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Educação e Cultura. Porto Isabel. Viamão. Rio Grande do Sul. Brasil.
Veio de Silêncio
Veio ver.
Veio ver água.
Veio ver água.
Veio ver água, encontrou fogo.
Veio.
Pinga flor.
Ares, areia, arena.
Veio ver, encontro de todas as gerações.
Veio o presente, o pretérito e o phuturo. V_i_a
Veio.
Pinturas phuturas, letras na tela.
O Solo Sagrado phala, o Silêncio escuta. I_s_a
Sy
Sol
Verbete
STRECK (1955, _ _ _ _ )
Lenio Luiz Streck (Agudo, 21 de novembro de 1955) é um jurista brasileiro, conhecido principalmente por seus trabalhos voltados à filosofia do direito e à hermenêutica jurídica. É professor dos cursos de pós-graduação em Direito da Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Procurador de Justiça aposentado, foi membro do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul de 1986 a 2014.
Um jurista, no sentido estrito, é alguém, com bacharelado (licenciatura em Portugal), mestrado ou doutoramento em Direito, que estuda, analisa e comenta a lei, ensina Direito ou escreve livros jurídicos. Labuta distinta e que contrasta com um advogado, alguém que assessora e defende juridicamente um cliente e pensa o Direito em termos práticos. Eventualmente, o jurista também pode atuar como advogado. Segundo os especialistas, uma pessoa pode ser um advogado e jurista, mas um jurista não é necessariamente um advogado, tampouco o advogado é necessariamente um jurista. O jurista possui um amplo conhecimento da "lei" e do ordenamento jurídico. O trabalho do jurista é o estudo, bem como a análise da lei e trabalho do advogado é a defesa jurídica e a assistência judicial das pessoas particulares que necessitam de acionar a máquina judiciária.
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Die Wirtschaftsethik der Weltreligioonen
A Ética Econômica das Religiões Mundiais (Die Wirtschaftsethik der Weltreligionen) é uma famosa série de ensaios do pensador alemão Max Weber, publicada entre 1915 e 1920. Nesta obra monumental, Weber investigou a relação entre religião e sociedade, especialmente como as crenças religiosas influenciam o comportamento econômico.
CPara saber mais:
https://www.schmidt.hist.unibe.ch/pot/weber/WeberWirtschaftsethikWeltreligionen.pdf
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John Willian Waterhouse
A descida da Barreto Viana ocorria todos os dias pela manhã. Cerca de dois quilômetros de distância da residência da minha mãe até o educandário. Dois de ida e dois de volta. Cinco dias por semana. Três anos de duração. A questão é: quantos quilômetros percorridos a pé foram necessários para a conclusão do ensino médio (Curso de Magistério)?
Eu nunca poderia imaginar que chegaria aqui hoje, embarcado em letras. Mais de quatro décadas após o primeiro diploma que me habilitou para o exercício de uma profissão tão significativa para a sociedade. Não tinha ambição, não era carreirista, tão pouco interesseiro. Já era eu mesmo, somente não me conhecia assim como hoje me reconheço.
Sai do Isabel de Espanha e não fui estimulado dentro de casa para seguir estudando. Mas aquelas aulas de filosofia, de sociologia, de história, de língua portuguesa e de redação oficial mexeram comigo. Mas não havia um plano. Dado interessante: decoração.
Nos últimos anos do ginásio que frequentei na Escola Municipal Alberto Pasqualini fui apresentado para diversas opções profissionais. Me chamou a atenção o curso de decoração, cheguei em casa e disse para a minha mãe: Eu quero frequentar o curso de decoração. Ela respondeu: não posso pagar a tua passagem todos os dias para ir estudar em Porto Alegre. Fiquei triste. Fui para o plano B: curso de magistério na Escola Estadual Isabel de Espanha. Tinha até exame de admissão, pois não havia vagas disponíveis para todos os interessados.
