terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Capitalismo avançado




Hochkapitalismus 


        A que tipo de capitalismo estamos a falar, quando temos por cenário a Capital Velha?


Vide

Nota de pé da página número 01

Versa sobre a confissão religiosa e estratificação social.

Obra

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Autor

Max Weber



=== +++ ===


Beruf

pagina 72


Adam Smith

pagina 73



Na sequencia

Texto gerado por inteligencia artificial, a partir de parte de uma vídeo aula.

segue a transcrição que pode auxiliar os acadêmicos e suas demandas institucionais. 


Gente… por gentileza… sejam bem-vindos.

Hoje nós vamos iniciar um encontro que, eu já aviso, ele é um encontro que exige paciência. Exige calma. Exige um certo nível de desaceleração.

Então, eu vou começar dizendo o seguinte: se você considera que o ritmo desta aula está lento, você tem duas opções. Duas opções. Primeira opção: você pode passar para adiante e buscar outro vídeo que esteja mais adequado ao seu ritmo. Segunda opção: você pode acelerar no play. Você pode colocar em duas vezes, três vezes, quatro vezes.

Agora… eu vou dizer o que eu realmente acho que é o melhor: o melhor seria você vir para o nosso ritmo. Porque aqui nós estamos tentando fazer algo que o mundo moderno não permite mais. Nós estamos tentando recuperar o tempo. Recuperar o pensamento. Recuperar o detalhe.

E, gente, veja… nós estamos aqui para trabalhar o detalhe.

Porque se você não trabalha o detalhe, você não entende a cultura. Você não entende o Direito. Você não entende a política. Você não entende a vida.

Então, dito isso, nós vamos iniciar hoje com Direito Constitucional. Mas nós não vamos iniciar com Direito Constitucional como se fosse uma disciplina fria, seca, meramente normativa. Nós vamos iniciar com Direito Constitucional na perspectiva da “Economia Cultural” (a la Weber). Pensando sobre a experiência e a vida social.

E eu vou começar com uma reflexão que parece fora do Direito, mas não é. Parece fora do Direito, mas não é.

Veja.

Eu lembro, faz algum tempo, de ter entrado em um grande estabelecimento comercial. Um estabelecimento comercial de grande porte. E eu olhei à minha volta… e eu tive uma sensação estranha. Parecia que eu estava dentro de uma linha de produção. Só que não era uma linha de produção industrial. Era uma linha de consumo.

As pessoas estavam andando aceleradas. Apressadas. Empurrando carrinhos. Pegando mercadorias sem sequer olhar. E ao fundo… ao fundo tinha uma música. Uma música rápida. Uma música que não dizia nada. Era só ritmo. Só batida.

E eu pensei: isso aqui não é música neutra. Isso aqui é técnica. Isso aqui é um mecanismo. Isso aqui é um dispositivo de aceleração.

Porque a música acelera o corpo.

E quando o corpo acelera… a mente não pensa.

E quando a mente não pensa… o consumo acontece.

Você não reflete sobre o preço. Você não reflete sobre a qualidade. Você não reflete sobre o sentido. Você simplesmente compra.

E aí eu digo: isso é capitalismo. Isso é cultura capitalista. Isso é racionalidade econômica transformada em ritmo.

O capitalismo não controla só o dinheiro. Ele controla o tempo. Ele controla o corpo. Ele controla o desejo. Ele controla a velocidade com que você anda.

E aí eu quero fazer uma transição. Porque agora eu vou levar isso para um lugar inesperado. Eu vou levar isso para o Tribunal.

Porque o Tribunal … também tem ritmo.

O Tribunal também tem coreografia. Também tem ritual. Também tem liturgia. Também tem linguagem própria. Também tem encenação institucional.

E ontem… ontem eu assisti ao vivo uma sessão de julgamento do Supremo Tribunal Federal.

E aqui eu já vou abrir uma observação que parece pequena, mas não é pequena: não é audiência. Não é audiência. É sessão.

Gente, veja a necessidade de nominarmos claramente e de forma adequada cada coisa.

No Direito, o nome importa.

Audiência é uma coisa. Sessão plenária é outra coisa. Julgamento é outra coisa. Deliberação é outra coisa.

