segunda-feira, 3 de agosto de 2026
domingo, 2 de agosto de 2026
o político pré revolucionário
transcrição literal da obra
Página 682
Weber uma biografia
livro de Mariane Weber.
Capítulo XVII
O Político pré revolucionário
Weber vivia em constante inquietação política e assim não conseguia se concentrar exclusivamente no trabalho acadêmico. Como lhe fora negada toda a oportunidade de prestar serviço militar ou de desempenhar uma tarefa prática, ele tentou, mais uma vez, agir como educador político, escrevendo em sua casa.
Desde o início de 1917 ele se expressou repetidamente a respeito de questões de políticas exterior nas páginas do Frankfurter Zeitung jeito e, no início do verão, começou uma série de importantes tratados acerca de questões constitucionais. Afinal, a reorganização interna tornava-se cada vez mais importante, conforme a guerra interminável se prolongava. Pois a disposição das massas para continuar sofrendo por objetivos obscuros e remotos parecia depender da concessão, a todos e ao menos formalmente, de igual influência no processo de decisão política e também da transformação do Estado autoritário em um Estado popular. Isto exigia a eliminação da burocracia na política e do sufrágio prussiano por classes, além da parlamentarização dos governos e da democratização de todas as instituições, estatais.
(...)
Linda
Eu acho que ainda não contei a história do resgate da Linda para vocês. Fato é que ela deixou saudades entre nós. Vejam este registro fotográfico muito antigo que encontrei no acervo.
Passado um tempo, passamos a chamar a Linda de Castanha devido a coloração da sua pelagem.
Filha que partiu.
Amiga está bem, mas muito idosa. Exige cuidados especiais e os gatinhos?
Os gatinhos são um caso a parte. Tranquilos, meigos e muito participativos nas nossas atividades.
Até
Weber uma biografia
Prezados (as)
Como foi o período de férias?
Tudo tranquilo?
Que bom!
Desejo à todos, feliz retorno.
Vejam
Aqui na redação, seguimos trabalhando, de domingo a domingo.
Alguns itens em destaque:
Sigo chocado com a violência urbana.
São muitas questões:
a guerra aqui e acolá.
Os níveis de letalidade das forças policiais são alarmantes no Brasil.
É difícil, extremamente difícil conviver com estes noticiosos da imprensa comercial.
Rui (Costa Pimenta) é muito inteligente, mas não consegui assistir a live de ontem. Vou tentar voltar ali, postriormente.
Eu escrevi muita coisa no blog a cidade de santa isabel que não encontra mais contato com a nossa realidade (não se coaduna com o atual período republicano). As pessoas vão ali e reviram os dados, descobrindo literatura muito antiga. Sigo editando.
O blog jacquesja vai ser descontinuado, pois não encontro tempo para seguir com os livros em fase de conclusão, mais as edições permanentes dos blogs, mais filhos, família, ajardinamento e outros afazeres (tenho que encontrar tempo também para a filosofia, as leituras, música, etecétera e tal).
Enfim
Vamos mergulhar nas letras (a única saída):
transcrição literal da obra
Página 682
Weber uma biografia
livro de Mariane Weber.
Capítulo xvii
"Weber vivia em constante inquietação política e assim não conseguia se concentrar exclusivamente no trabalho Acadêmico".
Vamos seguir, destacando pequenos trechos e passagens mais significativas da obra.
Não esqueça de fazer a sua doação para o nosso projeto.
Você pode apoiar, adquirindo um dos livros anunciados no site ou fazer uma doação com qualquer valor, através de PIX. A chave do pix é a correspondente ao nosso endereço eletrônico:
jaquesxavierjacomini@gmail.com
Feliz domingo!