Muita didática, pedagogia, artes em geral e a decoração (de interiores) que poderia ter sido um prelúdio para a arquitetura, ficara para trás. Mas o melhor estava por vir: a sociologia e o livro do Professor Milton Bins impresso na PUC (Editora Mundo Jovem - Edipuc/RS) foi a ponte para o círculo mágico. Laico, mas cheio de magia. Claro que eu estava apenas iniciando nas artes. Vale. Campus do Vale.
A ciência social era uma desconhecida, mas guardei com carinho o livro do Bins. À noite, no quarto de uma casa de madeira, periferia, ruas de chão batido, buscava entender o que acontecia no meu entorno. A arma: o livro de capa “rora” onde estava escrito: introdução a sociologia geral. Imagina a minha emoção, quando encontro Bins na universidade.
Agora sentado nas cadeiras universitárias, trajando apenas camiseta , ouvindo a fala daquele professor que não existia para mim, além daquelas poucas páginas de um livro adquirido com recursos próprios na escola de ensino médio, a ciência política parecia ser um caminho a trilhar. Veio outra oportunidade, donde extrai: “Estudo Antropológico de um espaço urbano singular: Cais do porto de Porto Alegre (A Cidade que tem porto até no nome). A egrégora do vale, remete para a arte.
O Círculo Mágico (The Magic Circle), pintada em 1886, é uma das obras mais enigmáticas de John William Waterhouse e um marco do estilo pré-rafaelita tardio. Atualmente, ela faz parte da coleção da Tate Britain, em Londres.
A pintura captura uma feiticeira solitária em um momento de poder ritualístico, usando uma varinha para traçar um círculo de fogo no chão. Este círculo não é apenas um desenho, mas uma barreira espiritual que separa o sagrado do profano. A obra é rica em detalhes que reforçam a atmosfera de ocultismo e mistério.
O círculo representa pureza e proteção. Dentro dele, a bruxa está segura e cercada por flores, enquanto o caldeirão emite uma fumaça sobrenatural que sobe aos céus. Fora do círculo, o ambiente é desolado. Corvos (ou gralhas) e um sapo — símbolos tradicionais de bruxaria e presságios negativos — observam o ritual, mas não podem entrar no espaço protegido.
A mulher veste trajes que misturam referências persas, gregas e anglo-saxãs, segurando uma foice em forma de lua crescente, o que a conecta a divindades lunares como Hécate. Diferente de outros artistas que retratavam bruxas como figuras malévolas, Waterhouse apresenta uma mulher com rosto determinado e focado, capturando uma beleza que "aprisiona" o espectador pelo encantamento.
A pintura foi exibida na Royal Academy em 1886 e reflete o fascínio da era vitoriana pelo exótico e pelo ressurgimento do interesse no esoterismo. Embora não haja evidências de que o próprio Waterhouse fosse um ocultista, ele soube capturar a essência da "magia cerimonial" que começava a ganhar força na Europa da época.
Eu nunca poderia imaginar que chegaria aqui hoje, embarcado em letras, embebido em arte e com a proposta de seguir trabalhando no magistério: Ciências sociais combinada com Ciências Jurídica dentro do Curso de “Economia Cultural”. Mais de quatro décadas após o primeiro diploma que me habilitou para o exercício de uma profissão tão significativa para a sociedade.
O professor Bins morreu, sigo com os livros de cabeceira e não abro mão de defender teses “absurdas”, por exemplo: Weber não foi e não pretendia ser um sociólogo, senão um jurista que lecionou economia e era apaixonado por história. A sua principal obra é “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”. A academia tem respostas prontas pra quase tudo e eu entendo que é mais fácil para o vosso magistério seguir reproduzindo o “Weber mítico” idealizado desde sempre como um sociólogo raiz (risos respeitosos).
Eu nunca poderia imaginar que chegaria aqui hoje, embarcado em letras. Mais de quatro décadas após o primeiro diploma que me habilitou para o exercício de uma profissão tão significativa para a sociedade. Não tinha ambição de me aprofundar em autor X, Y ou Z., Não era, não sou e nunca fui carreirista, tão pouco interesseiro. Já era eu mesmo, somente não me conhecia assim como hoje me reconheço.