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O Exército de um homem só
O livro que inspirou a música é o romance O Exército de um Homem Só, publicado em 1973 pelo escritor gaúcho Moacyr Scliar. A obra é considerada um dos marcos da literatura brasileira da década de 70 e serviu de base conceitual para a composição de Humberto Gessinger.
Segundo a pesquisa que realizamos, trata-se de uma trama onde o objeto é história da vida de Mayer Guinzburg, um imigrante judeu russo que vive no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Mayer assume o pseudônimo de capitão Birobidjan e se torna um "pregador de utopias", tentando fundar em terras brasileiras a "Nova Birobidjan", uma sociedade socialista ideal.
Diante do contexto referido, o protagonista é frequentemente comparado a um Dom Quixote moderno por lutar sozinho por seus ideais em um mundo que o ignora ou o considera louco. O livro reflete os conflitos entre os sonhos revolucionários e a realidade opressora, tendo sido lançado durante o período mais rígido da ditadura militar no Brasil.
A música dos Engenheiros do Hawaii captura o sentimento de resistência individual e o isolamento do protagonista. Enquanto o livro detalha a saga política e pessoal de Mayer, a letra da canção utiliza a figura do "exército de um homem só" como uma metáfora para quem mantém suas convicções e integridade, mesmo quando não tem ninguém ao seu lado. O livro está disponível em diversas edições, sendo a da L&PM Editores uma das mais conhecidas.
Segue a letra da canção em tela:
Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto em linhas tortas
Nas portas da percepção
Em paredes de banheiro
Nas folhas que o outono leva ao chão
Em livros de histórias seremos a memória dos dias que virão
Se é que eles virão
Não importa se só tocam
O primeiro verso da canção
A gente escreve o resto sem muita pressa
Com muita precisão
Nos interessa o que não foi impresso
E continua sendo escrito à mão
Escrito à luz de velas quase na escuridão
Longe da multidão
Somos um exército, o exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz
Somos um exército, o exército de um homem só
Sem bandeira
Sem fronteiras
Pra defender
Pra defender
Não importa se só tocam
O primeiro acorde da canção
A gente escreve o resto e o resto é resto
É falsificação
Sangue falso, bangue-bangue italiano
Suingue falso, turista americano
Livres desta história, a nossa trajetória não precisa explicação
E não tem explicação
Somos um exército, o exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz
Somos um exército, o exército de um homem só
Sem bandeira
Sem fronteiras
Pra defender
Pra defender
Não interessa o que o bom senso diz
Não interessa o que diz o rei
Se o jogo não há juiz
Não há jogada fora da lei
Não interessa o que diz o ditado
Não interessa o que o Estado diz
Nós falamos outra língua
Moramos em outro país
Somos um exército, o exército de um homem só
No difícil exercício de viver em paz
Nesse exército, o exército de um homem só
Todos sabem
Que tanto faz
Ser culpado
Ou ser capaz
Tanto faz
Composição:
Humberto Gessinger e Augusto Licks.
Nota técnica:
01
O texto acima requer revisão editorial; Página extraída do nosso novo livro;
02
Trata-se, até o presente momento, de um "livro sem final". Explico: existe apenas no ambiente virtual e está sendo compartilhado com especialistas em tempo real, a fim de preservar a autenticidade da obra e salva guardar o autor de qualquer tipo de delito;
03
Estamos elaborando contrato, a fim de comercializar cotas de participação de terceiros interessados na obra. O objetivo é angariar fundos financeiros que serão destinados para a edição e impressão da versão base física papel.

