sábado, 18 de abril de 2026

Tina Felice

 





Tina Felice

Isabel Marilia Brettas Felice



Natural de Porto Alegre. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais. Estudou escultura com Vasco Prado, Francisco Stockinger, Cláudio Martins Costa (Atelier livre da Prefeitura), Mário Cladera, Ana Petini e outros.



Participou de exposições coletivas em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Florianópolis, etc. Com várias exposições individuais em Porto Alegre, Florianópolis e Novo Hamburgo. Vencedora do concurso Espaço Urbano - Exposição Arte, com a obra Túnel do túnel, localizada junto ao Túnel da Conceição em Porto Alegre (1996). Monumento dos 100 anos da Escola de Engenharia da URFGS (1996).



sexta-feira, 17 de abril de 2026

Alma Grupo

 






Alma Grupo (ou Topografia do Areal da Baronesa)



A atenção dos senhores é fundamental aqui. Por favor. Necessito que acompanhem o meu raciocínio que vai elaborado desde a periferia de Porto Alegre.

O Objeto é o atual estágio de desenvolvimento da educação pública e gratuita de nível superior. Entendemos que há um processo de modernização em curso que foi iniciado em 2016. A questão é a seguinte: Este processo que já está em curso e vai definir o futuro da educação pública e gratuita de terceiro grau (ensino superior) possui relação com a transformação do cenário religioso no Brasil?

A fim de avançarmos na lide, lanço mão de três autores importantes que dão a base para o nosso engenho. João Cesar de Castro Rocha, Nikolas Ferreira e Max Weber. Salada? Não! Simples composição. Vamos cantar (Com Paulo Ricardo)?

 Virada do século

Alvorada voraz

Nos aguardam exércitos

Que nos guardam da paz

Que paz?



A face do mal

Um grito de horror

Um fato normal

Um êxtase de dor

E medo de tudo

Medo do nada

Medo da vida

Assim engatilhada



Fardas

E força

Forjam

As armações



Farsas e jogos

Armas de fogo

Um corte exposto

Em seu rosto, amor

E eu

Nesse mundo assim

Vendo esse filme passar

Assistindo ao fim

Vendo o meu tempo passar, hey



Apocalipticamente

Como num clipe de ação

Um click seco, um revólver

Aponta em meu coração

O caso Morel, o crime da mala

Coroa-brastel, o escândalo das jóias

E o contrabando



Um bando de gente importante envolvida

Juram que não torturam ninguém

Agem assim, pro seu próprio bem, oh



São tão legais, foras da lei

E sabem de tudo, o que eu não sei, não

Nesse mundo assim

Vendo esse filme passar

Assistindo ao fim

Vendo o meu tempo passar

Hey



Fonte: Musixmatch

Compositores: Paulo Ricardo Oliveira Nery De Medeiros / Paulo Antonio Figueiredo Pagni / Luiz Antonio Schiavon Pereira

Letra de Alvorada voraz © Warner/chappell Edicoes Musicais Ltda, Universal Music Publishing Ltda.





Alvo e claro. Artisticamente correto e oportuno. Apenas para lembrar da professora Lorena. Ela diz que sempre existe uma resposta para todo o tipo de opressão: “Onde há opressão, sempre houve resistência” (HOLZMANN, 2016). Delcio Dornelles, ao seu modo, ratifica o mesmo ensinamento. Certa feita, tertúlia longínqua, dizia que o poeta fala o que o povo sente e cala. Calar a resistẽncia é obra de tirania. Não existe espaço para a tirania dentro da democracia. Voltando.

A fim de avançarmos na lide, lanço mão de três autores importantes que dão a base para o nosso engenho. João Cesar de Castro Rocha, Nikolas Ferreira e Max Weber. Vamos ao Rocha.

A minha ignorância é tão grande que não havia encontrado antes o professor João Cézar de Castro Rocha (Apenas Rocha, desde aqui). A verdade é que fui vítima de inúmeras violências ao longo dos anos passados e as oportunidades me foram suprimidas. Rocha nos aguarda.

