quarta-feira, 13 de maio de 2026

Fátima

 



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Você já leu: 

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- As Festas  Populares  Religiosas  de  Santa  Isabel  e  de  Nossa Senhora  da  Imaculada  Conceição: uma análise  comparativa  entre  os  dois  maiores  festejos  católicos  da  Cidade  de  Viamão  -   


Escrito Por

Jacques  Jacomini



Veja a estrutura da obra:


INDICE

Introdução 

1. Os traços identitários formadores das santidades em debate

1.1 Santa Isabel 

1.2 Nossa Senhora da Imaculada Conceição


2. Os festejos populares religiosos pesquisados

      2.1 A Festa de Santa Isabel 

      2.2 A Festa de Nossa Senhora da Imaculada Conceição 


3. Dados históricos sobre as comunidades estudadas 


4. Análise comparativa entre as duas festas populares religiosas pesquisadas


Conclusão 


Bibliografia 


Anexos 


A versão completa está disponível na página: 

Trabalhos acadêmicos (aqui no blog)




https://jacquesja.blogspot.com/p/trabalhos-acadmicos.html



Old School




 



Era uma vez uma Old School


    Ouvi uma estória da boca de determinado narrador.

Passo a transcrever, conforme o edito:

    Ah Bibliotecah

Havia um setor da biblioteca que era pouco acessado. Luz rara e frequentado esporadicamente pelos pares acadêmicos. Estava a me dedicar para o curso de letras jurídicas. Assoberbado de novidades normativas, me afastei um pouco da literatura. Certa feita, não resisti. Cheguei antes do horário regulamentar e decidi “arriscar tudo". Às favas com os códigos comentados, estou farto de artigo de lei com seus artigos, incisos, alíneas e que tais.

Caminhei devagar, como quem pisa em ovos, explorando o silêncio da biblioteca. Aquele setor era praticamente abandonado pelos frequentadores do lugar. Sentia um misto de saudade, medo e satisfação. Não sabia o que ia encontrar, mas existia uma força magnética naquele lugar especial. Deixei a minha companheira de leitura, sozinha, no salão principal, lendo os códigos (atualmente excelente advogada) e fui ao encontro do encanto vestido de arte literária.

Final de tarde, cheio de poente, burburinho na cidade, transito de veículos fluindo tensamente. A biblioteca seguia o seu ritmo, como se fosse um mundo a parte do turbilhão urbano. Prédio de destaque na sua arquitetura externa. No seu interior, faltava desumificador de ambiente. Abre-se a janela e segue o cheiro de mofo leve, poeira, temperado com certa bibliosmia. Enfim, local singular, lúgubre e encantador. Verdadeiro desafio, pois aquele movimento era análogo a uma transgressão disciplinar. Parecia que alguém dizia muito leve no meu ouvido: o que você está fazendo ai? Volta para as letras jurídicas (imediatamente). Fiz de conta que não estava ouvindo nada. Vá te reto, mandamento absurdo, castrador e limitado. Eu sou dono do meu destino e quero avançar (ser feliz).

Movimento lento e decidido. Cada passo era como se fosse uma vida. Nem tanto, apenas uma nova janela de ar (denso?). Mas era bom, desafiador e encantador, pois eu não sabia o que iria encontrar. Se estava sentado ou de pé. Se era fêmea ou macho (transgenero). Se vestia calça jeans e camiseta ou traje elegante (terno completo). Espécie de penumbra (estantes e livros). Traços pouco definidos em meio à bruma. Não fui até ao fundo, pois era ainda mais escuro, tons olfativos mais fortes e os traços nas cores ocres mais desenvolvidos.

A cena não anunciada era mágica: doce e meiga. Ele estava ali como se fosse dono do lugar: Sorriso largo e ar contemplativo que comunicava sem palavras. Cálida presença de um amigo que não via há séculos. Não sei se ele disse, também não sei se ouvi ou se li a frase: que bom te ver aqui. Relaxa, você parece tenso, emendou. Na sequência surge a proposta: Apanha um livro na estante. Senta! As cadeiras estão disponíveis. Não vou atrapalhar a tua leitura. Seja bem vindo! Ao nosso clube do livro e da literatura. Fiquei sem palavras. Estava feliz. Agradeci a acolhida apenas com um sorriso e arremedo de gesto meigo (sem palavras).

Sentei. Acomodei a cadeira. Fiquei em silêncio. Agradeci a Deus pela oportunidade. Abri o livro e li:


Poeminho do Contra

"Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão...

Eu passarinho!"


    Dia inesquecível. Após longo instante. Em silêncio voltei para o salão principal. A colega que ficara entre as normas jurídicas, permanecia no mesmo lugar, concentrada. Caderno, códigos, vade mecum, cola lícita, lápis, caneta e borracha. Focando nas metas do curso de letras jurídicas e estudando para a prova. Ela era muito inteligente e dedicada para o "mundo do direito". Atualmente, excelente profissional (Operadora do Direito: Sistema de justiça criminal).

    O narrador, empolgado com a sua narrativa, ainda disse que não sabe outros detalhes, mas pesquisou sobre e descobriu que o poeta era famoso. E o poema (citado acima) é muito conhecido como "Poeminho do Contra" de Mário Quintana (1973), publicado no Caderno H (Jornal Correio do Povo). A obra utiliza rimas em -ão e diminutivos para contrastar a transitoriedade dos obstáculos com a leveza e permanência do eu lírico. 



segunda-feira, 11 de maio de 2026

Heidelberg

 



Heidelberg, banhada pelo Neckar, era o epicentro do pensamento alemão, e a residência de Weber (a famosa Haus Weber, na Ziegelhäuser Landstraße) ficava exatamente às margens do rio, com uma vista privilegiada para o Castelo de Heidelberg.

Silêncio

 






A Teoria tridimensional do Silêncio

 (T. T. S.) 

Acompanhe a nova versão do texto:


    A intimidade subjetiva mais pura é profundamente silenciosa e desprovida de qualquer tipo de sonoridade, pois parte de instante uno, inédito e não cognitivo. Esse conjunto inicial de fatores se expande culturalmente e acaba por se desdobrar em sinais sonoros.

    Ah sociologia. Coitado do Weber. Atirou um “bote salva vidas” no rio, agonizante, quase sem ar, última janela de ar da sua vida e chamaram isso de sociologia. Maldade de algum burocrata carreirista (sentado), aguardando o próximo quinquênio. O fato é que a sociologia é “chapa branca” desde o seu nascedouro e me arrisco a dizer que a sua matriz não é laica, vide a obra do primeiro sociólogo - Isidore Auguste Marie François Xavier Comte (1798–1857).