E quando nós confundimos essas coisas, nós perdemos a capacidade de compreender o funcionamento real do Estado de Direito.

Então, ontem, eu assisti a uma sessão plenária. E era uma sessão que discutia uma ação direta de inconstitucionalidade por omissão.

E aqui eu vou pedir a paciência de quem não é do Direito. Porque alguns que nos acompanham são do Direito e outros não são do Direito.

Mas quem não é do Direito… fique. Porque isso vai agregar ao seu currículo (espírito). Isso vai agregar ao seu olhar sobre a realidade. Vai agregar à sua capacidade crítica.

E aí, veja, o que aconteceu?

A sessão estava no final. Os ministros estavam visivelmente cansados. E havia uma questão de ordem: se o Tribunal seguiria apreciando aquela matéria ou se deixaria para o próximo encontro.

Havia participação por videoconferência. Havia ausência de membros. Havia um ambiente de cansaço institucional.

E, isso, gente, não é detalhe. Isso é filosofia do direito.

Porque isso mostra que até o Estado, até a mais alta Corte, até a racionalidade jurídica máxima… tem limite físico.

A razão institucional também depende do corpo.

O ministro cansa. O magistrado cansa. O plenário cansa. A instituição tem fadiga.

E aí, gente, veja como isso é interessante. Nós falamos tanto de Estado como se fosse uma máquina perfeita, mas a máquina tem homens. E os homens cansam.

Agora, eu vou entrar em outro ponto. Um ponto que parece apenas formal, mas é profundamente cultural.

No Supremo Tribunal Federal, quando o advogado se dirige ao Tribunal, o advogado é tratado como Vossa Senhoria. Não como Vossa Excelência.

E aqui, eu preciso dizer algo com clareza: em tese, nós sabemos que não há hierarquia entre magistratura, Ministério Público e advocacia.

São funções essenciais à Justiça.

Em tese, em tese… não existe uma hierarquia de valor humano ou de função social superior entre essas categorias.

Mas a cultura jurídica cria símbolos.

E o símbolo cria distância.

E o símbolo cria hierarquia.

Então, mesmo que a teoria diga que não há hierarquia, a prática diz outra coisa. A prática encena outra coisa. A prática apresenta outra coisa.

E é por isso que nós precisamos estudar cultura jurídica.

Porque o Direito não é só lei. O Direito é rito. O Direito é gesto. O Direito é vocabulário. O Direito é uma forma de tratamento. O Direito é a palavra que se usa.

E aí, ontem, havia uma jovem advogada.

E o presidente da sessão pergunta: está presente a advogada? Está habilitada para sustentação oral?

E ela responde: sim, excelência, estou.

E aí, a jovem advogada sobe à tribuna. Vai ao púlpito institucional. E ela faz a sustentação oral em nome do requerente.

E aqui eu vou fazer uma avaliação… e eu vou dizer com honestidade: foi uma sustentação média para boa.

Foi boa. Mas não foi excelente.

E aí, veja, eu vou dizer algo que talvez explique uma questão que eu havia dito que não ia entrar.

Por que o advogado não é chamado de Vossa Excelência no STF?

Talvez… talvez… uma hipótese cultural seja esta: porque a excelência, na cultura institucional, é presumida no magistrado, mas é condicional no advogado.

Alguns advogados vão à tribuna e são brilhantes. Outros não são.

E isso não é um juízo de valor à advocacia. Isso é uma leitura cultural do sistema.

Então, talvez, quando a advocacia for culturalmente percebida como excelência permanente, a forma de tratamento também mude.

E é por isso que nada é por acaso.

Nada é por acaso, gente.

A linguagem não é inocente. A forma de tratamento não é neutra. A palavra é poder.

Agora, eu não vou entrar mais nisso, porque isso exigiria uma aula inteira apenas sobre cultura institucional, sobre liturgia jurídica, sobre simbolismo do poder.

O que eu quero destacar hoje é o seguinte: a matéria discutida na ação era desigualdade econômica e social.

E aí, gente… nós entramos num tema que não é só jurídico. É político. É sociológico. É existencial.

O Brasil é um país profundamente desigual.

Profundamente desigual.

