quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Buricá re editado


 


BURICÁ

(Texto com revisão e nova edição)



        O abastecimento dos bens de primeira necessidade gera uma página importante do nosso blog. Trata-se da nossa própria história de isabelense. A vida aqui em Porto Isabel é marcada pela associação: pão e água, mas, quando falta água, ficamos apenas com a fé (nas letras). Dedico este primeiro texto do ano ao tema abastecimento. Vamos aos fatos.

        Chegamos na Santa Isabel em 1971. “Sentamos praça” ali na Rua Lisboa, esquina com Napoleão Bonaparte. O meu pai construiu (não mandou construir, eu disse construiu) uma casa muito simples de madeira reciclada.

         Na sequência buscou prover a residência com energia elétrica e abastecimento de água potável. Havia um escritório da CEEE aqui, onde solicitou, para a empresa prestadora do serviço, um ramal elétrico.

        A água encanada viria a ser uma “novela” (Tipo a leitura social da novela das oito). Fato é que o MEC ainda não havia mandado abrir uma clareira no morro e não havia rede pública para abastecer o nosso domicílio em água potável. Mas nem tudo estava perdido. 

        Zeferino era militar e tinha um colega que morava próximo ao nosso logradouro. Com um investimento de recursos próprios, Cabo Beto mandara cavar um poço artesiano para abastecer a sua residência. Nascia ali a nossa primeira alternativa de abastecimento de água. Descemos cerca de quinhentos metros até a residência da Burica (Rua João Braulio Muniz), esposa do Cabo Beto, apanhamos água no poço e subimos a Rua Nova empunhando baldes com a água que abastecia a nossa residência.  

        Hoje, mais de cinco décadas após o ocorrido, em pleno dia primeiro do ano, nós não temos água disponível nas nossas torneiras. Nós não dispomos de abastecimento de água potável nem de energia elétrica na nossa atual residência. Veja um detalhe: Estamos no miolo da Santa Isabel, residindo bem ao lado de um imenso reservatório de abastecimento da Companhia Riograndense de Saneamento CORSAN (eu prefiro chamar de complexo de abastecimento). Ou seja, poderíamos chamar o lugar de “centro da periferia”.

        A questão que se impõe:

         Você sabe quantas nascentes de água pura e cristalina existem aqui no nosso entorno, especialmente nos altos do Morro Santana?

         Muitas são as fontes de água existentes aqui na região. Eu mesmo já publiquei diversas vezes as imagens, especialmente da Fonte da Bica, a mais tradicional (ou famosa) entre nós.

         Por que a nossa comunidade sofre ciclicamente com interrupções no abastecimento de água (e de energia elétrica)?

        Recentemente o poder público local renovou o contrato com a CORSAN por mais de 30 anos de vigência. 

        Eu pergunto: foi uma decisão correta (e acertada) do administrador público municipal?

         A população foi ouvida a respeito?

          A comunidade está satisfeita com a Corsan?

         Existem alternativas para um sistema de abastecimento?

         O que dizer sobre as cidades que romperam contrato com a Corsan?

        A municipalização do serviço é possível?

        Ainda:

         O que aconteceu com as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário residencial aqui na região?

         Por que as máquinas sumiram e as obras pararam?

          Com a palavra os gestores responsáveis.


O Original está publicado em

https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/2013/01/burica.html



quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Orelha SC



            A vida de um cão não tem preço.

          A morte do cão comunitário Orelha representa muito mais do que um crime. 

     Estamos assistindo mais um capítulo de uma "novela" chamada de "Sociedade Urbana Contemporânea capitalista". 

       Eu não sei escrever, mas quero fazer uma homenagem (escrita) para o Orelha, extensiva para todos os cães comunitários do Brasil.

      Certa feita, escrevi um texto que denominei de "Vita". Penso que a reapresentação deste texto é muito oportuna para essa ocasião de dor e sofrimento.



VITA


    A Vida é o maior valor (bem) a ser preservado (vivido). Viva a Vida (em todas as suas formas e manifestações).

  A noção de valor é construída socialmente segundo os preceitos culturais das sociedades em questão. A experiência social moderna mostra que o valor financeiro é o que tem maior destaque na sociedade contemporânea capitalista. “Tempo é dinheiro”, afirmam os indivíduos que transformam as suas vidas em uma verdadeira “maratona” onde a vitória é representada pelos bens que o capital (econômico-financeiro) pode comprar. Neste caso, imóveis de luxo, automóveis esportivos, jóias e outros produtos afins são os símbolos das pessoas “bem sucedidas” (bens distintivos expostos como medalhas).

  Eu entendo que a vida (em todas as suas formas e manifestações) representa o maior valor a ser perseguido, fomentado e preservado. A preservação da vida é a meta 01 (Zero Um) de qualquer pessoa enfileirada conosco (neste pressuposto que defendo). Infelizmente somos minoria entra uma massa de semelhantes que não medem esforços para reproduzir o Status Quo e fomentar a roda consumista (capitalista). Estas últimas desconhecem (ou negam) esta verdade fundamental que venho aqui propagar e, na maioria das vezes, são vítimas do próprio sistema que ajudam a alimentar.

    A Vida é tão sublime, rica e maravilhosa que está presente até mesmo onde os transeuntes comuns não observam. Há vida na semente que levada ao solo floresce e dá frutos. Há vida no vento (brisa fresca) que anima e acalma os desalentos da alma. Há vida na água que sacia a sede e rega a planta. Há vida na palavra da boa vontade que enobrece o bem querer. Há vida no seio da mãe que alimenta e nutri o filho querido. Acredito, portanto que é necessário ter muita sensibilidade e sintonia (fina) com o criador e a mãe (natureza) para estabelecer esta aliança eterna com todas as manifestações de vida (humana e não humana). Preservar a vida é fortalecer o amor e a bondade que deve inundar os nossos corações quotidianamente. Viva e deixe viver. Não cometa nenhum tipo de atentado contra a vida. Viva, viva cada vez mais. Viva plenamente. Viva a Vida.

jacquesja@zaz.com.br

Outubro de 2010.



terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Justiça

 






"A 
hora 
da
 Justiça
não
soa
nos
 relógios
deste
 mundo".

