quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Teoria tri dimensional do silêncio

 






A Teoria Tridimensional do Silêncio



“Uma verdade oculta

é o que nos faz viver”.

Maurice Maeterlinck

O Tesouro dos humildes



        Dedicamos estas breves linhas para Gomercindo da Silva Pacheco. Guma nasceu e morreu no Rio Grande do Sul (Brasil). Não navegou oceanos, mas a sua obra ganhou o mundo, dado o seu talento e maestria com as esculturas em madeira. A arte era a sua vida diuturnamente. Não possui currículo na plataforma Lates, pois bebia em fontes diversas, sendo autônomo e desvinculado de ritos acadêmicos clássicos. Infelizmente, ainda é lembrado como leigo ou servente pelos que não leram o seu talento de forma correta. A sua alma mater: Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

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        A Teoria tridimensional do Silêncio é um exercício intelectual, criativo, autônomo e inovador que busca se desvincular (na medida do possível e do necessário) de ritos e rituais acadêmicos tradicionais (usualmente vivenciados no Brasil). Os autores clássicos estão presentes, mas isso não é tudo. Lembra, (?) quando escrevemos: (?) Acuidade que acusou movimento circular, bem como ritmo necessário para despertar o transeunte, face as construções futuras: a Filosofia da Poesia? Extraído de “Ronda Um". Lembra? Então!! Vamos avançar!?

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Preliminar de Mérito

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“Silêncio é potência criativa.”

Jacomini



Vejam o que diz Maeterlinck na obra “O Tesouro dos humildes”:


“Uma verdade oculta é o que nos faz viver. Somos seus escravos inconscientes e MUDOS, e achamo-nos algemados, em quanto ela não aparece. (...) pag 146

 Tudo que se pode dizer não é nada em si.” (pag 147).


A nossa impressão é que, quando fala de instante (ao tatear nas trevas, os últimos de entre nós, por não sei que contra golpe súbito e inexplicável …) o autor fica muito próximo de Bachelard. Bem como, lembra muito a proposta de realizar um estudo e um método de trabalho que conhecemos aqui como ritmanálise. Contudo, ao tomar consciência de todo o texto na relação com a produção intelectual do Professor Laercio da Fonseca surgem várias conexões intelectuais possíveis. Ou seja, a proposta de trabalho de Maeterlinck, Bachelard e Laércio da Fonseca (Professor La La) possuem convergências muito interessantes. Podemos dizer que, tomadas no tempo presente, estão sendo desenvolvidas de forma análoga, salvo as perspectivas particulares eleitas por cada um dos pensadores em tela.


Antes de entrar na página do ensino universitário público e gratuito, vamos avançar um pouco sobre o silêncio. Vejam a transcrição completa do parágrafo eleito para a vossa apreciação:


“Tudo que se pode dizer não é nada em si. Ponde num prato da balança todas as palavras dos grandes sábios e no outro prato a sabedoria inconsciente daquela criança que passa e vereis que Platão, Marco Aurélio, Schopenhauer e Pascal nos revelaram, em nada aumentará os grandes tesouros da inconsciência, porque a criança que se cala é mil vezes mais sábia que Marco Aurélio que fala” (pagina 147-48).


Na sequência surge menção ao filósofo Plotino, ou seja, estamos a trabalhar no terreno da filosofia. Enquanto trabalhamos com a filosofia, todos assistem a transformação (volatização) da universidade pública brasileira. Assistem e calam. O que isso significa? 


Essa poderia ser uma questão central no nosso atual engenho, mas não é, essencialmente, o que viemos aqui dizer. Trabalhamos com filosofia e literatura que são objeto de ensino, pesquisa e extensão dentro da universidade Pública. Em suma, muito em breve, a atual universidade pública gratuita vai deixar de existir. Vejam, não é previsão, pois trata-se  de uma triste constatação. 


Voltando para a filosofia: Maeterlinck argumenta que as verdades mais profundas da vida não são ditas em palavras, mas sentidas no silêncio. Ele defende que a verdadeira comunicação entre as almas ocorre quando as palavras param. Neste sentido, temos o silêncio como “potência reveladora” (Jacomini, 2025). Lembrei de Sri Prem Baba falando: “A fala é apenas um truque”. Em suma, acredito que o texto (Palavra escrita) deve ser avaliado dentro do seu contexto (Cena dramática). A palavra falada surge no plano da retórica que constrói narrativas e encerram estratégias de poder político.



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Alguns pressupostos básicos e elementares



“A Não Poesia é Irmã do silêncio.

 Na sua essência,

 a não poesia é criada

 sem fonemas 

e sem grafia.

 Ganha voz

 e forma

 na medida em que

 o seu autor

 necessita 

compartilhar

 este instante criativo”.

Jacomini



 Há necessidade ainda de apresentarmos uma imagem poética que auxilia a compreensão da matéria. Vamos recorrer ao artista Vitor Ramil que na canção “Estrela - Estrela” trabalha com as “Janelas de Ar”. O que são as tais “Janelas de Ar”? Como definir as janelas de ar? Poderíamos dizer que são aberturas para o infinito? Ou apenas simples analogia para um instrumento artístico que o autor cria para pintar a sua tela musical?


A resposta é (...). Não sabemos exatamente e não buscamos definição lógica para a expressão. Consideramos que obras de arte são criadas para serem apreciadas e não para serem explicadas. Pedimos ao nosso leitor que imagine as “janelas de ar” como uma imagem poética no contexto criativo do seu autor. Mais do que isso: imagine e relacione com o trabalho que estamos a elaborar, ou seja, a teoria tridimensional do silêncio. 


Antes de avançar, acompanhe dois exemplos práticos de não poesia:


A-

Título:

Plasma

Link da publicação

https://jacquesja.blogspot.com/2026/02/plasma.html

A imagem do topo da página é meramente ilustrativa.