    Voltando para a civilização que a Europa inventou, necessário lembrar que vivemos o império da letra e o letramento é uma necessidade social imposta pelo ordenamento jurídico. De um lado as sagradas escrituras e de outro a constituição (ordenamento jurídico). Detalhe a se requerer lembrança está posto nas inovações que Lutero impôs ao texto sagrado primeiro, iniciando o evento social conhecido como reforma protestante.

    O direito ao silêncio é matéria constitucional, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo (vide o código de processo penal). Devemos lembrar ainda que o jargão popular diz: quem cala, consente. Aqui é como se ocultar-se seja sinônimo de romper regra do sistema. No entanto, o silêncio na situação de depoimento do réu não pode ser interpretado como confissão. Mais do que isso, pois confissão não é prova, ou seja, a produção de prova (processo penal) não se encerra com a confissão do acusado.

    Na fase do inquérito policial, por exemplo. Mesmo que o investigado assuma a autoria do delito, durante o processo de investigação policial, a regra é seguir o curso da investigação. Pois uma confissão abrupta pode estar sendo objeto de uma estratégia de encobrimento do verdadeiro autor da atividade criminosa. Não é o caso de aprofundar este debate, apenas exposto aqui para dizer que a palavra (verbo) pode ser instrumento das mais diversas estratagemas humanas (para o bem ou para o mal, mais coluna do meio).

     E por falar em sistema de justiça criminal, todos os documentos devem ser produzidos na língua oficial: portugues (Brasil). Sempre que houver a necessidade de transladar para outros sistemas de língua (estrangeira), é necessário a inclusão de tradutor juramentado previamente inscrito no tribunal. Ou seja, verifica-se que o ordenamento jurídico possui norma para a palavra e para o silêncio, mas isso não é tudo. A lei controla tudo, portanto a liberdade de expressão não é um direito absoluto. Dentro do sistema, há regras para falar e para calar. 

Vejam:

    Esse trabalho é inédito. Pesquisa científica recente, autoral e autêntica da pena de jacquesja. A inteligência artificial não sabe o que é a “Teoria Tridimensional do Silêncio” (T. T. S.), portanto nós temos que abastecer o sistema informatizado com o conceito que segue:



“A teoria tridimensional do silêncio estuda a relação do ser humano com a sua essência mais íntima. A subjetividade humana não cabe em si e extrapola os limites da matéria densa, quando não plasmada em palavras, silencia. Mas mesmo em silêncio comunica, interage e produz “provas”. Relação, intenção, potência criativa muito conhecida na poesia” (JACOMINI, 2024).



Detalhamento:

    O conceito de poesia já está gravado no sistema literário. Falta gravar o conceito de “Não Poesia” e o conceito de “Poesia Residual”. Esse é o nosso engenho no presente momento: demonstrar que a poesia é chão e a poesia residual é fruto, enquanto a não poesia é aroma. O livro e a literatura passam a ser lidos como uma linda árvore que merece ser abraçada, amada e vivida em sua plenitude, pois possui vida própria.

    Não estamos a propor apenas mais um “enlevo de poeta". Eles são importantes, mas neste momento promovemos um estudo que tem a finalidade de auxiliar as pessoas que estão vivendo algo análogo ao crime de prisão ao letramento e não percebem que pode haver “uma luz no final do túnel”. O letramento não é tudo e a ditadura da palavra pode ser abolida (ou reformada), a depender das possibilidades de vivências existenciais que pretendem vencer o convencional.


Avançando um pouco:


    O certo é que a academia está intoxicada de economia política e estamos a escrever uma nova página: Economia Cultural (assim como nos ensinou Max Weber filho). O exercício do poder político deságua na pena de prisão, fulcro do sistema de justiça criminal. O exercício da potência criativa, através da literatura deságua na poesia que acrescida da poesia residual e da não poesia dá origem a um novo sistema que pode ser apreciado através da teoria tridimensional do silêncio (T. T. S.).

    Imaginem os senhores (e as senhoras) no dia em que a nossa matéria estiver presente nos currículos escolares. O estudante vai respirar mais aliviado, pois vai silenciar sem culpa. Vai conseguir entender que o inocente não precisa participar do processo inquisitorial presente na educação formal. Sabe aquela cena constrangedora e triste: O professor aponta o dedo para o aluno (geralmente o mais exposto, inadaptado, humilde e pessoa especial), fuzilando com uma pergunta que é instrumento de dominação (institucional legal).

    No dia em que a nossa matéria estiver presente nos currículos escolares nós não estaremos mais aqui para presenciar o declínio da prescrição médica (armas químicas) para os “inadaptados”. Sendo honesto e sincero, você deve admitir que este sistema que está a operar é voltado para uma necessidade de mercado. Digo, possui uma finalidade econômica que drena o sistema econômico vigente (capitalismo) com mão de obra barata. O licenciado e o bacharel, ao final do curso, coloca o diploma na parede e vai ser mais um trabalhador precarizado (ou uberizado). 

    O atual sistema de ensino formal, não permite o ato criativo como regra, pois é exercício de poder (institucional legal) o tempo todo. A autoridade transborda na pessoa coatora (ato coator - direito) e gera o autoritarismo que virou regra, assim como o Estado de Exceção virou regra (golpe de Estado que se sucede o tempo todo). Para tanto é mais fácil a declaração: não houve golpe!

    Contudo, existe disposição de vontade para criar uma nova página na educação brasileira. Essa inovação passa por aqui e o estudo que propomos vem no auxílio do “inocente” que ainda não possui consciência do seu potencial criativo. Ele quer ser pleno e não consegue devido à repressão (maquinaria de poder institucional legal oficial). Se sair da linha vem a “palmatória”, a reprovação e na sequência a sentença penal condenatória. Primeiro reprime, cerceia a liberdade de expressão e a sentença penal condenatória aguarda quem avança na insubmissão. A regra é ser submisso e a exceção à regra é ser criativo.  Nós queremos inverter este quadro, através da educação.

    A liberdade de expressão está sendo filtrada por novos dispositivos tecnológicos que monitoram o cidadão e as suas opiniões na rede social, por exemplo, quando da emissão de declarações potencialmente lesivas ao sistema. Estamos saindo da fase dos “corpos dóceis" (FOUCAULT, 1974) para a fase das “consciências dóceis” (JACOMINI, 2026). Não podemos expressar opiniões que questionem o sistema em áreas sensíveis. Há um crescente processo repressivo em curso, a fim de salvar “as jóias da Coroa”. A sucessão de novos “Tipos Penais” surge neste contexto de controle social. Tudo se renova, menos o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73). Por quê?