Autor desconhecido.
Desde a inscrição
solar
na igreja de Tourette-sur-Loup.




sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Viamão Rural


 



Tese de Doutorado

Assentamento Filhos de Sepé (Tiaraju)

Viamão

RS


Abaixo o link

Para ler a tese de doutorado no 

LUME

UFRGS


https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/204086/001109688.pdf?sequence=1&isAllowed=y

Viamão

 




Viamão



Há dois viamões: o urbano e o rural (ambos formalmente desencantados e materialmente encantados).

Há dois tipos de viamonenses: aquele que vive na cidade e o que vive no campo. A questão relativa ao “desencantamento do mundo”, segundo Pierucci, de ordem da sociologia weberiana, não vai ser desenvolvido neste pequeno texto (talvez no próximo).

O fato é que sabemos pouco sobre Viamão. O pouco que acumulamos nas décadas passadas está escrito no  livro: Viamão (Segue o link no final). Porto Isabel e a Cidade de Santa Isabel são o nosso “prato predileto”. Portanto, sobre essa matéria há muito a dizer. São vários livros construídos ao longo dos anos de vivência no Vale. Veja os links disponibilizados ao redor do “planeta”.

Abrimos esta página, pois a capital velha vive momento único e historicamente singular (para o leigo, foca na expressão inusitada). Não se refere apenas ao pleito eleitoral suplementar. As forças que atuam no campo e na cidade vão definir a eleição. Os candidatos (e as candidaturas) são instrumentos das forças potentes e latentes. O processo está em curso e não há (ainda) vitoriosos e derrotados. 

As pessoas tem dificuldade em entender a tese: A Cidade de Santa Isabel. Vamos tentar novamente.

01

A “jurisdição” do Lago é distinta da “jurisdição” do outeiro (Detalhe: há novidades no Direito Constitucional);

02

Ao que tudo indica, a Cidade de Santa Isabel vai (mais uma vez) decidir a eleição (para o bem ou para mau). E não estamos a referir (apenas) a densidade dos colégios eleitorais (aqui e acolá);

03

A maior festa popular brasileira já começou (saudades do Recife).

A descida da Borges? 

A descida da Aparecida versos o enlevo da Matriz. 

O Bará do Mercado?

Os canteiros da Liberdade remetem para a fonte d'água - Praça Santa Isabel.

Enfim, não há como concluir o enlevo sem a poesia nossa de cada dia:

De Outrem:

 “Se eu ousar

 catar

 na superfície de qualquer

 manhã

As palavras de um livro

Sem final, sem final

Sem final, sem final, final”,

Falcão (O Rappa)



Da pŕopria lavra: 


Viamão      V I V O



Viamão

vIve

Ad eternum - Sistema

Misto de ordinário - extraordinário

A região rural comunica

cOm o urbano



e

mistura de Mitos (de origem)

Farrapa

Indígena

Cristã

Afro-brasileira

(...)



O Produto?

Relações típicas (típico-ideal Weber)

uma sociabilidade caótica

uma legislação anárquica (Vide lei orgânica).

Na antropologia -

Homens com cabeça de animais

e

Animais com cabeça de (...).

Chegou o Circo (há quem diga que vai desabar)



A quadra do vinte e seis está apenas iniciando, porém já há notícias de 

Tornados

Vendavais

Chuva de granizo

Frio e Calor

Sol e chuva

Arco iris.



Feliz do porto (Porto Isabel)

onde 

atracam a arte.

a_t_r_a_c_a

A Arte

A filosofia

A magia 

(Vide as janelas de ar - Ramil)



Link para o livro
Viamão

https://acidadedesantaisabel.blogspot.com/p/raizes-de-viamao.html

Bundesverfassungsgericht

 

Alemanha altera a Constituição para fortalecer o Tribunal Constitucional

Karina Nunes Fritz

terça-feira, 14 de janeiro de 2025



 https://www.migalhas.com.br/coluna/german-report/422875/alemanha-altera-a-constituicao-para-fortalecer-o-tribunal


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Diário



 


    Diário

    A Vida sem escrever um diário é como uma existência sem ar. Vive, mas não vive (efetivamente).

     Você já escreveu a página do seu diário hoje?

    Acordei e escrevi uma carta para um amigo.

    Amigo de longa data que já recebeu, pois fui pessoalmente até a caixa do Correio. Até porque a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos sucumbiu. Uns dizem que foi a política internacional, enquanto outros dizem que foi a "Guerra". Enfim, eu não sei o que realmente aconteceu. Sei que não existe mais EBCT.

    E por falar em saudade, o atendimento foi péssimo, quando coloquei um envelope dentro de um envelope maior, a fim de enviar para a "afilhada da Madrinha". Cheguei no balcão e falei: Boa tarde! Por gentiliza, uma Carta Simples. O funcionário apalpou, olhou, cheirou e perguntou: O que o senhor está enviando aqui? Respondi: Trata-se de um envelope dentro de um envelope (maior). Se o senhor quiser, pode abrir. A face enrugada responde do funcionário: Não! Não é necessário! 

    Fiquei incomodado, diante da visível vontade limitada do atendente. Agora está tudo resolvido: a empresa faliu, a agência fechou, o funcionário purgou. No entanto, perdemos o direito de enviar cartas. E como é bom escrever, dobrar a folha, sentindo a textura do papel. Fechar o envelope, pensando sobre a cola: bastão ou tradicional? Sentindo a resposta (não escrita). Diário (perdi o foco).

    Eu falava sobre os "Cadernos do Carcere". Havia dito: A Vida sem escrever um diário é como uma existência sem ar. Vive, mas não vive (efetivamente).

     Você já escreveu a página do seu diário hoje? Fui para a carta e voltei. Contudo, necessito de paciência do meu interlocutor. Mais uma preliminar de mérito: Quantos livros você já leu em vinte em seis? 

    Estou lendo um livro muito importante. Eu acho que é o vigésimo de 26, considerando todas as bases. Física papel e demais. Também considerando todos os tipos de leitura: linear, não linear, estruturada, mitigada, integral, parcial, focada, puro enlevo, etc. Já passamos de vinte, com certeza. Eu não contei, pois tem as releituras, as leituras da madrugada, os audio books, e-books, as experiências oníricas de leitura, enfim. Não importa a quantidade, pois é a relação com a obra e o autor que vai marcar a vida do leitor.

