segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Carlos Drummond de Andrade

AUT: ANDRADE, CARLOS DRUMMOND DE, 1902-1987
TIT: AS IDENTIDADES DO POETA
PUB: COLOQUIO : LETRAS. N.88 (NOV.1985). P.6-7.
MAC: LITERATURA BRASILEIRA
     POESIA
DES: LITERATURA BRASILEIRA: POESIA

LOC: BSCSH     P A/Z                                                          

Georg Simmel




GEORG SIMMEL (1858-1918)

- como as formas sociais se mantém
- memória na trama da vida coletiva
Professor na Universidade de Berlin, fundador da sociologia formal que ele concebe como uma geometria do mundo social. A forma é a relação entre indivíduos, abstração feita dos objetos representados.
Para ele a sociedade não é uma aparência. A realidade, são as interações entre os indivíduos. A natureza da sociedade e dos conflitos interpessoais são os dois problemas que o preocupam.  Representante de uma certa sociologia alemã.
Teórico de alguma maneira contemporâneo de todos os escritores modernos, Simmel foi um dos pensadores que mais trabalhou, antecipando em suas reflexões muitos dos tema s hoje mais candentes da intelligentsi ocidental, os dilemas e ambigüidades da relação entre subjetividade e sociedade. Assim sendo, suas análises sobre individualismos e cultura subjetiva constituem-se, entre outros exemplos, em referências fundamentais para a discussão de modernidade. Suas incursões no terreno da arte e da criação artística, sua preocupação com a SELF -CULTIVATION e com a  inovação, reforçaram a decisão de privilegiá-lo como interlocutor.
 A sociabilidade como forma autônoma ou lúdica, de sociação. Esse processo funciona também na separação do que chamei de conteúdo e forma da vida societária. Aqui, "sociedade" propriamente dita é o estar com um outro, para um outro, contra um outro que, através do veiculo dos impulsos ou dos propósitos, forma e desenvolve os conteúdos e os interesses materiais ou individuais. As formas nas quais resulta esse processo ganham vida própria. São liberadas de todos os laços com os conteúdos; existem por si mesmas e pelo fascínio que difundem pela própria liberação destes laços. É isto precisamente o fenômeno a que chamamos sociabilidade. MORAES FILHO, Evaristo (Org.) FERNANDES, Florestan (Coordenador). Simmel. São Paulo, Ática. P. 168.
Vergessellschaftung - e que consta do titulo da sua Sociologia, 1908. Com ele, Simmel quis significar o permanente vir-a-ser da vida social, processo sempre in fieri, que esta acontecendo sem que se possa dizer que já aconteceu. Não ha propriamente sociedade feita, mas antes o fazer-se sociedade. Através da interação, da relação reciproca, é que se constitui a Vergesellschaftung, que prefiramos traduzir, à maneira dos simmelianos americanos, por sociação. Na terminologia atual, numerosos são os autores que o traduzem por socialização, mas o próprio Simmel utiliza-se de Sozialisierung, sem que os confonda. Alguns tradutores espanhóis servem-se de socialificaçäo, bem dentro da conotação de processo em movimento. Abel, Martindale e Giddens optam, dentro da mesma linha, por societalizaçäo. Aparecem ainda, mais erroneamente: sociabilidade, socialidade e associação. Segundo Wolff, a voz sociation existe em inglês desde 1898, cunhada por J.H.W. Stuckenberg en Introduction to the study of sociology. (Moraes Filho, p. 31)
A sociedade existe onde vários indivíduos entram em interação. Esta ação reciproca se produz sempre por determinados instintos ou para determinados fins. Instintos eróticos, religiosos ou simplesmente sociais, fins de defesa ou ataque, de jogo ou ganho, de ajuda ou instrução,  estes e infinitos outros fazem com que o homem se encontre num estado de convivência com outros homens, com ações a favor deles, em conjunto com eles, contra eles, em correlação de circunstâncias com eles. ... Essas interações significam que os indivíduos, nos quais se encontram aqueles instintos e fins, fora por eles levados a unir-se, convertendo-se numa unidade, numa "sociedade". Pois unidade em sentido empírico nada mais é do que interação de elementos.... o mundo não poderia ser chamado de uno, se cada parte não influísse de algum modo sobre as demais, ou se em algum ponto se interrompesse a reciprocidade das influências.
Aquela unidade ou sociação () pode ter diversos gruas, segundo a espécie e a intimidade que tenha a interação - desde a união efêmera para dar um passeio até a família; desde as relações por prazo indeterminado até a pertinência a um mesmo Estado; desde a convivência fugitiva num hotel até a união estreita de uma corporação medieval.  Pois bem, designo como conteúdo ou matéria da sociação tudo quanto exista nos indivíduos (portadores concretos e imediatos de toda a realidade histórica) - como instinto, interesse, fim, inclinação, estado ou movimento psíquico -, tudo enfim capaz de originar ação sobre outros ou a recepção de suas influências. (p,60).
A sociação só começa a existir quando a coexistência isolada dos indivíduos adota formas determinadas de cooperação e de colaboração, que caem sob o conceito geral da interação. A sociação é, assim, a forma realizada de diversas maneiras, na qual os indivíduos constituem uma unidade dentro da qual se realizam seus interesses. E é na base desses interesses - tangíveis ou ideais, momentâneos ou duradouros, conscientes ou inconscientes, impulsionados casualmente ou induzidos teleologicamente - que os indivíduos constituem tais unidades.
Em qualquer fenômeno social dado, conteúdo e forma sociais constituem uma realidade unitária. Uma forma social desligada de todo conteúdo não pode ter existência, do mesmo modo que a forma espacial não pode existir sem uma matéria da qual seja forma. Tais são justamente os elementos, inseparáveis na realidade, de cada ser e acontecer sociais: um interesse, um fim, um motivo e uma forma ou maneira de interação entre os indivíduos, pelo qual ou em cuja figura aquele conteúdo alcança realidade social.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Evans-Pritchar













UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Disciplina: Método e técnica de pesquisa

Semestre 99/II















- Exercício  de  Aula  -














Aluno: JACQUES  JACOMINI







Segundo Evans-Pritchar, percebemos que  é essencial percebermos que os fatos, em si, näo têm significado. Para que o possuam, devem ter certo grau de generalidade. É preciso saber exatamente o que se quer saber, e isso só pode ser conseguido graças a um treinamento sistematico em antropologia social acadêmica. Além disso, nele está muito presente a importância de uma revisäo bibliografica sobre o tema, e estudos de informaçäo teorico-metodologico como instrumentos que problematizem a realidade a ser estudada.
OBJETO
O objeto de estudo: säo seres humanos, o trabalho de campo envolve a nossa personalidade - cabeça e coraçäo; e que, assim, tudo aquilo que moldou essa personalidade esta envolvido, näo só a formaçäo acadêmica: sexo, idade, classe social, nacionalidade, familia, escola, igreja, amizades. Tudo que desejo sublinhar é que o que se traz de um estudo de campo depende muito do que se lava para ele.
É possível ir a campo com idéias pré concebidas, mas o treinamento cientifico permite o exercicio de apreendê-las e relativiza-las (importância da teoria).
ESTUDO RELACIONAL - estudar mais de uma sociedade quando possivel
- o contraste: idéias, valores desse povo com os de sua propria cultura, e isso apesar de todo esforço corretivo implicito em seu conhecimento da literatura antropologica... perceber linhas de pesquisa
- o estudo de uma segunda sociedade possui também a vantagem de tornar o investigador mais experiente: ele ja sabe que erros evitar, como iniciar mais rapidamente suas observaçöes, como cortar caminho na investigaçäo e como descernir sem muito esforço o que é relevante - pois pode ver os problemas fundamentais mais depressa.
MÉTODO / TÉCNICAS
- Realizar a observação participante na medida do possivel e do conveniente, pois assim o pesquisador vive a vida do povo que esta estudando.
- Sugere experimentar coisas, hábitos da outra cultura, mas isto também teu um lado perigoso, pois nem sempre pode ser bem recebido pelo grupo, e o pesquisador pode querer fingir sem se dar conta disto... melhor dizer que o antropólogo vive simultaneamente em dois mundos mentais diferentes, que se constroem segundo categorias e valores muitas vezes de dificil conciliaçäo. Tornamo-nos, ao menos temporariamente, uma espécie de duplo marginal, alienado de dois mundos.
-    o problema fica mais evidente quando somos confrontados por noçöes inexistentes em nossa cultura atual e, portanto, näo-familiares. Exemplifica com a dificuldade de entender idéias sobre bruxaria dos Azande
Falando  da diferença ente a sociologia e a antropologia social, questiona: quais as tecnicas, entrevista fechada ou aberta, depende da situaçäo, tomar nota, em que situaçäo? depende tem que ter sensibilidade para isto.
Destaca a importância dos informantes, sobretudo informantes chave, também, pessoa sensivel para entender o modo de vida de seu povo, mas é fundamental falar a lingua nativa. Acredita que é sempre possivel verificar e reverificar a informaçäo quando conhece-se a lingua nativa. A mentira pode secretar informaçöes profundas. Relacionar os informantes com o status e o papel dele na sociedade, também é uma técnica defendida por Evans-Pritchard.




