sexta-feira, 31 de julho de 2015
quinta-feira, 30 de julho de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
domingo, 26 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
domingo, 19 de julho de 2015
sábado, 18 de julho de 2015
Parque Estadual de Itapeva
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José Otávio Catafesto de Souza,
ufrgs
sexta-feira, 17 de julho de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
Aldeia Indígena Guarani MBYÁ Nhu Porá Torres Rs: História da Aldeia Nhu Porá
Aldeia Indígena Guarani MBYÁ Nhu Porá Torres Rs: História da Aldeia Nhu Porá: Tekoá Guapo'ý Porã , conhecida pelos não-indígenas como Aldeia Guarani de Torres, é uma comunidade indígena guarani localiza...
Condição Pós-Moderna
Fichamento de
HARVEY, David.
A Condição Pós-Moderna –
uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural.
São Paulo: Ed. Loyola, 1993.
Por Jacques
Jacomini
1ª. Parte
PANORAMA GERAL DO
LIVRO
A obra de Harvey que nos ocupamos neste momento é,
sobre o meu ponto de vista, um trabalho instigante e muito interessante sobre
uma das temáticas mais discutidas e analisadas nas ciências sociais
contemporâneas, a pós-modernidade. O livro, no seu todo, traz um texto rico de
conceituações, discussões e pressupostos colocados dentro deste campo de
debate, modernidade X pós-modernidade. Além do texto, propriamente dito,
encontramos ainda nesta obra uma série de recursos iconográficos, (gravuras,
fotos, imagens de algumas obras de arte, ...), de tabelas, esquemas e de
gráficos ilustrativos que tornam o seu conteúdo ainda mais interessante e
esclarecedor. Portanto, em resumo, trata-se de uma publicação da mais alta
relevância para todos os intelectuais e pesquisadores interessados em empenhar
este debate, moderno X pós-moderno, tão presente e tão necessário no meio
acadêmico e científico.
O livro está dividido em 4 partes, mais uma
introdução que o autor chama de “a tese”, um prefácio e a parte dos
agradecimentos. Para este fichamento, nos determos somente sobre a parte 4a.
- A Condição Pós-Moderna -
Um aspecto que chama a atenção do leitor no livro,
no que concerne a sua estrutura, é a forma pontual como aborda os temas que
propõe discutir. Nesta parte 4, por exemplo, temos 9 pontos (ou tópicos) que
abordam diversas questões que estão colocadas no seio da discussão moderno X
pós-moderno, desenvolvidos de uma forma pontual, sintética e divididos entre si
dentro do corpo geral do livro.
19
A Pós-Modernidade como condição histórica
Este ponto do texto vai discutir “As práticas
estéticas e culturais têm particular suscetibilidade à experiência cambiante do
espaço e do tempo exatamente por envolverem a construção de representações e
artefatos espaciais a partir do fluxo da experiência humana. Elas sempre
servem de intermediário entre o Ser e o Vir-a-Ser”. (pag. 293)
Surge, dentro desta perspectiva de uma abordagem
espacial e temporal, a abordagem da estética como um elemento constituinte da
pós-modernidade. Neste sentido, o autor afirma: “É possível escrever a
geografia histórica da experiência do espaço e do tempo na vida social, assim
como compreender as transformações por que ambos têm passado, tendo por
referência condições sociais e materiais. (...) Aí, as dimensões do
espaço e do tempo têm sido sujeitas à persistente pressão da circulação e da
acumulação do capital, culminando (em especial durante as crises periódicas de
superacumulação que passaram a surgir a partir da metade do século passado) em
surtos desconcertantes e destruidores de compressão do tempo-espaço.
As respostas estéticas a condições de compressão do
tempo-espaço são importantes, e assim têm sido desde que a separação, ocorrida
no século XVIII, entre conhecimento científico e julgamento moral criou para
elas um papel distintivo.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
LAE
LAE –
Laboratório
de Arqueologia e Etnologia
O
Laboratório de Arqueologia e Etnologia – LAE é herdeiro do antigo Gabinete de
Arqueologia, criado por José Proenza Brochado e Pedro Ignácio Schmitz, em 1967.
Mantém o acervo acumulado desde então e oferece suporte ao desenvolvimento de
projetos de investigação histórica e arqueológica sobre populações autóctones
pré-colombianas e grupos remanescentes de quilombos.
O
LAE também presta serviços técnicos à capacitação de agentes públicos que atuam
com coletivos tradicionais, nas áreas de sustentabilidade, saúde, educação,
etc. Realiza perícias e laudos antropológicos em processos judiciais, de
regularização fundiária e de licenciamento ambiental.