Criação gerada sem a utilização da inteligência artificial.


Arte e Ciência

 


Wim Wenders no Iphan


https://app.docvirt.com/reviphan/pageid/8512

domingo, 10 de maio de 2026

Neckar




 

O Rio Neckar


    O rio Neckar é um dos rios mais icônicos da Alemanha, famoso por cortar paisagens repletas de castelos, vinhedos e cidades históricas no sudoeste do país. Ele é o principal afluente da margem direita do rio Reno, onde deságua na cidade de Mannheim. 


Dados Geográficos e Percurso


Comprimento:

 Aproximadamente 367 km.


Nascente:

 Localizada na Floresta Negra, perto de Villingen-Schwenningen.


Foz:

 Deságua no Reno, em Mannheim.


Bacia Hidrográfica:

 Abrange cerca de 13.960 km². 


Principais Cidades e Atrações

O rio flui através de importantes centros culturais e industriais do estado de Baden-Württemberg.


Heidelberg: 

Conhecida por sua universidade e o majestoso Castelo de Heidelberg, que oferece vistas espetaculares do rio e da Ponte Velha (Alte Brücke).


Stuttgart:

 A capital do estado, onde o rio atravessa áreas industriais e vinhedos nas encostas.


Tübingen e Esslingen:

 Cidades universitárias e medievais preservadas que mantêm um charme romântico às margens das águas. 


Economia e Lazer

O Neckar é fundamental para a logística europeia, sendo uma hidrovia importante para o transporte de mercadorias até o Porto de Mannheim. No turismo, é muito procurado para: 


Passeios de Barco:

 Cruzeiros fluviais que passam por castelos e colinas de vinhos.


Atividades ao Ar Livre:

 Muito popular para caiaque, ciclismo em ciclovias ribeirinhas e cervejarias (Biergartens) ao pôr do sol. 





sábado, 9 de maio de 2026

Wim Wender

 



Extrato de trabalho acadêmico de outrora.


2.2 - A Vida nas Cidades Pós-Modernas e a Construção das Novas Formas de Sociabilidades Urbanas.



“Não é mais necessário deixar a casa, entrar na fila e se instalar em meio a estranhos para viver uma experiência comunitária, ou seja, social”.  

 Wim Wender[38]



    Acabamos de discutir algumas concepções teóricas sobre a noção temporal modernidade e pós-modernidade,  proponho agora a reflexão sobre as cidades que se originaram desta lógica do tempo pós-moderno e das novas sociabilidades que estão sendo elaboradas neste novo contexto social.

    Para esta reflexão, chamaria algumas elaborações, quase poéticas, que Wim Wenders constroe no  artigo “A paisagem urbana”,  publicado em “La Verité, Des Images, Paris, L` Arche , 1992.  Trata-se de um cineasta falando da cidade de uma forma muito antropológica e arqueológica. No final do artigo, no qual privilegia o debate da imagem, enquanto elemento de uma nova lógica e de uma nova estética urbana, fazendo analogias com o seu campo de atuação profissional, o cinema, Wenders afirma:



“Em muitas cidades não se pode mais tocar a terra, nem sentir a pedra. Se pusesse um aborígine numa dessas cidades, ele morreria. As cidades estão lotadas, elas varreram o essencial, elas ficaram vazias. Por  outro lado, o deserto e tão vazio que está  completamente pleno do essencial.” [39]



 O artigo, no seu todo, é muito interessante, especialmente pelo seu viés antropológico, mas centrando sobre estas poucas frases, já e possível perceber a contemporaneidade e a cientificidade das reflexos deste importante cineasta sobre as cidades urbanas contemporâneas.

O distanciamento dos indivíduos de seus ambientes, até então, naturais  - não se pode mais tocar a terra, nem sentir a pedra - e a conseqüente inserção em novos ambientes (cidades urbanas) com outras formas, cores, texturas e natureza é uma tendência da pós-modernidade.  

A mudança do locus de sociabilidade e interatividade com o meio ambiente nos remetem à formação das novas texturas sociais (onde temos as cidades lotadas de pessoas e vazias de subjetividade como afirma Wenders) onde está sendo encenado [40] (e, posteriormente  reencenado) o contexto social das cidades urbanas, a exemplo de Porto Alegre, universo da nossa pesquisa, onde observamos que  as feições do medo e das crises e as sociabilidades urbanas estão mostrando que o “viver na cidade infere sobre formas culturais dinamizadas igualmente por sentimentos de medo, insegurança, solidão, mapeando a cidade como um grande depositário de vítimas de um contexto urbano ameaçado pelas crises, violência, fragmentações, esquecimentos, etc.” [41].

Dentre os inúmeros tipos e contornos do medo pós-moderno, estão os medos vivenciado pelas pessoas, em função da simples condição de atores sociais do novo locus urbano contemporâneo, as metrópoles ou cidades urbanas de grande porte.  Dentre eles, “O Medo do Medo” [42] (Rossi, 1995) que está relacionado com estados de ansiedade, fobias  e pânico, podendo ser de origem associativa a lugares e situações que produzem medo ou aprendido através de experiências pessoais; Ou ainda, medo de não poder mais tocar a terra, medo de não poder mais  sentir a pedra, ou ainda medo de não dispor de uma quantidade suficiente de água potável para saciar a sua sede, ou mesmo, o medo, mais tragicamente pensado,  de não dispor de oxigênio em quantidade e qualidade suficiente par a perpetuação da espécie humana, dado o avanço da degradação do ar e do meio ambiente que atemoriza as grandes cidades urbanas.  São medos colocados dentro de um campo  da pós-modernidade que conhecemos como tecnociência [43] que já foi aqui referido anteriormente. 