EVANS-PRITCHARD, E.E. "Alcance do Tema". In: Antropologia Social. Lisboa, Ed. 70, 1972.
p. 12. - A Antropologia Social tem um vaocabulário técnico muito limitado e vê-se obrigada a recorrer à linguagem comum, que, como todos sabem, näo é muito exata. Os termos SOCIEDADE, CULTURA, COSTUME, RELIGIAO, SANÇAO, ESTRUTURA, FUNÇAO, POLITICO, DEMOCRATICO, nem sempre comportam o mesmo significado, quer para diferentes pessoas, quer em diferentes contextos. Soluçöes?...
ANTROPOLOGIA, DEFINIÇÖES???
p. 12/13 - Em Inglaterra e, ainda que em menor grau, nos Estados Unidos, a expressäo Antropologia Social é utilizada para desginar uma parte de uma matéria mais vasta que é a Antropologia, isto é, o estudo do homem num certo número de aspectos. O seu objeto está ligado às culturas e sociedades humanas.
p. 13. Na Europa continental prevalece a definiçäo "o estudo completo do homem (Antropologia Fisica ou estudo biologico do homem).
INGLATERRA - ANTROPOLOGIA SOCIAL
FRANÇA - Etnologia ou Sociologia
p. 13. Primeira cátedra oficialmente designaçäo de Antropologia Social - Frazer 1908 em Liverpool.
p. 13. Inglaterra: Antropologia Social   Antropologia Fisica
p. 14 Caracteriza o que é Etnologia... estudo preliminar para as comparaçöes que fazm os antropólogos sociais entre sociedades primitivas, porque é altamente conveniente, e até mesmo necessário, principiar o trabalho comparativo com as do mesmo nível cultural ... A Arqueologia Pré-Histórica...
p. 15. O objeto da Antropologia Social é estudar o comportamento social, geralmente em formas institucionalizadas, como a familia, sistemas de parentesco, organizaçäo politica, procedimentos legais, ritos religiosos, e assim por diante, além das relaçöes entre tais instituiçöes, estuda-se em sociedades contemporâneas ou naquelas comunidades históricas sobre as quais existe uma informaçäo adequada para a realizaçäo de tais investigaçöes.
p. 19. A Antropologia Social é o estudo de todas as sociedades humanas e näo só das sociedades primitivas, apesar de na prática e por conveniência se ocupar atualmente em analisar preferentemente as instituiçöes dos povos mais simples. É evidente que näo pode haver uma disciplina independente consagrada inteiramente ao estudo destas sociedades. Quando um antropólogo se dedica à investigar um povo primitivo, o que estuda é a linguagem, a religiäo, as leis, as instituiçöes politicas, a economia politica.... depara-se com os mesmos problemas gerais que o estudioso destas matérias nas grandes civilizaçöes do mundo. ... o antropólogo sempre compara as sociedades.
Entäo, na época, para Evans-Pritchard: A ANTROPOLOGIA SOCIAL, RAMO DOS ESTUDOS SOCIOLOGICOS QUE SE DEDICA PRINCIPALMENTE AS SOCIEDADES PRIMITIVAS enquanto que SOCIOLOGIA - ESTUDO DE DETERMINADOS PROBLEMAS EM SOCIEDADES CIVILIZADAS.
p. 16 "primitivo" - termo técnico
p. 17. Tarefa da Antropologia Social - estudo sociedades primitivas? Por que? Razöes?
p. 17 O estudo sociedades primitivas como estudo das instituiçöes enquanto partes dos sistemas sociais. Sociedades primitivas aparecem como objeto privilegiado pois säo estruturalmente simples e culturalmente homogêneas, podem ser diretamente observadas como um todo, antes de tentar estudar sociedades civilizadas complexas, onde isto näo é possível.
p. 17. Outra razäo, elas estäo a transforma-se rapidamente e, portanto, torna-se necessário investigá-las o mais depressa possível... p. 18. Estes sistemas sociais em vias de desaparecer constituem variantes estruturais únicas, cuja análise nos ajuda consideravelmente a compreender a natureza da sociedade humana, porque, num estudo comparativo de instituiçöes, o número de sociedades com que se trabalha é menos significativos que o seu grau de variaçäo.
p. 18 Outra razäo: valor intrínseco: Estas sociedades säo interessantes em si mesmas, porque nos oferecem uma descriçäo da forma de vida, dos valores e das crenças dos povos que vivem privados daquilo que estamos habituados a considerar como os requisitos mínimos do conforto e da civilizaçäo.
p. 18/19. Outros grupos estudados pela Antropologia Social: comunidades rurais, vida urbana, aldeias e sociedades históricas.
Questöes de METODO
p. 19. ANTROPOLOGIA SOCIAL - estuda diretamente os povos primitivos vivendo entre eles durantes meses ou anos. Ocupa-se da sociedade como um todo: estuda a ecologia, economia politica, instituiçöes legais e politicas, a religiäo, a tecnologia, a organizaçäo da familia e o parentesco, a ganadaria e a agricultura, a arte, etc... como partes dos sistemas sociais gerais.
SOCIOLOGIA - estudo baseado em documentos e estatísticas. Trabalho especializado, investiga problemas isolados. Ligado a Filosofia social e ao planejamento social. Mas tb. (p. 20) um corpo geral de conhecimentos teóricos sobre as sociedades humanas.
p. 20. OBJETO DA ANTROPOLOGIA SOCIAL: relaçäo entre sociologia (corpo geral teorico) e a vida social primitiva.
quer dizer... (p. 21) A ANTROPOLOGIA SOCIAL REALIZA UM CONJUNTO DE ESTUDOS DIFERENTES NUMA SERIE DE SOCIEDADES DISTRIBUIDAS POR TODO O MUNDO. (p. 23) Estuda o conjunto de relaçöes sociais, relaçöes entre memebros de uma sociedade e entre grupos sociais, enfatiza mais o estudo da sociedade que o estudo da cultura (aqui no sentido de costume).
p. 23. A Antropologia Social pode generalizar com mais facilidade que a Historia... pela análise comparativa das estruturas sociais
p. 24 Crítica a Morgan, Spencer, Durkheim, Tylor...
p. 25/26. O que antropólogo social, ao contrário dos evolucionistas e funcionalistas anteriores busca ao estudar uma sociedade primitiva? O que ele descreve é a realidade, o comportamento básico, em que ambos os conceitos (sociedade e cultura) se encontram incorporados... näo säo entidades separadas mas classes de abstraçöes distintas..., na antropologia atual (trata-se da atualidade para Evans-Pritchard) os estudos antropológicos especializam-se sobre instituiçöes pensadas como elementos de uma estrutura social mais ampla e complexa.
p. 26 Mas o que é estrutura social para Evans-Pritchard?
Cada sociedade tem uma forma ou padräo caracteristico que nos permite considerá-la como um sistema ou estrutura, no seio da qual os seus memebros desenvolvem as suas atividades em concordância com ela. O uso do termo "estrutura" com este significado supöe um certo grau de compatibilidade entre as partes, pelo menos suscetivel de evitar contradiçöes abertas e conflitos. Significa também que tem uma duraçäo maior que a generalidade das coisas passageiras da vida humana. As pessoas que vivem numa sociedade podem näo se dar conta de que esta possui uma estrutura, ou capta-la apenas de uma forma vaga.
p. 27 A TAREFA DO ANTROPOLOGO SOCIAL É REVELAR A EXISTENCIA DE UMA ESTRUTURA. Uma estrutura social total, isto é, a estrutura completa de uma sociedade determinada, compöe-se de um certo número de estruturas ou sistemas subsidiários, e é por isso que podemos falar de sistemas de parentesco, sistemas econômicos, religiosos ou politicos...
Assim, quando falamos das funçöes das instituiçöes, estamos a referir-nos à parte que lhes corresponde na manutençäo da estrutura da estrutura social.