Enquanto uns não têm nada, outros têm muito. Muito, muito, muito.

E aí eu quero dar um exemplo simples. Um exemplo cotidiano.

Vai abrir agora a Feira do Livro. E eu queria comprar livros. Eu queria adquirir livros. Eu queria formar mais biblioteca.

Mas eu vou dizer com sinceridade: às vezes a guaiaca está vazia.

A guaiaca vazia, gente.

Hoje não é mais guaiaca, é pochete, mas não importa.

O que importa é o símbolo: o bolso vazio.

Enquanto isso, há pessoas que vão à Feira do Livro com valores absurdos na conta corrente e compram bancas inteiras. Compram pilhas e pilhas e pilhas.

E eu vou lá… só para olhar.

Eu vou lá só para olhar.

E veja: isso é desigualdade econômica. Mas é também desigualdade cultural.

Porque o livro é cultura.

O acesso ao livro é acesso à cultura.

O acesso à cultura não deveria ser privilégio.

E aí eu lembro de uma notícia que apareceu recentemente: um artista vendendo o próprio violão para sustentar a família.

Veja a gravidade disso.

O violão é cultura.

O músico é cultura.

A arte é cultura.

E quando o artista vende o instrumento para sobreviver, nós estamos vendo o capitalismo esmagando a cultura.

Nós estamos vendo a necessidade material devorando o espírito.

E isso, gente, é a desigualdade na sua forma mais cruel.

Porque a desigualdade não é só falta de dinheiro. A desigualdade é falta de tempo. Falta de acesso. Falta de possibilidades. Falta de futuro.

E aí entra o Direito Constitucional.

Porque a Constituição brasileira promete muita coisa. Promete dignidade. Promete igualdade. Promete erradicação da pobreza. Promete justiça social.

Mas a realidade brasileira… contradiz a promessa.

E aí a pergunta é: o que acontece quando o Estado não cumpre aquilo que a Constituição exige?

Quando o legislador não faz aquilo que deveria fazer?

Quando o Poder Público permanece em silêncio?

A omissão do Estado vira um problema constitucional.

E é exatamente isso que significa uma ação por omissão: o silêncio institucional vira violação.

E aqui eu quero que você compreenda a profundidade disso.

Porque, filosoficamente, nós fomos ensinados a pensar que ação é fazer. Mas no Direito, muitas vezes, ação é não fazer.

O Estado se omite e, ao se omitir, ele produz injustiça.

O silêncio do legislador pode ser tão violento quanto uma lei injusta.

E é isso que estava em discussão.

Agora, eu quero fechar este bloco constitucional. Porque este encontro não é apenas jurídico. Ele é filosófico.

E aqui nós vamos abrir a primeira garatuja.

Nós falamos que temos duas garatujas inéditas. Talvez seja difícil trabalhar as duas hoje. Então provavelmente nós trabalharemos uma hoje e outra amanhã.

E para iniciar a nossa primeira garatuja, eu quero trazer um filósofo brasileiro, um professor de filosofia, Franklin Leopoldo da Silva.

Um importante filósofo ligado à USP.

E por que eu trouxe Franklin Leopoldo da Silva?

Porque aqui está a conexão.

Ele fala de Baudelaire dentro da leitura de Walter Benjamin.

E a obra que ele menciona é uma obra fundamental: “Charles Baudelaire: um lírico no auge do capitalismo”.

Gente… este título já diz tudo.

Um lírico no auge do capitalismo.

Ou seja: um poeta tentando sobreviver dentro da máquina.

E aqui nós voltamos ao que eu falei no início: o capitalismo não é apenas um sistema econômico. Ele é um sistema de aceleração da vida.

Benjamin observa que a modernidade urbana cria choque. Cria fragmento. Cria pressa. Cria estímulo contínuo. Cria uma vida sem silêncio.

A cidade empurra o sujeito.

A mercadoria invade o olhar.

A propaganda captura a imaginação.

E o homem moderno perde algo essencial: ele perde a capacidade de contemplar.

Ele perde o tempo interior.

Ele perde a lentidão necessária para pensar.

E é aí que a poesia entra como resistência.

Porque a poesia desacelera.

A poesia obriga o sujeito a parar.