A participação do professor Rocha no debate televisionado sobre a guerra é primordial para entendermos o rumo desta prosa. Convido a todos para dar um play no link 

https://www.youtube.com/watch?v=bNFSqGml97I

e acompanhar o inteiro teor da fala do acadêmico que abordou de forma brilhante a guerra EUA x Irã. E para a nossa satisfação e alegria, vai muito além daquilo que já ouvimos nas preleções de diversos outros analistas, especialistas e experts em direito internacional, política externa, economia, eticétera, etc.

O professor cita autores, teorias e leituras diversas. De um modo geral, de suma importância para todos nós, bem como para os nossos colegas das sociais. Infelizmente, no presente momento, estou responsável pelo curso de “Economia Cultural” e diante do compromisso que assumi com o “Velho Weber” não posso adentrar ao debate que ele propõe. Mas quero chamar a atenção de todos para um ponto importante: educação domiciliar. 

Atenção, você acompanhou o debate na suprema corte brasileira sobre o Tema 822? Trata-se de um julgamento sobre a possibilidade de o ensino domiciliar (homeschooling), ministrado pela família, ser considerado meio lícito de cumprimento do dever de educação, previsto no art. 205 da Constituição Federal. As informações estão disponíveis no site do tribunal. Vamos apenas destacar o principal:

Ementa: DIREITO CONSTITUCIONAL. EDUCAÇÃO. ENSINO DOMICILIAR. LIBERDADES E DEVERES DO ESTADO E DA FAMÍLIA. PRESENÇA DE REPERCUSSÃO GERAL

1. Constitui questão constitucional saber se o ensino domiciliar (homeschooling) pode ser proibido pelo Estado ou viabilizado como meio lícito de cumprimento, pela família, do dever de prover educação, tal como previsto no art. 205 da CRFB/1988.

2. Repercussão geral reconhecida.

O Relator é o ministro Luis Roberto Barroso.

Para saber mais:

https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verPronunciamento.asp?pronunciamento=5658130

Re conectando. A modernização que já está em curso vai definir o futuro da educação pública e gratuita dentro e fora da escola formal? Ou ainda (dito de outra forma), podemos pensar sobre os limites do Estado de Direito (laico na sua origem e desenvolvimento) sobre o direito (e dever) de ensinar, bem como da gestão pública da educação. E a notícia de hoje pela manhã era a seguinte: O STF formou maioria (7x0) em abril de 2026 para derrubar a Lei 19.722/2026 de Santa Catarina, que proibia cotas raciais em universidades estaduais e comunitárias. O relator, ministro Gilmar Mendes, considerou a norma inconstitucional, reafirmando que ações afirmativas são ferramentas válidas de reparação histórica e igualdade material. Avançando para o autor (parlamentar).

O Professor Rocha na sua preleção de domingo a noite na TV Brasil convida a todos para o enlace com a obra denominada: “O Cristão e a política: descubra como vencer a guerra cultural”. A edição é de 2022 e o autor é Nikolas Ferreira. Você leu? Você tem alguma notícia sobre? Eu confesso que não havia chegado essa “notícia” ainda aqui no Porto Isabel. Os nossos recursos são muito limitados para a pesquisa e estamos avançando por pura expressão de um resistência necessária a nossa própria existência.

 O que diz Nikolas Ferreira na obra em tela? Eu não li o livro. Comprei um novo livro do Érico Veríssimo, mas ainda não chegou. Segunda mão: o gato preto em campo de neve. Contudo é necessário avançar. Navegando, chego ao artigo: “O recrudescimento do ultraconservadorismo no Brasil: análise do discurso político religioso de Nikolas Ferreira contra os valores e pautas feministas e LGBTQIAP+” de Edson Lugatti Silva Bissiati e Beatriz Aguiar da Silva. Nestes termos, o livro é um manifesto que mistura princípios religiosos com retórica política conservadora, incentivando o posicionamento dos cristãos contra a cultura dominante. Claro que isso não é tudo, pois há a informação de que Nikolas Ferreira, defende o engajamento ativo de cristãos na política para combater a pauta progressista. O site amazon escaneou a orelha do livro e nos informa ainda que a obra aborda a “Guerra Cultural” como um conflito entre valores judaico cristãos e ideologias modernas, focando em temas como educação, família e a luta contra a ideologia de gênero.