Moacyr Scliar
O texto como catarse
Pessoas inteiramente felizes não escrevem. Escrever é algo que resulta de algum grau de mal-estar
A palavra mais usada na literatura atual é muito curta: "eu". O número de textos escritos na primeira pessoa é cada vez maior e configura uma verdadeira tendência, que já tinha sido antecipada pelo jornalista e escritor Tom Wolfe, quando se referiu aos anos 70 como a "Me Decade", a década do eu. Na verdade, é a culminação de um longo processo inaugurado pela modernidade que, ao consagrar a noção do indivíduo, possibilitou esse tipo de literatura, praticamente desconhecida no passado. As numerosas narrativas da Bíblia, para ficar só num exemplo clássico, foram elaboradas por autores anônimos que jamais ousariam deixar sua marca pessoal no texto sagrado.
É preciso dizer que esse fenômeno não significa necessariamente egoísmo ou vaidade, pode ser uma reação ao passado que negava individualidades e padronizava os modos de ser. A "Me Decade" e a literatura do eu representam, assim, uma forma de afirmação pessoal que hoje faz parte do equipamento de sobrevivência dos seres humanos.
A primeira pessoa aparece na literatura de diferentes formas. Quando se trata de ficção, é um personagem imaginário, um disfarce não raro tênue para o próprio narrador. Ou então é uma autobiografia. Ou é um depoimento pessoal: alguém falando sobre uma doença que teve, sobre um problema que viveu. A forma de publicação varia. Pode ser um livro. Pode ser um artigo ou uma carta, em jornal. Pode ser um blog.
Vamos pegar o caso da literatura, que é clássico. Quase todos os escritores começam sendo autobiográficos. Com o correr do tempo, adquirem o domínio da forma e a maturidade que permitem criar personagens com vida própria. Mas por que as pessoas escrevem? As respostas variarão. Alguns dirão que vêem na palavra um instrumento de criação estética. Outros, contudo, dirão que sentem necessidade de colocar para fora aquilo que lhes atormenta. Ou seja, uma catarse. A palavra vem do grego e significa purga ou purificação (é claro que os utilizadores da catarse preferirão esta segunda opção).
Pessoas inteiramente felizes não escrevem. Escrever é algo que resulta de algum grau de mal-estar psicológico, de algum grau de neurose. Problemas emocionais não são raros entre os escritores e, em Touched With Fire, a psiquiatra norte-americana Kay R.Jamison colecionou algumas dezenas de casos. Talvez seja uma condição necessária, mas não é uma condição suficiente. Todo Kafka é um neurótico, mas nem todo neurótico é um Kafka, já disse alguém. Freqüentemente sou procurado por pessoas que me dizem: minha vida daria um romance, só que eu não sei escrever este romance.
Pois é. A diferença entre catarse e literatura é esta: literatura é obra de quem tem intimidade com as palavras, de gente que sabe usá-las de forma original e criativa. Mas isto não deve obscurecer o fato de que escrever é bom para todo mundo. Livro, blog, diário íntimo, e-mails, cartas, não importa: escrevam. Escrever é uma forma de auto-interrogação, No mínimo ajuda a pessoa a descobrir quem ela é.
Moacyr Scliar
25/06/2006
Fonte
http://fotolog.terra.com.br/afeiradolivrodeporto:45
o velho weber face ao novo weber tomo I
O Velho Weber face ao novo Weber - Tomo I
Apresentação
Prezados Senhores / Prezadas senhoras
Estamos apresentando o livro digital denominado “O Velho Weber face ao novo Weber” para vossas senhorias neste outono vibrante de vinte e seis. Está tudo em processo e a história nos tem por testemunha.
Escrevemos e criamos desde Porto Isabel. Morro de Santa Ana. Outeiro de Dornelles. Campos de Viamão. Velha Capital. São várias as denominações possíveis, fato é que estamos na Região Metropolitana do Porto dos Casais (Açorianos). Periferia de Porto Alegre. Eu prefiro a denominação singular criada aqui mesmo no CESAJO Porto Isabel.
Trata-se de obra autoral do professor Jacomini Giacomini, Bacharel em Ciências Sociais, Bacharel em Direito, especialista em antropologia e licenciado em Ciências Sociais. Formado no curso de magistério em 1987, desde então segue defendendo a educação como um direito fundamental do cidadão brasileiro.
