Friedrich von Hardenberg
"Discípulos em Sais" (Die Lehrlinge zu Sais) é uma famosa obra - inacabada - do poeta e filósofo romântico alemão Novalis (Friedrich von Hardenberg), que explora o mistério da natureza através de uma irmandade de jovens aprendizes que buscam desvendar os segredos do universo e da vida, sendo um marco do Romantismo Alemão (Frühromantik).
O autor alemão Novalis, introduziu um símbolo no movimento romântico, a flor azul. Trata-se de uma história - Heinrich von Ofterdingen (1802).
Depois de contemplar um encontro com um estranho que lhe conta sobre uma flor azul, o jovem Heinrich von Ofterdingen permanece agitado com o anseio de encontrá-la e vê-la. Ele então dorme e sonha que está em busca da flor azul, sendo ajudado por Cyane, que se diz ser filha da Deusa, e descobrindo-a em meio a um prado cercada de rochas azuis escuras e sob um céu azul-escuro.
A flor azul-clara o chama e absorve sua atenção, ela é alta e em seu centro tem a face de sua amada. Cyane pega a flor azul e entrega a Heinrich.
Ainda em sonho, em seu encontro ele dança com a amada, que tem olhos azuis claros e veias azuis em seu pescoço.
Isso representa o anseio do personagem por Mathilde e pelo seu reencontro com ela no Céu após a morte.
A simbologia imagética pode sido motivada pela experiência trágica que Novalis passou pela morte de sua amada, Sophie.
O motivo adotado por Novalis pode ter se inspirado em uma sequência de sonho de um romance pelo contemporâneo Jean Paul-Richter, em que o herói é sugado por uma flor azul como uma gota de orvalho e encontrada a cara metade feminina de seu gênio.
Havia também significação feminina da cor azul entre outras obras alemãs de teoria das cores, cujos sistemas para classificação na filosofia natural Novalis estudou com seu professor geologista Abraham Gottlob Werner. Uma associação dos tons azulados à mulher pode ser encontrada em Philipp Otto Runge, e o sistema inicial de Goethe também pode ter exercido influência sobre o poeta em algum possível encontro que tiveram; logo depois da escrita do romance de Novalis, Goethe escreveu também sobre o mesmo tema da atração associada à cor: "Assim como seguimos prontamente um objeto agradável que voa de nós, adoramos contemplar o azul, não porque ele avança até nós, mas porque ele nos puxa atrás dele".

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