sexta-feira, 31 de julho de 2026

menos que nada carlos gerbase

 


de olhos bem fechados 1999

 






https://www.cinematecapauloamorim.com.br/portaldocinemagaucho/816/menos-que-nada?highlight=de%20olhos%20bem%20fechados



Tililim

 




https://jacquesja.blogspot.com/2026/07/gatos-emocao-de-lidar.html


Arthur Schnitzler

 


Economia (carmem miranda)

 Um gosto por seis vinténs


Quantas coisas se podem fazer com um dólar ?

Pago certa manhã cinco  centavos no trem subterrâneo que me leva em 25 minutos de Riverside Drive traz a Times Square. 

Passo duas horas a olhar o espetáculo gratuito das ruas e do interior dos grandes magazines, onde verdadeiras multidões se agitam. Converso com um caixeiro de loja que me pergunta do Brasil, do perigo nazista e de Carmem Miranda. 

Ouço a dissertação de um ascensorista sobre a vida de Nova York e fico por um instante a olhar e ouvir na rua 53, um preto velho muito encurvado de longos braços de símio, que toca canções populares, batendo com pauzinhos nas portas de coloridos, vasos de cerâmica. 

Entro ao meio-dia no Caruso espaguete, restaurante que o famoso tenor costumava frequentar em seus tempos de glória, depois das funções do Metropolitan. Por 50 centavos tenho um ótimo almoço. 

Como está nevando forte, meto-me a seguir num cinema, onde por 25 centavos tenho um programa duplo. As quatro estou no Museu de Arte Moderna, olhando objetos de arte. As cinco, no seu Auditorium vejo mais um filme da série quarenta anos de comédia.

Ao anoitecer um drugstore me dá um pote de café com leite fumegante e um hambúrguer por 15 centavos. 

Nada pago depois para olhar as gentes e os anúncios luminosos da Broadway da sexta e da sétima Avenidas e um barulhento e veloz trem subterrâneo me deixa de novo por cinco centavos nos arredores da International House. 

O dia se passou e eu gastei apenas um dólar! Em compensação no mês passado no restaurante do trem que me levou ao Washington, paguei um dólar e vinte por um simples filé com escassas batatas fritas... 


Transcrição literal 

da página 184/185

Título:

Gato Preto em campo de Neve

Autor:

Érico Veríssimo.



Breve Comentário do nosso editor:

01

Eu gostaria que você realizasse a leitura. Avaliasse o texto e o contexto e tirasse as suas próprias conclusões;

02

O nosso crivo, no ritmo em que adentrávamos a obra, diante de determinada sensibilidade cultivada no labor literário, essa página se apresenta como um ponto de inflexão;

03

A época da escrita é muito distante da nossa, mas mesmo assim, quando você procura o significado (literal e não literal) da palavra "símio" encontra o que?

Chocado e triste é o que podemos gravar aqui. Sentimentos de um Ser Sensível que busca na literatura conforto. Contudo, neste caso, ocorre exatamente o contrário.

04

Ficam questões em aberto:

I - 

Que tipo de pessoa consegue ficar tão fascinada pela cultura norte americana?   (a ponto de tecer comparações do tipo - humano com um não humano)

II -

Que autor é este que abre uma página "pseudo-economica" e/ou cultural e atropela determinado ser humano comparando-o com um animal?

III -

Que obra é esta e a que ela se destina? (qual foi o impacto do leitor na época da guerra? ao ler o livro "Gato Preto (...)"?