EVANS-PRITCHARD, E.E. "Algumas reminiscências e reflexöes sobre o trabalho de campo". In: Bruxaria, oráculos e magia entre os Azande. Rio, Zahar, 1978. Apêndice IV.



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Bens Protegidos pelo IPHAN

Brasil tem novos bens protegidos pelo Iphan

Conselho Consultivo aprovou o registro e tombamento de bens representativos de Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia

O Maracatu Nação, o Maracatu Baque Solto, o Cavalo-Marinho, de Pernambuco; a Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, do Sitio São Miguel das Missões no Rio Grande do Sul; a Coleção Geyer, no Rio de Janeiro (RJ); o Acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MG); e o Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja, de Cachoeira (BA) são os mais novos bens considerados Patrimônio Cultural do Brasil. A decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural foi tomada nos dias 03 e 04 de dezembro, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

Este ano, o Conselho Consultivo esteve reunido em maio, quando aprovou o registro como Patrimônio Cultural Brasileiro da Produção Tradicional e Práticas Socioculturais Associadas à Cajuína no Piauí e os tombamentos de Estabelecimentos das Fazendas Nacionais do Piauí: Fábrica de Laticínios, em Campinas do Piauí, e Estabelecimento Rural São Pedro de Alcântara, em Floriano, também do Piauí; além do tombamento da Casa Grande e Tulha da antiga Chácara do Paraíso das Campinas Velhas, em Campinas (SP), e do Sítio da antiga fazenda de Santo Inácio de Campos Novos, do Distrito de Tamoios, em Cabo Frio (RJ). Em setembro de 2014, passaram a integrar o Patrimônio Cultural Brasileiro o Carimbó, do Pará; a Igreja São Judas Tadeu em Vargem (SC), como integrante do chamado Roteiros Nacionais de Imigração; seis fortificações construídas entre os séculos XVII e XX, localizadas nos municípios de Óbido, no Pará; Rosário, no Maranhão; Bonfim, em Roraima, Corumbá e Ladário, no Mato Grosso do Sul.

Maracatus e Cavalo Marinho
Um espetáculo repleto de simbologias e marcado pela riqueza estética e pela musicalidade. Assim pode se traduzir as apresentações de grupos de maracatu, em Pernambuco. Com a grande maioria dos grupos concentrada nas comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, o Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de Baque Virado, é uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo a um cortejo real, que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o carnaval.

