sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Maquiavel e Weber

 





O que há de comum entre Maquiavel e Weber? Distância transacional?



A nossa proposta aqui é pensar um pouco sobre uma sugestão do professor Gabriel Cohn que fala sobre a relação entre Maquiavel e Weber, bem como sobre a obra: Educação sem distância (Romero Tori - USP).

Marcos Borges (UNIVESP) pergunta para Romero Tori (USP): Qual a diferença entre o ensino superior presencial e a educação a distância?

Vejam os senhores. Estamos apenas a introduzir um parêntese: a UNIVESP no Rio Grande do Sul é possível? Quem sabe algo como  UNIUFRGS? Vamos voltar para a Alemanha!?

A relação entre Nicolau Maquiavel e Max Weber baseia-se no realismo político, onde ambos desvinculam a moral privada da política, focando na lógica do poder e no uso da força pelo Estado. Weber desenvolve o conceito de "ética da responsabilidade", ecoando a necessidade maquiaveliana de ações justificadas pelos resultados e pela preservação do Estado. 

O professor Cohn propôs a relação supra, mas não pousa sobre um ponto-chave da relação que é o “Realismo Político". Ou seja,ambos analisam a política como ela é (baseada em fatos e poder), e não como deveria ser (idealizada).

Weber, em "A Política como Vocação", distingue a ética da convicção da ética da responsabilidade (mais pragmática), o que se alinha à separação de Maquiavel entre a moral individual e a necessidade do príncipe de agir contra a moral para manter o estado.

Weber define o Estado como o detentor do uso legítimo da violência, conceito que ecoa a visão de Maquiavel sobre a necessidade de força para governar.

Em suma, a ideia de que o Estado possui sua própria "razão" ou moralidade (segurança coletiva) que difere da moral individual, central em Maquiavel, é incorporada por Weber na ética da responsabilidade. Enquanto Maquiavel foca na virtù do governante para conquistar e manter o poder, Weber sistematiza o conceito no contexto de dominação racional-legal e vocação política moderna. 

Concluímos que trata-se de uma relação interessante e possível, mas isso não é tudo, pois é necessário avançar no presencial e no EAD. O que é Escola do futuro na USP?

A Escola do Futuro da USP (formalmente NACE - Núcleo de Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação) é um centro de pesquisa, cultura e extensão da Universidade de São Paulo, fundado em 1989. O núcleo foca em incluir tecnologias digitais (TICs) na educação, formar professores e promover inclusão digital, com pioneirismo em metodologias ativas e ambientes virtuais.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Idade Média (Guildas)


 




Economia e religião (religiosidade): Guildas


        A nossa intenção não é trazer a biografia de Weber, mas de esclarecer que o estudo da “vida intelectual” do jurista alemão desagua na “Economia Cultural”.

        A minha memória anda meio “malemolente", mas ainda consigo lembrar desta aula, quando o professor Milton Bins lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial). Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores). Elas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        As principais características das corporações de Ofício (Guildas) estavam relacionadas com a regulação do Mercado. Ou seja, va de regra, as guildas controlavam rigorosamente a produção, estabelecendo padrões de qualidade, quantidades produzidas e preços dos produtos para evitar concorrência desleal.

        Ainda não tinhamos a divisão social do trabalho (clássica), mas havia determinada hierarquia de Trabalho. O funcionamento das oficinas baseava-se em três níveis:

Mestre: O proprietário da oficina e especialista.

Oficial (ou Companheiro): Artesão experiente que recebia salário.

Aprendiz: Jovem em treinamento que recebia moradia e comida, mas não salário.

        As corporações protegiam os artesãos locais contra produtos vindos de fora da cidade e contra membros que burlassem as regras da associação. Bem como, havia uma organização relacionada com a religião católica e os santos padroeiros. Cada ofício (ferreiros, tecelões, padeiros, etc.) possuía seu próprio santo padroeiro, refletindo a forte religiosidade da época. Importante lembrar que versamos no período histórico anterior a reforma protestante, portanto essa é a base que Weber vai reter (intelectualmente) para, posteriormente realizar os seus estudos comparativos entre católicos e protestantes.

        Devemos destacar ainda que as corporações detinham o monopólio da produção em sua cidade, garantindo que apenas membros autorizados pudessem vender certos produtos. Enfim, essas organizações (guildas) foram fundamentais no renascimento comercial e urbano da Idade Média, atuando também na vida social e política da cidade.

        A minha memória as vezes falha, mas ainda consigo lembrar do fundamental: Weber não era sociólogo. O professor Milton Bins que lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial) também era um jurista interessado em história. Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores).

    A experiência do noviço na graduação é muito estranha. Ele demora a destravar e esquecer que não está mais no ensino médio. Mas vai avançando e logo entende que as guildas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        No próximo encontro vamos trabalhar a transição da guilda medieval para o capitalismo (comercial). O que significa dizer que Weber encanta a todos com o seu trabalho técnico e preciso. Encantou o professor Milton Bins e me encantou. Espero que encante a você também que pode seguir conosco e acompanhar as publicações na sequência. Inclusive sobre o "desencantamento do mundo".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Tese de Doutorado de Max Weber


 




A tese de doutorado de Max Weber


       A história e o direito são irmãs, disse, certa feita, um magistrado que lecionava na Universidade Metodista. Ele acrescentou ainda que os acadêmicos que vislumbravam a carreira da magistratura deveriam estudar história. Algumas dicas pontuais valem mais do que uma aula inteira. Eu sempre curti história, tanto que historiei: "Os Primórdios da História da Santa Isabel". Weber, idem.

      Max Weber era um intelectual dedicado ao direito, mas também curtia história. Mas qual ramo da história? Hoje sabemos que ele enxergou a história econômica como elo do direito e decidiu investir o seu tempo em uma pesquisa sobre a história das companhias comerciais na Idade Média. Ele investigava as conexões entre o direito e a economia na época em que realizou o seu doutorado.

      A sua pesquisa demonstrava que a história das companhias comerciais na idade média estava intrinsecamente ligada ao renascimento comercial e urbano ocorrido na Baixa Idade Média (séculos XI a XIII), quando a economia europeia superou o modelo de subsistência feudal e retomou as trocas de longa distância. Ele descobriu que estas companhias evoluíram de associações familiares simples para complexas sociedades de capital, impulsionando o surgimento do capitalismo moderno. 

