segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Carlos Drummond de Andrade

AUT: ANDRADE, CARLOS DRUMMOND DE, 1902-1987
TIT: AS IDENTIDADES DO POETA
PUB: COLOQUIO : LETRAS. N.88 (NOV.1985). P.6-7.
MAC: LITERATURA BRASILEIRA
     POESIA
DES: LITERATURA BRASILEIRA: POESIA

LOC: BSCSH     P A/Z                                                          

Georg Simmel




GEORG SIMMEL (1858-1918)

- como as formas sociais se mantém
- memória na trama da vida coletiva
Professor na Universidade de Berlin, fundador da sociologia formal que ele concebe como uma geometria do mundo social. A forma é a relação entre indivíduos, abstração feita dos objetos representados.
Para ele a sociedade não é uma aparência. A realidade, são as interações entre os indivíduos. A natureza da sociedade e dos conflitos interpessoais são os dois problemas que o preocupam.  Representante de uma certa sociologia alemã.
Teórico de alguma maneira contemporâneo de todos os escritores modernos, Simmel foi um dos pensadores que mais trabalhou, antecipando em suas reflexões muitos dos tema s hoje mais candentes da intelligentsi ocidental, os dilemas e ambigüidades da relação entre subjetividade e sociedade. Assim sendo, suas análises sobre individualismos e cultura subjetiva constituem-se, entre outros exemplos, em referências fundamentais para a discussão de modernidade. Suas incursões no terreno da arte e da criação artística, sua preocupação com a SELF -CULTIVATION e com a  inovação, reforçaram a decisão de privilegiá-lo como interlocutor.
 A sociabilidade como forma autônoma ou lúdica, de sociação. Esse processo funciona também na separação do que chamei de conteúdo e forma da vida societária. Aqui, "sociedade" propriamente dita é o estar com um outro, para um outro, contra um outro que, através do veiculo dos impulsos ou dos propósitos, forma e desenvolve os conteúdos e os interesses materiais ou individuais. As formas nas quais resulta esse processo ganham vida própria. São liberadas de todos os laços com os conteúdos; existem por si mesmas e pelo fascínio que difundem pela própria liberação destes laços. É isto precisamente o fenômeno a que chamamos sociabilidade. MORAES FILHO, Evaristo (Org.) FERNANDES, Florestan (Coordenador). Simmel. São Paulo, Ática. P. 168.
Vergessellschaftung - e que consta do titulo da sua Sociologia, 1908. Com ele, Simmel quis significar o permanente vir-a-ser da vida social, processo sempre in fieri, que esta acontecendo sem que se possa dizer que já aconteceu. Não ha propriamente sociedade feita, mas antes o fazer-se sociedade. Através da interação, da relação reciproca, é que se constitui a Vergesellschaftung, que prefiramos traduzir, à maneira dos simmelianos americanos, por sociação. Na terminologia atual, numerosos são os autores que o traduzem por socialização, mas o próprio Simmel utiliza-se de Sozialisierung, sem que os confonda. Alguns tradutores espanhóis servem-se de socialificaçäo, bem dentro da conotação de processo em movimento. Abel, Martindale e Giddens optam, dentro da mesma linha, por societalizaçäo. Aparecem ainda, mais erroneamente: sociabilidade, socialidade e associação. Segundo Wolff, a voz sociation existe em inglês desde 1898, cunhada por J.H.W. Stuckenberg en Introduction to the study of sociology. (Moraes Filho, p. 31)
A sociedade existe onde vários indivíduos entram em interação. Esta ação reciproca se produz sempre por determinados instintos ou para determinados fins. Instintos eróticos, religiosos ou simplesmente sociais, fins de defesa ou ataque, de jogo ou ganho, de ajuda ou instrução,  estes e infinitos outros fazem com que o homem se encontre num estado de convivência com outros homens, com ações a favor deles, em conjunto com eles, contra eles, em correlação de circunstâncias com eles. ... Essas interações significam que os indivíduos, nos quais se encontram aqueles instintos e fins, fora por eles levados a unir-se, convertendo-se numa unidade, numa "sociedade". Pois unidade em sentido empírico nada mais é do que interação de elementos.... o mundo não poderia ser chamado de uno, se cada parte não influísse de algum modo sobre as demais, ou se em algum ponto se interrompesse a reciprocidade das influências.
Aquela unidade ou sociação () pode ter diversos gruas, segundo a espécie e a intimidade que tenha a interação - desde a união efêmera para dar um passeio até a família; desde as relações por prazo indeterminado até a pertinência a um mesmo Estado; desde a convivência fugitiva num hotel até a união estreita de uma corporação medieval.  Pois bem, designo como conteúdo ou matéria da sociação tudo quanto exista nos indivíduos (portadores concretos e imediatos de toda a realidade histórica) - como instinto, interesse, fim, inclinação, estado ou movimento psíquico -, tudo enfim capaz de originar ação sobre outros ou a recepção de suas influências. (p,60).
A sociação só começa a existir quando a coexistência isolada dos indivíduos adota formas determinadas de cooperação e de colaboração, que caem sob o conceito geral da interação. A sociação é, assim, a forma realizada de diversas maneiras, na qual os indivíduos constituem uma unidade dentro da qual se realizam seus interesses. E é na base desses interesses - tangíveis ou ideais, momentâneos ou duradouros, conscientes ou inconscientes, impulsionados casualmente ou induzidos teleologicamente - que os indivíduos constituem tais unidades.
Em qualquer fenômeno social dado, conteúdo e forma sociais constituem uma realidade unitária. Uma forma social desligada de todo conteúdo não pode ter existência, do mesmo modo que a forma espacial não pode existir sem uma matéria da qual seja forma. Tais são justamente os elementos, inseparáveis na realidade, de cada ser e acontecer sociais: um interesse, um fim, um motivo e uma forma ou maneira de interação entre os indivíduos, pelo qual ou em cuja figura aquele conteúdo alcança realidade social.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Evans-Pritchar













UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Disciplina: Método e técnica de pesquisa

Semestre 99/II















- Exercício  de  Aula  -














Aluno: JACQUES  JACOMINI







Segundo Evans-Pritchar, percebemos que  é essencial percebermos que os fatos, em si, näo têm significado. Para que o possuam, devem ter certo grau de generalidade. É preciso saber exatamente o que se quer saber, e isso só pode ser conseguido graças a um treinamento sistematico em antropologia social acadêmica. Além disso, nele está muito presente a importância de uma revisäo bibliografica sobre o tema, e estudos de informaçäo teorico-metodologico como instrumentos que problematizem a realidade a ser estudada.
OBJETO
O objeto de estudo: säo seres humanos, o trabalho de campo envolve a nossa personalidade - cabeça e coraçäo; e que, assim, tudo aquilo que moldou essa personalidade esta envolvido, näo só a formaçäo acadêmica: sexo, idade, classe social, nacionalidade, familia, escola, igreja, amizades. Tudo que desejo sublinhar é que o que se traz de um estudo de campo depende muito do que se lava para ele.
É possível ir a campo com idéias pré concebidas, mas o treinamento cientifico permite o exercicio de apreendê-las e relativiza-las (importância da teoria).
ESTUDO RELACIONAL - estudar mais de uma sociedade quando possivel
- o contraste: idéias, valores desse povo com os de sua propria cultura, e isso apesar de todo esforço corretivo implicito em seu conhecimento da literatura antropologica... perceber linhas de pesquisa
- o estudo de uma segunda sociedade possui também a vantagem de tornar o investigador mais experiente: ele ja sabe que erros evitar, como iniciar mais rapidamente suas observaçöes, como cortar caminho na investigaçäo e como descernir sem muito esforço o que é relevante - pois pode ver os problemas fundamentais mais depressa.
MÉTODO / TÉCNICAS
- Realizar a observação participante na medida do possivel e do conveniente, pois assim o pesquisador vive a vida do povo que esta estudando.
- Sugere experimentar coisas, hábitos da outra cultura, mas isto também teu um lado perigoso, pois nem sempre pode ser bem recebido pelo grupo, e o pesquisador pode querer fingir sem se dar conta disto... melhor dizer que o antropólogo vive simultaneamente em dois mundos mentais diferentes, que se constroem segundo categorias e valores muitas vezes de dificil conciliaçäo. Tornamo-nos, ao menos temporariamente, uma espécie de duplo marginal, alienado de dois mundos.
-    o problema fica mais evidente quando somos confrontados por noçöes inexistentes em nossa cultura atual e, portanto, näo-familiares. Exemplifica com a dificuldade de entender idéias sobre bruxaria dos Azande
Falando  da diferença ente a sociologia e a antropologia social, questiona: quais as tecnicas, entrevista fechada ou aberta, depende da situaçäo, tomar nota, em que situaçäo? depende tem que ter sensibilidade para isto.
Destaca a importância dos informantes, sobretudo informantes chave, também, pessoa sensivel para entender o modo de vida de seu povo, mas é fundamental falar a lingua nativa. Acredita que é sempre possivel verificar e reverificar a informaçäo quando conhece-se a lingua nativa. A mentira pode secretar informaçöes profundas. Relacionar os informantes com o status e o papel dele na sociedade, também é uma técnica defendida por Evans-Pritchard.