A poesia obriga o sujeito a sentir.

A poesia obriga o sujeito a voltar para o detalhe.

Então veja como tudo se conecta.

O capitalismo acelera o consumo, como eu vi naquele estabelecimento comercial.

O STF também tem seu ritmo, sua liturgia, sua coreografia.

A linguagem jurídica cria hierarquias simbólicas mesmo quando a teoria diz que não deveria haver.

E a desigualdade social define quem pode comprar livros e quem só pode olhar.

E aí a pergunta central é: como pensar tudo isso sem ser capturado pela aceleração?

Como resistir?

Como criar crítica?

Como criar lucidez?

E é isso que nós estamos tentando fazer aqui.

Nós estamos tentando recuperar aquilo que o mundo moderno roubou: o tempo da reflexão.

Porque sem reflexão, nós viramos massa.

E sem massa crítica, a Constituição vira papel.

E sem pensamento, a cultura vira mercadoria.

Então eu agradeço a sua presença.

Se você quiser curtir e compartilhar, eu agradeço, porque isso valoriza o nosso trabalho.

E na próxima aula nós vamos continuar aprofundando essa linha, porque ainda há muita coisa a ser desdobrada: cultura política, economia cultural, e o modo como o capitalismo transforma até o nosso espírito em mercadoria.

Muito obrigado, gente.

E seguimos o baile.





segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

travesseiro macio


 


"Ein gutes gewissen ist ein sanftes ruhekissen".

Ditado popular. Cultura alemão.

Extraído do livro:

A Ética protestante e o espírito do capitalismo.

Max Weber

 

        "Ein gutes Gewissen ist ein sanftes Ruhekissen" é um provérbio alemão que se traduz aproximadamente para "Uma consciência limpa é uma almofada macia". É uma expressão que significa que uma pessoa que vive honestamente e sem culpa dorme melhor e vive com mais paz de espírito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Perfumes


 


"Os perfumes,

que são as jóias desse ar

que nos faz viver,

não o adornam sem razão.

(...)

Tudo no espaço deve ter o seu perfume,

ainda imperceptível,

a própria réstia do luar,

o murmurio da água,

a nuvem que paira,

o sorriso do firmamento azul, 

(...)"


Maurice Maeterlinck

A Inteligência das Flores

páginas 105/106

A protegida da princesa


 



A Protegida da Princesa



        O Carnaval deste ano promete fortes emoções. Colocando em destaque uma entidade cultural registrada no ofício como: A Sociedade Beneficente Cultural Filantrópica Protegidos da Princesa (Isabel), conhecida popularmente como Protegidos da Princesa.

        A Protegida da Princesa é uma tradicional escola de samba brasileira. Ela não está só, existem outras semelhantes, pois a pesquisa encontrou também uma agremiação com nome semelhante em Florianópolis. Contudo, a escola de destaque em desfiles recentes é a de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que participa do Carnaval de Porto Alegre. 

        A fundação da entidade ocorreu em 24 de novembro de 1969 na cidade de Novo Hamburgo. Elegeu as cores: Verde, vermelho e branco. A sua localização, segundo os registros do ofício, é Bairro Rondônia, Novo Hamburgo (Complexo Cultural Protegidos).

        A edição do Carnaval 2026 traz novidades. A escola anunciou o samba-enredo "A Alquimia da Existência – Protegidos pela Magia dos Quatro Elementos" que deverá colorir ainda mais os desfiles de 2026 no complexo do Porto Seco. Porto Alegre já conhece a protegida da princesa e sabe que a agremiação é conhecida por trazer temas enredos que exploram mitologia, natureza e cultura, sendo uma força na região do Vale dos Sinos. 

        A escola tem como símbolo uma coroa que representa a realeza. Enfim, a entidade declara que busca destacar a resistência pela cultura e pela arte, e os seus desfiles sempre encantam a platéia e os espectadores que participam do evento na capital dos gaúchos.