    Weber investigou as origens e a evolução das "Companhias" Familiares (Séc. XI-XII) e percebeu que, Inicialmente, as companhias surgiram como parcerias entre membros de uma família ou mercadores da mesma cidade, com o objetivo de compartilhar riscos e custos de viagens perigosas. A commenda italiana era uma forma precoce, onde um investidor financiava o mercador que viajava. Com a ampliação da demanda e o progresso das cidades, o renascimento comercial no século XI permitiu que artesãos e mercadores se organizassem. O renascimento comercial (séculos XI-XIII) foi um processo que atingiu a sociedade europeia em vários níveis, marcando o fim do modelo feudal de produção.

        Antes de buscar os aspectos da religião, Weber pesquisava a economia na relação com o direito. Devemos lembrar que atualmente existe um ramo do direito que é chamado de direito empresarial. As ciências econômicas possuem uma relação forte com as ciências jurídicas e as investigações científicas da área extrapolam o plano normativo. Voltando ao doutorado de Weber, é possível perceber que ele vai nos primórdios da economia para entender, por exemplo, as feiras medievais.

        As companhias comerciais utilizavam grandes eventos, como as feiras de Champagne, para vender tecidos, peles, sedas e especiarias trazidas do Oriente (Bizâncio). Ele busca entender tamém o que são as associações de Ofício, pois além das companhias mercantis, surgiram as corporações de ofício (guildas), que defendiam interesses de artesãos, organizavam oficinas (aprendiz, oficial, mestre) e exerciam poder jurisdicional interno.

        As companhias funcionavam através da cooperação, muitas vezes com forte influência religiosa e inspiradas na estrutura familiar. A união das oficinas de uma mesma categoria formava a corporação, que tinha um padroeiro (ou patrono). Ao nosso ver, está aqui a virada de chave para Weber começar a encarar os aspectos culturais com mais atenção na sua pesquisa. O fenômeno religioso na relação com a economia passaria a ser uma constante na investigação científica weberiana. Mas Weber era um economista, além de jurista, portanto pesquisava também os instrumentos financeiros deste período histórico. Neste sentido, conclui que, com o crescimento da economia, surgiram novas técnicas comerciais como letras de câmbio, seguros marítimos e o uso de dinheiro/cambistas, entre outros. 

        Ademais, sob o ponto de vista da geo-política, Weber estuda também o Domínio Italiano (Cidades-Estado Italianas) que, a partir do século X, dominaram o comércio mediterrâneo, negociando especiarias, escravos e artigos de luxo com o mundo árabe. Merecem destaque Veneza e Jenova. Enquanto os italianos focavam em produtos de alto valor, o norte da Europa desenvolveu comércio de bens de consumo, como a lã inglesa enviada para a Bélgica (Flandres). 

        No final da Idade Média (século XV), as feiras declinaram devido ao aumento da disponibilidade de mercadorias e mudanças no comércio, mas as técnicas desenvolvidas pelas companhias, como a contabilidade de partidas dobradas e os bancos, pavimentaram o caminho para a era mercantilista e as grandes navegações. 

    No período em que se dedicava para o seu doutorado, Weber não avança mais para além desta parte da história: as grandes navegações. Mas ele encontra esta conexão entre a economia e a religião que vai marcar toda a sua trajetória intelectual. Poderíamos dizer que desde a descoberta desta conexão entre economia e religião, nasce a sua opção por seguir investigando e pesquisando por um campo do conhecimento científico que denominamos de “Economia Cultural” (em detrimento de uma economia política).


kapitalismus

 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Capitalismo avançado




Hochkapitalismus 


        A que tipo de capitalismo estamos a falar, quando temos por cenário a Capital Velha?


Vide

Nota de pé da página número 01

Versa sobre a confissão religiosa e estratificação social.

Obra

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Autor

Max Weber



=== +++ ===


Beruf

pagina 72


Adam Smith

pagina 73







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

travesseiro macio


 


"Ein gutes gewissen ist ein sanftes ruhekissen".

Ditado popular. Cultura alemão.

Extraído do livro:

A Ética protestante e o espírito do capitalismo.

Max Weber

 

        "Ein gutes Gewissen ist ein sanftes Ruhekissen" é um provérbio alemão que se traduz aproximadamente para "Uma consciência limpa é uma almofada macia". É uma expressão que significa que uma pessoa que vive honestamente e sem culpa dorme melhor e vive com mais paz de espírito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Perfumes


 


"Os perfumes,

que são as jóias desse ar

que nos faz viver,

não o adornam sem razão.

(...)

Tudo no espaço deve ter o seu perfume,

ainda imperceptível,

a própria réstia do luar,

o murmurio da água,

a nuvem que paira,

o sorriso do firmamento azul, 

(...)"


Maurice Maeterlinck

A Inteligência das Flores

páginas 105/106

A protegida da princesa


 



A Protegida da Princesa



        O Carnaval deste ano promete fortes emoções. Colocando em destaque uma entidade cultural registrada no ofício como: A Sociedade Beneficente Cultural Filantrópica Protegidos da Princesa (Isabel), conhecida popularmente como Protegidos da Princesa.

        A Protegida da Princesa é uma tradicional escola de samba brasileira. Ela não está só, existem outras semelhantes, pois a pesquisa encontrou também uma agremiação com nome semelhante em Florianópolis. Contudo, a escola de destaque em desfiles recentes é a de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que participa do Carnaval de Porto Alegre. 

        A fundação da entidade ocorreu em 24 de novembro de 1969 na cidade de Novo Hamburgo. Elegeu as cores: Verde, vermelho e branco. A sua localização, segundo os registros do ofício, é Bairro Rondônia, Novo Hamburgo (Complexo Cultural Protegidos).

        A edição do Carnaval 2026 traz novidades. A escola anunciou o samba-enredo "A Alquimia da Existência – Protegidos pela Magia dos Quatro Elementos" que deverá colorir ainda mais os desfiles de 2026 no complexo do Porto Seco. Porto Alegre já conhece a protegida da princesa e sabe que a agremiação é conhecida por trazer temas enredos que exploram mitologia, natureza e cultura, sendo uma força na região do Vale dos Sinos. 