    O fato é que só escreve e vive a escrita aquele que lê: o consumidor de livros (base física papel), o amante da literatura. Quem não lê, não escreve e há os que dizem que escreve e não escrevem, efetivamente. Compram, recortam e colam, corrompem a vontade alheia e usurpam o poder criativo do criador (que as vezes também é vendedor da sua própria expressão criativa). Esta área da economia gera muita riqueza. Vamos a obra a que me dedico na presente manhã.

    Título: Criação. Autor: J. F. Rutherford. Impresso nos Estados Unidos da América. Não há ficha catalográfica e o editor diz no prefácio:

"É com prazer que o editor apresenta ao povo mais um livro escrito pelo Juiz Rutherford. É provavel que os livros de nenhum outro homem da terra tenha maior circulação. Este livro foi publicado a fim de que o povo possa compreender melhor a sua posição perante o grande criador. (...)"

    Vejam: O interessante é que o título é criação, mas, desde o início, eu olhava a capa azul em alto relevo e via a palavra oração. Eu não sei a razão de ler algo ali que não configura com a grafia. Talvez porque o livro versa sobre o criador (Jeová) e a sua criação. A Terra (o planeta) é vista como um sistema anular, onde figura uma imagem do planeta (Pagina 31) muito interessante. O livro é ricamente ilustrado com personagens bíblicos, obras de arte do medievo, etc. Eu amo obras ilustradas. Eu fico ali por um bom tempo. As imagens me fascinam. Penso que muitos dos "equivocos grafados". São apenas imagens que viraram textos. Estudando psicologia e neurologia, recentemente descobri porque isso ocorre, mas não vem ao acaso. 

    A página noventa e nove é dedicada para a "Degeneração" e expõe outra imagem muito interessante do planeta Terra. Na sequência, leio: "Um abismo chama outro abismo, ao ruido das tuas catadupas; todas as tuas ondas e vagas tem passado sobre mim". Salmo 42:7

    Falo desta leitura, pois ela remete para a carta ao amigo referido no topo deste "edifício". A situação trabalhada na carta, o contexto vivido e os textos que nos rodeiam propõe uma reflexão sobre o vinte e seis. As notícias não são boas e há quem diga que o número onze cerca os doze meses do vinte e seis. Ainda há referência a Gênesis 8:1 Provérbios 8: 27-29 Mas nós viemos aqui para beber (ler) ou para conversar (escrever)?

    O nosso interlocutor é um homem inteligente e vai entender a mensagem. Creio na sua sensibilidade de gestor público e de artista, mas não creio num final feliz para a "Guerra". E por falar em guerra: Escobar disse na série televisiva, certa feita, que produzia a guerra, buscando a paz e o final da história não foi feliz. Eu não consegui assistir a integra do último capítulo, pois é muito triste. Creio que não há final feliz para nenhum tipo de guerra. Portanto, acredito que o mais sensato é semear palavras, cultivar doutrinas, escrever textos (autorais) e regar diários.

    A Vida sem escrever um diário é como uma existência sem ar. Vive, mas não vive plenamente e efetivamente (Sempre que uso essa expressão lembro do professor V. B.). Escrevo mais de um, pois o que vivo (Pão e água) é intenso e transborda a pena (grafite 6B) e enxarca o papel. Por vezes, não escrevo, apenas leio (rumino), páginas antigas de diários obsoletos que ainda respiram. As palavras geram imagens e fico a contemplar as "janelas de ar" (Ramil) e a desejar o bom e o melhor para os meus. Vale.

       Prometo voltar à realidade na próxima cena (texto), quando devemos voltar para o cotidiano do Estado de Direito. Você viu o que andam a publicar por ai? Estão a dizer que o código de conduta do tribunal alemão, que prima pela transparência e ética, tem servido de inspiração para propostas de regulação interna no Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, especialmente no que tange à conduta dos magistrados. Puxa vida, isso é importante. O Velho Weber permanece conosco e isso é bom!


Escrevi logado. É horrível!

Tive que voltar várias vezes.

Edita

Edita

Edita

Guerra das letras

da tecnologia


     

Re editei em 24 de janeiro de 2026.

  


Bundesverfassungsgericht

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^^:::

PPPPPPPP

KKKKKKKKKKKKK

nuuuvcfcgbbbbbbbbbbb

Ares Capitais






                        -  Ares Capitais  -

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Privatdozent

 





Magistério de Nível Superior


"Nenhum professor universitário gosta de relembrar as discussões que se travaram, quando da sua nomeação, porque elas raramente são agradáveis".


 Ciência e Política: duas vocações

página 22 (no meu exemplar)

Max Weber


        A questão é:

        O que significa Privatdozent?

        A ferramenta de inteligência artificial responde com a seguinte assertiva:


Privatdozent (ou Privatdozentin para mulheres) é um título universitário em países de língua alemã para um professor que obteve a habilitação (qualificação avançada pós-doutorado) e está autorizado a lecionar, mas não tem uma cátedra (professor titular) fixa, sendo remunerado pelas próprias taxas dos alunos, um passo crucial antes de alcançar uma cátedra plena, similar ao conceito brasileiro de livre-docência, mas com diferenças históricas e práticas.



        A enciclopédia livre, disponível digitalmente, responde a mesma questão, através do texto que segue:


    Privatdozent (for men) or Privatdozentin (for women), abbreviated PD, P.D. or Priv.-Doz., is an academic title conferred at some European universities, especially in German-speaking countries, to someone who holds certain formal qualifications that denote an ability (facultas docendi) and permission to teach (venia legendi) a designated subject at the highest level. To be granted the title Priv.-Doz. by a university, a recipient has to fulfill the criteria set by the university which usually require excellence in research, teaching, and further education. In its modern usage, the title indicates that the holder has completed their habilitation and is therefore granted permission to teach and examine students independently without having a full professorship (chair). With respect to the level of academic achievement, the title of Privatdozent is comparable to that of an Associate Professor (United States), Senior Lecturer (United Kingdom), or maître de conférences détenteur de l'habilitation à diriger des recherches (HDR) (France). However, unlike the Associate Professors in North America, PD titles are not always linked to tenured academic positions and do not always imply the role of a Principal Investigator.