B-

Curicaca

Link da publicação

https://jacquesja.blogspot.com/2026/02/curicaca.html

A imagem do topo é meramente ilustrativa.


Acompanhe os tópicos a seguir expostos:

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01


        A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla e correta pela academia; O professor fala muito, enquanto o aluno, passivo, escuta. Levanta o braço, segue o ritual acadêmico e a depender do circuito das predileções dos doutos, ignorado permanece sem direito a voz. A Burocracia estatal e as suas rotinas racionalmente desenvolvidas a exaustão, impedindo a criação do novo e da novidade criam um contexto de perecimento da academia nos moldes e modelos como a conhecemos atualmente. Para aprofundar este tópico seria necessário avaliar o paradoxo observado no Estado moderno entre a burocracia e a democracia, conforme ensina Max Weber em diversos momentos da sua obra. Não o faremos por se tratar apenas da exposição rápida de um tópico que será retomado posteriormente.


02


        A filosofia de Bachelard necessita de voz. A filosofia de Bachelard necessita de vez e de voz. Acreditamos que a filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro (simbolista) de Maeterlinck. A fim de entender o contexto completo do nosso trabalho (onde as janelas de ar são gênero da espécie Silêncio. Genêro único, pois em tese as janelas são todas iguais). O caráter universal da “Teoria Tridimensional do Silêncio” deve ser acessado por meio do trabalho do professor Laércio da Fonseca dentro do “Projeto Terra”. O Estado de Direito organiza a balbúrdia e garante os direitos autorais deste pequeno compêndio, pois diante de tal sorte, somente vai entender o “resumo da ópera” aquele que seguir o seguinte roteiro: Reforma protestante, a ética protestante e o espírito do capitalismo, desencantamento do mundo, burocracia estatal e racionalismo científico na relação com a filosofia e com a arte. Ainda há uma possibilidade de re-encantamento do mundo, conforme a parte final do livro do professor Antônio Flávio Pierucci (Título da obra: o desencantamento do mundo).


03


Omnes Omnia Omnino


Comenius e a sua “Didática Magna” propunham ensinar tudo a todos. Comenius afirmava que a educação deve ser universal, inclusiva e acessível a todos, com o objetivo de formar o ser humano para a vida terrena e a salvação, através de um ensino metódico que parte do simples para o complexo, valoriza a experiência, a natureza e a compreensão profunda, visando o aperfeiçoamento integral do indivíduo, do conhecimento e da sociedade. Comenius é conhecido como o "Pai da Didática Moderna" por sua visão de uma educação reformada, sistemática e humanista, que torna o conhecimento acessível e forma cidadãos completos para o mundo


A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas. Para fins (estritamente) didáticos, propomos trabalhar as três dimensões visíveis. Na medida do necessário, poderemos voltar ao termo, com vistas ao aprofundamento do debate, apresentando as dimensões não reveladas. A depender das liberdades individuais e da estabilidade do regime democrático, bem como das nossas próprias condições físicas e mentais.


Vejam: “Como explicar a Lei Rouanet para quem não internalizou a Lei Áurea”. Wagner Moura, 2024. Ou seja, como avançar sobre a aridez de um deserto onde a desfaçatez virou regra, a ambição campeia solta e a qualidade dos trabalhos respondem apenas ao produtivismo científico, digna lógica capitalista cooptada pela academia. Corremos o risco deste livro ser queimado (deletado) em praça Pública (digital), com emissão de notal oficial, declarando os autores “persona non grata” nos quatro campi  (...)  I. A. de todo o mundo, uni-vos! 


Há um espaço muito exíguo de manobra para a criação livre e os cortes no orçamento vão continuar. Verdade que já deveriam ter sido mais severos em várias rubricas. O que segurou o peso da tesoura foi o fato do presidente ser muito sensível e defensor da área da educação pública. Mas a roda não para e a bancada B. B. B. não vai desistir de novas investidas sobre a educação pública, afinal de contas o agro é pop e o imperialismo ressurge das cinzas com uma fome incrível por pecúnia (aqui e acolá). O que fazer, se não silenciar laboriosamente, criando os meios necessários para a vitória final!?


 Findo os tópicos, passamos para uma tentativa de desenvolver melhor algumas ideias iniciais expostas até o presente momento textual.



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Breve Desenvolvimento:



“A Poesia Residual 

é fonética e

 é gráfica.

 Surge no

 movimento pendular

 (da vontade)

 que ocorre 

a partir do centro

 (silêncio)”.

Jacomini




01


A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla,  correta e efetiva pela academia. Não há espaço regimental para desenvolver o engenho dentro da burocracia estatal, tão pouco interesse intelectual e disposição de vontade para elaborar o termo. É o tipo de especialização que não é bem vindo pelo administrador do sistema.


No sistema formal de ensino há um equívoco monumental: O Silêncio não cria nada, não produz ciência e não oportuniza desenvolvimento científico, conforme os ditames oficiais.


Ao nosso crivo, esta é uma análise estreita e equivocada, de viés desenvolvimentista e evolucionista, pois foca apenas numa espécie de produtivismo de caráter quantitativo. A lógica capitalista está dominando o mundo acadêmico, portanto eles estão corretos, pois operam dentro do sistema ao qual devem obediência (formal e material).


O tipo de estudo que estamos a desenvolver só pode ser realizado aqui, extra-muros institucionais e sem financiamento público e ou privado. 



02


A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck


Bachelard segue sendo corrompido pela pedagogia tradicional que está comprometida com o processo de privatização da educação pública brasileira. Dentro da academia tradicional, Bachelard é visto apenas como mais um autor a ser trabalhado no programa de ensino X previsto para ser desenvolvido no semestre Y. 