EVANS-PRITCHARD, E.E. "Alcance do Tema". In: Antropologia Social. Lisboa, Ed. 70, 1972.
p. 12. - A Antropologia Social tem um vaocabulário técnico muito limitado e vê-se obrigada a recorrer à linguagem comum, que, como todos sabem, näo é muito exata. Os termos SOCIEDADE, CULTURA, COSTUME, RELIGIAO, SANÇAO, ESTRUTURA, FUNÇAO, POLITICO, DEMOCRATICO, nem sempre comportam o mesmo significado, quer para diferentes pessoas, quer em diferentes contextos. Soluçöes?...
ANTROPOLOGIA, DEFINIÇÖES???
p. 12/13 - Em Inglaterra e, ainda que em menor grau, nos Estados Unidos, a expressäo Antropologia Social é utilizada para desginar uma parte de uma matéria mais vasta que é a Antropologia, isto é, o estudo do homem num certo número de aspectos. O seu objeto está ligado às culturas e sociedades humanas.
p. 13. Na Europa continental prevalece a definiçäo "o estudo completo do homem (Antropologia Fisica ou estudo biologico do homem).
INGLATERRA - ANTROPOLOGIA SOCIAL
FRANÇA - Etnologia ou Sociologia
p. 13. Primeira cátedra oficialmente designaçäo de Antropologia Social - Frazer 1908 em Liverpool.
p. 13. Inglaterra: Antropologia Social   Antropologia Fisica
p. 14 Caracteriza o que é Etnologia... estudo preliminar para as comparaçöes que fazm os antropólogos sociais entre sociedades primitivas, porque é altamente conveniente, e até mesmo necessário, principiar o trabalho comparativo com as do mesmo nível cultural ... A Arqueologia Pré-Histórica...
p. 15. O objeto da Antropologia Social é estudar o comportamento social, geralmente em formas institucionalizadas, como a familia, sistemas de parentesco, organizaçäo politica, procedimentos legais, ritos religiosos, e assim por diante, além das relaçöes entre tais instituiçöes, estuda-se em sociedades contemporâneas ou naquelas comunidades históricas sobre as quais existe uma informaçäo adequada para a realizaçäo de tais investigaçöes.
p. 19. A Antropologia Social é o estudo de todas as sociedades humanas e näo só das sociedades primitivas, apesar de na prática e por conveniência se ocupar atualmente em analisar preferentemente as instituiçöes dos povos mais simples. É evidente que näo pode haver uma disciplina independente consagrada inteiramente ao estudo destas sociedades. Quando um antropólogo se dedica à investigar um povo primitivo, o que estuda é a linguagem, a religiäo, as leis, as instituiçöes politicas, a economia politica.... depara-se com os mesmos problemas gerais que o estudioso destas matérias nas grandes civilizaçöes do mundo. ... o antropólogo sempre compara as sociedades.
Entäo, na época, para Evans-Pritchard: A ANTROPOLOGIA SOCIAL, RAMO DOS ESTUDOS SOCIOLOGICOS QUE SE DEDICA PRINCIPALMENTE AS SOCIEDADES PRIMITIVAS enquanto que SOCIOLOGIA - ESTUDO DE DETERMINADOS PROBLEMAS EM SOCIEDADES CIVILIZADAS.
p. 16 "primitivo" - termo técnico
p. 17. Tarefa da Antropologia Social - estudo sociedades primitivas? Por que? Razöes?
p. 17 O estudo sociedades primitivas como estudo das instituiçöes enquanto partes dos sistemas sociais. Sociedades primitivas aparecem como objeto privilegiado pois säo estruturalmente simples e culturalmente homogêneas, podem ser diretamente observadas como um todo, antes de tentar estudar sociedades civilizadas complexas, onde isto näo é possível.
p. 17. Outra razäo, elas estäo a transforma-se rapidamente e, portanto, torna-se necessário investigá-las o mais depressa possível... p. 18. Estes sistemas sociais em vias de desaparecer constituem variantes estruturais únicas, cuja análise nos ajuda consideravelmente a compreender a natureza da sociedade humana, porque, num estudo comparativo de instituiçöes, o número de sociedades com que se trabalha é menos significativos que o seu grau de variaçäo.