        Como você responderia a questão?



        O que significa Privatdozent?



        Aproveito a oportunidade para mais três questões:


        01

        Como será desenvolvido o ensino de nível superior na Universidade Pública na próxima década?

        02

        Por que o Instituto Federal de Educação da Cidade de Viamão não oferece NENHUMA vaga no SISU 2026?

        03

        Em qual país da Europa o STF foi buscar um modelo de Código de Conduta do Tribunal?


           A nossa proposta é responder a questão, conforme ensina Max Weber na palestra que gerou o livro denominado: Ciência e Política - duas vocações".

            Antes de responder, mais uma questão interessante:


            Por que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul ainda não aderiu integralmente a plataforma informatizada do Governo Federal para ocupação das vagas no ensino superior?

            





Texto em construção _ acompanhe_



terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Paul Claudel

Symbolist theatre

Paul Claudel.

Dramatists also took their lead from the French Symbolist poets, especially from Mallarmé. As drama critic for La Dernière Mode during the 1870s, Mallarmé opposed the dominant Realist theatre and called for a poetic theatre that would evoke the hidden mystery of man and the universe. Drama, for Mallarmé, should be a sacred rite in which the poet-dramatist revealed the correspondences between the visible and invisible worlds through the suggestive power of his poetic language. For the Symbolist playwright, the deeper truths of existence, known instinctively or intuitively, could not be directly expressed but only indirectly revealed through symbol, myth, and mood. The principal Symbolist playwrights were Maurice Maeterlinck in Belgium and Auguste Villiers de L’Isle-Adam and Paul Claudel in France. Also influenced by Symbolist beliefs were the Swedish playwright August Strindberg and the Irish poet and dramatist W.B. Yeats.

Silêncio


 



    "No decurso do

 esbraseado estio,


apraz


s_a_b_o_r_e_a_r


a ardente 

sucessão das horas,


pela ordem que lhes marca


o próprio astro


que as derrama


sobre os nossos lazeres.


Nesses dias


mais amplos


mais abertos


mais esparsos


só dou fé


e só atendo


as grandes divisões da luz


indicadas pelo sol


com o auxílio da sombra


quente


de um dos seus raios


sobre


o relógio de mármore,


que além,


no jardim,


junto do lago,


reflete e registra


em silêncio


como se praticasse


um ato insignificante


o percurso dos nossos mundos


no espaço planetário".



p117


A Inteligência das Flores


Maurice Maeterlinck


Extrato transcrito por jacqueja

domingo, 18 de janeiro de 2026

Tela Brasil




Governo lançará plataforma de streaming Tela Brasil para estimular a difusão do audiovisual


          O serviço reunirá curtas, médias e longas-metragens, além de obras seriadas

    O governo federal anunciou o lançamento da plataforma de streaming Terra Brasil, voltada exclusivamente à difusão do audiovisual nacional, e disponibilizará gratuitamente um amplo acervo de produções brasileiras. O projeto envolve mapeamento, organização e digitalização de acervos do Ministério da Cultura e de instituições parceiras, como a Cinemateca Brasileira, o CTAv, a Funarte e a Fundação Cultural Palmares. Também integram a iniciativa filmes brasileiros indicados ao Oscar e obras selecionadas por meio de edital de licenciamento. O catálogo deverá reunir cerca de 555 títulos, com R$ 4,4 milhões de investimento.

    Desenvolvida pela Secretaria do Audiovisual (SAV) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a Tela Brasil constitui uma política pública de acesso gratuito a conteúdos audiovisuais brasileiros. O serviço reunirá curtas, médias e longas-metragens, além de obras seriadas, ampliando o alcance da produção nacional em diferentes formatos.

    Como serviço público de vídeo sob demanda, a plataforma não terá custo para o usuário. O acesso será feito mediante cadastro integrado ao sistema gov.br, garantindo alinhamento com outras políticas digitais do Governo Federal e facilitando a ampliação do acesso da população a serviços públicos. 

    Além de atender ao público em geral, a Plataforma Tela Brasil tem como público prioritário a rede de educação básica. A iniciativa deverá funcionar como uma das principais ferramentas para a aplicação da Lei nº 13.006/2014, que estabelece a obrigatoriedade da exibição de obras audiovisuais brasileiras nas escolas.

    A plataforma também contempla espaços não comerciais de exibição, incluindo cineclubes, Pontos e Pontões de Cultura, bibliotecas públicas, centros de difusão cultural, de leitura e de memória, além dos Centros Educacionais Unificados (CEUs).

    Entre os compromissos centrais do projeto estão a valorização da diversidade regional do país, a representação da pluralidade de identidades de gênero, culturais e étnico-raciais, a preservação da memória audiovisual brasileira e a disponibilização de obras com relevância educacional, formativa e de impacto social.

    O portal associado à plataforma também funcionará como agregador de sites de empresas e instituições públicas e privadas que aderirem à iniciativa e autorizarem a divulgação de seus endereços. Esses conteúdos serão organizados por segmentos, como Plataformas Brasileiras, Programação de Cinema, Cinema e Educação, Preservação, Pensamento Crítico, Jogos Brasileiros e Internacionalização.


sábado, 17 de janeiro de 2026

Novalis





Friedrich von Hardenberg


    "Discípulos em Sais" (Die Lehrlinge zu Sais) é uma famosa obra - inacabada - do poeta e filósofo romântico alemão Novalis (Friedrich von Hardenberg), que explora o mistério da natureza através de uma irmandade de jovens aprendizes que buscam desvendar os segredos do universo e da vida, sendo um marco do Romantismo Alemão (Frühromantik). 


    O autor alemão Novalis, introduziu um símbolo no movimento romântico, a flor azul. Trata-se de uma história - Heinrich von Ofterdingen (1802). 

    Depois de contemplar um encontro com um estranho que lhe conta sobre uma flor azul, o jovem Heinrich von Ofterdingen permanece agitado com o anseio de encontrá-la e vê-la.         Ele então dorme e sonha que está em busca da flor azul, sendo ajudado por Cyane, que se diz ser filha da Deusa, e descobrindo-a em meio a um prado cercada de rochas azuis escuras e sob um céu azul-escuro. 