A presente obra ganhará sequência, desenvolvimento e reparos. Em breve, sobem o tomo II e o presente carece de correções, ajustes e adequações (Tomo I). Trata-se, portanto, de versão preliminar. A discussão de mérito vai ser exposta no segundo volume e a sentença final no terceiro volume. Espero estar vivo até o final do processo.
===== +++++ =====
O Leitor
A leitura é uma atividade ímpar, espécie de resistência silenciosa do leitor que ama a leitura e não abre mão de ser feliz, lendo o seu livro predileto. Contudo, a vida do leitor não é fácil. Atividade não remunerada, cada vez menos apreciada e negada pelo tosco e pelo bruto que a consideram dispensável (talvez até execrável). Você já leu hoje? (Não vale rede social?)
Ler é viver a obra lida. “Quem não leu não viveu” (jacquesja, 2024). Os livros são os melhores companheiros de jornada. Eu fiquei muito feliz, quando encontrei Maeterlinck dentro da biografia do Weber, escrita por Marianne Weber. Sabe aquela sensação: “Nem tudo está perdido!” ?
Ninguém mandou eu entrar na biblioteca X e descobrir Maeterlinck. Eu fiz por livre disposição de vontade (de leitor). Ninguém mandou eu ler o livro: “Weber - uma biografia” escrito por Marianne Weber. Eu realizei o engenho por livre disposição de vontade. Ninguém mandou eu escrever estas breves linhas. Eu estou aqui porque o livro e a literatura é o melhor lugar para estar, a qualquer tempo (e lugar).
Ler, escrever, viver. Em tempo: Qual a relação do livro e da literatura com o cinema? Você já ouviu falar no famoso romance alemão (...) e sua adaptação premiada para o cinema?
O Livro (Der Vorleser) Escrito por Bernhard Schlink em 1995, é um dos romances alemães mais aclamados mundialmente. Chega no Brasil através da Editora Record.
A história foca em Michael Berg, um adolescente que inicia um caso intenso com Hanna Schmitz, uma mulher muito mais velha. Anos depois, como estudante de Direito, ele a reencontra em um tribunal, onde ela é julgada por crimes de guerra como guarda da SS em Auschwitz. Explora a culpa coletiva da Alemanha pós-guerra, o analfabetismo funcional e o conflito entre as gerações que viveram o Holocausto e as que vieram depois.
O Filme (The Reader) foi lançado em 2008. Com direção de Stephen Daldry. O longa-metragem é uma adaptação da obra de Schlink para as telas do cinema e chegou até o nosso labor através de uma mídia removível do tipo DVD. Atualmente o filme está disponível em plataformas de filmes como a Netflix.
Segundo a análise da crítica especializada, merece destaque o trabalho de Kate Winslet que venceu o Oscar de Melhor Atriz por sua atuação como Hanna Schmitz. Aquela cena do tribunal é incrível, quando ela assume o crime que não cometeu. A motivação: vergonha de reconhecer em público a sua situação de analfabeta (ou analfabeta funcional).
Enfim, poderíamos ainda recorrer ao “Conceito Acadêmico” de leitor que determina ser o leitor a entidade real que interpreta a história criada pelo autor. Segundo teorias literárias, ser leitor não é apenas consumir o texto, mas "preencher os vazios" e interagir com a narrativa usando seu próprio conhecimento de mundo.
Certo é que foi muito difícil chegar neste ponto. Escrevi logado e o sinal de internet instável, fez cair a conexão muitas vezes. foi necessário reiniciar muitas vezes. Essas armas tecnológicas cansam demais. Penso que o problema não é somente a rede social, pois foi o abastecimento de energia elétrica que transformou as nossas vidas. Vou voltar para a base física papel. Não tem jeito. Estou ficando cansado.
