sábado, 28 de fevereiro de 2026

As palavras

 




As Palavras


As palavras 

são barcos que

 naufragam na margem,

Enquanto a alma navega

 em águas sem som.

Não me fales do mundo, 

dessa pálida imagem,

Onde o grito

 é apenas um eco

 sem tom.

No silêncio ativo,

 a verdade desperta,

Como um lírio

 que cresce

 sob o gelo do luar.

Toda porta fechada

 é uma alma aberta,

Para quem sabe,

 mudo,

 apenas escutar.

Pois o que é dito

 morre ao tocar o vento,

E o que calamos

 vive na eternidade.

O silêncio é o templo,

 o ouro do momento,

A única voz

 da nossa própria verdade.


a ciencia

 




A ciência é a arte

de colocar

você

dentro de uma

Caixa.

C

a

i

Xão.

Quando você

acorda

e diz:

eu quero sair!

o cientista

Mor 

Declara:

Perdi a chave.

ou seja, 

império

de 

não 

verdades.


Jacópequeno.com

Pepe Escobar


 






A Guerra Continua


Vocẽ percebe 

que

muitos daqueles 

"desacreditados"

 pelo sistema

são alvos

de "verdades"

tão duvidosas

quanto 

aquelas contidas 

nas "denuncias"?


Enfim,

enquanto você carregar

animais mortos

no estomago

vai

estar

perdendo

"guerra".


guerra

 




a guerra

dia

a dia

dia

sim

dia

nao

R_z_...


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Literatura


 


Literatura é um texto vivo.

Se,

expremer

e nao

sair

SUCO

s

a

n

g

u

e

 não é literatura.

Sinto muito,

senhora,

academia.

A tua vontade

BUROCRÁTICA

é apenas

RAZÃO.

Não sai da mão

de artista.

Não tem suco.

Não tem essência.

Essencial é viver.

Jogos de Poder (...)

Jazígo

e

ou calabouço.

BLZ




Escrever

 




Escrever


Escrever 

   é a vontade

     de fluir

       na letra.


Livro e literatura.

jacquesja@zaz.com,br

Recurso imagético:

Joquim.


A Protegida da Princesa (Parte II)



 



A Protegida da Princesa (Parte II)



        A página que vai denominada nos presentes termos é criada para convidar você a pensar sobre o evento cultural: Carnaval fora de época.

        Qual é a tese de trabalho?

        Devemos (todos) cumprir as regras sociais, obedecer o ordenamento jurídico e cumprir as obrigações do calendário oficial de eventos da cidade, bem como da República (de um modo geral).

        O Direito a educação e a cultura é matéria constitucional. O Estado de Direito vive (convive) na relação respeitosa e harmônica com o Estado Teocrático. Portanto, cremos que o carnaval fora de época é uma excrescência. Dito de outra forma, o carnaval fora de época não se amolda aos valores e princípios norteadores da sociedade contemporânea capitalista.

        Detalhe: segundo a pesquisa que realizamos na rede mundial de computadores, o calendário oficial de eventos de Porto Alegre para 2026 destaca o Carnaval de Rua no período de 14 a 17/02.  Seguimos “navegando” nos links relacionados e não encontramos referência nos canais digitais da municipalidade sobre o evento que vai ocorrer neste final de semana na capital dos gaúchos. Ou seja, há boa intenção da nossa parte em tentar entender a dinâmica social em tela.

        Ademais, verdade que a composição deste breve texto suscitou outras tantas reflexões sobre o Estado de Direito e o próprio sistema de governo e a forma de governo. Obviamente que não é o caso de avançar na matéria, afinal de contas ainda é carnaval, o estilista fugiu com as fantasias e estamos no meio de um pleito eleitoral (eleição suplementar na velha capital). Mas o professor Milton Bins, especialista em Max Weber, pode contribuir conosco. De forma didática, é importante salientar que a forma de governo (República ou monarquia) não é o mesmo que sistema de governo. Sistema de Governo é a relação entre Poder Executivo e Poder Legislativo.