p. 18 Outra razäo: valor intrínseco: Estas sociedades säo interessantes em si mesmas, porque nos oferecem uma descriçäo da forma de vida, dos valores e das crenças dos povos que vivem privados daquilo que estamos habituados a considerar como os requisitos mínimos do conforto e da civilizaçäo.
p. 18/19. Outros grupos estudados pela Antropologia Social: comunidades rurais, vida urbana, aldeias e sociedades históricas.
Questöes de METODO
p. 19. ANTROPOLOGIA SOCIAL - estuda diretamente os povos primitivos vivendo entre eles durantes meses ou anos. Ocupa-se da sociedade como um todo: estuda a ecologia, economia politica, instituiçöes legais e politicas, a religiäo, a tecnologia, a organizaçäo da familia e o parentesco, a ganadaria e a agricultura, a arte, etc... como partes dos sistemas sociais gerais.
SOCIOLOGIA - estudo baseado em documentos e estatísticas. Trabalho especializado, investiga problemas isolados. Ligado a Filosofia social e ao planejamento social. Mas tb. (p. 20) um corpo geral de conhecimentos teóricos sobre as sociedades humanas.
p. 20. OBJETO DA ANTROPOLOGIA SOCIAL: relaçäo entre sociologia (corpo geral teorico) e a vida social primitiva.
quer dizer... (p. 21) A ANTROPOLOGIA SOCIAL REALIZA UM CONJUNTO DE ESTUDOS DIFERENTES NUMA SERIE DE SOCIEDADES DISTRIBUIDAS POR TODO O MUNDO. (p. 23) Estuda o conjunto de relaçöes sociais, relaçöes entre memebros de uma sociedade e entre grupos sociais, enfatiza mais o estudo da sociedade que o estudo da cultura (aqui no sentido de costume).
p. 23. A Antropologia Social pode generalizar com mais facilidade que a Historia... pela análise comparativa das estruturas sociais
p. 24 Crítica a Morgan, Spencer, Durkheim, Tylor...
p. 25/26. O que antropólogo social, ao contrário dos evolucionistas e funcionalistas anteriores busca ao estudar uma sociedade primitiva? O que ele descreve é a realidade, o comportamento básico, em que ambos os conceitos (sociedade e cultura) se encontram incorporados... näo säo entidades separadas mas classes de abstraçöes distintas..., na antropologia atual (trata-se da atualidade para Evans-Pritchard) os estudos antropológicos especializam-se sobre instituiçöes pensadas como elementos de uma estrutura social mais ampla e complexa.
p. 26 Mas o que é estrutura social para Evans-Pritchard?
Cada sociedade tem uma forma ou padräo caracteristico que nos permite considerá-la como um sistema ou estrutura, no seio da qual os seus memebros desenvolvem as suas atividades em concordância com ela. O uso do termo "estrutura" com este significado supöe um certo grau de compatibilidade entre as partes, pelo menos suscetivel de evitar contradiçöes abertas e conflitos. Significa também que tem uma duraçäo maior que a generalidade das coisas passageiras da vida humana. As pessoas que vivem numa sociedade podem näo se dar conta de que esta possui uma estrutura, ou capta-la apenas de uma forma vaga.
p. 27 A TAREFA DO ANTROPOLOGO SOCIAL É REVELAR A EXISTENCIA DE UMA ESTRUTURA. Uma estrutura social total, isto é, a estrutura completa de uma sociedade determinada, compöe-se de um certo número de estruturas ou sistemas subsidiários, e é por isso que podemos falar de sistemas de parentesco, sistemas econômicos, religiosos ou politicos...
Assim, quando falamos das funçöes das instituiçöes, estamos a referir-nos à parte que lhes corresponde na manutençäo da estrutura da estrutura social.