A brincadeira conhecido por maracatu de baque solto, maracatu de orquestra, maracatu de trombone, maracatu de baque singelo ou Maracatu Baque Solto ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. É composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata Norte de Pernambuco, também apresentações na Região Metropolitana do Recife e outras localidades.

Uma brincadeira popular envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas é o que caracteriza o Cavalo-Marinho, apresentado durante o ciclo natalino e seus brincadores são, em geral, trabalhadores da zona rural, mas também ecoa na região metropolitana de Recife e de João Pessoa (PB), além de vários outros territórios do País. No passado, era realizado nos engenhos de cana-de-açúcar e seu conhecimento e transmitido de forma oral e pode ser entendido como um grande teatro popular.
Saiba mais

Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani,
Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade.


Fonte


Tava

Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani,

Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel Arcanjo. Para o povo Guarani, a Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade.
Fonte

Sepé Tiaraju





O capitalismo avança




http://www.panoramio.com/photo/44621241

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Arqueologia

Esta é a nossa Turma de Arqueologia.



Mauss

OLIVEIRA, Roberto Cardoso                   MAUSS                    Ed. Ática



INTRODUÇÃO à uma leitura de Mauss

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Conhecendo a UFRGS - Paleotocas

Cultura do Medo



FICHA  RESUMO



SOARES, Luís Eduardo.  “Violência e Cultura do Medo no Rio de Janeiro”.

Principal pressuposto teórico:  “Cultura do Medo.”
Texto é resultado de uma palestre versando sobre a “Violência no Rio de Janeiro.”
PRINCIPAIS TÓPICOS DESENVOLVIDOS PELO AUTOR:

1.CULTURA DO MEDO X DELINQÜÊNCIA:
“ ... é necessário distinguir aquilo que eu tenho chamado de cultura do medo da evolução objetiva dos fenômenos delinquenciais e criminais, no estado e na cidade do Rio de Janeiro. Há dois processos efetivamente em curso, que podem ser diferenciados analiticamente, ainda que, do ponto de vista da experiência, se superponham (...) É claro que esta distinção entre cultura do medo e dinâmica criminal só se dá no plano da análise (...)”

2. JORNALISMO ESPETÁCULO
“Há um contraste, portanto, entre as informações mais objetivas, relativas a esta forma de criminalidade, e a percepção generalizada. (...) reapropriação da temática pela mídia, sob a forma de espetáculo, ou de jornalismo espetáculo. (...)”.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA CULTURA DO MEDO
“Eu distinguiria uma lógica muito peculiar que a identificaria. Chamo de cultura do medo a tendência a homogeneizar as observações relativas a fenômenos associados a violência. É a tendência que se impõe , hoje, no Rio de Janeiro, de associar todos os fenômenos que podemos qualificar, de alguma forma, como violentos a um mesmo e único processo, cuja matriz, simbolicamente compartilhada, seria a decadência da cidade.”
“A primeira conclusão importante a que fui conduzido (..) é que não se pode falar genericamente de violência  (...) porque acaba fazendo com que confundamos lógicas e dinâmicas completamente distintas.”


O PERIGO DA GENERALIZAÇÃO REDUCIONISTA
“Claro que essa generalização reducionista é uma forma de nos afastarmos do problema, da sua gravidade e complexidade, e não uma maneira útil e objetiva de enfrentá-lo (...) é preciso identificar a especificidade dos fenômenos a que aludimos.”

Nesta altura do texto, o autor passa a mencionar a pesquisa entitulada : “Homicídios dolosos praticados contra crianças e adolescentes no Estado do Rio de Janeiro”, apartir da qual são colocadas várias tabelas com diversos levantamento estatísticos que podem ser acompanhadas no texto original.   
Em relação a esta pesquisa, após a exposição das tabelas e gráficos expostos no texto, o autor sinaliza para as conclusões, afirmando:

“Concluindo, diria que os resultados da pesquisa nos conduzem, de fato, ao reforço das nossas expectativas iniciais. (...) O tráfico de drogas - graças a sua fusão com o contrabando de armas - vem se convertendo crescentemente no nervo do nosso problema, na particularidade da problemática da violência no Rio de Janeiro, afetando, sobretudo, os jovens.”