    Alguns foliões ainda voltam, volta e meia, ao debate: Presidencialismo ou  Parlamentarismo? Portanto, devemos lembrar que o Brasil foi uma monarquia entre 1822 e 1889, governado por D. Pedro I e D. Pedro II com poder hereditário, antes de se tornar uma república presidencialista com a proclamação em 15 de novembro de 1889, liderada por Deodoro da Fonseca. A mudança marcou a transição de um sistema centralizado no monarca para um federalismo, impulsionado por tensões militares, questões religiosas e o fim da escravidão. E por falar em saudade, existe uma diferença abissal entre a protegida (da princesa) e a protetora. Os carnavais se sucedem, mesmo fora do calendário oficial, os parlamentares vão as vias de fato (Brasília) e a TV Câmara suprimiu parte da dinâmica da última sessão legislativa (Capital velha). Presidencialismo ou parlamentarismo? Vamos reabrir o debate? Beleza!?










quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Em busca da terra do nunca


 



Em busca da Terra do Nunca



Acompanhe o conto biográfico sobre o período em que o escritor J. M. Barrie conviveu com uma viúva e seus quatro filhos. O episódio deu origem à narrativa original do clássico "Peter Pan", que surgiu inicialmente como uma peça cujo roteiro fala sobre as aventuras de um grupo de crianças que não têm vontade de crescer. Com o sucesso de seu trabalho, Barrie vê o carinho e a amizade para com a família alcançar um nível que jamais imaginou.

Data de lançamento: 4 de fevereiro de 2005 (Brasil)

Diretor: Marc Forster

Prêmios: Oscar de Melhor Trilha Sonora Original

Duração: 1h 46m

Autor: Allan Knee

Roteiro: David Magee




T. T. S.



 





A Teoria tridimensional do Silêncio (T. T. S.)



    A intimidade subjetiva mais pura é silenciosa e desprovida de sonoridade, pois parte de instante uno que pode vir a ser som. Ou seja, pode ganhar desdobramentos positivados em sinais sonoros. Enquanto isso, vivemos o império da letra e o letramento é uma necessidade social imposta pelo ordenamento jurídico.

    O direito ao silêncio é matéria constitucional, pois ninguém é obrigado a produzir prova contra si (vide o código de processo penal). Devemos lembrar ainda que o jargão popular diz: quem cala, consente. No entanto, o silêncio na situação de depoimento do réu não pode ser interpretado como confissão do delito. Mais do que isso, pois a  confissão do investigado não é prova, ou seja, a produção de prova (processo penal) não se encerra com a confissão do acusado. E por falar em sistema de justiça criminal, todos os documentos devem ser produzidos na língua oficial: português.

    Sempre que houver a necessidade de transladar para outros sistemas de língua (estrangeira), é necessário a inclusão de tradutor juramentado previamente inscrito no tribunal. Ou seja, verifica-se que o ordenamento jurídico possui padrão normativo previamente estabelecido para trabalharmos com a palavra, bem como para nos relacionarmos com o silêncio, mas isso não é tudo.

    A inteligência artificial não sabe o que significa a expressão “Teoria Tridimensional do Silêncio” (T. T. S.), portanto nós temos que abastecer o sistema informatizado com o conceito que segue (auxiliar o interessado na matéria):

       A T. T. S. estuda a relação do ser humano com a sua essência mais íntima. A subjetividade humana não cabe em si e extrapola os limites da matéria densa, quando não plasmada em palavras, silencia. Mas mesmo em silêncio comunica, interage e produz provas. Relação, intensão, potencia criativa muito conhecida na poesia. Mas, além da poesia (e da prosa), devemos acrescentar a não poesia e a poesia residual.

    O conceito de poesia já está gravado no sistema literário. Falta gravar o conceito de “Não Poesia” e o conceito de “Poesia Residual”. Esse é o nosso engenho no presente momento: demonstrar que a poesia é chão e a poesia residual é fruto, enquanto a não poesia é aroma. O livro e a literatura passam a ser lidos como uma linda árvore que merece ser abraçada, amada e vivida em sua plenitude, pois possui vida própria.

