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Livro e Literatura. Ciências Sociais. Antropologia. Sociologia. Porto Isabel. Viamão. Rio Grande do Sul. Brasil.
Fim do Mundo?
Um homem sozinho numa gare deserta
A espera de um trem que nunca vem.
Por fim, vai informar-se no guichê da estação.
Não encontra ninguém ...
Velório sem defunto
Mário Quintana
In
O Melhor de Mário Quintana.
Armindo Trevisan
Dulce Helfer
Tabajara Ruas.
O que diria Max Weber sobre o conflito geo-político atual entre EUA e Venezuela?
Fomos convidados para contribuir com o debate atual, no que concerne ao principal assunto do plano da política internacional neste início de 2026.
A luz de Max Weber, podemos afirmar que a linha compreensiva weberiana não analisaria o conflito atual entre Estados Unidos e Venezuela em termos de uma pretensa bipolaridade. Tão pouco apelaria para o plano moral com construções tipo "certo" ou "errado", mas sim através dos seus conceitos de poder, dominação (legítima e ilegítima), racionalização e o papel do Estado moderno nas relações internacionais.
Ao nosso crivo, uma avaliação weberiana provavelmente focaria em analisar, por exemplo, o contexto de embate de um Estado Moderno face ao Estado Moderno oponente e o uso do Monopólio da Violência legítima.
Neste sentido, Weber definiria cada país (EUA e Venezuela) como um Estado autônomo e independente, na medida em que cada um pode reivindicar (com mais ou menos sucesso) o "monopólio do uso legítimo da violência física" (WEBER, 1909).
Podemos avaliar ainda que o conflito externo, ou a ameaça de uso da força por parte dos EUA contra a Venezuela, seria visto como uma interação entre entidades soberanas que buscam manter ou expandir sua esfera de influência e poder, já que as relações entre Estados implicam essencialmente na paz, conquanto a guerra pode vir a ser instrumento de construção da paz.
Maduro fez dancinha pedindo paz e publicou na internet, a fim de ganhar tempo diante da ofensiva militar na via marítima. Donald Trump também faz política on-line, mas foi mais longe do que seu oponente. Implantou espião da CIA para monitorar Maduro e utilizou as suas agencias federais, especialmente a DEA (Drug Enforcement Administration) para realizar uma mega operação militar que tinha como objetivo combater o narcotráfico (alegação oficial).
A fim de aprofundar um pouco mais essa prosa, lançamos mão das formas de Dominação e Legitimidade em Max Weber. Desta feita, poderíamos dizer que Weber, muito provavelmente, faria uma leitura do regime venezuelano (historicamente ligado a figuras como Simon Bolivar e Hugo Chávez) através do conceito de dominação carismática, onde a autoridade deriva das qualidades pessoais e da devoção dos seguidores ao líder. Com o tempo, essa dominação tende a passar por um processo de "rotinização do carisma" para se tornar mais burocrática ou tradicional e garantir sua estabilidade.
Noutra banda, Weber poderia avaliar que a ação dos EUA seria vista como parte de uma estrutura de poder global "desencantada" (desencantamento do mundo). Aqui temos uma administração profissional baseada primariamente na dominação racional-legal, operando sob leis e regras formais (embora, no contexto internacional, deveríamos abordar aspectos do direito internacional e a busca por interesses nacionais, face aos que também operam sobre um sistema legal global único - ONU. Porém, não faremos dados os limites deste singelo texto).
O Papel da Burocracia em Weber não pode ficar fora desta toada. O professor alemão veria as máquinas burocráticas de ambos os Estados (militares, diplomáticas, de inteligência) operando com base na racionalidade instrumental — calculando os meios mais eficientes para atingir os fins desejados (interesses econômicos, segurança nacional, influência ideológica).
Você que acompanha o nosso trabalho dentro do Curso de Economia Cultural já sabe que Weber era um economista (além de jurista), portanto ele olharia com atenção os aspectos que concernem aos interesses Econômicos e Racionalização Capitalista. Neste sentido, o conflito também seria analisado sob a ótica dos interesses capitalistas e do processo de racionalização. O controle dos recursos petrolíferos da Venezuela e o impacto na economia global seriam fatores-chave na determinação das ações dos EUA. A política externa americana pode ser vista como uma extensão da lógica capitalista de busca por eficiência e lucro, necessitando de um ambiente global estável (ou controlável) para funcionar.