===== +++++ =====
Livro sem final
Estamos aqui a trabalhar com o conceito de “Livro sem Final”. Este conceito foi tomado da canção que segue transcrita nesta página. Contudo, é possível ainda nova mirada, ou seja, não deixa de ser construção biográfica. Neste sentido, deve-se registrar que Aparecido de Tal, ZB e Nice Jacomini são os únicos biógrafos autorizados para fazer gravar termo declaratório válido no curso do processo.
A canção tema do livro é “Alvorada Voraz” de Paulo Ricardo. Dedicada para o acesso a uma nova “Ciência Política” que canta e encanta.Veja o que disse, certa feita, Max Weber sobre a classe trabalhadora:
“Não tem uma centelha daquele vigor de ação catilinárias nem o sopro daquela paixão nacional que predominava nos salões da Assembléia Francesa”
(WEBER, 1988)
Transcrito do livro:
Weber - uma biografia
Marianne Weber
Vide página 264
Vamos cantar com o Falcão? Aquele que nos inspira a fazer deste conjunto de páginas um livro sem final?!
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô-ô!
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Ô Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim
Não tem fim, é
Se você não aceita o conselho, te respeito
Resolveu seguir, ir atrás, cara e coragem
Só que você sai em desvantagem
Se você não tem fé
Se você não tem fé
Te mostro um trecho
Uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar, é
Volte a brilhar, volte a brilhar
Um vinho, um pão e uma reza
Uma lua e um sol, sua vida, portas abertas
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim
Não tem fim
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô-ô!
Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
Ô Lord, Lord, Lord, Lord, Lord, Lord
Mostro um trecho
Uma passagem de um livro antigo
Pra te provar e mostrar que a vida é linda
Dura, sofrida, carente em qualquer continente
Mas boa de se viver em qualquer lugar
Podem até gritar, gritar
Podem até barulho, então, fazer
Ninguém vai te escutar se não tem fé
Ninguém mais vai te ver
Inclina seu olhar sobre nós e cuida
Inclina seu olhar sobre nós e cuida
Inclina seu olhar sobre nós e cuida
Inclina seu olhar sobre nós e cuida
Em algum lugar, pra relaxar (Pra você, pode ser)
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
(Pra você, pode ser)
Pra quem tem fé
A vida nunca tem fim (Mas pra você pode ser)
Pra você, pode ser
Pode ser
Pode ser
Pra você pode ser
Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)
Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)
A fé na vitória tem que ser inabalável
Nunca tem fim (A fé na vitória tem que ser inabalável)
Ô Lord, ô Lord, ô Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord
Ô Lord, ô Lord, ô Lord, ô Lord
A fé na vitória tem que ser inabalável
Em algum lugar, pra relaxar
Vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé, a vida nunca tem o fim
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem, quem tem fé, fé, fé
A vida nunca tem um fim
A fé na vitória
Fé fé fé na vitória tem que ser inabalável
A fé na vitória tem que ser inabalável
A fé na vitória tem que ser inabalável
Fé na vitória
Fé fé na vitória tem que ser inabalável
Pra você, pode ser
Pra você, pode ser
Pra você, pode ser
Em algum lugar, pra relaxar
Eu vou pedir pros anjos cantarem por mim
Pra quem tem fé, a vida nunca tem fim
Não tem fim
Fonte: Musixmatch
Compositores: Marcelo Falcao Custodio / / Tom Saboia
Letra de Anjos (Pra quem tem fé) © Expressao Musical Prod. Arti. E Edicoes Music, Expressao Musical Producoes Artisticas E Edic, Bmg Rights Management Brazil Ltda
Esta é apenas uma amostra.
As primeiras páginas do livro que segue (...)
