientação muito clara para aqueles que querem sintonizar e se manter na frequência do novo: não aceite convites às guerras. Refiro-me também às guerras ideológicas, às guerras de narrativas, às guerras nas redes sociais, às guerras familiares e às guerras nos relacionamentos. Neste cenário, surgirão muitos convites para que você escolha um inimigo, eleja um culpado e se identifique com a raiva coletiva. Toda vez que você aceita esse convite, você perde energia vital e clareza de consciência.


Quando a guerra for inevitável, e às vezes ela é, atravesse-a com a consciência de um iogue. O iogue age sem ódio, sem vitimismo e sem desejo de destruição. Ele age a partir do discernimento, com o mínimo de violência possível, sem perder o eixo interior. Isso vale tanto para conflitos externos quanto para as batalhas internas que todos nós atravessamos.


Gosto de comparar esse momento da humanidade a um jogo de videogame. Mudamos de fase. Os desafios são outros, assim como as ferramentas disponíveis. O problema é que muitos ainda tentarão jogar essa nova fase com os vícios da fase anterior. Tentarão repetir padrões antigos de separação, acusação, vitimismo e desunião. Só que alguns desses vícios simplesmente não funcionam mais. O jogo trava. Especialmente o vício da desunião. Ele não se sustenta no novo ciclo.


A energia que chega em 2026 é acelerada e amplificadora. Ela expande tudo. Amplia a consciência, mas também amplia o ego, se não houver trabalho interior. Por isso, o maior risco deste novo ciclo não é a tecnologia, nem a inteligência artificial, nem as mudanças externas. O maior risco é o ego tentando se apropriar da potência que está disponível. Quando o campo de possibilidades se abre, o ego quer dominar, controlar, ter razão, ser especial. E toda vez que isso acontece, a alma se perde.


O que sustenta a consciência neste ciclo é uma coisa só: amor. Não o amor romântico ou idealizado, mas o amor como força de coerência interior. O amor que mantém você humilde, verdadeiro e alinhado com o dharma. O amor que impede a corrupção interna quando o poder distorcido externo se apresenta. O amor que não negocia a própria integridade.


Outro movimento essencial deste período é a abertura real para a energia feminina. E aqui não falo apenas das mulheres, mas de uma qualidade de consciência. O feminino como capacidade de sentir, acolher, integrar, cooperar e curar. A cura do masculino distorcido não acontece pela sua destruição, mas pela sua integração com o feminino. O poder precisa voltar a ser serviço. A coragem precisa voltar a ter coração. A liderança precisa voltar a proteger a vida, e não explorá-la.



Para manter a saúde mental e espiritual em 2026, algumas chaves são fundamentais:


Reduza a exposição ao excesso de informações carregadas de medo. Mantenha-se informado, mas faça isso com presença para não se afundar no sofrimento coletivo.

Observe suas emoções antes de reagir. Há uma diferença entre acolher suas emoções e permitir que elas comandem suas decisões.

Cultive diariamente o silêncio e a presença, assim como práticas que te devolvam ao corpo e ao coração. Lembre-se do divino a todo o momento, mantendo sua consciência elevada enquanto transita na matéria.

Use a tecnologia como ferramenta, não como identidade. Esteja no comando ao usar seu celular, sem se deixar levar pelos vícios estimulados pelos algoritmos.

O verdadeiro propósito não é consertar o mundo lá fora, mas curar aquilo em você que ainda vibra em medo, raiva ou separação. 2026 não pede perfeição. Pede maturidade espiritual. Pede discernimento. Pede amor em ação. A travessia é intensa, mas também é fértil. Se você atravessar esse ciclo com consciência, poderá se tornar um canal vivo do novo mundo que está nascendo.


Sri Prem Baba é mestre espiritual brasileiro. É autor de livros best-sellers como Propósito e Amar e Ser Livre. É fundador da Sri Prem Baba Academy, onde ensina a alunos de mais de 30 países, guiando-os na busca por respostas aos dilemas da vida e ao propósito da existência. É head do LIDE Wellness.


A Lei

 




A Lei 

dos Homens

-   legislação   -

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