     Enlevo de poeta? Talvez sim (ou não).

    O certo é que a academia está intoxicada de economia política e estamos a escrever uma nova página: Economia Cultural. O exercício do poder político deságua na pena de prisão, fulcro do sistema de justiça criminal (Estado=violência legítima, Weber). O exercício da potencia criativa, através da literatura deságua na poesia que acrescida da poesia residual e da não poesia dá origem a um novo sistema que pode ser apreciado através da T. T. S.

 

        Página gerada sem a utilização (direta e/ou indireta) de ferramenta informatizada do tipo inteligência artificial.

 


Para saber mais, segue o adendo:



“Uma verdade oculta é o que nos faz viver. Somos seus escravos inconscientes e MUDOS, e achamo-nos algemados, em quanto ela não aparece. (...) pag 146


 Tudo que se pode dizer não é nada em si.” (pag 147).


Maeterlinck na obra “O Tesouro dos humildes”:





quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A Teoria tri dimensional do silêncio


 







A Teoria Tridimensional do Silêncio



“Uma verdade oculta

é o que nos faz viver”.

Maurice Maeterlinck

O Tesouro dos humildes



        Dedicamos estas breves linhas para Gomercindo da Silva Pacheco. Guma nasceu e morreu no Rio Grande do Sul (Brasil). Não navegou oceanos, mas a sua obra ganhou o mundo, dado o seu talento e maestria com as esculturas em madeira. A arte era a sua vida diuturnamente. Não possui currículo na plataforma Lates, pois bebia em fontes diversas, sendo autônomo e desvinculado de ritos acadêmicos clássicos. Infelizmente, ainda é lembrado como leigo ou servente pelos que não leram o seu talento de forma correta. A sua alma mater: Instituto de Belas Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

.

 ..

...

        A Teoria tridimensional do Silêncio é um exercício intelectual, criativo, autônomo e inovador que busca se desvincular (na medida do possível e do necessário) de ritos e rituais acadêmicos tradicionais (usualmente vivenciados no Brasil). Os autores clássicos estão presentes, mas isso não é tudo. Lembra, (?) quando escrevemos: (?) Acuidade que acusou movimento circular, bem como ritmo necessário para despertar o transeunte, face as construções futuras: a Filosofia da Poesia? Extraído de “Ronda Um". Lembra? Então!! Vamos avançar!?

.

..

...

Preliminar de Mérito

.

..

“Silêncio é potência criativa.”

Jacomini



Vejam o que diz Maeterlinck na obra “O Tesouro dos humildes”:


“Uma verdade oculta é o que nos faz viver. Somos seus escravos inconscientes e MUDOS, e achamo-nos algemados, em quanto ela não aparece. (...) pag 146

 Tudo que se pode dizer não é nada em si.” (pag 147).


A nossa impressão é que, quando fala de instante (ao tatear nas trevas, os últimos de entre nós, por não sei que contra golpe súbito e inexplicável …) o autor fica muito próximo de Bachelard. Bem como, lembra muito a proposta de realizar um estudo e um método de trabalho que conhecemos aqui como ritmanálise. Contudo, ao tomar consciência de todo o texto na relação com a produção intelectual do Professor Laercio da Fonseca surgem várias conexões intelectuais possíveis. Ou seja, a proposta de trabalho de Maeterlinck, Bachelard e Laércio da Fonseca (Professor La La) possuem convergências muito interessantes. Podemos dizer que, tomadas no tempo presente, estão sendo desenvolvidas de forma análoga, salvo as perspectivas particulares eleitas por cada um dos pensadores em tela.


Antes de entrar na página do ensino universitário público e gratuito, vamos avançar um pouco sobre o silêncio. Vejam a transcrição completa do parágrafo eleito para a vossa apreciação:


“Tudo que se pode dizer não é nada em si. Ponde num prato da balança todas as palavras dos grandes sábios e no outro prato a sabedoria inconsciente daquela criança que passa e vereis que Platão, Marco Aurélio, Schopenhauer e Pascal nos revelaram, em nada aumentará os grandes tesouros da inconsciência, porque a criança que se cala é mil vezes mais sábia que Marco Aurélio que fala” (pagina 147-48).