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Introdução Kuikuro

Introdução Kuikuro

As Hiper Mulheres

As Hiper Mulheres

Etnografia de Rua



ETNOGRAFIA  DE  RUA

SAÍDA  A  CAMPO  -  14 / 11 / 97     (10 H 06 Min)


Inicio a minha observação a partir do momento que me aproximo do Largo Glênio Peres e arredores do Mercado Público de Porto Alegre. Ao passar pelo largo, observo muitas pessoas que circulam pelo local com toda a “pressa” originária de um grande centro urbano. Apesar da “pressa” (ou aparente falta de tempo), algumas pessoas param e ficam observando os “artistas” que atuam naquele local. Destacaria o tradicional vendedor de remédios naturais que com recursos diversos (aparelho de som, animais exóticos como cobras, apelo teatral e dramático) tenta vender os seus produtos no Largo e nas praças da cidade, sendo assim já bastante conhecido da população; e um músico que tocava violino, utilizando alguns recursos sonoros como caixas de som e amplificadores de som, chamando bastante a atenção das pessoas que por ali passavam. Pude observar o Mercado Público que, totalmente restaurado, estava enfeitado com painéis e desenhos alusivos a Primeira Bienal do Mercosul, evento cultural que tem mobilizado muitas pessoas na capital. Vencido o Largo, nos aproximamos da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, passo a me encomodar um pouco com o grande fluxo de pessoas e procuro então me afastar das ruas mais centrais, andando em direção a Avenida Mauá, onde se encontra o Caís do Porto, ponto que escolhemos para iniciar a nossa etnografia de rua. A tentativa de evitar o grande fluxo de pessoas, afastando-me das ruas centrais, e caminhando pela Av. Mauá não foi muito promissora, pois também ali o tráfego estava complicado, principalmente em função de alguns caminhões que descarregavam cargas nas proximidades do Prédio dos Correios e Telégrafos prejudicando assim o transito de pedestres naquele local. Passo a mapear os principais vizinhos do Caís do Porto, dentre eles os Correios e Telégrafos, Secretaria da Fazenda, Delegacia Regional do Trabalho, terminais de Ônibus coletivos urbanos de Porto Alegre e grande Porto Alegre (Viamão) e o Instituto Santa Marta (SUS).
A travessia da Av. Mauá (em direção ao Cais do Porto) é, sem nenhuma dúvida, “uma manobra bastante arriscada”. Neste local o transito de veículos é muito grande e a velocidade média dos automóveis, caminhões e coletivos também é alta em função da avenida ser extensa (uma grande reta),  larga (com 3 faixas de rolagem) e não existir nenhum dispositivo inibidor da velocidade (com exceção do semáforo). Existe uma faixa de segurança e uma semáforo quase em frente a entrada principal do Caís do Porto, o que, teoricamente, facilitaria a travessia dos pedestres, no entanto nem sempre é bem assim. Os motoristas costumam aproveitar ao máximo o tempo destinado para a sua travessia, transitando no momento em que o sinal fica no amarelo e até nos primeiros instantes em que o sinal aponta a cor vermelha, ou seja, propõe a sua parada e permite a passagem para o pedestre.  Portanto, o fato de o sinal estar apontando a travessia para o pedestre (vermelho para os motoristas) não representa uma situação de travessia segura para este. Uma outra situação que representa bastante risco para o transeunte que decide atravessar a Avenida é aquela em que o sinal muda quando o pedestre encontra-se no meio ou quase no final da travessia da Avenida. Neste caso, a pessoa precisa correr ou pular a fim de que não sege apanhada por um veículo, pois observei que os motoristas decidem aproveitar ao máximo todos os segundos destinados a sua travessia, não abrindo mão assim dos primeiros instantes da exposição do sinal verde, mesmo que o pedestre ainda se encontre no meio da sua travessia. Em resumo, atravessar uma avenida no centro da cidade não é uma tarefa muito fácil e nem muito tranqüila, pois exige do pedestre bastante atenção e perspicácia para perceber o momento exato que a travessia pode ser realizada sem nenhum risco para a sua segurança pessoal. Esta situação pode ser bem mais problemática para os idosos, crianças, gestantes e deficientes físicos por razoes óbvias.
Vencida a travessia da Avenida Mauá, entro no portão principal do Caís do Porto. Entrando, a minha esquerda encontro o posto da guarda portuária, onde um cidadão faz a segurança no local. Decidi solicitar informações sobre como deveria proceder para realizar a visitação naquele local. Fui informado que deveria me dirigir ao prédio da administração do Porto, onde deveria solicitar uma autorização (por escrito) para realizar a visita. Assim procedi, subindo ao quarto andar do prédio apontado pelo guarda, onde em contanto com a funcionária Dulce consegui a permissão, após ter me identificado e externado o objetivo da minha visita naquele local. De posse da autorização me dirigi ao portão de acesso do Caís, apresentei a autorização para um outro guarda que a reteu, permitindo a minha entrada e informando que eu poderia visitar todo o Caís em sua parte em que estava a minha direita, e a parte que ficava a minha esquerda não poderia ser acessada por ser “área operacional”, palavras dos funcionários para referir a parte onde existe intensa atividade de carregadores, guindastes, carga e descarga de containers, etc.