Em suma, Weber encararia o conflito como uma luta de poder em um sistema internacional assimétrico, onde os EUA exercem seu "imperialismo" ou influência militar, cultural, política e econômica para tentar manter sua hegemonia global. A questão da soberania nacional da Venezuela seria constantemente questionada e relativizada pela dimensão Norte-Sul das relações internacionais, mostrando que o poder militar do tipo "avassalador" de um grande Estado também é utilizado no sentido de coagir os oponentes (menores em termos de poder bélico).
Nesta breve análise, tentamos demonstrar que, através do viés da ciência econômica combinada com a ciência jurídica, a avaliação de Weber seria neutra em termos de valores morais, focando na dinâmica do poder, na racionalidade instrumental das burocracias estatais e nas diferentes formas de dominação que caracterizam a política global.
Concluímos com um grande ensinamento do velho Weber, no Estado moderno é a burocracia que governa, uma vez que a dominação é exercida pela administração/burocracia e pelo uso legítimo da violência. Sem esquecer de que a relação burocracia e democracia é, segundo o nosso ponto de vista, chave na obra de Max Weber.
Texto protegido pela legislação vigente em termos de direitos autorais. De autoria do professor Jacomini.
Tillandsia L. é um género botânico pertencente à família Bromeliaceae, subfamília Tillandsioideae.
São plantas aéreas e a maioria habita as árvores e absorve seus nutrientes e umidade do ar, através de escamas prateadas. São mais de 400 espécies e é o gênero que apresenta o maior número de espécies espalhadas pelas Américas.
São encontradas em desertos, bosques e montanhas da América Central, América do Sul, México e sul dos EUA. No Brasil existem cerca de 40 diferentes espécies de Tillandsia.
O gênero Tillandsia foi nomeado por Carolus Linnaeus em 1738 em honra ao médico e botânico finlandês Dr. Elias Erici Tillandz (originalmente Tillander) (1640-1693).
As espécies de Tillandsia são epífitas, ou seja, na natureza crescem sobre outras plantas, sem ser parasitas, geralmente em árvores. Algumas espécies são litófitas, crescem em rochas; outras desenvolvem-se em telhados, linhas de telefone, etc. Poucas espécies crescem diretamente na terra.
Dante Ramon Ledesma cantando América Latina
"América Latina" é uma das canções mais emblemáticas de Dante Ramon Ledesma, cantor argentino naturalizado brasileiro e figura central da música nativista no Rio Grande do Sul. Composta por Humberto Zanatta e Francisco Alves, a música é um hino de protesto e esperança que aborda as lutas sociais, a união dos povos e a identidade latino-americana.
A letra destaca o desejo por um continente sem fronteiras ("aramados") e homenageia figuras como o índio, o camponês e o peão, mesclando versos em português e espanhol.
Segue
a transcrição da letra:
Talvez um dia não existam aramados
E nem cancelas nos limites das fronteiras
Talvez um dia milhões de vozes se erguerão
Numa só voz desde o mar às cordilheiras
Da mão do índio, explorado, aniquilado
Ao camponês, mãos calejadas e sem terra
Do peão rude que humilde anda changueando
E dos jovens, que sem saber morrem nas guerras
América Latina, Latinoamérica
Amada América de sangue e suor
América Latina, Latinoamérica
Amada América de sangue e suor
Talvez um dia os gemidos das masmorras
E o suor dos operários e mineiros
Vão se unir à voz dos fracos e oprimidos
E às cicatrizes de tantos guerrilheiros
Talvez um dia o silêncio dos covardes
Nos desperte da inocência destes anos
E o grito do Sepé na voz do povo
Vai nos lembrar que esta terra ainda tem dono
Y las sesmarias de campos y riquezas
Que se concentran en las manos de poca gente
Serán labradas por el arado de la justicia
De norte a sur del latino continente
América Latina, Latinoamérica
Amada América de sangue e suor
América Latina, Latinoamérica
Amada América de sangue e suor
América Latina, Latinoamérica
Amada América de sangue e suor