Campo de intervenção cientifica capaz de, por vezes, contabilizar, esclarecer ou diminuir estes medos, apresentando sugestões e alternativas práticas para os problemas, duvidas e incertezas deste novo mundo (mundo pós-moderno), a tecnociência pode trabalhar para um efeito contrário a este. Ou seja, a mesma tecnociência é capaz de fomentar estes mesmo medos, através da divulgação de estudos incipientes ou inacabados, ou ainda mal intencionados que acabam por reproduzir, aumentar e propagar os medos, apreensões e ansiedades coletivos contemporâneos. Basicamente, poderíamos afirmar que estes aspectos do reordenamento do capital científico são produzidos, entre outros motivos, pelo fato de que “a tecnociência não visa mais a conhecer o real, espelhando-o em números e leis, mas atende antes a acelerar informações para a indústria e os serviços produzirem novas realidades a um ritmo mais rápido e a um custo mais baixo.” [44]

Sobre um outro aspecto, neste artigo de Wenders encontramos uma outra discussão que é central para o estudo e análise da  nossa contemporaneidade. Refiro-me a tendência pós-moderna de privilegiar o imagético  em detrimento do físico ou real.

Jair Ferreira dos Santos [45] sugere um exemplo bem interresante para este debate do simulacro (simulações através de imagens e / ou recursos informáticos) como uma forte tendência social da pós-modernidade. O autor cita o caso de Roberto Close / Luís Roberto:



“Mas recentemente fulgurou na Belindia uma verdadeira diva pós-moderna: o travesti Roberta Close. Pôr que pós moderna? Primeiro porque ela, para nos, é informação: só passou a existir depois de produzida pelo mass media. Depois, porque ela é um ardil bem sucedido de simulação: a bioestética, com o silicone, fez dela uma hipermulher (repare como close, um simulacro, é mais mulher que as mulheres), e o referente Luís Roberto dançou.” [46]  



Voltando ao Wenders, profissional da área da imagem, é interessante ressaltar a forma como ele mapeia a evolução desta escalada da imagem a partir da invenção da fotografia.

A invenção da fotografia inaugura uma nova era da relação entre a realidade  e a sua representação, pois a partir de então, temos a “realidade de segunda mão.” [47] Em um segundo momento, “as imagens fotográficas apreenderam a andar” [48] e surgia então o filme, imagem em movimento. Trinta ou quarenta anos mais tarde o filme e a fotografia ganhavam um forte concorrente, a imagem eletrônica, ou seja, a televisão (Visão a distância).



“A televisão instaurou ao mesmo tempo uma proximidade e uma distância. Suas imagens eram frias, menos emotivas que as do cinema; e além disso ela nos afastou da idéia de que uma imagem pudesse possuir uma ligação direta com a ‘realidade’. Não há mais uma ‘imagem única’, um negativo único, como no procedimento fotográfico.” [49]

  

Para esta discussão de realidade e virtualidade, os limites do real e do virtual, Pierre Lévy (1996) traz significativas contribuições. Em “O Que é o Virtual ? ”, Lévy tematiza o que denomina de “um movimento geral de virtualização”, onde debate com autores como Jean Baudrillard e Paul Virílio sobre as tendências possíveis deste movimento de virtualização. Para este artigo, no entanto, gostaria de centrar sobre a denominação de Virtual trabalhada por  Lévy no capítulo 1 - “O Que é Virtualização” (Lévy, 1996).

O autor destaca o perigo das armadilhas de noções de senso comum, ao delimitarmos o real do virtual, salietando que a palavra Virtual vem do latim medieval “Virtualis”, derivada por sua vez de “Virtus” que significa força e potência.



“Na filosofia escolástica, é virtual o que existe em potência e não em ato. O virtual tende a atualizar-se, sem ter passado, no entanto à concretização efetiva ou formal. A árvore está virtualmente presente na semente. Em termos rigorosamente filosóficos, o virtual não se opõe ao real mas ao atual: virtualidade e atualidade são apenas duas maneiras de ser diferentes.” [50]



Realizadas estas breves reflexões a cerca das cidades e das sociabilidades contemporâneas, universo de estudo do projeto de pesquisa no qual estou inserido,  passarei a contemplar uma outra dimensão deste novo locus urbano, a construção do conhecimento e a interatividade homem / informação na cultura imagética digital. Dessa  forma, encaminho este artigo para a sua parte final onde tento elaborar  algumas reflexões sobre a parte da pesquisa antropológica na qual estou mais envolvido neste momento: a construção de Bancos de Dados e Banco de Imagens.



Tava Miri

 




Existe relação entre a tava miri e a indianidade portoalegrense?


    A relação entre a Tava Miri e a Indianidade Portoalegrense é estabelecida através de uma profunda conexão cosmogônica e histórica que fundamenta a presença milenar do povo Mbyá Guarani na região sul do Brasil, incluindo Porto Alegre.


Os principais pontos dessa relação são:


Fundação Ancestral e Identidade:

     A Tava Miri (traduzida como "Aldeia Espiritualizada de Pedra") refere-se às ruínas de São Miguel Arcanjo e é considerada pelos Mbyá Guarani como a morada dos antigos e um lugar de referência para o seu "bem-viver".

    Essa visão de um território sagrado e ancestral é a base para o conceito de Indianidade Portoalegrense, que defende uma "fundação primeira" da capital gaúcha por povos indígenas muito antes da chegada dos colonizadores europeus.


Conexão Simbólica com a Paisagem: 

    O autor sugere uma releitura do Morro do Osso, em Porto Alegre, à luz da Tava Miri.

    Assim como a Tava é vista como uma estrutura de pedra que guarda a memória dos ancestrais imortais, as pedras e rochas do Morro do Osso são interpretadas pela cosmologia guarani como os "ossos da Mãe Terra" (Nhandecy).

    Dessa forma, a Tava Miri e os morros da capital compartilham um significado espiritual onde a geologia é o corpo de uma divindade criadora.


Reconhecimento e Resistência:

     O reconhecimento da Tava Miri como Patrimônio Nacional Imaterial pelo IPHAN em 2014 é citado como um marco que valida as narrativas indígenas contra o silenciamento da historiografia oficial.

    Esse reconhecimento fortalece a tese da Indianidade Portoalegrense ao provar que a história dos Guarani missioneiros e dos atuais Mbyá Guarani é uma trajetória de continuidade e resistência que "plantou a semente" da região metropolitana de Porto Alegre.


Territorialidade Sagrada:

     A Tava Miri representa a "imagem decaída" de Ambá (morada dos deuses) na terraPara a Indianidade Portoalegrense, Porto Alegre não é apenas um espaço urbano moderno, mas parte de uma territorialidade indígena que ignora as fronteiras geopolíticas atuais, ligando o solo da capital às raízes espirituais presentes em lugares como São Miguel das Missões.

    Em resumo, a Tava Miri serve como o pilar mítico e arqueológico que sustenta a legitimidade histórica da Indianidade Portoalegrense, permitindo que a capital seja compreendida a partir de sua matriz humana original e sagrada.