O interessante é que Rocha lembra de um episódio onde a ex-primeira dama da república realiza uma fala neste sentido. Ou seja, que o cristão não pode se abster de debates políticos e deve assumir uma postura de batalha cultural. Tema conexo: Ambos são unanimes nas críticas à instrumentalização da educação, ao ativismo universitário, ao aborto e a desconstrução da família.

Segundo a orelha do livro, a obra reflete a visão do autor de que há um ataque contra a influência cristã, buscando engajar os seus leitores em uma “Guerra Silenciosa”. Me parece que nem tão silenciosa assim, pois desde ontem estamos aqui a chamar a atenção do nosso aluno para os novos ares que sopram na ilha. A Federal de Santa Catarina passou por um processo de “escuta” da comunidade acadêmica que optou por renovar a linha política dos gestores da máquina estatal de ensino superior. E o RS? Esse vento chega aqui? (Ou não?).

Eu confessei que não li Nikolas Ferreira, mas eu li (e reli) Max Weber. O nosso terceiro interessado na lide. Perdão! Acho que ele é parte, assim como Rocha e vamos convencionar que o terceiro interessado é Ferreira, pois (em tese) menos graduado que os demais. O fato é que não é fácil resenhar uma obra de quase novecentas páginas. Bruna e Josué fizeram a resenha de “Weber: uma biografia”. Falamos sobre na live de ontem, portanto não vamos voltar ao termo por uma questão de tempestividade. É feriadão e você vai viajar. Não quero atrapalhar a arrumação das malas. Não esquece os livros (base física papel). Eles sempre são excelentes companhias.

Link para ler a resenha:

https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/article/view/12403/6601

Tenho por hábito eleger a frase do livro que estou lendo e isso não é tarefa simples, quando dispomos de várias centenas de páginas para o feito. Mas quem procura acha e quem espera sempre alcança. Apenas ditos populares que vem ao presente termo, a fim de adoçar a boca de quem bebe sem pretensão de por mais um diploma na parede. Até porque não existem mais aqueles documentos físicos diplomas e tais quais dantes haviam. A Guerra está acabando (destruindo) com muitos ânimos, homens e vontades dentro e fora da academia. Veja aquela escola no Irã que foi alvo dos ataques no início da guerra. Depois mais um ataque em um complexo universitário onde especialistas de energia nuclear eram os alvos do império (dos imperialistas).

Weber viveu a guerra. Ele esteve presente no conflito armado que entrou para a história como a primeira grande guerra. Estou convencido de que este fato foi determinante para o declínio da sua saúde já frágil e instável ao longo daqueles últimos anos que antecedeu a sua morte. Claro que antes disso houveram outros “horrores” e ele fala sobre isso, literalmente no livro “Ciência e Política: duas vocações”. Relata a dinâmica da vida acadêmica e as mazelas de viver institucionalizado. Diz, por exemplo, que ninguém passa por um processo seletivo para ocupar um cargo de professor universitário sem determinado sofrimento. E que é dito ali, não são falas agradáveis. Difíceis de esquecer e que ninguém ousa reproduzir. Algo assim, eu não vou citar as páginas, mas está tudo ali.

A Guerra do homem contra o homem é a chave para a compreensão do processo ensino aprendizagem. A guerra do Estado contra o Estado é a história da economia mundial. A guerra não para e aflige especialmente os mais sensíveis, expostos. Os impérios se sucedem desde Cézar rumo ao caos. O Estado de Direito substituiu o soberano, declinio do absolutismo, mas algumas monarquias ainda resistem. Enfim, a regra geral atual é todo o poder emana do povo.