No
âmbito do ensino, o LAE é um espaço interdisciplinar de formação para
estudantes de graduação e pós-graduação do IFCH/UFRGS, com ênfase no trabalho
de investigação de campo.
Coordenador
do LAE: José Otávio Catafesto de Souza
O
Laboratório está sediado na Sala 2/Anexo A2 do prédio 43312 do IFCH, UFRGS –
Campus do Vale – Av. Bento Gonçalves, 9500 – Porto Alegre – RS – CEP 91509-900.
Telefone: (51) 3308-9941
Fax: (51) 3308-7306
David Harvey
Fichamento de
HARVEY, David.
A Condição Pós-Moderna –
uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural.
São Paulo: Ed. Loyola, 1993.
Por Jacques
Jacomini
1ª. Parte
PANORAMA GERAL DO
LIVRO
A obra de Harvey que nos ocupamos neste momento é,
sobre o meu ponto de vista, um trabalho instigante e muito interessante sobre
uma das temáticas mais discutidas e analisadas nas ciências sociais
contemporâneas, a pós-modernidade. O livro, no seu todo, traz um texto rico de
conceituações, discussões e pressupostos colocados dentro deste campo de
debate, modernidade X pós-modernidade. Além do texto, propriamente dito,
encontramos ainda nesta obra uma série de recursos iconográficos, (gravuras,
fotos, imagens de algumas obras de arte, ...), de tabelas, esquemas e de
gráficos ilustrativos que tornam o seu conteúdo ainda mais interessante e
esclarecedor. Portanto, em resumo, trata-se de uma publicação da mais alta
relevância para todos os intelectuais e pesquisadores interessados em empenhar
este debate, moderno X pós-moderno, tão presente e tão necessário no meio
acadêmico e científico.
O livro está dividido em 4 partes, mais uma
introdução que o autor chama de “a tese”, um prefácio e a parte dos
agradecimentos. Para este fichamento, nos determos somente sobre a parte 4a.
- A Condição Pós-Moderna -
Um aspecto que chama a atenção do leitor no livro,
no que concerne a sua estrutura, é a forma pontual como aborda os temas que
propõe discutir. Nesta parte 4, por exemplo, temos 9 pontos (ou tópicos) que
abordam diversas questões que estão colocadas no seio da discussão moderno X
pós-moderno, desenvolvidos de uma forma pontual, sintética e divididos entre si
dentro do corpo geral do livro.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
quarta-feira, 8 de julho de 2015
Arte Missioneira
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Tava Miri
Jacquesja
3.3
JacquesJa e a experiência de editar um blog temático
Inicio com uma composição feita dentro do
universo citado anteriormente: Cena Hip Hop. Criei juntamente com o jovem
William Metz a letra e a música denominada “Hap do Tiololinho”. Foi um trabalho
diminuto, mas interessante, pois me insere nesta cena artística urbana também
como autor de uma peça musical que tem origem as vivências experimentadas em
uma cidade da periferia de Porto Alegre. Para a visualização da peça artística
citada coloco em anexo uma cópia da mesma (Ver Anexo 03).
Gostaria de referir que a organização de
Banco de Dados e Banco de Imagens foi a grande motivação para iniciar o
trabalho com as bases de dados informatizadas e, posteriormente, com a criação
de espaços virtuais na internet. Um exemplo deste trabalho foi a criação do
artigo denominado: VIRTUAL. Na introdução afirmei: As novas tecnologias da
inteligência disponibilizam um imenso universo a ser explorado: o ambiente
virtual (computadorizado). A distância entre o cidadão urbano contemporâneo e a
natureza só faz aumentar.
A verdade é que este trabalho do blog inicia
em outra base informatizada que não a atual (Empresa Google Net Works). Eu tive
por um período uma assinatura no provedor de internet da Empresa Terra Net
Works. Ali iniciei um trabalho de divulgação sobre a nossa cidade, publicando
imagens em um fotoblog temático. Depois a referida empresa decidiu desabilitar
o serviço e as publicações passaram para base off-line. Neste ínterim,
tornei-me assinante do UOL e passei a operar com as ferramentas que esta
empresa disponibilizava. O fato é que os engenheiros de informática desta
empresa tem uma proposta de trabalho muito limitada e retrógrada. Isso me
incomodava tecnicamente e, depois de tentar trabalhar com esta base, desisti,
migrando em definitivo para a Empresa Google Net Works.