Você pode adquirir o e-book completo por apenas R$ 99,00 (noventa e nove reais).
sábado, 1 de agosto de 2026
max weber ein lebensbild
o esquecido legado de Mariane Weber
Artigo por
Caio César Pedron
Doutorando em sociologia pela Universidade Estadual de Campinas, interessado em teoria social
clássica, sociologia do amor e sociologia econômica
Link
https://blogdolabemus.com/wp-content/uploads/2020/01/Ci%C3%AAncia-e-pol%C3%ADtica-como-voca%C3%A7%C3%A3o-o-esquecido-legado-de-Marianne-Weber-para-a-sociologia-contempor%C3%A2nea.pdf
Weber 1864 - 1920
Link para a fonte do extrato:
- Resenha da biografia -
https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/12403/6601
Nise da Silveira
Direito Indigenista
O Processo Histórico (Jurídico Legal) do Direito Indigenista Brasileiro
Mais do que um verdadeiro marco histórico, a Revolução Francesa sugere a existência de uma “Cultura Totêmica” dentro do “Mundo do Direito”. Ou seja, não há que se falar em outro horizonte salvo o qual pousa (impávido e colosso) sobre nós este imenso Totem denominado pela historiografia oficial como “Revoluções Burguesas”. Em esteio impar a Revolução Francesa de 1789.
A Revolução Francesa de 1789 lega para a humanidade muito mais do que um novo paradigma, senão o mesmo que uma “Nova Ordem Mundial” . Nas palavras do historiador José Arruda: “A Revolução Francesa foi (historicamente) o acontecimento mais importante da Época Moderna”. Ela faz parte de um movimento global que afetou todo o Ocidente nos fins do Século XVIII (ARRUDA, 1985. Pag. 168). Importa lembrar ainda que a Assembleia Nacional Constituinte (francesa) aprovou a abolição dos direitos feudais e a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão em 26 de agosto de 1789. Segue em destaque as disposições contidas no artigo sete: Ninguém pode ser acusado, preso ou detido senão nos casos determinados pela lei e de acordo com as formas por esta prescrita. Os que solicitam, expedem, executam ou mandam executar ordens arbitrárias devem ser punidos; mas qualquer cidadão convocado ou detido em virtude da lei deve obedecer imediatamente, caso contrário torna-se culpado de resistência.
Visto a importância da Revolução Francesa, retroagiremos cronologicamente até 1628. A Revolução Puritana posta dentro da quadra histórica conhecida como Revolução Inglesa antecede o cenário da Revolução Francesa. A lide inicia em 1628, quando o parlamento impôs a Carlos I (Soberano da Inglaterra, Escócia e Irlanda) a “Petição dos Direitos”. Naquela oportunidade problemas relativos aos impostos, prisões, julgamentos e convocações do exército não poderiam ser executadas sem a autorização parlamentar. Ou seja, mesmo dentro do Estado Absolutista, o legislador ganha uma importância inédita até aquele momento histórico.
A revolta começou na Escócia, com a tentativa de imposição do anglicanismo aos puritanos e presbiterianos e logo se ampliou. Os rebeldes que se negaram a pagar os novos impostos instituídos por Carlos I foram condenados pelos tribunais reais entre 1639 e 1640. Em suma, cenário de um conflito maior que envolveu toda a região.
A Revolução Inglesa foi muito importante, pois depois dela nenhuma outra surgiu na Inglaterra até a atualidade. Ademais, ela influenciou o processo histórico europeu, pois precedeu e serviu de exemplo à Revolução Francesa. Os ideais libertários e revolucionários oriundos da Revolução Francesa se espalham pelo continente europeu e, posteriormente, para o continente americano (ARRUDA, 1985).
Considerando que a fuga da família real portuguesa para o Brasil se encontra neste cenário da política exterior de Napoleão Bonaparte, chegamos ao ano de 1824, quando do surgimento da primeira constituição brasileira. Podemos inferir que a norma jurídica, objeto da presente investigação científica, também é produto deste longo processo histórico que tem a sua figura nascitura no evento historicamente conhecido como “Revolução Francesa”. Ali nascem a codificação do direito, através da edição do Código Civil, Código Comercial e Código Penal francês (ARRUDA, 1985).