        A escola tem como símbolo uma coroa que representa a realeza. Enfim, a entidade declara que busca destacar a resistência pela cultura e pela arte, e os seus desfiles sempre encantam a platéia e os espectadores que participam do evento na capital dos gaúchos.

        Vejam

    Em Florianópolis (SC), há entidade homônima, donde extraímos os dados abaixo expostos:  







G.C.E.R.E.S Os Protegidos da Princesa - CARNAVAL 2026


Enredo: 14 de Maio O Dia Que Ainda Não Acabou
Carnavalesco: Paulinho Trindade 
Intérprete: Lú Astral


✍️ Compositores: JADSON FRAGA, RAFAEL TUBINO, DIEGO BODÃO, JUNINHO ZUAÇÃO, JACSON DO CAVACO, ANDREI ALEMÃO E DEZINHO DO CAVACO


Letra do Samba 👇


O PASSADO NÃO SE APAGARÁ
COM A TINTA USADA NESSAS SUAS LEIS NÃO ME VENHA COM PROMESSAS VÃS MEU SANGUE É NOBRE, TEM FORÇA DE REIS A ALMA NÃO SERÁ ESCRAVIZADA E A LIBERDADE SEGUIRÁ MEU PENSAMENTO CLAMA POR JUSTIÇA E IGUALDADE
RESISTE A TANTO SOFRIMENTO
EM TODO MAIO, NÃO HÁ COMEMORAÇÃO TUA VERGONHA NÃO ACABOU COM A OPRESSÃO


CICATRIZES EU CARREGO AS CORRENTES, EU QUEBREI MINHAS MÃOS FAZEM A PRECE...
SÓ EU SEI O QUE PASSEI...
PROMETERAM O FIM DE TODA A AGONIA, LIVRES DE QUE? JURO, EU NÃO SABIA!


MAS O MEU CAMINHO, FUI TRAÇANDO EM BUSCA DE UM NOVO AMANHÃ
NA MÃE BAIANA
FÉ NOS OXIRÁS
ÈPA BÀBÁ! SALUBÁ NANÃ!
FAÇO ARTE, GUARDO VIVA A MEMÓRIA MEU BATUQUE É HISTÓRIA MINHA GLÓRIA É O DIA-A-DIA CABEÇA ERGUIDA, ENTRE BECOS E VIELAS SIGO EM FRENTE, A CORAGEM É MINHA ARMA SOU RESISTÊNCIA QUE NÃO CANSA DE LUTAR...
TEM QUE RESPEITAR!


VAI RENASCER A ESPERANÇA DO QUILOMBO MOCOTÓ, MINHA HERANÇA ESSA LUTA É DE TODOS NÓS!
PROTEGIDOS DA PRINCESA, VOCÊ É A NOSSA VOZ!


(PROTEGIDOS DA PRINCESA, NINGUÉM CALA NOSSA VOZ!)


#magianegoquirido #carnaval2026 #osprotegidosdaprincesa



https://www.youtube.com/watch?v=enXYUUbe3kk



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O que diria Weber sobre o Caso Orelha?


 




Max Weber e o “Caso Orelha”


        A grande repercussão social do “Caso Orelha” nos impele para um esforço de estudo e análise em Max Weber.

       A grande questão em Weber, segundo a nossa perspectiva analítica é a relação entre burocracia e democracia. Weber não era otimista, quanto ao futuro. Ele dizia que a sociedade capitalista estaria aprisionada em uma "jaula de ferro" (ou "clausura de aço"). Ou seja, a busca incessante pelo lucro e pela eficiência técnica leva a uma sociedade onde a alma é substituída pela especialização burocrática, resultando em "especialistas sem espírito". 

        Devemos destacar ainda que Weber mencionou a possibilidade de uma "luta convulsa de todos contra todos" ao final dessa evolução, onde a violência se torna uma forma de preencher o vazio deixado pela falta de sentido. Veja que interessante. Parece que este caminho de análise auxilia os que buscam entender o que ocorreu com Orelha.

    A grosso modo, podemos referir que a racionalização cria um mundo onde o homem comum usa tecnologia que não entende e vive no "provisório", gerando uma constante agitação que pode se manifestar em desumanidade e crueldade gratuita. 

    Weber sugeriria que, sem um renascimento de ideais ou "novos profetas", a sociedade caminha para um estado de petrificação moral, onde atos de barbárie são enfrentados apenas com mais burocracia legal, sem que se recupere a empatia ou o respeito pelo valor intrínseco da vida. Satisfação pela sua presença conosco neste espaço.

        Acompanhe o nosso blog. Aguarde pelas novas publicações e veja a riqueza do conhecimento científico em Max Weber.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Viamão


 

Prezados


    Esse calor está insuportável. Difícil de criar novidades para o público leitor. Contudo, temos a felicidade de já ter produzido um "bocado" de "Livro e Literatura" em Porto Isabel.

    A fim de vencer a tortura deste verão escaldante, vamos de mais letras (a imagem acima é meramente ilustrativa_cachoeirinha do Morro Santa).

    Acabei de criar uma página específica aqui no blog jacquesja. Ela vai dedicada para um livro inteiro que foi criado no modo físico e, posteriormente, digitalizado. Vamos deixar o link aqui para você acompanhar o trabalho que foi criado no início deste século.


https://jacquesja.blogspot.com/p/blog-page.html


    Acompanhe abaixo um vislumbre rápido sobre a obra (vai que pode auxiliar algum candidato no próximo pleito eleitoral).



Viamão


TEXTOS DE

JACQUES JACOMINI

VIAMÃO

Viamão

FICHA CATALOGRÁFICA


JACOMINI, Jaques Xavier. Viamão: Ed. AAPC / CESAJO, 2001.


1. História do Brasil; 2. História do Rio Grande do Sul; 3. Historia de Viamão; 4. Antropologia Social







Todos os Direitos desta edição estão reservados ao autor e entidades associadas.

Publicação da ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA CULTURA DE VIAMÃO (AAPC) e

CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS E ANTROPOLÓGICOS JERÔNIMO DE ORNELAS (CESAJO)

Av. Liberdade – Santa Isabel - Viamão – RS




Apresentação


        Viamão (a presente obra) é um arranjo de diversos textos produzidos em diferentes momentos da minha vida, no transcurso dos últimos anos vividos aqui na velha capital dos gaúchos. Dentre estes textos alguns foram apresentados em jornais locais na forma de artigo, outros não saíram do âmbito do gabinete de trabalho e o último foi apresentado na academia, onde obtive o título de especialista em Antropologia Social.