Penso que é importante destacar o processo de
construção deste trabalho, a fim de demonstrar que todas as decisões técnicas e
literárias estão dentro deste contexto mais amplo de estudo, de pesquisa e de
relação com as novas tecnologias da inteligência conforme trabalhou Pierre Lévy
na obra denominada: As tecnologias da inteligência – o futuro do pensamento na
era da informática.
Mesmo antes de integrar a equipe de trabalho
do Banco de Imagens e Efeitos Visuais da Cidade de Porto Alegre (BIEV) eu já me
questionava: o que eu estou fazendo aqui? Perguntei diversas vezes para os meus
pais sobre a trajetória de vida de ambos e como fizeram a opção de morar na
Santa Isabel. Recuperei esta história e publiquei vários textos relativos ao
assunto no blog da Santa Isabel.
Mesmo antes de conhecer este belíssimo
trabalho do Projeto Habitantes do Arroio buscava descobrir as minhas origens
desde o nascimento na maternidade do Hospital Beneficência Portuguesa, Cidade
de Porto Alegre até a chegada na Rua Lisboa, Santa Isabel, Viamão. Certa feita,
em um domingo a tarde, fomos visitar o local onde ficava a nossa primeira
residência. Realizei registro fotográfico e fonográfico, apanhando os
depoimentos de Zeferino Jacomini (a época presente entre nós), de Bernardina
Xavier Jacomini e de Terezinha Xavier Casagrande (que também já partiu). Foi um
momento bem importante para mim e muito deste material virou texto que
publiquei no blog A Cidade de Santa Isabel. Darei alguns exemplos.
Na página http://acidadedesantaisabel.blogspot.com.br/2013/01/burica.html publiquei um artigo que remonta a nossa chegada na Santa
Isabel e o grande desafio de viver naquele lugar sem as necessidades básicas de
existência como a disponibilidade de água encanada, por exemplo. Denominei o
texto de Burica, pois esse é o nome de uma senhora que morava próximo a nossa
casa e nos cedeu água que tirávamos de um poço artesiano que ficava no seu
quintal. Segue um extrato do referido texto:
“Em 1971 chegamos à Santa Isabel. “Sentamos praça” ali na
Rua Lisboa, esquina com Napoleão Bonaparte. O meu pai construi (não mandou
construir, eu disse construiu) uma casa muito simples de madeira reciclada. Em
seguida ele solicitou, para a empresa prestadora do serviço, um ramal elétrico.
Porém não havia rede pública para abastecer o nosso domicílio em água potável.
Zeferino era militar e tinha um colega que morava próximo. O Cabo Beto mandara
cavar um poço artesiano para abastecer a sua residência. Nascia ali a nossa primeira
alternativa de abastecimento de água. Descíamos cerca de duzentos metros até a
residência da Burica (Rua João Braulio Muniz), esposa do Cabo Beto, apanhávamos
água no poço e subíamos a Rua Nova empunhando baldes com a água que abastecia a
nossa residência”
Em outro momento publiquei um artigo que
remonta uma experiência de deslocamento na Santa Isabel, utilizando transporte
público de passageiros. Aqui aparece a questão da negritude que não foi
expressa diretamente no mesmo. Quando referi “grupo de passageiros”, fazia
referencia a afro descendentes aqui da região. O exemplo do texto anterior
utiliza uma linguagem diferente do texto acadêmico. Trata-se de um texto mais
leve, mais informal que o utilizado no meio acadêmico. Além disso, utilizo um
recurso dialógico na construção dos parágrafos, simulando uma situação onde
blogueiro e leitor dialogam sobre determinado assunto. A temática central do
blog é a “Cidade de Santa Isabel”, suas dinâmicas internas, sua relação com o
exterior (Cidade de Viamão e Cidade de Porto Alegre), entre outros. Segue um
extrato do referido texto:
“Passa no Paço?
Eu quero que você tenha paciência comigo, pois este texto
é bem importante. Presta a atenção, por favor.
Desloquei, via rodoviária, no dia de ontem, da Casa
Branca até a Sul Bike (Oficina e loja de bicicletas). O referido
estabelecimento fica Vila São Jorge (Parada 39 – RS 040 – Rodovia que liga
Porto Alegre à Balneário Pinhal). Na viajem de ida utilizei o veículo bicicleta
e no retorno, transporte coletivo de passageiros. Tomei assento em um ônibus
municipal da Empresa Via-Leste que fazia a Linha Viamão Centro até Santa
Isabel. Ao chegar na Avenida Liberdade, o coletivo para no ponto, abre a porta
para um grupo de passageiros. Ouço a seguinte frase de uma senhora que
adentrava ao veículo: Passa no paço?
