sexta-feira, 3 de abril de 2026

Weber como você nunca viu (antes)

 




         

Weber como você nunca viu (antes)


        A utilidade dos manuais é matéria recorrente no nosso sítio. Blog, site, livro digital. Não importa como você queira denominar estas páginas esparsas que reunidas compõe "O Mapa do Tesouro" .

        Eu sei que você dispõe de pouco tempo para permanecer aqui conosco e deseja voltar logo para a rede social. Você está sendo consumido (a) por ela. Você já não é mais a mesma pessoa. Olha para o teu passado e observa. Você vivia muito bem sem este convívio digital, mas agora está dependente da rede. O que fazer? 

        Aqui neste espaço você vai ter uma relação diferenciada com os clássicos da literatura especializada. Max Weber, por exemplo. Jurista de formação acadêmica, professor de economia, porém aclamado como sociólogo. O seu interesse pela sua "alma mater" era tão profundo que passa a estudar história. 

        Dentro dos estudos de história (das nações), ele se dedica para a história econômica mundial e não para mais de aprofundar o seu vasto conhecimento. Ele era, sem sombra de dúvida, uma pessoa especial. Intelectual de primeira linha. Não era carreirista, tão pouco interesseiro.

      A dinâmica social das sociedades modernas/contemporâneas capitalistas é muito complexa. Os manuais auxiliam as pessoas que não são especiais a entender a complexidade de determinadas matérias e contextos. As pessoas não especiais, oriundas das sociedades contemporâneas capitalistas, via de regra, acusam as pessoas especiais de autoria de crimes que não cometeram. Todo o indivíduo que se destaca em meio a manada é acusado de transgressões, delitos e crimes que não deveria responder pela autoria, pois é inocente. A sequencia desta ópera deságua no penal. Portanto não vamos avançar.

        A obra denominada: A ética protestante e o espírito do capitalismo pode ser lido como um manual. Manual? Manual do que? Manual da sociedade ocidental capitalista. Esse é o ponto. Apenas, ainda mais um detalhe. Não são todos os transeuntes que conseguem ler com acuidade a obra. 

        Há ainda aqueles que não entenderam a obra supra referida. Diante da sua própria falência intelectual, vão tentar menosprezar a tua inteligência e exercer o seu poder de Estado, através de uma ordem (burocrática): leia "Economia e Sociedade". 

        Aqueles poucos seres que conseguiram acessar o amago da questão vão relacionar Weber com outros autores importantes como Foucault, Maeterlinck e Érico Veríssimo. Érico Veríssimo?Sim! O autor do célebre "O Tempo e o Vento": escritor gaúcho, Érico Veríssimo.

        Érico Veríssimo na obra literária "Gato Preto em campo de neve". Viu?! Eu falei! Os links existem, mas se você prefere não dialogar conosmo, tranquilo. Seguimos. Apenas um adendo: Não adianta colocar diploma de doutor na parede e seguir regando (sem criticar, refletir e questionar) a ritualística acadêmica formal e material. Não vamos desenvolver o termo, pois aqui na Academia Isabelense é diferente do que ocorre ali no vale. E por falar em vale. Você já ouviu falar em Viktor Vasnetsov? O Tapete voador de Vasnetov é excelente para sobrevoar o Vale. Experiência onírica indescritível. 

    As vezes faltam letras, me escapam palavras, re-escrevo os textos. Congelo arquivos, deleto poesias, excluo fotografias. Enfim, não o que fazer, diante de tantos Equívocos grafados. Vamos voltar para o "Velho Weber", muito especialmente, quando da sua relação com Maeterlinck. Detalhe: Você sabia que Marianne Weber apreciava o trabalho de Maurice Maetherlinck?