        Viamão (a cidade) está como pano de fundo para quase toda a minha obra, portanto esta publicação leva o nome da Cidade. Local vivido, estudado e pensado nas três últimas décadas por este que apresenta a sua própria obra.

        Relendo os textos produzidos, percebi que são bastante atuais e necessitavam de uma “nova chance” de figurar entre nós, agora para um cenário mais amplo. Percebo, também que denotam nitidamente um momento muito específico da minha trajetória de produção intelectual, portanto, muito em breve, deve surgir outras construções bem diferenciadas.

        Nesta publicação o leitor encontrará inicialmente o desenvolvimento de alguns temas originários da área de Antropologia. Em seguida, apresento aspectos da história e da cultura viamonenses, com espaço para algumas das atividades realizadas pelas entidades em que atuamos. Decidi inserir uma monografia que traz um estudo comparativo entre duas importantes localidades (ou centros urbanos) importantes da Cidade de Viamão. E, no final, como que para relaxar, deixo falar a imaginação proética (prosa + poética), apresentando algumas construções do gênero.



LINK

https://jacquesja.blogspot.com/p/blog-page.html


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Indianidade portoalegrense

 





Prezados

        Passaremos a publicar segmentos da etnografia que realizamos com os povos originários no Estado do Rio Grande do Sul.

        O texto é extenso, razão pela qual vai ser apresentado em "trechos" e devem acompanhar, sempre que possível, as imagens, iconografias e outros elementos não textuais.

        Trata-se de trabalho acadêmico apresentado na Universidade (Com U maiúsculo).

        Estão vedadas, conforme legislação vigente, o emprego comercial do conteúdo aqui publicado.

        A reprodução para fins didáticos e/ou educacionais serão autorizados, mediante a solicitação prévia onde deve constar a autoria do trabalho. 

        Boa Leitura!

        A imagem acima é meramente ilustrativa e vai sendo publicada com o intuito de divulgar o nosso trabalho na plataforma de conteúdos videográficos (You Tube).


Fique agora com um extrato do novo livro sobre a Santa Isabel:


A Isabel



Ronda Um (Tributo)



Primavera 2022



Jacques Jacomini















Ficha Catalográfica elaborada por CESAJO:



Título Original da Obra:



A Isabel - Ronda Um (Tributo)



Autor: Jacques Jacomini



Co-autor: Berenice Jacomini



Viamão, 11 de novembro de 2021.



Imagens de Jacques Jacomini.



Todos os direitos autorais da obra estão reservados aos autores.



Proibida a reprodução do original por qualquer meio reprográfico sem a prévia autorização dos detentores de direito autoral. Reservados os direitos dos textos, imagens, expressões idiomática autorais e demais peças criativas da presente obra literária, conforme legislação vigente.  



















Prefácio







A obra que vai ser exposta nesta tela surge da necessidade existencial (nossa) de manter o diálogo convosco. Diálogo este iniciado no século passado, quando da publicação do compêndio denominado: "Os Primórdios da História da Santa Isabel" (AAPC - CESAJO).



Aquelas "notícias" levadas ao conhecimento do isabelense atento, ainda hoje segue sendo e fluindo como esforço uno e irretratável de algo/alguém igualmente especial, onde é possível perceber que sujeito e objeto apresentam-se amalgamados (a revelia dos ensinamentos kantianos clássicos).



A crença (e consciência) de que somos cidadãos de uma cidade sem autonomia político-administrativa vai ficando cada vez mais forte e regular, pois se acumulam os elementos de prova (materiais e imateriais) colhidos ao londo do processo de estudo, pesquisa e análise do "objeto".



A Cidade de Santa Isabel é uma realidade tangível e palpável. Vejam, por exemplo, a presença do Arizinho (Ari Rodrigues) na RBS TV, programa "Jornal do Almoço". Isabelense nato  com grande talento para as artes que cunhou aquele refrão muito conhecido entre os nossos iguais: "Hey de ver a Lua brilhar, iluminar o nosso pavilhão, de mãos dadas vamos cantar, sou da Vila faz tempo e ninguém vai nos separar".



A presença deste artista no principal meio de comunicação social do Estado do Rio Grande do Sul (onde já esteve em outras oportunidades), de grande visibilidade e prestígio na imprensa regional e nacional, posteriormente retransmitida por diversos meios de comunicação digitais independentes (rede social, you tube, etc), demonstra o que temos afirmado desde o século passado: A Isabel possui vida própria, possui história singular, dinâmica citadina e urbanidade digna de nota. A Isabel está presente aqui e acolá, demonstrando a sua pujança e riqueza, seja ela na área da cultural, da economia. Enfim, vivemos na Cidade de Santa Isabel. Isto é um fato inegável.



A presente obra vai escrita para quem compartilha conosco desta realidade, mas também para aqueles que ainda não despertaram para a nossa tese de observador atento que vive e estuda a região. A Cidade vai sendo delineada ali nos canteiros centrais da Avenida Liberdade, no troco de papel moeda surrado na mão do quitandeiro da esquina da Liberdade com a Barão do Belém, no passar do transeunte não nominado que cruza a Rua Nova com a Rua Triângulo. No fluxo intenso de veículos automotores na Lisboa, Walter Jobim e Medianeira.  As feições, as cores, os odores deste locus mais do que especial são a nossa tinta na pintura a ser apresentada no miolo deste trabalho. Acompanhe e boa leitura!









ISABEL







A Isabel, assim como a nossa própria vida, é redonda!



O que nos traz até aqui é tão somente a necessidade de registrar o tempo e o espaço vivido, quando da experiência de ter a oportunidade de participar e contribuir com o processo de construção da nossa cidade.



A nossa cidade é o melhor lugar do mundo para ser e para estar no presente momento. Afirmativa que vai desprovida de qualquer sentimento de desdém ou desprezo para com as demais cidades entre aquelas que vivemos ou poderíamos ter vivido por um período ou parcela de tempo.