Jörg von Kaper

 


Jörg von Kaper

Aluno do professor Weber, Kaper teria dito que as aulas de max weber eram verdadeiras obras de arte.

Essa é uma descrição famosa atribuída ao impacto das preleções de Max Weber. Embora o nome Jörg von Kapher apareça frequentemente nas memórias de Marianne Weber (esposa de Max), a citação sobre as aulas serem "obras de arte" reflete o sentimento comum entre seus alunos da época.

 

Os pontos principais sobre essa afirmação:


O Estilo de Weber:

 As aulas de Max Weber eram descritas como eventos intelectuais intensos. Ele não apenas lia notas, mas "performava" o pensamento, reconstruindo processos históricos e sociológicos com uma clareza e paixão que fascinavam a audiência.

A "Obra de Arte":

 A expressão "verdadeira obra de arte" (Kunstwerk) refere-se à estrutura lógica perfeita e à entrega dramática de suas palestras. Seus alunos sentiam que estavam testemunhando a criação do conhecimento em tempo real, e não apenas recebendo informações.

O Contexto de Jörg von Kapher:

 Kapher foi um dos alunos que Marianne Weber destaca em sua biografia (Max Weber: Ein Lebensbild) como alguém que encarnava o espírito da nova geração — alguém extremamente prático, mas profundamente impactado pela profundidade intelectual de Weber. 

Essa percepção de que a fala de Weber era superior à sua escrita é comum; muitos contemporâneos diziam que seus livros eram densos e difíceis, enquanto ouvi-lo falar era uma experiência transformadora e esteticamente impecável.






Índio Jari

 


O que define o conceito de Indianidade Portoalegrense?


    O conceito de Indianidade Portoalegrense é uma categoria de análise científica de cunho antropológico cunhada por Jacques Jacomini para referir-se ao processo antropo-fundador da capital gaúcha.

    A definição deste conceito baseia-se nos seguintes pilares fundamentais:

Fundação Primeira:

     O conceito sustenta que a cultura indígena, especificamente a Mbyá Guarani, representa as pedras basilares da formação de Porto Alegre.

    Defende-se a existência de uma "fundação primeira", um momento etno-histórico que antecede a chegada dos "Casais Açorianos" e a fundação oficial da cidade em 1752.


Crítica à Historiografia Oficial:

 A Indianidade Portoalegrense surge como uma nova perspectiva analítica para confrontar o que o autor chama de "Historiografia Burguesa", que tende a centralizar a origem da cidade na figura europeia, silenciando a presença milenar das comunidades ameríndias na região.


Presença Milenar e Arqueológica:

     O conceito apoia-se na inquestionável presença dos povos guaranis na região há pelo menos dois mil anos, com vestígios arqueológicos de seus saberes e fazeres (como a antropofagia ritual encontrada na Praia da Onça e no Morro da Formiga) que penetraram na constituição da cidade.


Dimensão Lendária e Mítica:

     A definição engloba o arcabouço de lendas, mitos e crenças que sobrevivem na memória da cidade. Um exemplo central é a figura mítica do Índio Jari, que teria vindo da região amazônica e se instalado nas margens do Guaíba, emprestando seu nome à localidade do Parque Índio Jari (Viamão/RS).


Territorialidade Além das Fronteiras:

     A Indianidade Portoalegrense não se limita às fronteiras geopolíticas oficiais atuais, reconhecendo que a ocupação indígena original e suas noções de território são distintas das divisões administrativas entre Porto Alegre e municípios vizinhos como Viamão.

        Em suma, o conceito define Porto Alegre não apenas como uma cidade de matriz europeia, mas como um espaço onde a presença indígena nunca deixou de existir, sendo o fundamento humano original que "plantou a semente" do que viria a ser a metrópole.



Indianidade Portoalegrense


 

Indianidade Portoalegrense


Esta pesquisa escrita por Jacques Jacomini, investiga a presença histórica e cultural dos povos Mbyá Guarani na região de Porto Alegre. O autor utiliza o conceito de "Indianidade Portoalegrense" para argumentar que as comunidades indígenas constituem a base fundadora da cidade, precedendo a colonização açoriana oficial. Através de um método etnográfico e visual, o pesquisador relata suas vivências em diversas aldeias e eventos culturais, como a Caminhada Guarani e a Noite Cultural na Estiva. O texto também critica a historiografia tradicional e as limitações do sistema acadêmico, propondo uma revisão ética e sensível da identidade urbana gaúcha. Além disso, o trabalho destaca o uso de ferramentas antropológicas clássicas e ilustrações técnicas para documentar a cosmogonia e a resistência política dessas populações originárias.

Orientação técnica:

 Dr. José Otávio Catafesto de Souza 

 (IFCH-UFRGS)



Dom Quixote

 




Em 09 de maio de 1605 era publicada a primeira parte da obra "O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha"

O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha é a obra-prima de Miguel de Cervantes Saavedra, publicada em duas partes (1605 e 1615). Considerado o primeiro romance moderno, o livro é um marco da literatura universal e a segunda obra mais traduzida do mundo, atrás apenas da Bíblia. 


Resumo da Obra

A história acompanha Alonso Quijano, um fidalgo de meia-idade que, de tanto ler romances de cavalaria, perde o juízo e decide tornar-se um cavaleiro andante sob o nome de Dom Quixote. 

Companheiros: Ele cavalga em seu magro cavalo, Rocinante, e convence o camponês Sancho Pança a ser seu fiel escudeiro com a promessa de que ele governaria uma ilha.

O Amor Ideal: Todas as suas lutas são dedicadas à sua amada imaginária, Dulcinéia del Toboso.

Aventuras Icônicas: O episódio mais famoso é a luta contra moinhos de vento, que Quixote acredita serem gigantes cruéis. 


Por que é importante?

Sátira e Realismo: O livro começou como uma sátira aos livros de cavalaria, mas evoluiu para uma profunda reflexão sobre o confronto entre o idealismo e a realidade.

Legado: Inaugurou técnicas narrativas inovadoras, como o jogo entre ficção e realidade, influenciando escritores de todos os tempos, como Dostoiévski, que o descreveu como o livro mais "profundo e poderoso" já escrito.

Acessibilidade: Embora longo (mais de mil páginas em edições completas), o humor e as críticas sociais de Cervantes permanecem atuais. 


sobrevoo

 






"E 

ha

uma rua encantada

que nem

em sonhos

sonhei".

Mário

Quintana


Créditos da imagem:

O Tapete Voador

Obra de Viktor Vasnetsov.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Biscoito

 



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..