A esta altura do texto já tem leitor prestes a xingar o
autor. “Este Jacques! Sempre inventando moda”, diz um transeunte apressado (que
passa ao largo). Calma, calma, calma. Só mais um pouco. Você vai curtir. Passo
a passo, na construção deste texto. É domingo, a comunidade está reunida na
Escola (Unidos de Vila Isabel) e eu teclo-lhes (com carinho e respeito).
Voltando: de que paço a passageira fazia referência?
Passo (ou Paço) do Dorneles. Viva! Consegui segurar você até aqui. Então, me
acompanha mais um pouco. Dá uma olhada no Google. O Passo do Dorneles é a
denominação (...)”
Na página http://acidadedesantaisabel.blogspot.com.br/2014/05/racismo.html publiquei um artigo que analisa as novas faces do
racismo. Inicio com uma frase do jornalista Juremir Machado da Silva em artigo
publicado no Jornal Correio do Povo onde este afirma: “O racismo é uma das
coisas mais nojentas que se pode conhecer. Mandela representou a
luta contra essa deformação das relações entre os homens em todas as
suas possibilidades e facetas”. Publicado em 13/05/2014, consegui neste
pequeno texto articular as contribuições teóricas de dois grandes pensadores
brasileiros (Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre), chamando o leitor para realizar
uma reflexão sobre a questão da negritude no Brasil e a questão da
discriminação racial. Segue um pequeno extrato do mesmo:
“Racismo
A Escravidão não acabou. A persistência atordoante do
racismo é a maior prova desta triste (porém real) verdade.
Você leu Jornal Correio do Povo de Porto Alegre no dia de
hoje? Você leu a coluna do Juremir Machado da Silva publicada no Jornal Correio
do Povo de Porto Alegre no dia de hoje? Se não leu, por favor, leia. Ele fala
da Copa, de política, mas também de racismo, de Gilberto Freyre e das relações
sociais no Brasil.
Leia porque parece que é só jacquesja que insisti neste
assunto. E não é. O racismo, velado e reatualizado, persiste. E eu tenho
chamado a sua atenção aqui sobre esta temática. A consciência racial leva-me a
trabalhar na defesa dos que muito já sofreram (e seguem sofrendo) pela práticas
constantes do etnocentrismo praticado pela classe dominante.
Esta página vem agora como uma nota introdutória do
trabalho que iniciei neste semestre com Gilberto Freyre. Decidi fazer um estudo
a partir da obra “Sobrados e Mucambos”, a fim de aprofundar o meu conhecimento
sobre as relações inter-étnicas no Brasil. É um tema muito atual e envolvente.
A Cidade de Viamão possui diversas comunidades
quilombolas. Tenho especial apresso pela comunidade do Beco dos Botinhas que
fica ali no limite geográfico entre Viamão e Alvorada. Na última oportunidade
em que visitei alguns amigos que vivem no lugar, surgiu o embrião de uma nova
possibilidade de pesquisa antropológica. Ainda é cedo para trazer aqui maiores
detalhes sobre este assunto. Contudo, fica o registro da necessidade de ver a
diversidade étnico-racial como uma das maiores riquezas do povo brasileiro.
Darcy Ribeiro na célebre obra denominada “O Povo Brasileiro” também desenvolveu
uma tese muito interessante a este respeito.
Mandela vive em cada gesto, em cada sonho, em cada sopro
da nação não branca guerreira que não para de lutar pela libertação definitiva
do seu povo. A resistência (mesmo que silenciosa) vai continuar. A esperança de
não haver mais agressões ao negro é o sustentáculo deste trabalho.”
Além das publicações rotineiras chamada de
“post” pelos blogueiros, fato que dá um caráter de periódico para o blog A
Cidade de Santa Isabel, há uma estrutura mais ou menos fixa composta por
páginas dentro do blog. À direita e no alto da janela principal existe uma
coleção de guias que, através de um simples click de mouse remetem o visitante
para páginas que compõe o conteúdo permanente do blog. Estas publicações são
compostas por conteúdos mais extensos e complexos como é o caso do livro: Os
Primórdios da História da Santa Isabel. Qualquer cidadão que esteja em qualquer
parte do globo terrestre poderá, através da rede mundial de computadores
acessar esta página e conhecer os principais aspectos da historiografia local
do isabelense, segundo a versão de JacquesJa. Da mesma forma, clicando na
palavra “Raízes de Viamão”, o visitante poderá conhecer a obra denominada
“Viamão”. Trata-se de produção de minha própria lavra acadêmica e não acadêmica
onde faço uma análise de diversos aspectos sociais e antropológicos da Cidade
de Viamão. Portanto, este breve relato é também uma espécie de convite para que
os interessados em conhecer mais do trabalho citado visitem o blog e interajam
com o seu autor.