A "Ronda Um" nada mais é do que um movimento racional sobre sentimentos, sensações e percepções acerca do Ser e do Estar em Isabel. Do (e da ) percepção pessoal de um arranjo rítmico (ritmo, ritmanálise, Bachelard) que se altera e se apresenta por hora rumo a um processo de extinção.

















sábado, 7 de fevereiro de 2026

Políticas Públicas

 





As Políticas Públicas e a Segurança Pública



A Frase: “O Direito Penal e a Antropologia Criminal estão unidas e percorrem o campo e a cidade de mãos dadas (antes de adentrar os tribunais)’ é de autoria do professor Jacques Jacomini. O que ela representa dentro do cenário das políticas públicas combinadas com a Segurança Pública?



A afirmação reflete a perspectiva histórica e teórica de que o Direito Penal (norma/dogmática) e a Antropologia Criminal (estudo do "homem criminoso") caminham juntos na tentativa de entender, explicar e punir o delito, agindo sobre o indivíduo antes mesmo que o caso chegue ao Judiciário. Essa perspectiva é a de um especialista na matéria que conclui com a sentença: Essa união, especialmente forte na escola positivista (final do século XIX/início do XX), visa identificar o criminoso e sua periculosidade tanto no ambiente urbano quanto rural, influenciando as políticas criminais e a medicina legal. 

Considerando os “atos preparatórios”, podemos afirmar que, antes de entrar nos tribunais, a antropologia criminal fornece subsídios (laudos, perfis, estudos de periculosidade) que orientam o Direito Penal na aplicação da pena. Neste ínterim, também é correto afirmar que a antropologia criminal historicamente buscou identificar características físicas e sociais de indivíduos marginalizados em ambos os ambientes, muitas vezes com viés racista e excludente, para definir o "criminoso nato" (ou as classes perigosas, conforme alguns autores preferem referir grupos sociais compostos por “criminosos natos”).

A Fundamentação Teórica clássica surge na Europa com Cesare Lombroso e aquilo que chamou de antropologia criminal. No Brasil, figuras como Nina Rodrigues, tentaram conectar características físicas e antropológicas ao comportamento criminoso, influenciando o Direito Penal. Contudo, “o tempo não para” (CAZUZA, 1999) e surgem novas perspectivas de estudo e análise acadêmicas, ou seja, vem a lume a Abordagem Moderna.

A antropologia criminal evoluiu para uma "criminologia antropológica" ou "antropologia do crime", focando mais no contexto cultural e social (etnografia?) e menos no determinismo biológico, mas ainda unida ao Direito para compreender o crime e seus autores.  

A referência que o professor Jacomini faz de uma cena (pretensamente lúdica), das mãos dadas não é uma brincadeira de roda. Segundo os especialistas, essa atuação "de mãos dadas" configura um sistema onde a ciência estuda o homem e o Direito penaliza, muitas vezes transformando questões sociais em "caso de polícia" (assim como ensina Roberto Kant de Lima). 

Ao que tudo indica, na elaboração do professor Jacomini, estamos  a trabalhar o delito em proposta culturalista do tipo “Economia Cultural” (WEBER, 1919). Seguindo o método compreensivo, temos uma perspectiva histórica e teórica de que o Direito Penal (norma/dogmática) e a Antropologia Criminal (estudo do "homem criminoso") caminham juntos na tentativa de entender, explicar e punir o delito, agindo sobre o indivíduo antes mesmo que o caso chegue ao Judiciário. Essa união, especialmente forte na escola positivista (final do século XIX/início do XX), visa identificar o criminoso e sua periculosidade tanto no ambiente urbano quanto rural, influenciando as políticas públicas (políticas criminais e a medicina legal). 

A obra denominada de “Os Anormais” traz Foucault falando em uma “Cena do Tribunal”, ou seja, refere-se a uma atividade dramatúrgica nas relações de poder político observadas no sistema de justiça criminal. E o que falar sobre o ritmo do sistema? Os rituais de comensalidade iniciam com os “pratos de entrada”. A pré-expressividade, conceito central na Antropologia Teatral de Eugenio Barba, refere-se ao nível de organização técnica básica e anterior à representação emocional, focando na energia, equilíbrio e ações físicas do ator. Ela não busca o sentido, mas sim a "vida" cênica, criando presença e atenção do espectador antes mesmo da palavra ou emoção. Tá entendendo?

Estamos a referir um aparato pré-tribunal, ou seja,antes de entrar nos tribunais, a antropologia criminal fornece subsídios (laudos, perfis, estudos de periculosidade) que orientam o Direito Penal na aplicação da pena. Grosso modo, pode-se afirmar que a antropologia criminal historicamente buscou identificar características físicas e sociais de indivíduos marginalizados em ambos os ambientes e o viés racista e excludente permanece ativo na sociedade brasileira, para definir o "criminoso nato". Não devemos esquecer ainda que o STF, na ADPF 973 (2025), reconheceu o racismo estrutural no Brasil e as violações a preceitos fundamentais da população negra. A decisão ordena que o governo federal elabore, em 12 meses, um plano nacional de igualdade racial com metas concretas em saúde, educação e segurança, visando superar o racismo como prática institucional e social.

A perspectiva histórica assim como nos ensina Max Weber, a mesma que Foucault utiliza na sua obra e outros pensadores como o professor Jacomini tem adotado surge como uma base teórica pertinente para o estudo do Direito Penal (norma/dogmática). A criminologia antropológica  herdou traços da Antropologia Criminal (estudo do "homem criminoso") o que fica é a permanência da nova etnografia (alguns chamam de “Etnografia de Rua” - Eckert e Rocha et al).

Concluímos com uma contribuição para o debate republicano futuro: A necessidade de se reavaliar os limites da lei e da pena para os cidadãos brasileiros que estão na faixa cronológica entre os dezesseis anos e os dezoito anos. A nossa proposta é de que a “maioridade penal” recue do atual patamar de dezoito anos completos para os dezoito anos incompletos (regras válidas atualmente para o alistamento militar dos jovens brasileiros). Enfim,  “O Direito Penal e a Criminologia Antropológica estão unidas e percorrem o campo e a cidade de mãos dadas antes de adentrar os tribunais (Jacques Jacomini). As políticas públicas combinadas com a Segurança Pública podem e devem salvar vidas e proteger a sociedade.