Por sua vez, percebemos que a contenda oriunda do Brasil (império de Portugal), perpassada pela edição do Código Penal do Brasil Colonial, erige a Lei 6.001 de 1973 e seus avanços normativos para a época. Enquanto que a Constituição Cidadã de 1988 sela a borda do envelope jurídico nacional e estabelece em definitivo um ordenamento jurídico moderno e consciencioso com o princípio da dignidade da pessoa humana. Vislumbramos, pois claramente a noção de processo histórico ainda hoje em curso. Eis a nova versão do jus puniendi com um sistema de freios e contrapesos muito mais potente do que dantes, pois agora regido por um Estado Democrático de Direito orientado pelo princípio constitucional da dignidade da pessoa humana que vai desdobrado em toda a legislação infraconstitucional (PILETTI, 1991).
extrato de trabalho academico.
sexta-feira, 31 de julho de 2026
de olhos bem fechados 1999
Economia (carmem miranda)
Um gosto por seis vinténs
Quantas coisas se podem fazer com um dólar ?
Pago certa manhã cinco centavos no trem subterrâneo que me leva em 25 minutos de Riverside Drive traz a Times Square.
Passo duas horas a olhar o espetáculo gratuito das ruas e do interior dos grandes magazines, onde verdadeiras multidões se agitam. Converso com um caixeiro de loja que me pergunta do Brasil, do perigo nazista e de Carmem Miranda.
Ouço a dissertação de um ascensorista sobre a vida de Nova York e fico por um instante a olhar e ouvir na rua 53, um preto velho muito encurvado de longos braços de símio, que toca canções populares, batendo com pauzinhos nas portas de coloridos, vasos de cerâmica.
Entro ao meio-dia no Caruso espaguete, restaurante que o famoso tenor costumava frequentar em seus tempos de glória, depois das funções do Metropolitan. Por 50 centavos tenho um ótimo almoço.
Como está nevando forte, meto-me a seguir num cinema, onde por 25 centavos tenho um programa duplo. As quatro estou no Museu de Arte Moderna, olhando objetos de arte. As cinco, no seu Auditorium vejo mais um filme da série quarenta anos de comédia.
Ao anoitecer um drugstore me dá um pote de café com leite fumegante e um hambúrguer por 15 centavos.
Nada pago depois para olhar as gentes e os anúncios luminosos da Broadway da sexta e da sétima Avenidas e um barulhento e veloz trem subterrâneo me deixa de novo por cinco centavos nos arredores da International House.
O dia se passou e eu gastei apenas um dólar! Em compensação no mês passado no restaurante do trem que me levou ao Washington, paguei um dólar e vinte por um simples filé com escassas batatas fritas...
Transcrição literal
da página 184/185
Título:
Gato Preto em campo de Neve
Autor:
Érico Veríssimo.
Breve Comentário do nosso editor:
01
Eu gostaria que você realizasse a leitura. Avaliasse o texto e o contexto e tirasse as suas próprias conclusões;
02
O nosso crivo, no ritmo em que adentrávamos a obra, diante de determinada sensibilidade cultivada no labor literário, essa página se apresenta como um ponto de inflexão;
03
A época da escrita é muito distante da nossa, mas mesmo assim, quando você procura o significado (literal e não literal) da palavra "símio" encontra o que?
Chocado e triste é o que podemos gravar aqui. Sentimentos de um Ser Sensível que busca na literatura conforto. Contudo, neste caso, ocorre exatamente o contrário.
04
Ficam questões em aberto:
I -
Que tipo de pessoa consegue ficar tão fascinada pela cultura norte americana? (a ponto de tecer comparações do tipo - humano com um não humano)
II -
Que autor é este que abre uma página "pseudo-economica" e/ou cultural e atropela determinado ser humano comparando-o com um animal?
III -
Que obra é esta e a que ela se destina? (qual foi o impacto do leitor na época da guerra? ao ler o livro "Gato Preto (...)"?