O que é dito ali? Bachelard é apresentado como um epistemólogo (ou fenomenólogo) e o estudante responde: Sim senhor! Sim senhora! (quero ir embora)


Enquanto o foco for a formação acadêmica que visa o preparo do jovem apenas para o mercado de trabalho, não se cria nada de novo.


A academia tradicional é uma espécie de “Instituição Total” (GOFFMAN, 1982). A “Classe Dirigente” (GOFFMAN, 1982) cobra disciplina e obediência do aluno e não abre mão da dinâmica da hierarquia (muito semelhante aos militares convivendo dentro de um quartel).


Ninguém cria nada com medo do superior hierárquico. Ninguém cria nada dentro do sistema de ensino desenvolvimentista. A obediência cega e restrita é muito comum em mosteiros, conventos e outras instituições totais. O ensino superior adotou este sistema que está vigente desde a santa inquisição até os dias atuais. Os trabalhos acadêmicos criados neste contexto de total inexistência de liberdade criativa são limitados, toscos e de viés esquizofrênico. Dito de outra forma, o trabalho de conclusão de curso tradicional tendem a ser cópia da cópia, que foi também ao seu tempo cópia da cópia (salvo raras exceções). Enfim, A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck e para tanto o estudante necessita de liberdade para criar a sua própria jornada universitária.



03


A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas.


A fim de facilitar o entendimento, a luz de outros especialistas, criamos a denominação “Teoria tridimensional do silêncio”, quando a mesma possui mais de três dimensões. Avalie o engenho como um recurso didático necessário (Ou tipo ideal a la Weber).


Na medida em que você avançar no entendimento da questão, vai verificar que estamos a construir engenho inédito, bem estruturado e necessário para os que buscam mais do que diplomas universitários.


O que pedimos no presente momento é paciência e confiança, pois havermos de entregar aquilo que está contido no embrião. Não foi fácil construir a T. T. S. e ela Não está (totalmente) pronta.


Para todos aqueles que não tem interesse em filosofia e literatura, muito obrigado por acompanhar até aqui. Pode desembarcar sem medo. Voltaremos a nos encontrar em outras oportunidades. Abraço.


Curicaca


 


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- Curicaca -

N. P.


Em tempo:

A imagem do topo da página não possui relação direta com "Curicaca" N. P.

Plasma e Curicaca são dois exemplos de "Não Poesia" assim como estão sendo trabalhadas na "Teoria Tri dimensional do silêncio". As imagens estão relacionadas a um contexto de trabalho específico, onde deve se considerar que os neuro divergentes possuem as suas necessidades especiais, donde destaca-se a de trabalhar com um ambiente visual sempre que possível. 

Plasma

 




- Plasma -


N. P.



Em tempo

Referente ao recurso imagético da página:


        O retículo endoplasmático (RE) é uma organela membranosa nas células eucariontes, dividida em rugoso (com ribossomos) e liso (sem), atuando como uma rede de transporte, síntese de proteínas e lipídios, detoxificação celular e armazenamento de cálcio. O RER sintetiza proteínas, enquanto o REL produz lipídios e esteroides. 



Escritoterapia

 




"Eu 

eu não

 eu não sei


 e_s_c_r_e_v_e_r."


Jacó Pequeno

A Leitura Social da Novela das Oito


 


Artista

S

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Estatuto do Índio: tensões, permanências e temporalidades


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Por que isso ocorre?


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

chove chuva


 


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(de N_gar)


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está a operar.


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Cehnário

Drama_t_u_r(GIA).


E Você, aguardando os BS

D 1 E D _autcrico_c_ver_is_D_Dem_cr_hia


Ação Social

 






AÇÃO SOCIAl

    

    Ao referir o termo "Ação Social" em Weber, remete-se a um comportamento humano em que o agente ou agentes o relacionem a um sentido subjetivo. 

    Exemplo:

    Uma piscadela de olhos, gesto que sinaliza alguma coisa, é um comportamento que tem um sentido para quem o praticou. É diferente de um tique nervoso que faz alguém piscar os olhos automaticamente, sem que nenhum sentido seja atribuído a esse ato (Gertz).

Saiba mais em

https://flaylosofia.blogspot.com/2018/06/max-weber-1864-1920_3.html        


domingo, 22 de fevereiro de 2026

Gomercindo da Silva Pacheco (notícia de 2006)

 







Notícia de 2006, quando houve uma exposição de Guma na sede do poder legislativo da capital (Porto Alegre RS), donde extraímos as informações a seguir expostas:




GUMA



        Esculturas de Guma (Gomercindo da Silva Pacheco) estão reunidas na exposição que pode ser visitada até 27 de abril no Saguão do Salão Adel Carvalho da Câmara Municipal de Porto Alegre. O artista, de 82 anos, mostra personagens que retratam o universo campeiro, como gaiteiros, gaúchos, peões, mulheres grávidas, cavalos e touros. São peças em madeira, terracota e bronze, materiais que aprendeu a moldar no Instituto de Artes da Ufrgs, onde ingressou em 1944, e obteve o apoio de mestres como Fernando Corona e Clébio Sória.


        Nascido em Tapes (RS), em 1924, Guma mora desde 1942 em Porto Alegre. Na Capital, descobriu o talento para a arte.Buscou inspiração em suas raízes, produzindo obras-primas, nascidas nas “fontes límpidas do popular” (Armindo Trevisan, 1977). Seus seres são atarracados, telúricos, plantados no chão, de saga simples e anônimos, simbolizando com candura o biotipo espiritual e físico de uma raça, escreveu o falecido Walmir Ayala, também poeta e crítico de arte.