 Se a guerra é ilegal, o seu proponente não é um estadista, senão um facínora, um despota cruel. E a ferida cruenta, produto do conflito tem cheiro extremamente desagradavel. Lembra dos cubeiros que coletavam os dejetos humanos nas casas de porta e janela na Porto Alegre de outrora? O monopólio da violência legítima, Weber sempre presente. Lembrei do direito penal do inimigo e do alto grau de letalidade das polícias brasileiras. Enfim, devo remete-los para o capítulo dezesseis: Serviço Militar.

A página exata é a de número 602. Desta feita, não é uma frase, pois são dois parágrafos que sintetizam a vida, a dor, o sofrimento e o desaparecimento de Weber. Não é nem um pouco “falar” sobre isso: guerra, dor, sofrimento e desaparecimento. Mas está ali aquele que foi jovem professor (outono de 1893 a 1897) capítulo sete. Sofreu um esgotamento nervoso, capítulo oito. Se recuperou e viveu uma nova fase, capitulo nove. Viajou, foi a Roma e voltou, explorando novos cenários, obras de arte e vivendo muitos regozijos, capítulos treze e quatorze. Mas a guerra não perdoa ninguém. Estamos todos expostos e com Weber não foi diferente. Ele viveu, sofreu e morreu. E a guerra continua.

O parágrafo inicia assim: “Chegara a hora e foi uma sublimidade jamais sonhada. Os fatos externos, na verdade, não assomaram em grande parte da pequena cidade(...) Após formar uma fraternidade, prontificaram-se a destruir suas identidades individuais, servindo.” página 602. Segue na 603

“A caminho de casa, os Weber pararam por um momento na ponta superior de uma velha ponte; um entardecer de radiante sol emprestava perfeição a tudo que os cercava. (...) A terra descansava cheia de alegria em sua beleza. Logo beberia o sangue de milhares. (...) E ainda mais comovente que a sina dos jovens era a dos homens que se punham então a sair andando conhecedora e sobriamente do auge da vida para entrar nas trevas”. (Marianne Weber)

Weber não morreu na guerra. Após trabalhar nos hospitais de campanha, retorna para casa, para a educação e para a política, mas não era mais o mesmo homem. Abatido, triste, quase oco, ficou mais silencioso do que nunca. As trevas da primeira guerra repercutiram muito. Veio a segunda grande guerra e outros tantos conflitos internacionais se sucederam. Se Weber estivesse vivo, talvez estaria escrevendo um livro de história sobre as guerras. E qual é a situação atual? Entende, por que temos que cantar com Paulo Ricardo? Alvorada Voraz. Paz. Que Paz? Pra onde correr?

Retornando ao início da petição. O Objeto é o atual estágio de desenvolvimento da educação pública e gratuita de nível superior. Entendemos que há um processo de modernização em curso que foi iniciado em 2016. A questão é a seguinte: Este processo que já está em curso e vai definir o futuro da educação pública e gratuita de terceiro grau (ensino superior) possui relação com a transformação do cenário religioso no Brasil?

Pierucci e o seu desencantamento do mundo poderia estar conosco, mas preferi simplificar a análise e permanecer apenas com os autores já citados. E por falar em Antonio Flávio Pierucci, dá uma olhada no final do livro e a sua menção sobre um possível re encantamento do mundo. Essa parte final é muito interessante. Dá uma olhada. Creio que vai interessar a grande maioria dos nossos pares.

A idéia é não esquecer das aulas do Milton Bins, da professora Lorena e outros magistérios magníficos daquela saudosa graduação. Seguir resistindo: lendo, escrevendo e pensando a sociedade e a educação. Se você tem algum livro para ali na tua estante: doa (faz circular). Se o livro for de autoria do professor Rocha, aceitamos doações de qualquer título. Nikolas Ferreira idem, pois gostaria de ler também e conhecer esta “nova doutrina brasileira”. Será que tem alguma conexão com Auguste Comte? 

 Apesar que creio ainda que todo esse movimento tem início com as aulas de Olavo de Carvalho (Curso de filosofia em ambiente virtual). Eu não li Olavo de Carvalho, mas ele lia muito. Todo o ideário de repulsa a autonomia universitária nasce ali. Eu não li, assisti muitas vídeo aulas do professor Olavo e ele parecia bastante convincente nas matérias que lecionava.