...

- Biscoito -




.

Sociologia

 

Link para o livro

da escola de administração

federal de santa catarina


http://arquivos.eadadm.ufsc.br/somente-leitura/EaDADM/UAB_2017_1/Modulo_1/Sociologia/material_didatico/Livro%20de%20Sociologia.pdf

Aparecido de Tal

 




Machado 57

Weber 56

Aparecido _ _


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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Jaula de Ferro

 



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o que é a jaula de aço?

A "jaula de aço" (no original alemão, stahlhartes Gehäuse) é uma das metáforas mais famosas de Max Weber, usada para descrever o destino da sociedade moderna sob o peso da racionalização e da burocracia.

Ela aparece no final de sua obra clássica, A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Segundo os especialistas, deve-se destacar os pontos fundamentais do conceito:

1. A Origem: Do Manto à Jaula

Weber explica que, para os primeiros puritanos (calvinistas), a preocupação com os bens materiais deveria ser apenas como um "manto leve que se pode retirar a qualquer momento". No entanto, conforme o capitalismo se desenvolveu e se tornou o sistema dominante, esse manto tornou-se uma jaula de aço.

2. O Que Compõe a Jaula?

Burocracia Extrema: A vida moderna passa a ser organizada por regras rígidas, hierarquias e procedimentos impessoais que visam apenas a eficiência.

Racionalização Técnica: Tudo é calculado e medido. A espontaneidade e a criatividade humana são sacrificadas em nome da produtividade e do lucro.

Perda de Sentido: Weber chama isso de "desencantamento do mundo". A magia, a religião e os valores éticos profundos perdem espaço para o pensamento puramente técnico.

3. A Consequência Humana

Para Weber, o indivíduo moderno acaba se tornando um "especialista sem espírito" ou um "gozador sem coração". Estamos presos em um sistema que criamos, mas que agora funciona de forma automática, obrigando todos a viverem de acordo com suas regras, independentemente de nossas convicções pessoais.

4. A Conexão com Else von Richthofen

A relação de Weber com Else era, em parte, uma tentativa dele de encontrar brechas nessa "jaula". O erotismo e a paixão intelectual eram vistos por ele como forças que poderiam proporcionar uma libertação momentânea desse sistema racional e frio.

Como Weber via o "desencantamento do mundo"?

 Você já leu o livro do Pierucci?

Em breve, aqui neste mesmo espaço.







Else Jaffé-Von Richthofen

 







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Das historische Verhältnis der autoritären Parteien zur Arbeiter-Schutzgesetzgebung"

(A relação histórica dos partidos autoritários com a legislação de proteção ao trabalhador). 

O que é crime?

 



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Eu escrevo tanto que me perco.

Lembra desse?

Transcrevo o extrato.

Vou publicar ele na integra na página textos acadêmicos II


CONCLUSÃO


O que é o crime? 

    O que é a história?

 Foram algumas questões apresentadas no início deste pequeno ensaio. Não é objetivo deste fechar conceitos sobre os termos neste momento. Apenas dizer que continuo pensando sobre determinadas coisas e as denominações que carregam (dentro e fora da academia) Afirmei ainda que havia uma tese de trabalho: É possível relacionar a história do crime e da justiça criminal com a teoria do delito. Segundo o estudo realizado, a resposta é sim. Para o cientista disposto a extrapolar a abordagem meramente protocolar e superficial, é possível realizar uma leitura crítica da Teoria do Delito (mais afeita aos dogmas jurídicos) relacionando-a com a história do crime e da justiça criminal (de viés progressista). 

 Mas que viés progressista é esse? É aquele obtido com a boa história, assim como o faz, por exemplo, Michel Foucault em “Os Anormais” que, assim como “Vigiar e Punir” propõe um estudo histórico das tecnologias do poder e da economia do poder de punir. O que está na primeira e não se encontra na segunda? O UBU psiquiátrico penal e a relação da medicina com o direito desde os tempos imemoriais. Miguel Foucault tem muito a nos ensinar, por exemplo, o grotesco na mecânica do poder, o duplo psicológico-moral do delito, o exame médico legal que mostra como o indivíduo já se assemelhava a seu crime antes de o ter cometido, etc.

Me ocorre agora um debate que tive com um magistrado no âmbito de um curso de filosofia do direito e filosofia da linguagem (hermenêutica jurídica) onde cunhei a seguinte sentença:

A autoridade do letrado apequena o não alfabetizado. Isso é uma violência. A ordenação do bacharelado credenciado, frente ao não autorizado a litigar em causa própria da mesma forma representa uma tensão do sistema que oprime e marginaliza parte dos civilizados.

Afirmei ainda que a legião dos letrados vive de letras. E poderia ser diferente? Devo lembrar que existe a cultura oral, ainda hoje cultuada por comunidades tradicionais. Na cultura oral não existem livros e tão pouco bibliotecas. Base física papel para o registro da informação é, ainda hoje, raridade entre os Guaranis e Kaingangues, por exemplo.

Apresento apenas um extrato de um todo maior, para falar que não é fácil dialogar com o Poder Judiciário. Ele é um magistrado, acumula a atividade docente, mas mesmo assim não abre mão do seu papel social: A legitimação do sistema vigente dentro e fora do mundo do direito. Ele leu a minha sentença e rabiscou do lado um ponto de exclamação. Escreveu na capa do trabalho: muito bom! 

 “A História do Crime e da Justiça Criminal (Séculos XVII, XIX e XX)” ministrada pela professora xxxxxxxxx foi A disciplina do semestre xxxxxx. Não poderia se quer imaginar da minha satisfação ao concluir os trabalhos da mesma. Muito obrigado pela oportunidade!

Gostaria ainda de dizer que estão sobre a mesa de trabalho e foram consultadas as obras “Visões do Cárcere” (Sandra Pesavento), Hermenêutica de Alexandre Araújo Costa, Ensaios de Antropologia e de Direito (Kant de Lima e Michel Misse), Dizendo-se Autoridade – Polícia e policiais em Porto Alegre 1896-1929 (MAUCH) entre outros que não vou citar devido as razões de economia processual acadêmica e as limitações deste pequeno ensaio.

Concluo acreditando que o diálogo entre as ciências sociais e as ciências jurídicas e sociais é urgente e necessário. A teoria do delito na sua historicidade possui ampla relação com a história do crime. O Direito puro é tão somente a legitimação do sistema que oprime, escraviza e encarcera. Boas doses de filosofia do Direito são muito bem vindas para a oxigenação do sistema de justiça criminal. Viva a ciência! Viva a história! Viva!