    A flor azul-clara o chama e absorve sua atenção, ela é alta e em seu centro tem a face de sua amada. Cyane pega a flor azul e entrega a Heinrich. 

        Ainda em sonho, em seu encontro ele dança com a amada, que tem olhos azuis claros e veias azuis em seu pescoço.

        Isso representa o anseio do personagem por Mathilde e pelo seu reencontro com ela no Céu após a morte.

        A simbologia imagética pode sido motivada pela experiência trágica que Novalis passou pela morte de sua amada, Sophie.


    O motivo adotado por Novalis pode ter se inspirado em uma sequência de sonho de um romance pelo contemporâneo Jean Paul-Richter, em que o herói é sugado por uma flor azul como uma gota de orvalho e encontrada a cara metade feminina de seu gênio.

     Havia também significação feminina da cor azul entre outras obras alemãs de teoria das cores, cujos sistemas para classificação na filosofia natural Novalis estudou com seu professor geologista Abraham Gottlob Werner.         Uma associação dos tons azulados à mulher pode ser encontrada em Philipp Otto Runge, e o sistema inicial de Goethe também pode ter exercido influência sobre o poeta em algum possível encontro que tiveram; logo depois da escrita do romance de Novalis, Goethe escreveu também sobre o mesmo tema da atração associada à cor: "Assim como seguimos prontamente um objeto agradável que voa de nós, adoramos contemplar o azul, não porque ele avança até nós, mas porque ele nos puxa atrás dele".



O Tesouro dos Humildes




O Tesouro dos Humildes



“Se eu ousar

 catar

 na superfície de qualquer manhã

As palavras de um livro

Sem final, sem final

Sem final, sem final, final

(...)”

Falcão (O Rappa)



        A obra literária que conhecemos no Brasil sob o título "O Tesouro dos Humildes" (Le Trésor des humbles)  foi publicada originalmente em 1896 na Europa. Segundo os especialistas, é uma das obras fundamentais de Maurice Maeterlinck, vencedor do Nobel de Literatura de 1911. 

        O livro é uma coleção de 13 ensaios filosóficos que exploram temas diversos, especialmente a espiritualidade, a mitologia e o amor. Ao nosso crivo particular, trata-se de um livro de “História Natural” onde o autor constrói as bases do que viria ser conhecido como “Teatro Simbolista”. Dentre os temas abordados, merece destaque o espaço significativo que dedica para discutir o Silêncio nos seus desdobramentos físicos e extrafísicos. Neste sentido, Maeterlinck argumenta que a verdadeira comunicação entre as almas ocorre no silêncio, e não nas palavras, que muitas vezes servem apenas para esconder nossos sentimentos reais.

        Maeterlinck não é um escritor convencional, a sua escrita é especial e vai da prosa à poesia em movimento intenso e circular de expressões e idéias pouco usuais e pouco conhecidas. Aborda assuntos como a Vida Cotidiana, afirmando que aqui também há dramaticidade e/ou tragédia. Neste sentido o autor busca lançar luz sobre o "trágico cotidiano", encontrando beleza e profundidade espiritual em momentos comuns e em pessoas simples (os "humildes"), e não apenas em grandes eventos épicos e/ou heróicos.

        Podemos dizer ainda que o autor tem uma pesquisa bastante interessante sobre literatos e filósofos que baseiam os seus escritos. Dentre eles, merece destaque o filósofo Plotino que é visto em diversos momentos do livro, muito especialmente nas últimas páginas. Enfim, Maeterlinck sugere que existe uma sabedoria superior que todos possuímos instintivamente, mas que raramente acessamos devido ao ritmo acelerado da vida moderna. Neste ínterim, observamos uma conexão interessante com Gaston Bachelard e a sua proposta de estudo que denomina de ritmanálise.

        A notícia boa é que estamos trabalhando numa nova tradução da obra. O texto que está disponível atualmente para nós foi produto de uma versão com origem na língua francesa, posteriormente transladada para o portugues (de Portugal). Portanto, vamos elaborar uma nova versão atualizada (o original é de 1896) e focada na cultura brasileira, a fim de facilitar a leitura.  Este texto raro e magnífico merece toda a nossa atenção e estima. Ademais, você pode conhecer mais de Maeterlinck, através da “Teoria Tridimensional do silêncio”, texto inédito e exclusivo que estamos oferecendo para o público leitor interessado em literatura e filosofia da poesia.   


sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Teatro em Bachelard







“Neste teatro

 do passado

 que é a memória, 

o cenário mantém

 os personagens

em seu papel

 dominante”. 

Gaston Bachelard

Como navegar entre a ignorância humana e a potência do no ciclo?

Sri Prem Baba


15 de janeiro de 2026

Minha intenção, ao falar de visão para 2026, é oferecer uma leitura de ciclo, uma percepção de movimento, de sensibilidade para compreender o que está se deslocando no campo da humanidade e como atravessar esse período com saúde mental, espiritual e consciência elevada. Não falo de previsões para alimentar medo, nem de cenários para aprisionar a mente em expectativas.


Os primeiros dias deste ano já deixaram claro o clima que nos acompanha. Conflitos geopolíticos que se intensificam, como a invasão dos Estados Unidos na Venezuela, guerras e ameaças de guerra que seguem abertas em diferentes regiões do planeta. Aqui no Brasil teremos também um ano eleitoral com o acirramento da polarização. Até mesmo grandes eventos coletivos, como a Copa do Mundo, tendem a funcionar como catalisadores de emoções intensas. No inconsciente coletivo, o que se move é medo, raiva e indignação. Tudo isso cria um campo de tensão permanente, que facilmente nos puxa para estados reativos.


Ao mesmo tempo, estamos diante de uma abertura inédita de possibilidades. A expansão acelerada da inteligência artificial inaugura uma nova ordem do trabalho, da criatividade e da produção de conhecimento. Muitas estruturas antigas estão ruindo, enquanto novas portas se abrem para quem consegue se adaptar com flexibilidade, ética e consciência.