Jacomini_Giacomini



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Avião

 




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Avião 

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Roberto Kant de Lima




        A história de vida de Roberto Kant de Lima (1946–2025) é uma das páginas mais bonitas da comunidade científica brasileira.

        A enciclopédia eletrônica registra que ele foi um eminente antropólogo, mas isso não é tudo que devemos lembrar sobre o professor Kant de Lima. Verdade é que ele foi jurista de formação acadêmica, onde inicia sua trajetória no Rio Grande do Sul, destacando-se como o brasileiro que mais produziu pesquisa sobre o sistema de justiça criminal.

        Antropologia do Direito, dentro do universo das ciências jurídicas e sociais, bem como  Segurança Pública foi a sua "praia" (foi o seu talento, foi o seu enlevo de vida). As pessoas costumam "puxar a brasa para o seu assado", a fim de confirmar as suas teses absurdas e incompatíveis com a realidade dos "fatos". Desde o braseiro, surgem excrecências como aquelas que já denunciamos aqui: Weber era sociólogo. Weber nunca foi, não era e não vai ser (sociólogo), mas tem que legitimar o processo da bolsa (produção científica análoga a escravidão), tem que prestar contas dos valores respectivos as diárias da viajem (Missão científica), enfim lógica estamental que está afundando o barco da universidade pública (e gratuita).

       Agora vamos agregar mais uma verdade no nosso curso. Que curso? Economia cultural. Lembra? A Vídeo aula (Dialética dos metais, entre outras persecuções): Kant de Lima não era antropólogo. O professor Kant de Lima lecionou antropologia para juristas e não juristas até maio de 2025. Diria um transeunte perdido no Vale: Como explicar o que é cultura jurídica (e cultura policial) para aqueles que não leram I N T E G R A L M E N T E o artigo quinto da Magna Carta (brasileira).

        A presunção de inocência está lá. O direito ao devido processo legal também está lá. O contraditório e a ampla defesa também estão lá, mas nada disso importa para o doutor autocrático que, no topo do seu pedestal, determina a "Sentença": Culpado!!! Gente, isso é medievo, isso é pré-iluminista, isso é a ponta do Estamento que sobrevive dentro do Estado de Direito brasileiro. Inquisição. Inquisitório. Até quando? Até quando conviveremos com a barbárie pintada de república? A quem estão enganando? A serviço de quem atuam estes senhores ilustres enlouçados de democracia?

        Ainda ontem (ou anti ontem, não lembro mais. O Calor está insuportável) Assistia uma palestra on-line que versava sobre os rumos da pós graduação no Brasil. O especialista declarou: "Os cursos de mestrado não tem mais razão de ser, pois não formam ninguém (ou não formam profissional para nada ou coisa que o valha), pois é o curso de doutorado que forma professores habilitados para o ensino superior". Dr. N. Até o presente feito (declaração), temos total concordância, ou seja, o especialista na formação de doutores está correto e a sua fala é correta e esclarecedora.  A questão que fica é a seguinte: Por que os cursos de mestrado seguem sendo realizados? (ou por que o contribuinte tem que arcar com os custos de formação do mestrando que ao final do curso não está habilitado para o magistério de nível superior?).

        Mas nós viemos aqui para beber (ler) ou para conversar (escrever)?  O wikipedista diz que o professor Kant de Lima criou o primeiro curso de graduação em Segurança Pública do Brasil na Universidade Federal Fluminense (UFF). Diz ainda que coordenou o Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos (INCT-InEAC), centro de excelência em pesquisas sobre justiça e polícia. Diz que foi membro da Academia Brasileira de Ciências e recebeu a Ordem Nacional do Mérito Científico. 

        Fato é que ele Cursou Direito na UFRGS e depois foi dar aula no Museu Nacional (UFRJ). As pessoas não entendem a dinâmica dos cursos de direito no Brasil. Via de regra, o camarada frequenta a graduação de direito e tem prática no processo criminal (delegado de polícia, por exemplo) e vai lecionar direito penal nos cursos de graduação em direito. Simples assim, e o mestrado? Os cursos de mestrado não formam professores universitários no Brasil.

         Kant de Lima era Doutor pela Harvard University e Pós-Doutor pela University of Alabama at Birmingham. Uma trajetória de um homem ilustre que permanece presente na sua obra. Sempre pesquisando sobre o sistema de justiça criminal, a cultura jurídica e a cultura policial. Acho que é possível perceber que estamos aqui a falar sobre a matéria, face ao que ocorreu na Praia Brava (SC).

        Passou um mestre aqui (frequentou o curso de mestrado) e disse: era apenas um cachorro! Gente, por favor! São recursos públicos e quem financia o sistema público de educação é o cidadão comum que, na sua grande maioria, vive de salário mínimo e nunca vai entrar ou ver o seu filho entrar na universidade pública e gratuita. É difícil de entender isso? Pedi pra sair (larga essa carreira fake).

        A Universidade Pública e Gratuita está em processo de estatização ao contrário, pois vários cursos de pós graduação já estão a cobrar valores dos estudantes interessados em frequentar cursos de formação específica (a título de inscrição e a título de mensalidades). Concluímos com a legenda: O graduando da universidade com U maiúsculo conclui o curso e não foi convidado para descobrir o que significa "Cultura Jurídica". Portanto, infelizmente, não entende o que está a ocorrer no "Caso Orelha" (não sabe o que significa a conclusão do inquérito policial, pois não leu Kant de Lima. Não sabe o que o MP deve proceder na sequência do "processo", pois não leu uma página do CPP. Tão pouco entende porque o maior caso de maus tratos aos animais no Brasil não vai ser concluído com uma sentença penal condenatória, pois nunca teve nas mãos o ECA). 

        A história de vida de Roberto Kant de Lima (1946–2025) é uma das páginas mais bonitas da comunidade científica brasileira. Seja honesto, decente e sincero. Coloca o teu nome no livro da história da lealdade e da verdade. Viver da política ou viver para a política? (WEBER, 1919). Você decide em qual fileira vai gravar o teu nome. Enterrar o estamento já!!! Pelo Orelha, por nós e para a justiça necessária e devida à todo o inocente (humano e não humano).


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

A Antropologia e o "Caso Orelha"

 





Antropologia (Orelha SC)



        A Antropologia é Una. As antropologias são tudo o que você quiser, menos antropologia com A maiúsculo.