        Guma tem extenso currículo de exposições individuais e coletivas no Estado e em capitais como São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba. Expôs também no Uruguai e conta com trabalhos em acervos no Exterior. Em 2005, foi o único artista gaúcho convidado a participar do 1º Festival de Cultura do Mercosul, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis.

O Professor Weber


 



O Professor Weber


        A trajetória profissional do professor Weber inicia com a advocacia. Mas ele não parou de estudar e segue aprofundando as suas investigações científicas e inquietações intelectuais. Essa é a trajetória de vida que leva-o para conquistar um espaço no magistério de nível superior na Alemanha.

        Durante seu período como professor universitário, Weber dedicou-se ao ensino da economia e cultura jurídica. Como professor de economia, ele passa a orientar alunos interessados em história da economia. Fato que propiciou um maior aprofundamento do próprio Weber na matéria que inicia a escrever textos avulsos (artigos) publicados em periódicos acadêmicos. O aprimoramento deste trabalho torna-se o embrião da primeira parte do texto que conhecemos hoje com o título: A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

        A atividade intelectual do professor Weber era muito intensa e ele não parava de pesquisar, além da atividade do magistério de nível superior. Ele lia e escrevia o tempo todo, além disso desenvolvia ainda a advocacia e o estudo do direito constitucional. A economia seguia avançando, sempre com o foco na história da economia. Dentre os trabalhos, também publicou um texto introdutório chamado "A bolsa", para divulgar e promover o entendimento do funcionamento econômico do capital financeiro.

        A área dos direitos humanos gera determinada aproximação do professor Weber com a teologia social. Neste ínterim, surge a oportunidade de realizar a pesquisa empírica de Weber na região do Leste do rio Elba. Analisando processo migratório de poloneses na fronteira da Alemanha, Weber destacou as tendências da introdução do capitalismo no campo e deu especial atenção às consequências políticas daquele processo. Aplicando diversos questionários e levantando inúmeros dados ele concluiu que o acelerado processo de modernização econômica da Alemanha estava minando a estrutura de poder da classe dirigente: a aristocracia agrária (denominada de classe Junker). Tal visão foi especialmente apresentada em uma Aula Inaugural pronunciada em 1895 e denominada O Estado Nacional e a Política Econômica. Neste período Weber notabilizou-se como um dos grandes especialistas de questões e problemas agrários, refletindo sobre as consequências com os reflexos do capitalismo na esfera rural.

        Profundamente envolvido com a vida acadêmica, além das demais atividades citadas anteriormente, a produção de Weber sofre uma interrupção a partir de 1897 devido a necessidade de realizar um tratamento de saúde.

        É somente depois desta fase que a produção sociológica de Weber começa a delinear-se com as feições que conhecemos hoje: “Economia Cultural”. A sua viagem aos Estados Unidos da América influencia bastante um momento da sua carreira intelectual que pode ser visualizada com a leitura da segunda parte da obra denominada: A ética protestante e o espírito do capitalismo.


Certitudo Salutis

 





        Weber analisou a certitudo salutis no Puritanismo como um motor para a racionalização da vida, onde o crente agia com intensa atividade profissional (ética protestante) para comprovar sua eleição.


Base 

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Antônio Flávio Pierucci

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Escrita

 


Maquiavel e Weber

 





O que há de comum entre Maquiavel e Weber? Distância transacional?



A nossa proposta aqui é pensar um pouco sobre uma sugestão do professor Gabriel Cohn que fala sobre a relação entre Maquiavel e Weber, bem como sobre a obra: Educação sem distância (Romero Tori - USP).

Marcos Borges (UNIVESP) pergunta para Romero Tori (USP): Qual a diferença entre o ensino superior presencial e a educação a distância?

Vejam os senhores. Estamos apenas a introduzir um parêntese: a UNIVESP no Rio Grande do Sul é possível? Quem sabe algo como  UNIUFRGS? Vamos voltar para a Alemanha!?

A relação entre Nicolau Maquiavel e Max Weber baseia-se no realismo político, onde ambos desvinculam a moral privada da política, focando na lógica do poder e no uso da força pelo Estado. Weber desenvolve o conceito de "ética da responsabilidade", ecoando a necessidade maquiaveliana de ações justificadas pelos resultados e pela preservação do Estado. 

O professor Cohn propôs a relação supra, mas não pousa sobre um ponto-chave da relação que é o “Realismo Político". Ou seja,ambos analisam a política como ela é (baseada em fatos e poder), e não como deveria ser (idealizada).

Weber, em "A Política como Vocação", distingue a ética da convicção da ética da responsabilidade (mais pragmática), o que se alinha à separação de Maquiavel entre a moral individual e a necessidade do príncipe de agir contra a moral para manter o estado.

Weber define o Estado como o detentor do uso legítimo da violência, conceito que ecoa a visão de Maquiavel sobre a necessidade de força para governar.

Em suma, a ideia de que o Estado possui sua própria "razão" ou moralidade (segurança coletiva) que difere da moral individual, central em Maquiavel, é incorporada por Weber na ética da responsabilidade. Enquanto Maquiavel foca na virtù do governante para conquistar e manter o poder, Weber sistematiza o conceito no contexto de dominação racional-legal e vocação política moderna. 

Concluímos que trata-se de uma relação interessante e possível, mas isso não é tudo, pois é necessário avançar no presencial e no EAD. O que é Escola do futuro na USP?

A Escola do Futuro da USP (formalmente NACE - Núcleo de Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação) é um centro de pesquisa, cultura e extensão da Universidade de São Paulo, fundado em 1989. O núcleo foca em incluir tecnologias digitais (TICs) na educação, formar professores e promover inclusão digital, com pioneirismo em metodologias ativas e ambientes virtuais.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Idade Média (Guildas)


 




Economia e religião (religiosidade): Guildas


        A nossa intenção não é trazer a biografia de Weber, mas de esclarecer que o estudo da “vida intelectual” do jurista alemão desagua na “Economia Cultural”.