Por isso, 2026 não é um ano de uma única realidade. É o tempo de convivência entre dois mundos, entre dois estágios de consciência. De um lado, o velho paradigma, que ainda resiste por meio de padrões de dominação, controle e violência. Do outro, o novo que começa a emergir, sustentado pela cooperação, pela inteligência ampliada e por uma criatividade consciente, a serviço da vida.


Estamos, claramente, no final de um ciclo liderado pela energia masculina em sua forma distorcida. Um masculino que abusou do poder, que se expressou pela imposição, pela extorsão, pela guerra e pela exploração. Quando um ciclo dessa natureza se aproxima do fim, ele tende a fazer mais barulho. Por isso, é provável que ainda testemunhemos episódios bélicos mais intensos do que aqueles que já atravessamos. Não porque esse modelo esteja fortalecido, mas justamente porque está sendo pressionado a se encerrar. Aqui é importante trazer uma orientação muito clara para aqueles que querem sintonizar e se manter na frequência do novo: não aceite convites às guerras. Refiro-me também às guerras ideológicas, às guerras de narrativas, às guerras nas redes sociais, às guerras familiares e às guerras nos relacionamentos. Neste cenário, surgirão muitos convites para que você escolha um inimigo, eleja um culpado e se identifique com a raiva coletiva. Toda vez que você aceita esse convite, você perde energia vital e clareza de consciência.


Quando a guerra for inevitável, e às vezes ela é, atravesse-a com a consciência de um iogue. O iogue age sem ódio, sem vitimismo e sem desejo de destruição. Ele age a partir do discernimento, com o mínimo de violência possível, sem perder o eixo interior. Isso vale tanto para conflitos externos quanto para as batalhas internas que todos nós atravessamos.


Gosto de comparar esse momento da humanidade a um jogo de videogame. Mudamos de fase. Os desafios são outros, assim como as ferramentas disponíveis. O problema é que muitos ainda tentarão jogar essa nova fase com os vícios da fase anterior. Tentarão repetir padrões antigos de separação, acusação, vitimismo e desunião. Só que alguns desses vícios simplesmente não funcionam mais. O jogo trava. Especialmente o vício da desunião. Ele não se sustenta no novo ciclo.


A energia que chega em 2026 é acelerada e amplificadora. Ela expande tudo. Amplia a consciência, mas também amplia o ego, se não houver trabalho interior. Por isso, o maior risco deste novo ciclo não é a tecnologia, nem a inteligência artificial, nem as mudanças externas. O maior risco é o ego tentando se apropriar da potência que está disponível. Quando o campo de possibilidades se abre, o ego quer dominar, controlar, ter razão, ser especial. E toda vez que isso acontece, a alma se perde.


O que sustenta a consciência neste ciclo é uma coisa só: amor. Não o amor romântico ou idealizado, mas o amor como força de coerência interior. O amor que mantém você humilde, verdadeiro e alinhado com o dharma. O amor que impede a corrupção interna quando o poder distorcido externo se apresenta. O amor que não negocia a própria integridade.


Outro movimento essencial deste período é a abertura real para a energia feminina. E aqui não falo apenas das mulheres, mas de uma qualidade de consciência. O feminino como capacidade de sentir, acolher, integrar, cooperar e curar. A cura do masculino distorcido não acontece pela sua destruição, mas pela sua integração com o feminino. O poder precisa voltar a ser serviço. A coragem precisa voltar a ter coração. A liderança precisa voltar a proteger a vida, e não explorá-la.



Para manter a saúde mental e espiritual em 2026, algumas chaves são fundamentais:


Reduza a exposição ao excesso de informações carregadas de medo. Mantenha-se informado, mas faça isso com presença para não se afundar no sofrimento coletivo.

Observe suas emoções antes de reagir. Há uma diferença entre acolher suas emoções e permitir que elas comandem suas decisões.

Cultive diariamente o silêncio e a presença, assim como práticas que te devolvam ao corpo e ao coração. Lembre-se do divino a todo o momento, mantendo sua consciência elevada enquanto transita na matéria.

Use a tecnologia como ferramenta, não como identidade. Esteja no comando ao usar seu celular, sem se deixar levar pelos vícios estimulados pelos algoritmos.

O verdadeiro propósito não é consertar o mundo lá fora, mas curar aquilo em você que ainda vibra em medo, raiva ou separação. 2026 não pede perfeição. Pede maturidade espiritual. Pede discernimento. Pede amor em ação. A travessia é intensa, mas também é fértil. Se você atravessar esse ciclo com consciência, poderá se tornar um canal vivo do novo mundo que está nascendo.


Sri Prem Baba é mestre espiritual brasileiro. É autor de livros best-sellers como Propósito e Amar e Ser Livre. É fundador da Sri Prem Baba Academy, onde ensina a alunos de mais de 30 países, guiando-os na busca por respostas aos dilemas da vida e ao propósito da existência. É head do LIDE Wellness.


A Lei

 




A Lei 

dos Homens

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jacó pequeno

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Gritos Místicos

 


A Filosofia da Poesia



Prezados

A muito tempo vencemos a dependência tecnológica da empresa microsoft e de seus tentáculos capitalistas. Portanto, não criamos e não editamos textos na relação com o poder de império da referida pessoa jurídica. 

Estamos trabalhando com o Google e as suas ferramentas de internet disponibilizadas gratuitamente. Digo isto, a fim de situar você sobre o teor desta página, pois trata-se apenas de um borrão de dados que estão sendo salvos em nuvem. 

Não considere as informações aqui disponibilizadas como "fatos jurídicos", pois são fruto de um ensaio ainda em desenvolvimento (tipo uma aquarela que antecede a pintura a óleo). O veredito aqui é muito mais aquele que vai gravado no sentido do leitor perceber um pouco de processo de criação literária que estamos propondo construir.

Não é, não foi e não vai ser recorta e cola. Não é inteligência artificial comunicando pseudo verdades. Não é voto a cabresto e não é lambe botas de nenhum tipo de patrão. É criação autônoma, legítima e autoral.




Borrão Virtual


A Teoria Tridimensional do Silêncio



“Uma verdade oculta

é o que nos faz viver”.