15 de Março de 1887 I Mais dia, menos dia, demito-me deste lugar. Um historiador de quinzena, que passa os dias no fundo de um gabinete escuro e solitário, que não vai às touradas, às câmaras, a rua do Ouvidor, um historiador assim é um puro contador de histórias. E repare o leitor como a língua brasileira é engenhosa. Um contador de histórias é justamente o contrário de historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias. Por que essa diferença? Simples, leitor, nada mais simples. O historiador foi inventado por ti, homem culto, letrado, humanista. O contador de histórias foi inventado pelo povo, que nunca leu Tito Lívio e entende que contar o que se passou é só fantasiar. O certo é que se eu quiser dar uma descrição verídica da tourada de domingo passado, não poderei, porque não a vi. Não sei se já disse alguma vez que prefiro comer o boi a ve-lo na praça. Não sou homem de touradas; e se é preciso dizer tudo, detesto-as. Um amigo costuma dizer-me: Mas já as viste? Nunca! E julgas do que nunca viste? Respondo a esse amigo, lógico mas inadvertido, que eu não preciso ver a guerra para detesta-la, que nunca fui ao xilindró, e todavia não o estimo. Há coisas que se pré-julgam e as touradas estão nesse caso. E querem saber por que detesto as touradas? Pensam que é por causa do homem? Iche! É por causa do boi, unicamente do boi. Eu sou socio (sentimentalmente falando) de todas as sociedades protetoras dos animais. O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade. Mostrou que este galo sem penas, de Platão, pode comer os outros galos seus colegas, mas não os quer afligir nem mortificar. Não digo que façamos nesta corte uma sociedade protetora dos animais, seria perder tempo. Em primeiro lugar, porque as ações não dariam dividendo e ações que não dão dividendo … Em segundo lugar, haveria logo contra a sociedade uma confederação de carroceiros e brigadores de galos. Em ultimo lugar, era ridiculo. Pobre iniciador! já estou a ver a cara larga e amarela com que havia de ficar, quando visse o efeito da proposta. Pobre iniciador! Interessar-se por um burro! Naturalmente são primos? Não! É uma maneira de chamar a atenção sobre si. Há de ver que quer ser vereador da camara: está se fazendo conhecido. Um charlatão. Pobre iniciador! II Segue o texto de Machado de Assis. Transcrição em breve nesse canal.
15 de Março de 1887
I
Mais dia, menos dia, demito-me deste lugar. Um historiador de quinzena, que passa os dias no fundo de um gabinete escuro e solitário, que não vai às touradas, às câmaras, a rua do Ouvidor, um historiador assim é um puro contador de histórias.
E repare o leitor como a língua brasileira é engenhosa. Um contador de histórias é justamente o contrário de historiador, não sendo um historiador, afinal de contas, mais do que um contador de histórias. Por que essa diferença? Simples, leitor, nada mais simples. O historiador foi inventado por ti, homem culto, letrado, humanista. O contador de histórias foi inventado pelo povo, que nunca leu Tito Lívio e entende que contar o que se passou é só fantasiar.
O certo é que se eu quiser dar uma descrição verídica da tourada de domingo passado, não poderei, porque não a vi.
Não sei se já disse alguma vez que prefiro comer o boi a ve-lo na praça.
Não sou homem de touradas; e se é preciso dizer tudo, detesto-as. Um amigo costuma dizer-me:
Mas já as viste?
Nunca!
E julgas do que nunca viste?
Respondo a esse amigo, lógico mas inadvertido, que eu não preciso ver a guerra para detesta-la, que nunca fui ao xilindró, e todavia não o estimo. Há coisas que se pré-julgam e as touradas estão nesse caso.
E querem saber por que detesto as touradas? Pensam que é por causa do homem? Iche! É por causa do boi, unicamente do boi. Eu sou socio (sentimentalmente falando) de todas as sociedades protetoras dos animais. O primeiro homem que se lembrou de criar uma sociedade protetora dos animais lavrou um grande tento em favor da humanidade. Mostrou que este galo sem penas, de Platão, pode comer os outros galos seus colegas, mas não os quer afligir nem mortificar.
Não digo que façamos nesta corte uma sociedade protetora dos animais, seria perder tempo. Em primeiro lugar, porque as ações não dariam dividendo e ações que não dão dividendo … Em segundo lugar, haveria logo contra a sociedade uma confederação de carroceiros e brigadores de galos. Em ultimo lugar, era ridiculo. Pobre iniciador! já estou a ver a cara larga e amarela com que havia de ficar, quando visse o efeito da proposta.
Pobre iniciador! Interessar-se por um burro! Naturalmente são primos? Não! É uma maneira de chamar a atenção sobre si. Há de ver que quer ser vereador da camara: está se fazendo conhecido. Um charlatão.
Pobre iniciador!
II
Segue o texto de Machado de Assis.
Transcrição em breve nesse canal.
Humanos X pós humanos
"A Humanidade
caminha
a passos largos
para
ocaso
do ser humano
na forma
na matéria
que
o conhecemos
hoy".
Jacquesja@terra
Desde Porto Isabel