terça-feira, 7 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Indianidade Portoalegrense
Banca para a Defesa Pública do Trabalho Denominado:
"Subindo a escadaria da Vila Santa
Isabel à universidade: percursos etnográficos e alegoria
visual em estudo sobre a Indianidade na Fundação de Porto Alegre,
RS/Brasil"
Autor: Jacques Jacomini
Orientador: Dr. José Otávio Catafesto de Souza
IFCH/UFRGS
Créditos da Imagem Fotográfica:
Autora do registro foi feito pela acadêmica Carmem Guardiola.
sábado, 4 de julho de 2015
Noel Rosa
3.1
Noel Rosa e a Vila Isabel do Rio de Janeiro
Inicie o tópico – Arte Popular – destacando
os valores expressos na Cultura de Rua denominada de Hip Hop. No entanto, o
universo carnavalesco também é uma forma de expressão de cultura popular muito
significativa e intimamente relacionada com a africanidade e a afro-descendencia.
O trabalho antropológico realizado por Liliane Guterres sobre a escola de samba
Imperadores do Samba é uma das leituras que realizei para basear tecnicamente
esta monografia. Na época em que participei do grupo de trabalho em
antropologia visual (NAVISUAL/IFCH/UFRGS) tive a oportunidade de compartilhar
pessoalmente com esta pesquisadora os temas que envolvem este estudo. Auxilie a
equipe que montou a exposição fotográfica sobre este importante trabalho que
foi a sua dissertação de mestrado apresentado junto ao programa de pós-
graduação em antropologia social (PPGAS).
Noel de Medeiros Rosa (1910 — 1937) foi um
sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos
maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição
fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja,
entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época -
fato de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música
popular brasileira.
Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil,
que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as
vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia (desenvolvimento
limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre Robin) o que lhe marcou as
feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.
Nascido na Rua Teodoro da Silva número 130,
no bairro carioca de Vila Isabel, foi primeiro filho do comerciante Manuel
Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de
família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio de São Bento,
onde apesar da inteligência notável, não era aplicado nos estudos.
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de
ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava.
Logo, passou ao violão e cedo se tornou figura conhecida da boemia carioca. Em
1931 entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar
mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e
noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais,
entre eles o Bando de Tangarás desde 1929, ao lado de João de Barro (o
Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.
Desde os sete anos de idade acompanho o
universo mítico-cultural da cena carnavalesca isabelense (Viamão/RS). A quadra
de ensaios ficava bem próxima a residência da nossa família na Rua Nova, Vila
Miguelina, Santa Isabel/Viamão/RS. Posteriormente foi removida para a Praça da
Bica onde está atualmente. A atual gestão pública municipal tem por objetivo
remover novamente a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel para outra área. Esta
mudança tem gerado debates acalorados entre os que são favoráveis e os
contrários a mudança. Não é meu objetivo entrar no âmago desta questão, pois o
meu objetivo é destacar a minha relação com a referida entidade e também
demosntrar que permaneço atento a todas estas questões atuais da cena urbana de
Santa Isabel/Viamão/RS.
A partir de um registro fotográfico
realizados pelos meus pais na década de 70 do século passado, onde figuro ainda
bebê brincando no pátio da nossa antiga residência na Praia de Belas (Porto
Alegre/RS) realizei atividade de edição digital de imagens, agregando outras
duas estampas. Agreguei a imagem original uma imagem fotográfica mais atual em
que estou junto a Gruta da Medianeira. O registro fotográfico é de autoria de William
Metz e foi realizado durante a pesquisa, pois neste local também existe um
“olho d’água” que liga um espaço mítico ritual formado por um contexto hídrico
associado ao Aqüífero Guarani (Bica do Jarí, Bica da Lascy, Bica da Marcelino e
Bica do Beco da Passagem). Agreguei ainda a estampa que reproduz o brasão da
Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, compondo assim uma imagem com três
elementos distintos que coloca em tela o pesquisador desde a sua origem até uma
cena mais atual na relação com a cultura afro-centrada (Ver Anexo 07).