Neste momento, já na beira do Rio,  acontece o meu primeiro contato com algo que me acompanharia, ou até me indicaria uma determinada trajetória nesta visita ao Cais do Porto do Rio Guaíba, os trilhos utilizados para a locomoção de algumas  máquinas e/ou guindastes que não saberia precisar em detalhes neste momento. Observo que estes trilhos estão sendo usados pelos guindastes que estão a minha esquerda (lado Operacional). Na minha direita os trilhos continuam existindo, mas parecem não estar sendo usados para o deslocamento dos guindastes observados a minha esquerda , fato que me leva a supor uma provável restruturação físico-espacial deste local, pois a existência dos trilhos no meu lado direito supõe a existência destes mesmos guindastes operando em um outro momento anterior a este.    
A minha direita, tenho o Barco Cisne Branco ancorado com alguns homens no seu interior, parece que trabalham e organizam algumas coisas no barco. Observando o barco estão um grupo de alunos de uma escola que realizam uma visita ao Caís. Fotografam e são fotografados, conversam com os seus professores sobre o barco, sobre o rio, ... parecem estar gostando bastante do passeio, pois aparentam muita satisfação, descontração e interesse por tudo o que vêem ao seu redor. De fato, penso que nem poderia ser diferente, entre outros motivos, por estarmos vivendo um dia muito ensolarado, com temperaturas altas, céu claro e uma brisa gostosa a sombra.
O Barco Cisne Branco traz um sistema do som que ligado, espalha pelo ambiente músicas veiculadas por uma rádio local da cidade de Porto Alegre. Esta sonoridade traz, segundo o meu entendimento, consigo uma sensação de descontração para as pessoas que visitam o local.
Olhando para o interior do rio, vejo a primeira embarcação que circula pelo local, ela traz uma carga de areia e se desloca lentamente pelas águas calmas do Rio Guaiba. Na mesma direção podemos observar o topo de prédio que se encontra na Ilha do Presídio, ponto próximo ao Cais.
Ainda a minha esquerda, após passar pelo barco Cisne Branco, encontro trabalhadores que descarregam determinada carga de uma carreta estacionada neste local.
Vou caminhando a fim de explorar a região que me foi permitida o acesso, ou seja, lado direito de quem entra no portão principal do Caís do Porto. Após passar pelo primeiro armazém B1 (no seu interior estão grande rolos de papel, e pequenos pacotes também de papel), onde trabalhadores trabalhavam na descarga de determinado produto, me encontro nos fundos do prédio da administração onde a bem pouco tempo estava solicitando a autorização para realizar esta visitação. Após este prédio, passo por um outro armazém B2 fechado e sem nenhuma movimentação de pessoas.
Estacionado neste local duas grandes carretas com cargas que parecem ser grandes transformadores de energia elétrica. Os caminhões que puxam a carreta são caminhões do tipo “fora de estrada”,  realmente muito grandes e contam com sinalizações especiais que chamam a atenção para o seu excesso de largura e comprimento (diante das dimensões normais utilizadas pelos veículos tradicionais). Ao me aproximar de uma das carretas, vejo que a altura  das rodas chegam próximo ao meu ombro. Como tenho 1,76 m de altura, a altura das rodas chegam a, aproximadamente, 1,40 m, são, portanto bastante expressivas.
Após as carretas, vejo mais três supostos transformadores colocados em linha, os quais suponho estarem esperando para serem carregados. Faixas estão colocadas nestes transformadores estampando o nome da empresa de destino (ou de origem), COENSA.
Olhando a minha esquerda, avisto a Ponto do Rio Guaíba (em direção a cidade de Guaíba) e algumas ilhas do mesmo rio. Na minha frente mais um prédio, onde leio Fundação Nacional de Saúde (Vigilância Sanitária), local onde funciona algum setor deste órgão.
Logo a minha direita existe um portão  que encontra-se aberto e dá acesso ao Caís do Porto. Ao contrário do portão principal, neste não existem guardas nem outro tipo de segurança que dificultem o acesso. Passo pelo portão e começo a percorrer a rua que é paralela ao rio, no interior do muro da Mauá, ou seja, entre o muro e o rio.
Percorrendo esta rua chego ao primeiro (de uma série) ancoradouro na seqüência de quem vem do portão principal do Caís do Porto em direção a cidade de Canoas. O primeiro é um ancoradouro onde encontramos apenas alguns barcos de pequeno porte. Neste local existe uma placa onde leio: “Grêmio Náutico União, Estação Fluvial Nilton Silveira Neto, Embarque, Sede Ilha do Pavão”. Nas proximidades do prédio do Palácio do Comércio, me deparo (...) 