        A minha memória anda meio “malemolente", mas ainda consigo lembrar desta aula, quando o professor Milton Bins lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial). Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores). Elas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        As principais características das corporações de Ofício (Guildas) estavam relacionadas com a regulação do Mercado. Ou seja, va de regra, as guildas controlavam rigorosamente a produção, estabelecendo padrões de qualidade, quantidades produzidas e preços dos produtos para evitar concorrência desleal.

        Ainda não tinhamos a divisão social do trabalho (clássica), mas havia determinada hierarquia de Trabalho. O funcionamento das oficinas baseava-se em três níveis:

Mestre: O proprietário da oficina e especialista.

Oficial (ou Companheiro): Artesão experiente que recebia salário.

Aprendiz: Jovem em treinamento que recebia moradia e comida, mas não salário.

        As corporações protegiam os artesãos locais contra produtos vindos de fora da cidade e contra membros que burlassem as regras da associação. Bem como, havia uma organização relacionada com a religião católica e os santos padroeiros. Cada ofício (ferreiros, tecelões, padeiros, etc.) possuía seu próprio santo padroeiro, refletindo a forte religiosidade da época. Importante lembrar que versamos no período histórico anterior a reforma protestante, portanto essa é a base que Weber vai reter (intelectualmente) para, posteriormente realizar os seus estudos comparativos entre católicos e protestantes.

        Devemos destacar ainda que as corporações detinham o monopólio da produção em sua cidade, garantindo que apenas membros autorizados pudessem vender certos produtos. Enfim, essas organizações (guildas) foram fundamentais no renascimento comercial e urbano da Idade Média, atuando também na vida social e política da cidade.

        A minha memória as vezes falha, mas ainda consigo lembrar do fundamental: Weber não era sociólogo. O professor Milton Bins que lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial) também era um jurista interessado em história. Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores).

    A experiência do noviço na graduação é muito estranha. Ele demora a destravar e esquecer que não está mais no ensino médio. Mas vai avançando e logo entende que as guildas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        No próximo encontro vamos trabalhar a transição da guilda medieval para o capitalismo (comercial). O que significa dizer que Weber encanta a todos com o seu trabalho técnico e preciso. Encantou o professor Milton Bins e me encantou. Espero que encante a você também que pode seguir conosco e acompanhar as publicações na sequência. Inclusive sobre o "desencantamento do mundo".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Tese de Doutorado de Max Weber


 




A tese de doutorado de Max Weber


       A história e o direito são irmãs, disse, certa feita, um magistrado que lecionava na Universidade Metodista. Ele acrescentou ainda que os acadêmicos que vislumbravam a carreira da magistratura deveriam estudar história. Algumas dicas pontuais valem mais do que uma aula inteira. Eu sempre curti história, tanto que historiei: "Os Primórdios da História da Santa Isabel". Weber, idem.

      Max Weber era um intelectual dedicado ao direito, mas também curtia história. Mas qual ramo da história? Hoje sabemos que ele enxergou a história econômica como elo do direito e decidiu investir o seu tempo em uma pesquisa sobre a história das companhias comerciais na Idade Média. Ele investigava as conexões entre o direito e a economia na época em que realizou o seu doutorado.

      A sua pesquisa demonstrava que a história das companhias comerciais na idade média estava intrinsecamente ligada ao renascimento comercial e urbano ocorrido na Baixa Idade Média (séculos XI a XIII), quando a economia europeia superou o modelo de subsistência feudal e retomou as trocas de longa distância. Ele descobriu que estas companhias evoluíram de associações familiares simples para complexas sociedades de capital, impulsionando o surgimento do capitalismo moderno. 

    Weber investigou as origens e a evolução das "Companhias" Familiares (Séc. XI-XII) e percebeu que, Inicialmente, as companhias surgiram como parcerias entre membros de uma família ou mercadores da mesma cidade, com o objetivo de compartilhar riscos e custos de viagens perigosas. A commenda italiana era uma forma precoce, onde um investidor financiava o mercador que viajava. Com a ampliação da demanda e o progresso das cidades, o renascimento comercial no século XI permitiu que artesãos e mercadores se organizassem. O renascimento comercial (séculos XI-XIII) foi um processo que atingiu a sociedade europeia em vários níveis, marcando o fim do modelo feudal de produção.

        Antes de buscar os aspectos da religião, Weber pesquisava a economia na relação com o direito. Devemos lembrar que atualmente existe um ramo do direito que é chamado de direito empresarial. As ciências econômicas possuem uma relação forte com as ciências jurídicas e as investigações científicas da área extrapolam o plano normativo. Voltando ao doutorado de Weber, é possível perceber que ele vai nos primórdios da economia para entender, por exemplo, as feiras medievais.

        As companhias comerciais utilizavam grandes eventos, como as feiras de Champagne, para vender tecidos, peles, sedas e especiarias trazidas do Oriente (Bizâncio). Ele busca entender tamém o que são as associações de Ofício, pois além das companhias mercantis, surgiram as corporações de ofício (guildas), que defendiam interesses de artesãos, organizavam oficinas (aprendiz, oficial, mestre) e exerciam poder jurisdicional interno.

        As companhias funcionavam através da cooperação, muitas vezes com forte influência religiosa e inspiradas na estrutura familiar. A união das oficinas de uma mesma categoria formava a corporação, que tinha um padroeiro (ou patrono). Ao nosso ver, está aqui a virada de chave para Weber começar a encarar os aspectos culturais com mais atenção na sua pesquisa. O fenômeno religioso na relação com a economia passaria a ser uma constante na investigação científica weberiana. Mas Weber era um economista, além de jurista, portanto pesquisava também os instrumentos financeiros deste período histórico. Neste sentido, conclui que, com o crescimento da economia, surgiram novas técnicas comerciais como letras de câmbio, seguros marítimos e o uso de dinheiro/cambistas, entre outros. 