Maurice Maeterlinck

O Tesouro dos humildes



        Dedicamos estas breves linhas para Gomercindo da Silva Pacheco. Guma nasceu e morreu no Rio Grande do Sul (Brasil). Não navegou oceanos, mas a sua obra ganhou o mundo, dado o seu talento e maestria com as esculturas em madeira. A arte era a sua vida diuturnamente. Não possui currículo na plataforma Lates, pois bebia em fontes diversas, sendo autônomo e desvinculado de ritos acadêmicos clássicos. Infelizmente, ainda é lembrado como leigo ou servente pelos que não leram o seu talento de forma correta. A sua alma mater:Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

 



        A Teoria tridimensional do Silêncio é um exercício criativo autônomo e inovador, busca desvincular de ritos acadêmicos tradicionais (usualmente vivenciados no Brasil). Os clássicos estão presentes, mas isso não é tudo. Lembra, (?) quando escrevemos: (?) Acuidade que acusou movimento circular, bem como ritmo necessário para despertar o transeunte, face as construções futuras: a Filosofia da Poesia? Extraído de “Ronda Um". Lembra? Então!! Vamos avançar!?






Preliminar de Mérito



“Silêncio é potência criativa.”

Jacomini





Vejam o que diz Maeterlinck na obra “O Tesouro dos humildes”:

“Uma verdade oculta é o que nos faz viver. Somos seus escravos inconscientes e MUDOS, e achamo-nos algemados, em quanto ela não aparece. (...) pag 146 Tudo que se pode dizer não é nada em si.” (pag 147).

A nossa impressão é que, quando fala de instante (ao tatear nas trevas, os últimos de entre nós, por não sei que contra golpe súbito e inexplicável …) o autor fica no plano de Bachelard e a maneira como trabalha a proposta de ritmanálise. Contudo, ao tomar consciência de todo o texto na relação com a produção intelectual do Professor Laercio da Fonseca, ficamos expostos a uma relação necessária: A proposta de trabalho de Maeterlinck, Bachelard e Professor LaLa estão desenvolvendo uma temática análoga em perspectivas particulares.

Antes de entrar na página do ensino universitário público e gratuito, vamos avançar um pouco sobre o silêncio. Vejam a transcrição completa do parágrafo eleito para a vossa apreciação:

“Tudo que se pode dizer não é nada em si. Ponde num prato da balança todas as palavras dos grandes sábios e no outro prato a sabedoria inconsciente daquela criança que passa e vereis que Platão, Marco Aurélio, Schopenhauer e Pascal nos revelaram, em nada aumentará os grandes tesouros da inconsciência, porque a criança que se cala é mil vezes mais sábia que Marco Aurélio que fala” (pagina 147-48).

Na sequência surge menção ao filósofo Plotino, ou seja, estamos a trabalhar no terreno da filosofia. Enquanto trabalhamos com a filosofia, todos assistem a transformação (volatização) da universidade pública brasileira. Assistem e calam. O que isso significa? 

Essa poderia ser uma questão central no nosso atual engenho, mas não é, essencialmente, o que viemos aqui dizer. Trabalhamos com filosofia e literatura que são objeto de ensino, pesquisa e extensão dentro da universidade Pública. Em suma, muito em breve, a atual universidade pública gratuita vai deixar de existir. Vejam, não é previsão, pois trata-se  de uma triste constatação. 

Voltando para a filosofia: Maeterlinck argumenta que as verdades mais profundas da vida não são ditas em palavras, mas sentidas no silêncio. Ele defende que a verdadeira comunicação entre as almas ocorre quando as palavras param. Neste sentido, temos o silêncio como “potência reveladora” (Jacomini, 2025). Lembrei de Sri Prem Baba falando: “A fala é apenas um truque”. Em suma, acredito que o texto (Palavra escrita) deve ser avaliado dentro do seu contexto (Cena dramática). A palavra falada surge no plano da retórica que constrói narrativas e encerram estratégias de poder político.




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Alguns pressupostos básicos e elementares



“A Não Poesia é Irmã do silêncio. Na sua essência, a não poesia é criada sem fonemas e sem grafia. Ganha voz e forma na medida em que o seu autor necessita compartilhar este instante criativo”.

Jacomini



 Há necessidade ainda de apresentarmos uma imagem poética que auxilia a compreensão da matéria. Vamos recorrer ao artista Vitor Ramil que na canção “Estrela - Estrela” trabalha com as “Janelas de Ar”. O que são as tais “Janelas de Ar”? Como definir as janelas de ar? Poderíamos dizer que são aberturas para o infinito? Ou apenas simples analogia para um instrumento artístico que o autor cria para pintar a sua tela musical?

A resposta é (...). Não sabemos exatamente e não buscamos definição lógica para a expressão. Consideramos que obras de arte são criadas para serem apreciadas e não para serem explicadas. Pedimos ao nosso leitor que imagine as “janelas de ar” como uma imagem poética no contexto criativo do seu autor. Mais do que isso: imagine e relacione com o trabalho que estamos a elaborar, ou seja, a teoria tridimensional do silêncio. Acompanhe os tópicos a seguir expostos:



01

A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla e correta pela academia; O professor fala muito, enquanto o aluno, passivo, escuta. Levanta o braço, segue o ritual acadêmico e a depender do circuito das predileções dos doutos, ignorado permanece sem direito a voz. A Burocracia estatal e as suas rotinas racionalmente desenvolvidas a exaustão, impedindo a criação do novo e da novidade criam um contexto de perecimento da academia nos moldes e modelos como a conhecemos atualmente. Para aprofundar este tópico seria necessário avaliar o paradoxo observado no Estado moderno entre a burocracia e a democracia, conforme ensina Max Weber em diversos momentos da sua obra. Não o faremos por se tratar apenas da exposição rápida de um tópico que será retomado posteriormente.



02

A filosofia de Bachelard necessita de voz. A filosofia de Bachelard necessita de vez e de voz. Acreditamos que a filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro (simbolista) de Maeterlinck. A fim de entender o contexto completo do nosso trabalho (onde as janelas de ar são gênero da espécie Silêncio. Genêro único, pois em tese as janelas são todas iguais). O caráter universal da “Teoria Tridimensional do Silêncio” deve ser acessado por meio do trabalho do professor Laércio da Fonseca dentro do “Projeto Terra”. O Estado de Direito organiza a balbúrdia e garante os direitos autorais deste pequeno compêndio, pois diante de tal sorte, somente vai entender o “resumo da ópera” aquele que seguir o seguinte roteiro: Reforma protestante, a ética protestante e o espírito do capitalismo, desencantamento do mundo, burocracia estatal e racionalismo científico na relação com a filosofia e com a arte.