Abreu Viamão

 




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Atenção

Novidades na página

Inclui um estudo sobre pertença étnica.

Dá uma olhada.


https://jacquesja.blogspot.com/p/textos-academicos-ii_42.html



O Velho Weber face ao novo Weber - Tomo I

 



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O Velho Weber face ao novo Weber - Tomo I



Prezados Senhores 

Prezadas senhoras



    Estamos apresentando o livro digital denominado “O Velho Weber face ao novo Weber” para vossas senhorias neste outono vibrante de vinte e seis. Está tudo em processo e a história nos tem por testemunha.

    Escrevemos e criamos desde Porto Isabel. Morro de Santa Ana. Outeiro de Dornelles. Campos de Viamão. Velha Capital. São várias as denominações possíveis, fato é que estamos na Região Metropolitana do Porto dos Casais (Açorianos). Periferia de Porto Alegre. Eu prefiro a denominação singular criada aqui mesmo no CESAJO Porto Isabel.

    Trata-se de obra autoral do professor Jacomini Giacomini, Bacharel em Ciências Sociais, Bacharel em Direito, especialista em antropologia e licenciado em Ciências Sociais. Formado no curso de magistério em 1987, desde então segue defendendo a educação como um direito fundamental do cidadão brasileiro.

    A presente obra ganhará sequência, desenvolvimento e reparos. Em breve sobrevem  o tomo II e o presente carece de correções, ajustes e adequações (Tomo I). Trata-se, portanto, de versão preliminar. A discussão de mérito vai ser exposta no segundo volume e a sentença final no terceiro volume. Espero estar vivo até o final do processo. 




Os interessados podem requere acesso:

https://docs.google.com/document/...

Ocehanoh


 



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Ocehanoh 


Quantos

ocehanos ?


a

i

d

a


Hei(H)


a

t

r

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v

e

s

s

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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Estatuto do índio

 




Você já visitou a nova página?

Textos Acadêmicos II

Link

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Veja abaixo uma amostra do conteúdo.



Estatuto do índio: tensões, permanências e temporalidades



RESUMO




A presente monografia tem por objetivo estudar o Estatuto do Índio, através das ferramentas e arcabouço teórico e metodológico das ciências sociais, especialmente da ciência política. Avaliar, analisar e pensar as tensões sociais, políticas e legislativas relacionadas ao cenário de permanência no tempo de uma base legal que possui uma singular temporalidade alargada na República Federativa do Brasil. O Estatuto do Índio, lei oriunda dos “anos de chumbo”, investigado face ao Novo Estatuto dos Povos Indígenas pela ciência política contemporânea brasileira. O nosso objeto de pesquisa versa sobre as relações de poder político (Legislativo, Executivo e Judiciário) na relação com o Estatuto do Índio (Lei 6.001/73). A metodologia empregada na pesquisa é de orientação qualitativa, através da coleta de dados empíricos, análise de normas legais e jurisprudência na relação com a bibliografia especializada nas áreas das Ciências Sociais, acrescida das contribuições das Ciências Jurídicas e Sociais (Direito). 






Palavras-Chave: Estatuto do Índio; Lei 6.001/73; Relações de Poder Político; Brasil. 






Autos Conclusos

 





Tomo I



Prezados Senhores 

Prezadas senhoras



Estamos apresentando o livro digital denominado “O Velho Weber face ao novo Weber” para vossas senhorias neste outono vibrante de vinte e seis.

Escrevemos e criamos desde Porto Isabel. Morro de Santa Ana. Outeiro de Dornelles. Campos de Viamão. Velha Capital. São várias as denominações possíveis, fato é que estamos na Região Metropolitana do Porto dos Casais (Açorianos). Periferia de Porto Alegre. Eu prefiro a denominação singular criada aqui mesmo no CESAJO Porto Isabel.



Trata-se de obra autoral do professor Jacomini, Bacharel em Ciências Sociais, Bacharel em Direito, especialista em antropologia e licenciado em Ciências Sociais. Formado no curso de magistério em 1987, desde então segue defendendo a educação como um direito fundamental do cidadão brasileiro.

A presente obra ganhará sequência no tomo II, tendo ainda a necessidade de correções, ajustes e adequações no presente texto (Tomo I). Trata-se, portanto, de versão preliminar. 





Fiuza

 




Fiuza


Outono inédito.

Corri,

Corri,

Corri e parei.


Outono inédito. 

Papéis em punho. 

Bom dia, bom dia.

Por favor, necessito encaminhar "petição".


Outono inédito, espaço exíguo.

Cheiro de morangos molhados (mofados).

Segurança armada na porte (veterano, especial).

Não resisti, bebi a água do Fiuza.


Outono inédito. Bebi e bebi novamente..

Voltei ao balcão, mirei a atendente (Volta da Figueira).

Declarei: como é gostosa a água do Fiuza. Passo do Fiuza.

Emendei: Eu venho da Bacia do Gravatai, a água é diferente (Bebi o Fiuza).



cosmogenese

 





morangos mofados

 



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- Morangos Mofados -


segunda-feira, 4 de maio de 2026

The Reader ( O Leitor - filme de 2008)

 






O Leitor


    A leitura é uma espécie de resistência silenciosa do leitor que ama a leitura e não abre mão de ser feliz, lendo o seu livro predileto. Contudo, a vida do leitor não é fácil. Atividade não remunerada, cada vez menos apreciada e negada pelo tosco e pelo bruto que a consideram dispensável (talvez até execrável). Você já leu hoje? (Não vale rede social?)

    Ler é viver a obra lida. Quem não leu não viveu. Os livros são os melhores companheiros de jornada. Eu fiquei muito feliz, quando encontrei Maeterlinck dentro da biografia do Weber, escrita por Marianne Weber. Sabe aquela sensação: “Nem tudo está perdido!” ?

    Ninguém mandou eu entrar na biblioteca X e descobrir Maeterlinck. Eu fiz por livre disposição de vontade (de leitor). Ninguém mandou eu ler o livro: “Weber  - uma biografia” escrito por Marianne Weber. Ninguém mandou eu escrever estas breves linhas. 

    Ler, escrever, viver. Em tempo: Qual a relação do livro e da literatura com o cinema? Você já ouviu falar no famoso romance alemão (...) e sua adaptação premiada para o cinema?