        Ademais, sob o ponto de vista da geo-política, Weber estuda também o Domínio Italiano (Cidades-Estado Italianas) que, a partir do século X, dominaram o comércio mediterrâneo, negociando especiarias, escravos e artigos de luxo com o mundo árabe. Merecem destaque Veneza e Jenova. Enquanto os italianos focavam em produtos de alto valor, o norte da Europa desenvolveu comércio de bens de consumo, como a lã inglesa enviada para a Bélgica (Flandres). 

        No final da Idade Média (século XV), as feiras declinaram devido ao aumento da disponibilidade de mercadorias e mudanças no comércio, mas as técnicas desenvolvidas pelas companhias, como a contabilidade de partidas dobradas e os bancos, pavimentaram o caminho para a era mercantilista e as grandes navegações. 

    No período em que se dedicava para o seu doutorado, Weber não avança mais para além desta parte da história: as grandes navegações. Mas ele encontra esta conexão entre a economia e a religião que vai marcar toda a sua trajetória intelectual. Poderíamos dizer que desde a descoberta desta conexão entre economia e religião, nasce a sua opção por seguir investigando e pesquisando por um campo do conhecimento científico que denominamos de “Economia Cultural” (em detrimento de uma economia política).


kapitalismus

 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Capitalismo avançado




Hochkapitalismus 


        A que tipo de capitalismo estamos a falar, quando temos por cenário a Capital Velha?


Vide

Nota de pé da página número 01

Versa sobre a confissão religiosa e estratificação social.

Obra

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Autor

Max Weber



=== +++ ===


Beruf

pagina 72


Adam Smith

pagina 73







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

travesseiro macio


 


"Ein gutes gewissen ist ein sanftes ruhekissen".

Ditado popular. Cultura alemão.

Extraído do livro:

A Ética protestante e o espírito do capitalismo.

Max Weber

 

        "Ein gutes Gewissen ist ein sanftes Ruhekissen" é um provérbio alemão que se traduz aproximadamente para "Uma consciência limpa é uma almofada macia". É uma expressão que significa que uma pessoa que vive honestamente e sem culpa dorme melhor e vive com mais paz de espírito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Perfumes


 


"Os perfumes,

que são as jóias desse ar

que nos faz viver,

não o adornam sem razão.

(...)

Tudo no espaço deve ter o seu perfume,

ainda imperceptível,

a própria réstia do luar,

o murmurio da água,

a nuvem que paira,

o sorriso do firmamento azul, 

(...)"


Maurice Maeterlinck

A Inteligência das Flores

páginas 105/106

A protegida da princesa


 



A Protegida da Princesa



        O Carnaval deste ano promete fortes emoções. Colocando em destaque uma entidade cultural registrada no ofício como: A Sociedade Beneficente Cultural Filantrópica Protegidos da Princesa (Isabel), conhecida popularmente como Protegidos da Princesa.

        A Protegida da Princesa é uma tradicional escola de samba brasileira. Ela não está só, existem outras semelhantes, pois a pesquisa encontrou também uma agremiação com nome semelhante em Florianópolis. Contudo, a escola de destaque em desfiles recentes é a de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que participa do Carnaval de Porto Alegre. 

        A fundação da entidade ocorreu em 24 de novembro de 1969 na cidade de Novo Hamburgo. Elegeu as cores: Verde, vermelho e branco. A sua localização, segundo os registros do ofício, é Bairro Rondônia, Novo Hamburgo (Complexo Cultural Protegidos).

        A edição do Carnaval 2026 traz novidades. A escola anunciou o samba-enredo "A Alquimia da Existência – Protegidos pela Magia dos Quatro Elementos" que deverá colorir ainda mais os desfiles de 2026 no complexo do Porto Seco. Porto Alegre já conhece a protegida da princesa e sabe que a agremiação é conhecida por trazer temas enredos que exploram mitologia, natureza e cultura, sendo uma força na região do Vale dos Sinos. 

        A escola tem como símbolo uma coroa que representa a realeza. Enfim, a entidade declara que busca destacar a resistência pela cultura e pela arte, e os seus desfiles sempre encantam a platéia e os espectadores que participam do evento na capital dos gaúchos.

        Vejam

    Em Florianópolis (SC), há entidade homônima, donde extraímos os dados abaixo expostos:  







G.C.E.R.E.S Os Protegidos da Princesa - CARNAVAL 2026


Enredo: 14 de Maio O Dia Que Ainda Não Acabou
Carnavalesco: Paulinho Trindade 
Intérprete: Lú Astral


✍️ Compositores: JADSON FRAGA, RAFAEL TUBINO, DIEGO BODÃO, JUNINHO ZUAÇÃO, JACSON DO CAVACO, ANDREI ALEMÃO E DEZINHO DO CAVACO


Letra do Samba 👇


O PASSADO NÃO SE APAGARÁ
COM A TINTA USADA NESSAS SUAS LEIS NÃO ME VENHA COM PROMESSAS VÃS MEU SANGUE É NOBRE, TEM FORÇA DE REIS A ALMA NÃO SERÁ ESCRAVIZADA E A LIBERDADE SEGUIRÁ MEU PENSAMENTO CLAMA POR JUSTIÇA E IGUALDADE
RESISTE A TANTO SOFRIMENTO
EM TODO MAIO, NÃO HÁ COMEMORAÇÃO TUA VERGONHA NÃO ACABOU COM A OPRESSÃO


CICATRIZES EU CARREGO AS CORRENTES, EU QUEBREI MINHAS MÃOS FAZEM A PRECE...
SÓ EU SEI O QUE PASSEI...
PROMETERAM O FIM DE TODA A AGONIA, LIVRES DE QUE? JURO, EU NÃO SABIA!