03

Omnes Omnia Omnino

Comenius e a sua “Didática Magna” propunham ensinar tudo a todos. Comenius afirmava que a educação deve ser universal, inclusiva e acessível a todos, com o objetivo de formar o ser humano para a vida terrena e a salvação, através de um ensino metódico que parte do simples para o complexo, valoriza a experiência, a natureza e a compreensão profunda, visando o aperfeiçoamento integral do indivíduo, do conhecimento e da sociedade. Comenius é conhecido como o "Pai da Didática Moderna" por sua visão de uma educação reformada, sistemática e humanista, que torna o conhecimento acessível e forma cidadãos completos para o mundo

A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas. Para fins (estritamente) didáticos, propomos trabalhar as três dimensões visíveis. Na medida do necessário, poderemos voltar ao termo, com vistas ao aprofundamento do debate, apresentando as dimensões não reveladas. A depender das liberdades individuais e da estabilidade do regime democrático, bem como das nossas próprias condições físicas e mentais.

Vejam: “Como explicar a Lei Rouanet para quem não internalizou a Lei Áurea”. Wagner Moura, 2024. Ou seja, como avançar sobre a aridez de um deserto onde a desfaçatez virou regra, a ambição campeia solta e a qualidade dos trabalhos respondem apenas ao produtivismo científico, digna lógica capitalista cooptada pela academia. Corremos o risco deste livro ser queimado (deletado) em praça Pública (digital), com emissão de notal oficial, declarando os autores “persona non grata” nos quatro campi  (...)  I. A. de todo o mundo, uni-vos! 

Há um espaço muito exíguo de manobra para a criação livre e os cortes no orçamento vão continuar. Verdade que já deveriam ter sido mais severos em várias rubricas. O que segurou o peso da tesoura foi o fato do presidente ser muito sensível e defensor da área da educação pública. Mas a roda não para e a bancada B. B. B. não vai desistir de novas investidas sobre a educação pública, afinal de contas o agro é pop e o imperialismo ressurge das cinzas com uma fome incrível por pecúnia (aqui e acolá). O que fazer, se não silenciar laboriosamente, criando os meios necessários para a vitória final!?

 Findo os tópicos, passamos para uma tentativa de desenvolver melhor algumas ideias iniciais expostas até o presente momento textual.


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Breve Desenvolvimento:


“A Poesia Residual é fonética e é gráfica. Surge no movimento pendular (da vontade) que ocorre a partir do centro (silêncio)”.

Jacomini


01

A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla,  correta e efetiva pela academia. Não há espaço regimental para desenvolver o engenho dentro da burocracia estatal, tão pouco interesse intelectual e disposição de vontade para elaborar o termo. É o tipo de especialização que não é bem vindo pelo administrador do sistema.

No sistema formal de ensino há um equívoco monumental: O Silêncio não cria nada, não produz ciência e não oportuniza desenvolvimento científico, conforme os ditames oficiais.

Ao nosso crivo, esta é uma análise estreita e equivocada, de viés desenvolvimentista e evolucionista, pois foca apenas numa espécie de produtivismo de caráter quantitativo. A lógica capitalista está dominando o mundo acadêmico, portanto eles estão corretos, pois operam dentro do sistema ao qual devem obediência (formal e material).

O tipo de estudo que estamos a desenvolver só pode ser realizado aqui, extra-muros institucionais e sem financiamento público e ou privado. 



02

A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck

Bachelard segue sendo corrompido pela pedagogia tradicional que está comprometida com o processo de privatização da educação pública brasileira. Dentro da academia tradicional, Bachelard é visto apenas como mais um autor a ser trabalhado no programa de ensino X previsto para ser desenvolvido no semestre Y. 

O que é dito ali? Bachelard é apresentado como um epistemólogo (ou fenomenólogo) e o estudante responde: Sim senhor! Sim senhora! (quero ir embora)

Enquanto o foco for a formação acadêmica que visa o preparo do jovem apenas para o mercado de trabalho, não se cria nada de novo.

A academia tradicional é uma espécie de “Instituição Total” (GOFFMAN, 1982). A “Classe Dirigente” (GOFFMAN, 1982) cobra disciplina e obediência do aluno e não abre mão da dinâmica da hierarquia (muito semelhante aos militares convivendo dentro de um quartel).

Ninguém cria nada com medo do superior hierárquico. Ninguém cria nada dentro do sistema de ensino desenvolvimentista. A obediência cega e restrita é muito comum em mosteiros, conventos e outras instituições totais. O ensino superior adotou este sistema que está vigente desde a santa inquisição até os dias atuais. Os trabalhos acadêmicos criados neste contexto de total inexistência de liberdade criativa são limitados, toscos e de viés esquizofrênico. Dito de outra forma, o trabalho de conclusão de curso tradicional tendem a ser cópia da cópia, que foi também ao seu tempo cópia da cópia (salvo raras exceções). Enfim, A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck e para tanto o estudante necessita de liberdade para criar a sua própria jornada universitária.



03

A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas.

A fim de facilitar o entendimento, a luz de outros especialistas, criamos a denominação “Teoria tridimensional do silêncio”, quando a mesma possui mais de três dimensões. Avalie o engenho como um recurso didático necessário (Ou tipo ideal a la Weber).

Na medida em que você avançar no entendimento da questão, vai verificar que estamos a construir engenho inédito, bem estruturado e necessário para os que buscam mais do que diplomas universitários.

O que pedimos no presente momento é paciência e confiança, pois havermos de entregar aquilo que está contido no embrião. Não foi fácil construir a T. T. S. e ela está totalmente pronta.

Para todos aqueles que não tem interesse em filosofia e literatura, muito obrigado por acompanhar até aqui. Pode desembarcar sem medo. Voltaremos a nos encontrar em outras oportunidades. Abraço.