segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
domingo, 1 de janeiro de 2017
Guma (texto oficial)
GUMA
Escultor de personagens que remetem
ao homem dos pampas, Gomercindo da Silva Pacheco nasceu em 1924, o GUMA,
colocou na madeira, terracota, bronze e pedra-sabão o que sua sensibilidade
ditava. Morreu em 2008. A arte entrou na vida de GUMA pelos corredores do
Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS),
onde era servente. O estilo bem definido e pessoal abriu espaço para GUMA ser
acolhido pela classe artística de Porto Alegre. Suas esculturas fazem parte do
acervo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e foram exibidas em São
Paulo, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Curitiba. Nos anos 80, abriu um
ateliê, onde trabalhou até 2002, quando sofreu um infarto. Dois anos depois,
perdeu sua esposa. Sua obra é seguida por seu filho Luis Fernando pois deixou
várias formas
NAVISUAL
O NAVISUAL anda um pouco parado, dá uma olhada.
https://www.ufrgs.br/ppgas/nucleos/navisual/
https://www.ufrgs.br/ppgas/nucleos/navisual/
A Arte de Guma
Arte
Só quem é artista sabe a extensão da obra de arte na vida (do
não artista). Proponho aqui uma pequena reflexão sobre a arte, desde a imagem
retratada no IFCH. A fotografia é uma arte.
Iniciei a fotografar com técnica mais apurada em 1992. Eu
resistia um pouco, mas fui provocado a fazê-lo. Ouvi uma professora falar: Eu
quero que você fotografe, Jacques. Estava inserido em um grupo de pesquisa com
o foco em antropologia visual. Já curtia o ato de fotografar, mas não tinha
ainda entrado nisso com um olhar mais profissional. Algumas pessoas me
auxiliaram, comprei um equipamento igual ao que o NAVISUAL me cedera para
iniciar. Em seguida vieram as oportunidades para exposições fotográficas,
inclusive a primeira individual: Entrando na Cidade de Viamão (Curadoria de
Graça Matielo).
Eu senti algo muito expressivo, quando do meu primeiro contato
com a obra de Gumercindo. É como se aquela obra me chamasse, dando a impressão
que tinha algo para dizer. Resisti um pouco no início, mas depois decidi
dialogar com o “Xico Buriva” de Guma. Trata-se de uma escultura de madeira com
grandes dimensões (Cerca de um metro quadrado de base por um metro de altura).
Eu tenho uma leitura muito particular desta obra e penso que ela não está ali
por um simples acaso. É muito mais do que isto, mas é difícil falar sobre e não
vou aprofundar este aspecto. Porém quero deixar o registro de que me relacionei
com a obra e posso afirmar que o autor é um grande artista.
Ontem a noite fiquei perplexo com uma reportagem. Jornalistas
buscaram a opinião de dois filósofos para saber como seria 2017. Então veja que
mesmo a mídia de massa necessita visitar as origens das coisas (vez em quando).
A filosofia, assim com a arte é basilar para a existência humana. Necessitamos
de vigas (mestre) para continuar construindo esta civilização, mesmo que haja
uma grande catástrofe ali adiante e tudo cesse rapidamente. O artista sabe o
que vai ocorrer e por isso faz arte. A sua capacidade de mediação entremundos é
extremamente frutífera e por que não dizer poderosa. Obrigado Guma por existir
e me permitir fotografar a sua arte.
Namastê.
Assinar:
Postagens (Atom)