domingo, 22 de fevereiro de 2026

O Professor Weber


 



O Professor Weber


        A trajetória profissional do professor Weber inicia com a advocacia. Mas ele não parou de estudar e segue aprofundando as suas investigações científicas e inquietações intelectuais. Essa é a trajetória de vida que leva-o para conquistar um espaço no magistério de nível superior na Alemanha.

        Durante seu período como professor universitário, Weber dedicou-se ao ensino da economia e cultura jurídica. Como professor de economia, ele passa a orientar alunos interessados em história da economia. Fato que propiciou um maior aprofundamento do próprio Weber na matéria que inicia a escrever textos avulsos (artigos) publicados em periódicos acadêmicos. O aprimoramento deste trabalho torna-se o embrião da primeira parte do texto que conhecemos hoje com o título: A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

        A atividade intelectual do professor Weber era muito intensa e ele não parava de pesquisar, além da atividade do magistério de nível superior. Ele lia e escrevia o tempo todo, além disso desenvolvia ainda a advocacia e o estudo do direito constitucional. A economia seguia avançando, sempre com o foco na história da economia. Dentre os trabalhos, também publicou um texto introdutório chamado "A bolsa", para divulgar e promover o entendimento do funcionamento econômico do capital financeiro.

        A área dos direitos humanos gera determinada aproximação do professor Weber com a teologia social. Neste ínterim, surge a oportunidade de realizar a pesquisa empírica de Weber na região do Leste do rio Elba. Analisando processo migratório de poloneses na fronteira da Alemanha, Weber destacou as tendências da introdução do capitalismo no campo e deu especial atenção às consequências políticas daquele processo. Aplicando diversos questionários e levantando inúmeros dados ele concluiu que o acelerado processo de modernização econômica da Alemanha estava minando a estrutura de poder da classe dirigente: a aristocracia agrária (denominada de classe Junker). Tal visão foi especialmente apresentada em uma Aula Inaugural pronunciada em 1895 e denominada O Estado Nacional e a Política Econômica. Neste período Weber notabilizou-se como um dos grandes especialistas de questões e problemas agrários, refletindo sobre as consequências com os reflexos do capitalismo na esfera rural.

        Profundamente envolvido com a vida acadêmica, além das demais atividades citadas anteriormente, a produção de Weber sofre uma interrupção a partir de 1897 devido a necessidade de realizar um tratamento de saúde.

        É somente depois desta fase que a produção sociológica de Weber começa a delinear-se com as feições que conhecemos hoje: “Economia Cultural”. A sua viagem aos Estados Unidos da América influencia bastante um momento da sua carreira intelectual que pode ser visualizada com a leitura da segunda parte da obra denominada: A ética protestante e o espírito do capitalismo.


Certitudo Salutis

 





        Weber analisou a certitudo salutis no Puritanismo como um motor para a racionalização da vida, onde o crente agia com intensa atividade profissional (ética protestante) para comprovar sua eleição.


Base 

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Antônio Flávio Pierucci

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Escrita

 


Maquiavel e Weber

 





O que há de comum entre Maquiavel e Weber? Distância transacional?



A nossa proposta aqui é pensar um pouco sobre uma sugestão do professor Gabriel Cohn que fala sobre a relação entre Maquiavel e Weber, bem como sobre a obra: Educação sem distância (Romero Tori - USP).

Marcos Borges (UNIVESP) pergunta para Romero Tori (USP): Qual a diferença entre o ensino superior presencial e a educação a distância?

Vejam os senhores. Estamos apenas a introduzir um parêntese: a UNIVESP no Rio Grande do Sul é possível? Quem sabe algo como  UNIUFRGS? Vamos voltar para a Alemanha!?

A relação entre Nicolau Maquiavel e Max Weber baseia-se no realismo político, onde ambos desvinculam a moral privada da política, focando na lógica do poder e no uso da força pelo Estado. Weber desenvolve o conceito de "ética da responsabilidade", ecoando a necessidade maquiaveliana de ações justificadas pelos resultados e pela preservação do Estado. 

O professor Cohn propôs a relação supra, mas não pousa sobre um ponto-chave da relação que é o “Realismo Político". Ou seja,ambos analisam a política como ela é (baseada em fatos e poder), e não como deveria ser (idealizada).

Weber, em "A Política como Vocação", distingue a ética da convicção da ética da responsabilidade (mais pragmática), o que se alinha à separação de Maquiavel entre a moral individual e a necessidade do príncipe de agir contra a moral para manter o estado.

Weber define o Estado como o detentor do uso legítimo da violência, conceito que ecoa a visão de Maquiavel sobre a necessidade de força para governar.

Em suma, a ideia de que o Estado possui sua própria "razão" ou moralidade (segurança coletiva) que difere da moral individual, central em Maquiavel, é incorporada por Weber na ética da responsabilidade. Enquanto Maquiavel foca na virtù do governante para conquistar e manter o poder, Weber sistematiza o conceito no contexto de dominação racional-legal e vocação política moderna. 

Concluímos que trata-se de uma relação interessante e possível, mas isso não é tudo, pois é necessário avançar no presencial e no EAD. O que é Escola do futuro na USP?

A Escola do Futuro da USP (formalmente NACE - Núcleo de Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação) é um centro de pesquisa, cultura e extensão da Universidade de São Paulo, fundado em 1989. O núcleo foca em incluir tecnologias digitais (TICs) na educação, formar professores e promover inclusão digital, com pioneirismo em metodologias ativas e ambientes virtuais.