        Vejam

    Em Florianópolis (SC), há entidade homônima, donde extraímos os dados abaixo expostos:  







G.C.E.R.E.S Os Protegidos da Princesa - CARNAVAL 2026


Enredo: 14 de Maio O Dia Que Ainda Não Acabou
Carnavalesco: Paulinho Trindade 
Intérprete: Lú Astral


✍️ Compositores: JADSON FRAGA, RAFAEL TUBINO, DIEGO BODÃO, JUNINHO ZUAÇÃO, JACSON DO CAVACO, ANDREI ALEMÃO E DEZINHO DO CAVACO


Letra do Samba 👇


O PASSADO NÃO SE APAGARÁ
COM A TINTA USADA NESSAS SUAS LEIS NÃO ME VENHA COM PROMESSAS VÃS MEU SANGUE É NOBRE, TEM FORÇA DE REIS A ALMA NÃO SERÁ ESCRAVIZADA E A LIBERDADE SEGUIRÁ MEU PENSAMENTO CLAMA POR JUSTIÇA E IGUALDADE
RESISTE A TANTO SOFRIMENTO
EM TODO MAIO, NÃO HÁ COMEMORAÇÃO TUA VERGONHA NÃO ACABOU COM A OPRESSÃO


CICATRIZES EU CARREGO AS CORRENTES, EU QUEBREI MINHAS MÃOS FAZEM A PRECE...
SÓ EU SEI O QUE PASSEI...
PROMETERAM O FIM DE TODA A AGONIA, LIVRES DE QUE? JURO, EU NÃO SABIA!


MAS O MEU CAMINHO, FUI TRAÇANDO EM BUSCA DE UM NOVO AMANHÃ
NA MÃE BAIANA
FÉ NOS OXIRÁS
ÈPA BÀBÁ! SALUBÁ NANÃ!
FAÇO ARTE, GUARDO VIVA A MEMÓRIA MEU BATUQUE É HISTÓRIA MINHA GLÓRIA É O DIA-A-DIA CABEÇA ERGUIDA, ENTRE BECOS E VIELAS SIGO EM FRENTE, A CORAGEM É MINHA ARMA SOU RESISTÊNCIA QUE NÃO CANSA DE LUTAR...
TEM QUE RESPEITAR!


VAI RENASCER A ESPERANÇA DO QUILOMBO MOCOTÓ, MINHA HERANÇA ESSA LUTA É DE TODOS NÓS!
PROTEGIDOS DA PRINCESA, VOCÊ É A NOSSA VOZ!


(PROTEGIDOS DA PRINCESA, NINGUÉM CALA NOSSA VOZ!)


#magianegoquirido #carnaval2026 #osprotegidosdaprincesa



https://www.youtube.com/watch?v=enXYUUbe3kk



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O que diria Weber sobre o Caso Orelha?


 




Max Weber e o “Caso Orelha”


        A grande repercussão social do “Caso Orelha” nos impele para um esforço de estudo e análise em Max Weber.

       A grande questão em Weber, segundo a nossa perspectiva analítica é a relação entre burocracia e democracia. Weber não era otimista, quanto ao futuro. Ele dizia que a sociedade capitalista estaria aprisionada em uma "jaula de ferro" (ou "clausura de aço"). Ou seja, a busca incessante pelo lucro e pela eficiência técnica leva a uma sociedade onde a alma é substituída pela especialização burocrática, resultando em "especialistas sem espírito". 

        Devemos destacar ainda que Weber mencionou a possibilidade de uma "luta convulsa de todos contra todos" ao final dessa evolução, onde a violência se torna uma forma de preencher o vazio deixado pela falta de sentido. Veja que interessante. Parece que este caminho de análise auxilia os que buscam entender o que ocorreu com Orelha.

    A grosso modo, podemos referir que a racionalização cria um mundo onde o homem comum usa tecnologia que não entende e vive no "provisório", gerando uma constante agitação que pode se manifestar em desumanidade e crueldade gratuita. 

    Weber sugeriria que, sem um renascimento de ideais ou "novos profetas", a sociedade caminha para um estado de petrificação moral, onde atos de barbárie são enfrentados apenas com mais burocracia legal, sem que se recupere a empatia ou o respeito pelo valor intrínseco da vida. Satisfação pela sua presença conosco neste espaço.

        Acompanhe o nosso blog. Aguarde pelas novas publicações e veja a riqueza do conhecimento científico em Max Weber.