        O “Caso Orelha” ainda repercute. Não vou tentar disfarçar que seguimos todos “tocados” (expostos, sensibilizados, mobilizados por responsabilização dos autores)  diante das cenas de barbárie que foram “televisionadas” (Rede social, canais digitais alternativos, mídia em geral etc.), chegando ao Porto Isabel de modo remoto.

        Estava aqui a pensar sobre “O Caso Orelha”, com o intuito de elaborar uma resposta para o “Cidadão Médio” que não sabe o que é a pena (Sentença Penal Condenatória), não trabalha com o direito penal (Sistema de Justiça Criminal) e não conhece nada sobre criminologia (A História e evolução do Crime desde o medievo até a atual Sociedade Contemporânea Capitalista).

        Ao que tudo indica, a fim de simplificar a análise, podemos dizer que existe uma ciência denominada de Antropologia (Criminal) que nasce com os exercícios antropométricos (Alphonse Bertillon - França) e chega até a Antropotécnica (Peter Sloterdijk - Alemanha). Neste sentido devemos dizer que a Antropologia é uma invenção humana. Dizer também que a humanidade, desde Descartes tem por objetivo estudar o ser humano. O método cartesiano propunha uma elaboração científica do tipo ou com cara de Antropologia. Somos herdeiros desta cultura e vivemos sobre este legado.

        A Antropologia sempre focou nos caracteres civilizatórios e não civilizatórios. Grosso modo, podemos dizer que a Antropologia auxilia o Estado de Direito a definir os níveis e limites do “Contrato Social”, com vistas a estabelecer sanções e punir o Cidadão que rompe as cláusulas contratuais estabelecidas pelo legislador (Código Penal e Código do Processo Penal) . Em suma, o Direito Penal e a Antropologia Criminal estão unidas e percorrem o campo e a cidade de mãos dadas (antes de adentrar os tribunais).

        O “Caso Orelha SC” não pode ser avaliado fora deste contexto civilizatório que vem se desenvolvendo desde o Iluminismo na Europa até o atual período onde observamos uma onda de desumanização das relações sociais no mundo inteiro. Matar é crime, desde sempre. A questão é detalhada pela psicologia: fases do desenvolvimento humano e suas responsabilidades no campo cível e criminal.

        A Carta Magna de oitenta e oito inaugura um novo sistema jurídico no Brasil. O legislador fez gravar no ordenamento jurídico o que conhecemos como Estatuto da Criança e do Adolescente. A sociedade evoluiu, sobreveio as interações digitais e fez-se necessário estabelecer um novo marco regulatório para crianças e adolescentes em meio digital (Lei 15.211/2025 - ECA digital). Mas a roda gira, o sistema socioeconômico se complexifica ainda mais e faz necessário uma nova revisão legislativa. Os patamares da maioridade penal no Brasil necessitam ser revistos, reavaliados e aproximados da previsão legal já consolidada na legislação eleitoral.

 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Buricá re editado


 


Texto em Construção.

Aguarde a nova edição.


O Original está publicado em

https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/2013/01/burica.html



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Orelha SC



            A vida de um cão não tem preço.

          A morte do cão comunitário Orelha representa muito mais do que um crime. 

     Estamos assistindo mais um capítulo de uma "novela" chamada de "Sociedade Urbana Contemporânea capitalista". 

       Eu não sei escrever, mas quero fazer uma homenagem (escrita) para o Orelha, extensiva para todos os cães comunitários do Brasil.

      Certa feita, escrevi um texto que denominei de "Vita". Penso que a reapresentação deste texto é muito oportuna para essa ocasião de dor e sofrimento.



VITA


    A Vida é o maior valor (bem) a ser preservado (vivido). Viva a Vida (em todas as suas formas e manifestações).

  A noção de valor é construída socialmente segundo os preceitos culturais das sociedades em questão. A experiência social moderna mostra que o valor financeiro é o que tem maior destaque na sociedade contemporânea capitalista. “Tempo é dinheiro”, afirmam os indivíduos que transformam as suas vidas em uma verdadeira “maratona” onde a vitória é representada pelos bens que o capital (econômico-financeiro) pode comprar. Neste caso, imóveis de luxo, automóveis esportivos, jóias e outros produtos afins são os símbolos das pessoas “bem sucedidas” (bens distintivos expostos como medalhas).

  Eu entendo que a vida (em todas as suas formas e manifestações) representa o maior valor a ser perseguido, fomentado e preservado. A preservação da vida é a meta 01 (Zero Um) de qualquer pessoa enfileirada conosco (neste pressuposto que defendo). Infelizmente somos minoria entra uma massa de semelhantes que não medem esforços para reproduzir o Status Quo e fomentar a roda consumista (capitalista). Estas últimas desconhecem (ou negam) esta verdade fundamental que venho aqui propagar e, na maioria das vezes, são vítimas do próprio sistema que ajudam a alimentar.

    A Vida é tão sublime, rica e maravilhosa que está presente até mesmo onde os transeuntes comuns não observam. Há vida na semente que levada ao solo floresce e dá frutos. Há vida no vento (brisa fresca) que anima e acalma os desalentos da alma. Há vida na água que sacia a sede e rega a planta. Há vida na palavra da boa vontade que enobrece o bem querer. Há vida no seio da mãe que alimenta e nutri o filho querido. Acredito, portanto que é necessário ter muita sensibilidade e sintonia (fina) com o criador e a mãe (natureza) para estabelecer esta aliança eterna com todas as manifestações de vida (humana e não humana). Preservar a vida é fortalecer o amor e a bondade que deve inundar os nossos corações quotidianamente. Viva e deixe viver. Não cometa nenhum tipo de atentado contra a vida. Viva, viva cada vez mais. Viva plenamente. Viva a Vida.

jacquesja@zaz.com.br

Outubro de 2010.



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Justiça

 






"A 
hora 
da
 Justiça
não
soa
nos
 relógios
deste
 mundo".

Autor desconhecido.
Desde a inscrição
solar
na igreja de Tourette-sur-Loup.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Viamão Rural


 



Tese de Doutorado

Assentamento Filhos de Sepé (Tiaraju)

Viamão

RS


Abaixo o link

Para ler a tese de doutorado no 

LUME

UFRGS


https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/204086/001109688.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Viamão (viamões)

 




Viamão (Viamões)


    Há dois viamões: o urbano e o rural (ambos formalmente desencantados e materialmente encantados).