Stalker
Você leu o ensaio do professor Jacomini sobre o filme Stalker?
Eu sei, você está de férias: recarregando as baterias, etecétera e tal.
Bom!
Aqui (no Vale) também segue o clima de "entrementes".
Eu quero escrever algo sobre a guerra, mas hoje vamos ficar na "psicologia dos livros", assim como ensinou Bachelard.
Eu sabia que o Veríssimo era importante para o nosso projeto. Contudo, não esperava chegar neste "ponto de inflexão".
Depois volto ao termo (não jurídico) e explico esse fado.
Fica com o Resumo do Stalker.
Não esquecendo, estamos aguardando a tua doação para o nosso projeto. A vaquinha dos óculos do professor retornou zero reais. O que fazer? De um lado, tanta bonança e de outro a necessidade no pedestal.
RESUMO:
O presente ensaio analisa as dimensões filosóficas, psicológicas e estéticas do longa-metragem Stalker (1979), dirigido pelo cineasta russo Andrei Tarkovsky. O objetivo é investigar de que maneira a obra subverte os tropos tradicionais da ficção científica para construir um diagnóstico sobre a falência existencial e a crise espiritual da modernidade industrializada. Adotando uma metodologia analítica e fenomenológica baseada na teoria cinematográfica do diretor e em conceitos da psicologia profunda, argumenta-se que a "Zona de Alienação" funciona como uma topografia do aparato psíquico e o "Quarto dos Desejos" como o espelho definitivo do inconsciente humano. O recuo dos personagens intelectuais (o Escritor e o Professor) diante do limiar do Quarto é interpretado como o pavor contemporâneo em confrontar a própria Sombra. Por fim, demonstra-se que a resposta do diretor ao niilismo moderno ocorre por meio de uma poética da fragilidade, onde a transcendência é resgatada na imanência do cotidiano pelas figuras femininas da esposa e da filha (Monkey). Conclui-se que o filme propõe a vitória da flexibilidade espiritual e do amor sacrificial sobre a rigidez técnica e o ceticismo racionalista.
Palavras-chave:
Andrei Tarkovsky; Stalker; Cinema Contemplativo; Inconsciente; Transcendência Imanente.
Inflexão
Verbete
Inflexão
Inflexão significa o ato de curvar, mudar a direção ou alterar o tom.
Os usos principais aparecem na voz, na matemática e na gramática.
Usos Principais
Voz e Fala:
Mudança no tom ou na altura da voz para mostrar emoção, fazer perguntas ou dar destaque a uma palavra.
Matemática: O ponto em um gráfico onde a curva muda de direção ou inverte o sentido da sua curvatura (de virada para cima para virada para baixo).
Gramática: O mesmo que flexão, ou seja, a mudança na forma de uma palavra (como mudar o verbo de tempo ou o nome para o plural).
Sentido Geral:
Qualquer desvio, dobra ou mudança em uma linha reta ou na postura do corpo.
Maurice Maeterlinck
A inconsistência da nossa moral.
Estamos no momento da evolução humana que certamente não tem precedentes na história. Grande parte da humanidade, e justamente a parte que corresponde aquela que criou até agora os acontecimentos de que temos alguma certeza, deixa, pouco a pouco, a religião em que viveu durante quase 20 séculos.
Extinguir-se uma religião não é fato novo. Deve ter se dado mais de uma vez na noite dos tempos. E os analistas do fim do Império Romano fazem-nos assistir à morte do paganismo. Mas, até agora, os homens passavam de um templo que desabava para um templo que se edificava, isto é, saíam de uma religião para entrar noutra. Temos hoje um fenômeno novo de consequências desconhecidas.
II
É inútil recordar que as religiões, pelas suas promessas de além túmulo e pela sua moral, tiveram sempre uma influência enorme na felicidade dos homens, ainda que algumas houve, aliás, importantíssimas como o Paganismo, que não faziam aquelas promessas, nem tinham moral propriamente dita.