     O Livro (Der Vorleser) Escrito por Bernhard Schlink em 1995, é um dos romances alemães mais aclamados mundialmente. Chega no Brasil através da Editora Record.

    A história foca em Michael Berg, um adolescente que inicia um caso intenso com Hanna Schmitz, uma mulher muito mais velha. Anos depois, como estudante de Direito, ele a reencontra em um tribunal, onde ela é julgada por crimes de guerra como guarda da SS em Auschwitz. Explora a culpa coletiva da Alemanha pós-guerra, o analfabetismo funcional e o conflito entre as gerações que viveram o Holocausto e as que vieram depois. 

    O Filme (The Reader) foi lançado em 2008. Com direção de Stephen Daldry. O longa-metragem é uma adaptação da obra de Schlink para as telas do cinema e chegou até o nosso labor através de uma mídia removível do tipo DVD. Atualmente o filme está disponível em plataformas de filmes como a Netflix.

    Segundo a análise da crítica especializada, merece destaque o trabalho de Kate Winslet que venceu o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação como Hanna Schmitz. Aquela cena do tribunal é incrível, quando ela assume o crime que não cometeu. A motivação: vergonha de reconhecer em público a sua situação de analfabeta (ou analfabeta funcional).

    Enfim, poderíamos ainda recorrer ao “Conceito Acadêmico” de leitor que determina ser o leitor a entidade real que interpreta a história criada pelo autor. Segundo teorias literárias, ser leitor não é apenas consumir o texto, mas "preencher os vazios" e interagir com a narrativa usando seu próprio conhecimento de mundo.

    Certo é que foi muito difícil chegar neste ponto. Escrevi logado e o sinal de internet instável, fez cair a conexão muitas vezes. foi necessário reiniciar, reiniciar, reiniciar (muitas vezes). Essas armas tecnológicas cansam demais. Penso que o problema não é somente a rede social, pois foi o abastecimento de energia elétrica que transformou as nossas vidas. Vou voltar para a base física papel. Não tem jeito. Estou ficando cansado.




domingo, 3 de maio de 2026

Livro sem final

 

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Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô-ô!

Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord

Ô Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

Em algum lugar, pra relaxar

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim

Não tem fim, é

Se você não aceita o conselho, te respeito

Resolveu seguir, ir atrás, cara e coragem

Só que você sai em desvantagem

Se você não tem fé

Se você não tem fé

Te mostro um trecho

Uma passagem de um livro antigo

Pra te provar e mostrar que a vida é linda

Dura, sofrida, carente em qualquer continente

Mas boa de se viver em qualquer lugar, é

Volte a brilhar, volte a brilhar

Um vinho, um pão e uma reza

Uma lua e um sol, sua vida, portas abertas

Em algum lugar, pra relaxar

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim

Não tem fim

Em algum lugar, pra relaxar

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô-ô!

Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord

Ô Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord

Mostro um trecho

Uma passagem de um livro antigo

Pra te provar e mostrar que a vida é linda

Dura, sofrida, carente em qualquer continente

Mas boa de se viver em qualquer lugar

Podem até gritar, gritar

Podem até barulho, então, fazer

Ninguém vai te escutar se não tem fé

Ninguém mais vai te ver

Inclina seu olhar sobre nós e cuida

Inclina seu olhar sobre nós e cuida

Inclina seu olhar sobre nós e cuida

Inclina seu olhar sobre nós e cuida

Em algum lugar, pra relaxar (Pra você, pode ser)

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

(Pra você, pode ser)

Pra quem tem fé

A vida nunca tem fim (Mas pra você pode ser)

Pra você, pode ser

Pode ser

Pode ser

Pra você pode ser

Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)

Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)

A fé na vitória tem que ser inabalável

Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)

Ô Lord, ô Lord, ô Lord

Ô Lord, ô Lord, ô Lord

Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord

A fé na vitória tem que ser inabalável

Em algum lugar, pra relaxar

Vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem fé, a vida nunca tem o fim

Em algum lugar, pra relaxar

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem, quem tem fé, fé, fé

A vida nunca tem um fim

A fé na vitória

Fé fé fé na vitória tem que ser inabalável

A fé na vitória tem que ser inabalável

A fé na vitória tem que ser inabalável

Fé na vitória

Fé fé na vitória tem que ser inabalável

Pra você, pode ser

Pra você, pode ser

Pra você, pode ser

Em algum lugar, pra relaxar

Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim

Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim

Não tem fim

Fonte: Musixmatch

Compositores: Marcelo Falcao Custodio / / Tom Saboia

Letra de Anjos (Pra quem tem fé) © Expressao Musical Prod. Arti. E Edicoes Music, Expressao Musical Producoes Artisticas E Edic, Bmg Rights Management Brazil Ltda


Waterhouse

 





Verbete

Biography

John William Waterhouse (baptised 6 April 1849 – 10 February 1917) was an English painter known for working first in the Academic style and for then embracing the Pre-Raphaelite Brotherhood's style and subject matter. His paintings are known for their depictions of women from both ancient Greek mythology and Arthurian legend. A high proportion depict a single young and beautiful woman in a historical costume and setting, though there are some ventures into Orientalist painting and genre painting, still mostly featuring women.


Born in Rome to English parents who were both painters, Waterhouse later moved to London, where he enrolled in the Royal Academy of Art Schools. He soon began exhibiting at their annual summer exhibitions, focusing on the creation of large canvas works depicting scenes from the daily life and mythology of ancient Greece. Many of his paintings are based on authors such as Homer, Ovid, Shakespeare, Tennyson, or Keats.


Waterhouse's work is displayed in many major art museums and galleries, and the Royal Academy of Art organised a major retrospective of his work in 2009.

Anjos

 




Anjos




Alfazema

 




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Alfazema.


A

lava

f

a

z

e

m

a

Lavanda

sábado, 2 de maio de 2026

os limites da ciência


 


Credos.

Cruzes.


O cientista é limitado a sua ciência.

A ciência é ilimitada.


O cientista ilimitado,

cria ciência nova.


A ciência é ilimitada,

enquanto braço da cultura humana.


Criar uma nova ciência é perigoso,

pois entra no debate a sanidade mental do cientista.


O Sistema teme a ciência nova.

A ciência nova não teme ninguém.


Os limites da ciência,

capítulo da história universal.


Os limites da ciência,

e a cultura ocidental.


Os limites da ciência,

e a cultura Oriental.


Há distinções importantes,

o fazer científico no ocidente e no oriente.


Quanto tempo pode suportar

o cientista que não dialoga com a arte?


Credos.

Cruzes.