Ari Rodrigues (Estandarte de Ouro do Carnaval
de Porto Alegre por diversas vezes) é uma personalidade local. Poeta, cantor e
compositor, Arizinho, como é conhecido na Vila, foi o puxador oficial da Escola
de Samba Unidos de Vila Isabel por quase duas décadas. Este artista fez
carreira aqui e também no Rio de Janeiro. Conhecedor profundo da cultura
afro-brasileira e da arte carnavalesca, propõe uma conexão entre a Vila Isabel
de Viamão e a Vila Isabel do Rio de Janeiro. Operacionalizou esta conexão
através da obra de Noel Rosa.
O poeta da Vila Isabel do Rio de Janeiro,
Noel Rosa, cantou: “São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá
Samba”. O poeta da Vila Isabel do Rio Grande do Sul (Arizinho) iniciava os
ensaios carnavalescos de forma a lembrar a afinidade sócio-cultural entre as
duas comunidades carnavalescas, cantando os versos de Noel Rosa. Ari é um
grande talento musical, pois soube criar diversas peças artísticas próprias. Um
exemplo disso é a expressão: Vamos Trabalhar?!
O artista em tela destacava de uma forma
muito original que as músicas que criava eram fruto do seu labor artístico, ou
seja, do seu trabalho artístico-cultural vivenciado no âmbito da Escola Unidos
de Vila Isabel. Da mesma forma, no início dos ensaios, estendia esta concepção
de labor artístico para toda a comunidade reunida no barracão. A frase
utilizada nesta situação era: “Vamos trabalhar, trabalhar, trabalhar. Alô,
família de Vila Isabel, vamos trabalhar!!!” A partir deste momento todos os componentes
da escola (bateria, abre alas, baianas, passistas, convidados, platéia, etc.)
passavam a cantar o samba enredo um uníssono com muita dedicação e empolgação.
Neste sentido, cabe destacar que neste universo mítico-cultural, escola de
samba, também existe muito presente o sentimento de pertença étnico-racial,
pois se trata de um grupo de indivíduos afro-descendentes, com forte relação
com os valores das cosmologia de matriz africana e muito mobilizado em torno de
um objetivo comum, reunido em no espaço ritual (escola de samba) criado por um
ancestral mítico que representa a vontade de fazer durar no tempo os aspectos
referentes a raiz de matriz africana, Tio Marino (Já falecido – Ver imagem no
anexo 04).
A Sede da Agremiação denominada Grêmio
Recreativo, Educativo Assistencial e Cultural Unidos de Vila Isabel está no seguinte
logradouro: Rua Marcelino Pacheco, 131, Santa Isabel, Viamão/RS. O lugar tem
como marca registrada um marco fontenário hídrico (A Bica da Santa Isabel). É
tradição do lugar, colher água em vasilhas diversas na Bica, pois esta possui,
segundo a população local, propriedades especiais. Portanto, apesar das
residências da região estar, em sua grande maioria, conectadas ao sistema
público de abastecimento de água potável, muitos moradores deslocam diariamente
até a este local com baldes, canecos, garrafas, galões, entre outras vasilhas
para se abastecerem deste líquido que, segundo especialistas do setor
hidrológico, verte água límpida e potável desde o centro do Aqüífero Guarani.
Sobre esta tradição observada na Santa Isabel, Ari Rodrigues também tinha um
equacionamento muito interessante. Além de cantar o refrão: Água da Bica, Ca,
Ca, Ca (...) afirmava que todos os isabelenses que bebiam da água da bica não
saiam mais desse lugar. Portanto, em função destas razões rapidamente expostas,
entre outras que poderiam ainda ser elencadas, a Escola de Samba Unidos de Vila
Isabel é um patrimônio cultural da Cidade de Viamão. Necessita de
reconhecimento oficial, através de registro em livro tombo específico pelo
poder público local. Cabe aqui um destaque: no trabalho realizado na década de
noventa do século passado denominado “Inventário Participativo” a referida
entidade foi elencada pela Secretaria Municipal e Cultura (Prefeitura Municipal
de Viamão) como bem cultural municipal necessitando de medidas protetivas
especiais.
Realizei
registro fotográfico demonstrando os aspectos do lugar que também é conhecido
como “Praça da Bica”. Figuro nesta imagem em trajes de ciclista. O registro foi
realizado no momento em que colho uma amostra da água que jorra no verte douro
da “Bica da Marcelino”. A imagem fotográfica é de autoria de Berenice Castilhos
Rosa. (Ver anexo 06)
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