MAS O MEU CAMINHO, FUI TRAÇANDO EM BUSCA DE UM NOVO AMANHÃ
NA MÃE BAIANA
FÉ NOS OXIRÁS
ÈPA BÀBÁ! SALUBÁ NANÃ!
FAÇO ARTE, GUARDO VIVA A MEMÓRIA MEU BATUQUE É HISTÓRIA MINHA GLÓRIA É O DIA-A-DIA CABEÇA ERGUIDA, ENTRE BECOS E VIELAS SIGO EM FRENTE, A CORAGEM É MINHA ARMA SOU RESISTÊNCIA QUE NÃO CANSA DE LUTAR...
TEM QUE RESPEITAR!


VAI RENASCER A ESPERANÇA DO QUILOMBO MOCOTÓ, MINHA HERANÇA ESSA LUTA É DE TODOS NÓS!
PROTEGIDOS DA PRINCESA, VOCÊ É A NOSSA VOZ!


(PROTEGIDOS DA PRINCESA, NINGUÉM CALA NOSSA VOZ!)


#magianegoquirido #carnaval2026 #osprotegidosdaprincesa



https://www.youtube.com/watch?v=enXYUUbe3kk



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O que diria Weber sobre o Caso Orelha?


 




Max Weber e o “Caso Orelha”


        A grande repercussão social do “Caso Orelha” nos impele para um esforço de estudo e análise em Max Weber.

       A grande questão em Weber, segundo a nossa perspectiva analítica é a relação entre burocracia e democracia. Weber não era otimista, quanto ao futuro. Ele dizia que a sociedade capitalista estaria aprisionada em uma "jaula de ferro" (ou "clausura de aço"). Ou seja, a busca incessante pelo lucro e pela eficiência técnica leva a uma sociedade onde a alma é substituída pela especialização burocrática, resultando em "especialistas sem espírito". 

        Devemos destacar ainda que Weber mencionou a possibilidade de uma "luta convulsa de todos contra todos" ao final dessa evolução, onde a violência se torna uma forma de preencher o vazio deixado pela falta de sentido. Veja que interessante. Parece que este caminho de análise auxilia os que buscam entender o que ocorreu com Orelha.

    A grosso modo, podemos referir que a racionalização cria um mundo onde o homem comum usa tecnologia que não entende e vive no "provisório", gerando uma constante agitação que pode se manifestar em desumanidade e crueldade gratuita. 

    Weber sugeriria que, sem um renascimento de ideais ou "novos profetas", a sociedade caminha para um estado de petrificação moral, onde atos de barbárie são enfrentados apenas com mais burocracia legal, sem que se recupere a empatia ou o respeito pelo valor intrínseco da vida. Satisfação pela sua presença conosco neste espaço.

        Acompanhe o nosso blog. Aguarde pelas novas publicações e veja a riqueza do conhecimento científico em Max Weber.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Viamão


 

Prezados


    Esse calor está insuportável. Difícil de criar novidades para o público leitor. Contudo, temos a felicidade de já ter produzido um "bocado" de "Livro e Literatura" em Porto Isabel.

    A fim de vencer a tortura deste verão escaldante, vamos de mais letras (a imagem acima é meramente ilustrativa_cachoeirinha do Morro Santa).

    Acabei de criar uma página específica aqui no blog jacquesja. Ela vai dedicada para um livro inteiro que foi criado no modo físico e, posteriormente, digitalizado. Vamos deixar o link aqui para você acompanhar o trabalho que foi criado no início deste século.


https://jacquesja.blogspot.com/p/blog-page.html


    Acompanhe abaixo um vislumbre rápido sobre a obra (vai que pode auxiliar algum candidato no próximo pleito eleitoral).



Viamão


TEXTOS DE

JACQUES JACOMINI

VIAMÃO

Viamão

FICHA CATALOGRÁFICA


JACOMINI, Jaques Xavier. Viamão: Ed. AAPC / CESAJO, 2001.


1. História do Brasil; 2. História do Rio Grande do Sul; 3. Historia de Viamão; 4. Antropologia Social







Todos os Direitos desta edição estão reservados ao autor e entidades associadas.

Publicação da ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DA CULTURA DE VIAMÃO (AAPC) e

CENTRO DE ESTUDOS SOCIAIS E ANTROPOLÓGICOS JERÔNIMO DE ORNELAS (CESAJO)

Av. Liberdade – Santa Isabel - Viamão – RS




Apresentação


        Viamão (a presente obra) é um arranjo de diversos textos produzidos em diferentes momentos da minha vida, no transcurso dos últimos anos vividos aqui na velha capital dos gaúchos. Dentre estes textos alguns foram apresentados em jornais locais na forma de artigo, outros não saíram do âmbito do gabinete de trabalho e o último foi apresentado na academia, onde obtive o título de especialista em Antropologia Social.

        Viamão (a cidade) está como pano de fundo para quase toda a minha obra, portanto esta publicação leva o nome da Cidade. Local vivido, estudado e pensado nas três últimas décadas por este que apresenta a sua própria obra.

        Relendo os textos produzidos, percebi que são bastante atuais e necessitavam de uma “nova chance” de figurar entre nós, agora para um cenário mais amplo. Percebo, também que denotam nitidamente um momento muito específico da minha trajetória de produção intelectual, portanto, muito em breve, deve surgir outras construções bem diferenciadas.