Weber. Com certeza, sempre é bem vindo. Qualquer título do Weber ou sobre o weberianismo que estiver parado ai na tua prateleira. Aceitamos de bom grado. É horrível ler na tela. PDF não possui essência. Relação fria com o autor. O que fazer com o lápis ao ler texto digital? Por essas e por outras, sigo com a base física papel.

Antes do fecho. O Outono da idade média. Grande clássico da historiografia ocidental, publicado em 1919, este livro é a obra-prima de Johan Huizinga (1872-1945), tendo sido lançado em mais de vinte línguas. Pela primeira vez traduzido para o português a partir do original holandês, esta edição é resultado de pesquisas que reestabeleceram o texto original, em 1997. Raras vezes um período histórico foi apresentado de maneira tão viva e colorida. Aqui, a Idade Média é vista na plenitude de seus contrastes, distante do lugar-comum segundo o qual ela não passaria de uma transição, longa e letárgica, entre o brilho da Antiguidade e do Renascimento.

Abri uma vaquinha virtual, a fim de adquirir a obra supra referida. Se houver interesse dos pares. Favor fazer contato. Todos os valores são bem vindos. 

https://www.vakinha.com.br/vaquinha/mais-livros

Vamos para a conclusão desta breve prosa. Atenção, isto não é e não pretende ser um artigo científico (ou algo parecido). Apenas um breve relato de experiência de pesquisa forjado na periferia de Porto Alegre, RS, Brasil. Autos conclusos para a decisão do magistrado.

A Conclusão deve ser apresentada com temas conexos. A Etnografia de rua foi termo cunhado com a nossa participação (co-autoria). Naquela oportunidade, ao etnografar a cidade (topoanaliticamente, além de antropologicamente), descobri que Porto Alegre é, na verdade, um grande (e extenso) areal. Ao que tudo indica, um novo evento climático de grandes proporções vai ocorrer em breve.

A Alma grupo é um conceito de interesse da área da etologia. Sempre que um indivíduo (animal) de determinado grupo (ou espécie) é ferido de morte, a agressão aflige a todos e a resposta não é individual. Encontrei o elo (perdido) entre a Falange e a literatura. Outro sim, animal exótico não é análogo ao animal silvestre. Muito obrigado pela atenção de todos! 



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Gritos Misticos

 




 - Gritos Misticos - 





quinta-feira, 16 de abril de 2026

Peter Handke

 








VERBETE (Literatura)



Peter Handke é um romancista, dramaturgo, poeta e roteirista austríaco, premiado com o Nobel da Literatura em 2019. Nascido em Griffen, uma pequena cidade no sul da Áustria, sua carreira literária se iniciou no ano de 1964, quando, estudante de direito em Graz (Áustria), tornou-se membro do grupo literário Grazer Gruppe – do qual Elfriede Jelinek e Wolfgang Bauer também foram integrantes. Na época, ele publicava seus primeiros escritos na revista de vanguarda manuskripte, também conhecida por veicular autores do Wiener Gruppe. Já em 1965, Handke abandona a faculdade para dedicar-se à carreira literária, tendo lançado seu primeiro romance As vespas [Die Hornissen] no ano seguinte, por uma editora grande. Dalí em diante, o nome do autor não demoraria a tornar-se conhecido, em virtude de sua relação conturbada com a crítica e público e certa imagem de rebelde, que o aproximava dos movimentos jovens de contra-cultura no fim dos anos sessenta. Contrariamente a outros escritores da época, no entanto, Handke era avesso a qualquer forma de engajamento político na arte, apesar de se identificar com posicionamentos de esquerda na época. Essa postura foi por ele evidenciada no ensaio Eu sou um habitante de Torre de Marfim [Ich bin ein Bewohner des Elfenbeinturms] de 1972, em que defende que o engajamento seria um conceito não-literário, incompatível com o caráter não utilitário da literatura.


Para saber mais

https://centroaustriaco.com/peter-handke-1942/


Metodista

 




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Imagem de arquivo.

Mil novecentos e antigamente.

A Educação Metodista deixou saudades para todos nós.