Economia e religião (religiosidade): Guildas
A nossa intenção não é trazer a biografia de Weber, mas de esclarecer que o estudo da “vida intelectual” do jurista alemão desagua na “Economia Cultural”.
A minha memória anda meio “malemolente", mas ainda consigo lembrar desta aula, quando o professor Milton Bins lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial). Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores). Elas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades.
As principais características das corporações de Ofício (Guildas) estavam relacionadas com a regulação do Mercado. Ou seja, va de regra, as guildas controlavam rigorosamente a produção, estabelecendo padrões de qualidade, quantidades produzidas e preços dos produtos para evitar concorrência desleal.
Ainda não tinhamos a divisão social do trabalho (clássica), mas havia determinada hierarquia de Trabalho. O funcionamento das oficinas baseava-se em três níveis:
Mestre: O proprietário da oficina e especialista.
Oficial (ou Companheiro): Artesão experiente que recebia salário.
Aprendiz: Jovem em treinamento que recebia moradia e comida, mas não salário.
As corporações protegiam os artesãos locais contra produtos vindos de fora da cidade e contra membros que burlassem as regras da associação. Bem como, havia uma organização relacionada com a religião católica e os santos padroeiros. Cada ofício (ferreiros, tecelões, padeiros, etc.) possuía seu próprio santo padroeiro, refletindo a forte religiosidade da época. Importante lembrar que versamos no período histórico anterior a reforma protestante, portanto essa é a base que Weber vai reter (intelectualmente) para, posteriormente realizar os seus estudos comparativos entre católicos e protestantes.
Devemos destacar ainda que as corporações detinham o monopólio da produção em sua cidade, garantindo que apenas membros autorizados pudessem vender certos produtos. Enfim, essas organizações (guildas) foram fundamentais no renascimento comercial e urbano da Idade Média, atuando também na vida social e política da cidade.
A minha memória as vezes falha, mas ainda consigo lembrar do fundamental: Weber não era sociólogo. O professor Milton Bins que lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial) também era um jurista interessado em história. Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores).
A experiência do noviço na graduação é muito estranha. Ele demora a destravar e esquecer que não está mais no ensino médio. Mas vai avançando e logo entende que as guildas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades.
No próximo encontro vamos trabalhar a transição da guilda medieval para o capitalismo (comercial). O que significa dizer que Weber encanta a todos com o seu trabalho técnico e preciso. Encantou o professor Milton Bins e me encantou. Espero que encante a você também que pode seguir conosco e acompanhar as publicações na sequência. Inclusive sobre o "desencantamento do mundo".
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