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Alteridade



De: naoresponda@ufrgs.br [mailto:naoresponda@ufrgs.br] Em nome de SERGIO BAPTISTA DA SILVA
Enviada em: quinta-feira, 20 de novembro de 2014 14:15
Para: jacquesja@uol.com.br
Assunto: [SAV-UFRGS][HUM05039-U] Orientações trabalho para 5.12

Sala de Aula Virtual - UFRGS
Atividade de Ensino: HUM05039 - ETNOLOGIA AMERÍNDIA Turma: U
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Segue orientação para o trabalho a ser entregue em 5 de dezembro.
Cite dois exemplos da relação Kuikuro com a alteridade, descritos no filme "As Hiper Mulheres" (Dir.:Takumã Kuikuro, Carlos Fausto e Leonardo Sette), e relacione-os com a bibliografia da disciplina.

Segue o link do filme abaixo:

Abraços!
Alexandre Aquino


----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Enviado por: SERGIO BAPTISTA DA SILVA em 20/11/2014 às 14:13

 
         Time de Resposta a Incidentes (TRI) da UFRGS informa
/*******************************************************************************
* E-mail é um meio de comunicação sem garantia de autenticidade.
* Informações de remetente e conteúdo são passíveis de fraude.
* Não esqueça que a UFRGS jamais solicita fornecimento de senhas ou dados 
  pessoais por e-mail ou em páginas hospedadas fora do domínio ufrgs.br.
-------------------------------------------------------------------------------
Caso você desconfie do conteúdo de algum e-mail, entre em contato com o TRI.
                tri @ ufrgs br    ou    www ufrgs br /tri
*********************************************************************

domingo, 16 de novembro de 2014

Wim Wenders

Sugestão de Leitura sobre o tema: A Paisagem Urbana


WENDERS, Wim. A Paisagem Urbana. La Verité des Images. Paris, L’Arche, 1992. In. Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Flanelas

PROJETO  DE  PESQUISA  

Alunos: Ana Rita
              Jaques Jacomini

Titulo -
“Estudo Antropológico Sobre a Construção das Subjetividades, Trajetórias e Itineranças de um grupo de ‘flanelas’[1]  da Cidade de Porto Alegre.”

Justificativa -
 As cidades urbanas brasileiras, a exemplo do que se observa no mundo, enfrentam sérios problemas de organização e ‘normalização’ dos seus espaços públicos e privados. As populações aumentam consideravelmente de um ano para o outro, com elas o números de automóveis também cresce, em função de uma série de fatores econômicos e sociais.  Uma das conseqüências deste crescimento populacional e desta acelerada ocupação dos espaços urbanos  vem criando, em determinadas situações, o caos em relação  as condições de circulação e organização destes espaços urbano. O guardador de carro ou flanela, como elegemos denominá-lo, surge neste contexto como um novo ator social (ou trabalhador informal)  que presta um serviço as populações urbanas carentes de segurança e tranqüilidade.

Problema -
Que tipo de serviço oferece o flanela ao seu cliente (a que custo) e qual o grau de segurança que este tipo de serviço pode oferecer ao usuário? Qual a relação de custo benefício nesta prestação de serviço ?

Hipótese -
Flanela e cidadão urbano contemporâneo, novos atores sociais de uma vida nas cidades uma vida nas cidades, constroem as suas subjetividades e as suas urbanidades com base em relações sociais que remontam o jogo dramático e cênico, onde um oferece o que o outro não possui e vice-versa. Nos interessa saber em que medida acontece este sistema de trocas e qual os contornos que as percepções de medo e segurança atuam dentro deste universo subjetivo dos indivíduos em questão ?

Definição de conceitos -
Flanela
Serviço
Traçado
Espaço público
Subjetividade
“Normalização”
(...)

Quadro teórico de referencia -
 ( a definir )


- Objetivos:

Gerais -
 Realizar um estudo etnográfico de um grupo de guardadores de carros (flanela) no centro de Porto Alegre.

Específicos -
I -  Analisar, a partir do ponto de vista da antropologia urbana, a construção da subjetividade dos flanela, seus traços característicos, vestimentas, discurso mais usual e formas de trabalho (como atuam), etc.;
II - Idem ao anterior para o usuário;
III - Avaliar a relação existente entre a atuação dos flanelas e a organização do espaço urbano na cidade, a partir de estudo histórico da organização deste espaço, com ênfase na evolução do traçado das ruas das zonas da capital onde atuam estes flanelas;
IV - Demonstrar graficamente (e/ou visualmente) alguns aspectos deste dois estudos (1o. e 2o. objetivos) a fim de ampliar o entendimento e problematização deste debate;
V - Estudar a relação existente entre a necessidade de segurança percebida pelo usuário (no que concerne a preservação do seu patrimônio - automóvel) e a satisfação desta necessidade proporcionada pelo serviço prestado pelos flanelas.

Metodologia -
Realizaremos pesquisa qualitativa  com a adoção do método etnográfico  e quantitativa através da análise de dados estatísticos indiretos.
Técnicas a serem empregadas - Entrevistas com o uso de gravador, observação direta e participante, realização de imagens (fotos), levantamento de dados estatísticos em instituições públicas e de representação de classe.
      




[1] Passaremos a denominar de “flanelas” os já conhecidos “guardadores” de carros que atuam no centro da cidade.