        Nesta publicação o leitor encontrará inicialmente o desenvolvimento de alguns temas originários da área de Antropologia. Em seguida, apresento aspectos da história e da cultura viamonenses, com espaço para algumas das atividades realizadas pelas entidades em que atuamos. Decidi inserir uma monografia que traz um estudo comparativo entre duas importantes localidades (ou centros urbanos) importantes da Cidade de Viamão. E, no final, como que para relaxar, deixo falar a imaginação proética (prosa + poética), apresentando algumas construções do gênero.



LINK

https://jacquesja.blogspot.com/p/blog-page.html


domingo, 8 de fevereiro de 2026

Indianidade portoalegrense

 





Prezados

        Passaremos a publicar segmentos da etnografia que realizamos com os povos originários no Estado do Rio Grande do Sul.

        O texto é extenso, razão pela qual vai ser apresentado em "trechos" e devem acompanhar, sempre que possível, as imagens, iconografias e outros elementos não textuais.

        Trata-se de trabalho acadêmico apresentado na Universidade (Com U maiúsculo).

        Estão vedadas, conforme legislação vigente, o emprego comercial do conteúdo aqui publicado.

        A reprodução para fins didáticos e/ou educacionais serão autorizados, mediante a solicitação prévia onde deve constar a autoria do trabalho. 

        Boa Leitura!

        A imagem acima é meramente ilustrativa e vai sendo publicada com o intuito de divulgar o nosso trabalho na plataforma de conteúdos videográficos (You Tube).


Fique agora com um extrato do novo livro sobre a Santa Isabel:


A Isabel



Ronda Um (Tributo)



Primavera 2022



Jacques Jacomini















Ficha Catalográfica elaborada por CESAJO:



Título Original da Obra:



A Isabel - Ronda Um (Tributo)



Autor: Jacques Jacomini



Co-autor: Berenice Jacomini



Viamão, 11 de novembro de 2021.



Imagens de Jacques Jacomini.



Todos os direitos autorais da obra estão reservados aos autores.



Proibida a reprodução do original por qualquer meio reprográfico sem a prévia autorização dos detentores de direito autoral. Reservados os direitos dos textos, imagens, expressões idiomática autorais e demais peças criativas da presente obra literária, conforme legislação vigente.  



















Prefácio







A obra que vai ser exposta nesta tela surge da necessidade existencial (nossa) de manter o diálogo convosco. Diálogo este iniciado no século passado, quando da publicação do compêndio denominado: "Os Primórdios da História da Santa Isabel" (AAPC - CESAJO).



Aquelas "notícias" levadas ao conhecimento do isabelense atento, ainda hoje segue sendo e fluindo como esforço uno e irretratável de algo/alguém igualmente especial, onde é possível perceber que sujeito e objeto apresentam-se amalgamados (a revelia dos ensinamentos kantianos clássicos).



A crença (e consciência) de que somos cidadãos de uma cidade sem autonomia político-administrativa vai ficando cada vez mais forte e regular, pois se acumulam os elementos de prova (materiais e imateriais) colhidos ao londo do processo de estudo, pesquisa e análise do "objeto".



A Cidade de Santa Isabel é uma realidade tangível e palpável. Vejam, por exemplo, a presença do Arizinho (Ari Rodrigues) na RBS TV, programa "Jornal do Almoço". Isabelense nato  com grande talento para as artes que cunhou aquele refrão muito conhecido entre os nossos iguais: "Hey de ver a Lua brilhar, iluminar o nosso pavilhão, de mãos dadas vamos cantar, sou da Vila faz tempo e ninguém vai nos separar".



A presença deste artista no principal meio de comunicação social do Estado do Rio Grande do Sul (onde já esteve em outras oportunidades), de grande visibilidade e prestígio na imprensa regional e nacional, posteriormente retransmitida por diversos meios de comunicação digitais independentes (rede social, you tube, etc), demonstra o que temos afirmado desde o século passado: A Isabel possui vida própria, possui história singular, dinâmica citadina e urbanidade digna de nota. A Isabel está presente aqui e acolá, demonstrando a sua pujança e riqueza, seja ela na área da cultural, da economia. Enfim, vivemos na Cidade de Santa Isabel. Isto é um fato inegável.



A presente obra vai escrita para quem compartilha conosco desta realidade, mas também para aqueles que ainda não despertaram para a nossa tese de observador atento que vive e estuda a região. A Cidade vai sendo delineada ali nos canteiros centrais da Avenida Liberdade, no troco de papel moeda surrado na mão do quitandeiro da esquina da Liberdade com a Barão do Belém, no passar do transeunte não nominado que cruza a Rua Nova com a Rua Triângulo. No fluxo intenso de veículos automotores na Lisboa, Walter Jobim e Medianeira.  As feições, as cores, os odores deste locus mais do que especial são a nossa tinta na pintura a ser apresentada no miolo deste trabalho. Acompanhe e boa leitura!









ISABEL







A Isabel, assim como a nossa própria vida, é redonda!



O que nos traz até aqui é tão somente a necessidade de registrar o tempo e o espaço vivido, quando da experiência de ter a oportunidade de participar e contribuir com o processo de construção da nossa cidade.



A nossa cidade é o melhor lugar do mundo para ser e para estar no presente momento. Afirmativa que vai desprovida de qualquer sentimento de desdém ou desprezo para com as demais cidades entre aquelas que vivemos ou poderíamos ter vivido por um período ou parcela de tempo.



A "Ronda Um" nada mais é do que um movimento racional sobre sentimentos, sensações e percepções acerca do Ser e do Estar em Isabel. Do (e da ) percepção pessoal de um arranjo rítmico (ritmo, ritmanálise, Bachelard) que se altera e se apresenta por hora rumo a um processo de extinção.