        Perdão! Não pretendo me alongar mais do que o necessário. Apenas quero te apresentar Weber como você nunca viu antes. Vamos lá!? Presta atenção, por favor:

01

Há um plano geral (ou quadro de interesse de estudos) comum entre Max Weber e Maurice Maeterlinck. A História está presente em ambos os pensadores;

02

Dentro deste plano geral comum aos dois pensadores citados, surgem duas ramificações, a saber: História natural e história econômica. Lendo as obras de ambos, vão surgindo temáticas relacionadas a estas áreas do conhecimento. Detalhe, quanto a história natural, ainda há dois ramos especialmente abordados: humano e não humano. Digo isto para você não confundir o ramo humano com a antropologia acadêmica;

03

Há ainda um pano de fundo (ou cenário)  muito importante e presente em ambos os eminentes pensadores, facilmente percebido em vários momentos das suas obras literárias: Moral e Ética. Ou seja , filosofia (não vamos entrar no detalhamento, mas o capítulo 11 - expansão - da biografia de Weber escrita pela Marianne Weber vem muito a acalhar)

        Ademais, tudo o que você encontrar nas obras dos autores em tela que não fazem referência ao ponto 01, ao ponto 02 e ao ponto 03 é  "Cena". Concluo com a sentença: A arte dramática é o ponto comum nas obras dos autores Maeterlinck e Weber. De um lado o tribunal e de outro uma sala de teatro. De um lado o constitucionalismo e de outro o teatro simbolista. De um lado o sofrimento psíquico e de outro "O Pássaro Azul". De um lado a dor e o adoecimento (institucionalização) e do outro o Prêmio Nobel de Literatura. Você está entendendo (ou quer que eu desenhe)???  Vamos ao fecho.

         A utilidade dos manuais é relativa, pois não auxilia quem não é do ramo. Outro sim, entreguei o que prometia no enunciado: Weber como você nunca viu. Bem vindo ao blog da inteligência humana.


Rohma

 






- Rohma -





quinta-feira, 2 de abril de 2026

Vita

 





VITA



A Vida é o maior valor (bem) a ser preservado (vivido). Viva a Vida (em todas as suas formas e manifestações).

A noção de valor é construída socialmente, segundo os preceitos culturais das sociedades em questão. A experiência social moderna mostra que o valor financeiro é o que tem maior destaque na sociedade contemporânea capitalista. “Tempo é dinheiro”, afirmam os indivíduos que transformam as suas vidas numa verdadeira “maratona” onde a vitória é representada pelos bens que o capital (econômico-financeiro) pode comprar. Neste caso, imóveis de luxo, automóveis esportivos, jóias e outros produtos afins são os símbolos das pessoas “bem sucedidas” (bens distintivos expostos como medalhas).

Eu entendo que a vida (em todas as suas formas e manifestações) representa o maior valor a ser perseguido, fomentado e preservado. A preservação da vida é a meta 01 (Zero Um) de qualquer pessoa enfileirada conosco (neste pressuposto que defendo). Infelizmente somos minoria entre uma massa de semelhantes que não medem esforços para reproduzir o Status Quo e fomentar a roda consumista (capitalista). Estas últimas desconhecem (ou negam) esta verdade fundamental que venho aqui propagar e, na maioria das vezes, são vítimas do próprio sistema que ajudam a alimentar.

A Vida é tão sublime, rica e maravilhosa que está presente até mesmo onde os transeuntes comuns não observam. Há vida na semente que, levada ao solo, floresce e dá frutos. Há vida no vento (brisa fresca) que anima e acalma os desalentos da alma. Há vida na água que sacia a sede e rega a planta. Há vida na palavra da boa vontade que enobrece o bem querer. Há vida no seio da mãe que alimenta e nutre o filho querido. Acredito, portanto, que é necessário ter muita sensibilidade e sintonia (fina) com o criador e a mãe (natureza) para estabelecer esta aliança eterna com todas as manifestações de vida (humana e não humana). Preservar a vida é fortalecer o amor e a bondade que deve inundar os nossos corações quotidianamente. Viva e deixe viver. Não cometa nenhum tipo de atentado contra a vida. Viva, viva cada vez mais. Viva plenamente. Viva a Vida.



Texto de Outrora.

Outubro de 2010.