    Há dois tipos de viamonenses: aquele que vive na cidade e o que vive no campo. A questão relativa ao “desencantamento do mundo”, segundo Pierucci, de ordem da sociologia weberiana, não vai ser desenvolvida neste pequeno texto (talvez no próximo).

    O fato é que sabemos pouco sobre Viamão. O pouco que acumulamos nas décadas passadas está escrito no  livro: Viamão (Segue o link no final). Porto Isabel e a Cidade de Santa Isabel são o nosso “prato predileto”. Portanto, sobre essa matéria há muito a dizer. São vários livros construídos ao longo dos anos de vivência no Vale. Veja os links disponibilizados ao redor do “planeta”.

    Abrimos esta página, pois a capital velha vive momento único e historicamente singular (para o leigo, foca na expressão inusitada). Não se refere apenas ao pleito eleitoral suplementar. As forças que atuam no campo e na cidade vão definir a eleição. Os candidatos (e as candidaturas) são instrumentos das forças políticas potentes e latentes. O processo está em curso e não há (ainda) vitoriosos e derrotados. 

    As pessoas tem dificuldade em entender a tese: A Cidade de Santa Isabel. Vamos tentar novamente.

01

A “jurisdição” do Lago é distinta da “jurisdição” do outeiro (Detalhe: há novidades no Direito Constitucional);

02

Ao que tudo indica, a Cidade de Santa Isabel vai (mais uma vez) decidir a eleição (para o bem ou para mau). E não estamos a referir (apenas) a densidade dos colégios eleitorais (aqui e acolá);

03

    A maior festa popular brasileira já começou (saudades do Recife).


    A descida da Borges? 

    A descida da Aparecida versos o enlevo da Matriz. 

    O Bará do Mercado (O Sentinela da Bica)?

  Os canteiros da Liberdade remetem para a fonte d'água - Praça Santa Isabel.

    Enfim, não há como concluir o enlevo sem a poesia nossa de cada dia. Vamos de autoria de Outrem:


 “Se eu 

ousar

 catar

 na superfície

 de qualquer

 manhã

As palavras de um livro

Sem final,

 sem final

Sem final, sem final, final”,

Falcão

 (O Rappa)



Da própria lavra: 


Viamão      V I V O



     Viamão

    vIve

      Ad eternum - Sistema

     Misto de ordinário - extraordinário

     A região rural comunica

   cOm o urbano



e

mistura de Mitos (de origem)

Farrapa

Indígena

Cristã

Afro-brasileira

(...)



O Produto?

Relações típicas (típico-ideal Weber)

uma sociabilidade caótica

uma legislação anárquica (Vide lei orgânica).

Na antropologia -

Homens com cabeça de animais

e

Animais com cabeça de (...).

Chegou o Circo (há quem diga que vai desabar)



A quadra do vinte e seis está apenas iniciando, porém já há notícias de 

Tornados

Vendavais

Chuva de granizo

Frio e Calor

Sol e chuva

Arco iris.

Eclipse lunar.



Feliz do porto (Porto Isabel)

onde 

atracam a arte.

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A Arte

A filosofia

A magia 

(Vide as janelas de ar - Ramil)



Link para o livro
Viamão

https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/raizes-de-viamao.html

Bundesverfassungsgericht

 

Alemanha altera a Constituição para fortalecer o Tribunal Constitucional

Karina Nunes Fritz

terça-feira, 14 de janeiro de 2025



 https://www.migalhas.com.br/coluna/german-report/422875/alemanha-altera-a-constituicao-para-fortalecer-o-tribunal


quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Privatdozent

 





Magistério de Nível Superior


"Nenhum professor universitário gosta de relembrar as discussões que se travaram, quando da sua nomeação, porque elas raramente são agradáveis".


 Ciência e Política: duas vocações

página 22 (no meu exemplar)

Max Weber


        A questão é:

        O que significa Privatdozent?

        A ferramenta de inteligência artificial responde com a seguinte assertiva:


Privatdozent (ou Privatdozentin para mulheres) é um título universitário em países de língua alemã para um professor que obteve a habilitação (qualificação avançada pós-doutorado) e está autorizado a lecionar, mas não tem uma cátedra (professor titular) fixa, sendo remunerado pelas próprias taxas dos alunos, um passo crucial antes de alcançar uma cátedra plena, similar ao conceito brasileiro de livre-docência, mas com diferenças históricas e práticas.



        A enciclopédia livre, disponível digitalmente, responde a mesma questão, através do texto que segue:


    Privatdozent (for men) or Privatdozentin (for women), abbreviated PD, P.D. or Priv.-Doz., is an academic title conferred at some European universities, especially in German-speaking countries, to someone who holds certain formal qualifications that denote an ability (facultas docendi) and permission to teach (venia legendi) a designated subject at the highest level. To be granted the title Priv.-Doz. by a university, a recipient has to fulfill the criteria set by the university which usually require excellence in research, teaching, and further education. In its modern usage, the title indicates that the holder has completed their habilitation and is therefore granted permission to teach and examine students independently without having a full professorship (chair). With respect to the level of academic achievement, the title of Privatdozent is comparable to that of an Associate Professor (United States), Senior Lecturer (United Kingdom), or maître de conférences détenteur de l'habilitation à diriger des recherches (HDR) (France). However, unlike the Associate Professors in North America, PD titles are not always linked to tenured academic positions and do not always imply the role of a Principal Investigator.


        Como você responderia a questão?



        O que significa Privatdozent?



        Aproveito a oportunidade para mais três questões:


        01

        Como será desenvolvido o ensino de nível superior na Universidade Pública na próxima década?

        02

        Por que o Instituto Federal de Educação da Cidade de Viamão não oferece NENHUMA vaga no SISU 2026?

        03

        Em qual país da Europa o STF foi buscar um modelo de Código de Conduta do Tribunal?


           A nossa proposta é responder a questão, conforme ensina Max Weber na palestra que gerou o livro denominado: Ciência e Política - duas vocações".

            Antes de responder, mais uma questão interessante:


            Por que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul ainda não aderiu integralmente a plataforma informatizada do Governo Federal para ocupação das vagas no ensino superior?

            





Texto em construção _ acompanhe_