Não falaremos das promessas da nossa, pois elas perecem ao mesmo tempo que a fé, embora nós vivamos ainda nos monumentos elevados pela moral, que procedeu daquela fé que se retira. Mas reconhecemos que, não obstante as escoras do hábito, esses monumentos se entreabrem sobre as nossas cabeças, e que, em muitos pontos, já nos achamos sem abrigo, sob um céu imprevisto que já não dá ordens.
Assistimos, portanto, à elaboração mais ou menos inconsciente e febril, de uma moral prematura, porque a sentimos indispensável, feita de destroços colhidos do passado, de conclusões recebidas do bom senso vulgar, de algumas leis entrevistas pela ciência e, enfim, de certas intuições extremas da Inteligência desorientada, que, por um desvio para um mistério novo, retrocede a virtudes antigas, para cujo sustentáculo não basta o bom senso.
Talvez seja curioso tentar colher os principais reflexos daquela elaboração. Parece que está soando a hora, em que muitos perguntam a si próprios se, continuando a praticar uma moral elevada e nobre, num ambiente que obedece a outras leis, eles se não desarmam ingenuamente, e se não representam o ingrato papel de parvos. Querem saber se as razões, que os ligam ainda a velhas virtudes, não são puramente sentimentais, tradicionais e quiméricas e procuram baldadamente em si próprios os auxílios que a razão ainda lhes pode ministrar.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
sociologia do Estado
"Staatssoziologie" (Sociologia do Estado) é uma obra fundamental do sociólogo alemão Max Weber, publicada postumamente, que analisa a natureza, a evolução e os mecanismos de poder do Estado moderno.
Gomercindo da Silva Pacheco
Artista
Gomercindo da Silva Pacheco - Guma
Biografia
Nascido em Tapes (RS), em 1924, Guma mora desde 1942 em Porto Alegre. Na Capital, descobriu o talento para a arte, mas buscou inspiração em suas raízes. "Guma produziu obras-primas, nascidas nas fontes límpidas do popular", definiu o poeta e crítico Armindo Trevisan.
"Seus seres são atarracados, telúricos, plantados no chão, de saga simples e anônimos, simbolizando com candura o biotipo espiritual e físico de uma raça", escreveu o falecido Walmir Ayala, também poeta e crítico de arte.
Guma tem extenso currículo de exposições individuais e coletivas no Estado e em capitais como São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba. Expôs também no Uruguai e conta com trabalhos em acervos no Exterior. Em 2005, foi o único artista gaúcho convidado a participar do 1º Festival de Cultura do Mercosul, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis.
Fonte Câmara Municipal de Porto Alegre
Veríssimo
.
..
...
pag 184
Um Gosto por seis vinténs
A leitura da obra
gato preto em campo de neve
chegou em ponto de inflexão.
O que isso significa?
Acompanhe a sequencia das publicações.
(sem final, livro sem final, lembra da canção - Falcão?)
Xico Biriba
quarta-feira, 29 de julho de 2026
Freud uma vida para o nosso tempo
Livro usado
disponível para aquisição:
Visão Geral da Obra
O livro possui cerca de 700 páginas e oferece um panorama completo sobre o pai da psicanálise. Ele não se limita a expor dados cronológicos, mas costura intimidade, ciência e história.
Contexto Histórico:
Mapeia a Viena do final do século XIX e início do século XX, marcada por intensa efervescência cultural e forte antissemitismo.
Evolução Teórica:
Demonstra como os dramas pessoais de Freud, seus casos clínicos e suas relações familiares moldaram conceitos como o Complexo de Édipo e a interpretação dos sonhos.
Humanização do Mito:
Peter Gay afasta-se de visões puramente hagiográficas (que tratam o biografado como um santo) e fofocas depreciativas, retratando Freud como um homem com falhas, paixões e obstinação intelectual.
gato preto em campo de neve









