EVANS-PRITCHARD, E.E. "Algumas reminiscências e reflexöes sobre o trabalho de campo". In: Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio, Zahar, 1978. Apêndice IV.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Bens Protegidos pelo IPHAN

Brasil tem novos bens protegidos pelo Iphan

Conselho Consultivo aprovou o registro e tombamento de bens representativos de Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia

O Maracatu Nação, o Maracatu Baque Solto, o Cavalo-Marinho, de Pernambuco; a Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, do Sitio São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul; a Coleção Geyer, no Rio de Janeiro (RJ); o Acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MG); e o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja, de Cachoeira (BA) são os mais novos bens considerados Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural foi tomada nos dias 03 e 04 de dezembro, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

Este ano, o Conselho Consultivo esteve reunido em maio, quando aprovou o registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí e os tombamentos de Estabelecimentos das Fazendas Nacionais do Piauí: Fábrica de Laticínios, em Campinas do Piauí, e Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, em Floriano, também do Piauí; além do tombamento da Casa Grande e Tulha da antiga Chácara do Paraíso das Campinas Velhas, em Campinas (SP), e do Sítio da antiga fazenda de Santo Inácio de Campos Novos, do Distrito de Tamoios, em Cabo Frio (RJ). Em setembro de 2014, passaram a integrar o Patrimônio Cultural Brasileiro o Carimbó, do Pará; a Igreja São Judas Tadeu em Vargem (SC), como integrante do chamado Roteiros Nacionais de Imigração; seis fortificações construídas entre os séculos XVII e XX, localizadas nos municípios de Óbido, no Pará; Rosário, no Maranhão; Bonfim, em Roraima, Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul.

Maracatus e Cavalo Marinho
Um espetáculo repleto de simbologias e marcado pela riqueza estética e pela musicalidade. Assim pode se traduzir as apresentações de grupos de maracatu, em Pernambuco. Com a grande maioria dos grupos concentrada nas comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, o Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, é uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo a um cortejo real, que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o carnaval.

A brincadeira conhecido por maracatu de baque solto, maracatu de orquestra, maracatu de trombone, maracatu de baque singelo ou Maracatu Baque Solto ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. É composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata Norte de Pernambuco, também apresentações na Região Metropolitana do Recife e outras localidades.

Uma brincadeira popular envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas é o que caracteriza o Cavalo-Marinho, apresentado durante o ciclo natalino e seus brincadores são, em geral, trabalhadores da zona rural, mas também ecoa na região metropolitana de Recife e de João Pessoa (PB), além de vários outros territórios do País. No passado, era realizado nos engenhos de cana-de-açúcar e seu conhecimento e transmitido de forma oral e pode ser entendido como um grande teatro popular.
Saiba mais

Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani,
Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade.


Fonte


Tava

Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani,

Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade.
Fonte

Sepé Tiaraju





O capitalismo avança




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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Arqueologia

Esta é a nossa Turma de Arqueologia.



Mauss

OLIVEIRA, Roberto Cardoso                   MAUSS                    Ed. Ática



INTRODUÇÃO à uma leitura de Mauss