Na sequência surge menção ao filósofo Plotino, ou seja, estamos a trabalhar no terreno da filosofia. Enquanto trabalhamos com a filosofia, todos assistem a transformação (volatização) da universidade pública brasileira. Assistem e calam. O que isso significa? 


Essa poderia ser uma questão central no nosso atual engenho, mas não é, essencialmente, o que viemos aqui dizer. Trabalhamos com filosofia e literatura que são objeto de ensino, pesquisa e extensão dentro da universidade Pública. Em suma, muito em breve, a atual universidade pública gratuita vai deixar de existir. Vejam, não é previsão, pois trata-se  de uma triste constatação. 


Voltando para a filosofia: Maeterlinck argumenta que as verdades mais profundas da vida não são ditas em palavras, mas sentidas no silêncio. Ele defende que a verdadeira comunicação entre as almas ocorre quando as palavras param. Neste sentido, temos o silêncio como “potência reveladora” (Jacomini, 2025). Lembrei de Sri Prem Baba falando: “A fala é apenas um truque”. Em suma, acredito que o texto (Palavra escrita) deve ser avaliado dentro do seu contexto (Cena dramática). A palavra falada surge no plano da retórica que constrói narrativas e encerram estratégias de poder político.



--- --- === === --- ---



Alguns pressupostos básicos e elementares



“A Não Poesia é Irmã do silêncio.

 Na sua essência,

 a não poesia é criada

 sem fonemas 

e sem grafia.

 Ganha voz

 e forma

 na medida em que

 o seu autor

 necessita 

compartilhar

 este instante criativo”.

Jacomini



         Há necessidade ainda de apresentarmos uma imagem poética que auxilia a compreensão da matéria. Vamos recorrer ao artista Vitor Ramil que na canção “Estrela - Estrela” trabalha com as “Janelas de Ar”. O que são as tais “Janelas de Ar”? Como definir as janelas de ar? Poderíamos dizer que são aberturas para o infinito? Ou apenas simples analogia para um instrumento artístico que o autor cria para pintar a sua tela musical?


A resposta é (...). Não sabemos exatamente e não buscamos definição lógica para a expressão. Consideramos que obras de arte são criadas para serem apreciadas e não para serem explicadas. Pedimos ao nosso leitor que imagine as “janelas de ar” como uma imagem poética no contexto criativo do seu autor. Mais do que isso: imagine e relacione com o trabalho que estamos a elaborar, ou seja, a teoria tridimensional do silêncio. 


Antes de avançar, acompanhe dois exemplos práticos de não poesia:


A-

Título:

Plasma

Link da publicação

https://jacquesja.blogspot.com/2026/02/plasma.html

A imagem do topo da página é meramente ilustrativa.


B-

Curicaca

Link da publicação

https://jacquesja.blogspot.com/2026/02/curicaca.html

A imagem do topo é meramente ilustrativa.


C-

Brado

Link da publicação

https://jacquesja.blogspot.com/2026/03/brado.html

A imagem do topo é meramente ilustrativa.



Antes de avançar, acompanhe um exemplo práticos de poesia residual:

No centro da página onde consta a imagem de caminho rodeado de vegetação-

texto:

Paz

Os caminhos estão descansando ...

Autor: Mário Quintana

Título: O melhor de Mário Quintana

Coletânea organizada por Armindo Trevisan

Detalhe:

Para nossa teoria é poesia residual, mas para o próprio autor apenas poesia, entendeu?



Acompanhe os tópicos a seguir expostos:

.

..

...

01


        A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla e correta pela academia; O professor fala muito, enquanto o aluno, passivo, escuta. Levanta o braço, segue o ritual acadêmico e a depender do circuito das predileções dos doutos, ignorado permanece sem direito a voz. A Burocracia estatal e as suas rotinas racionalmente desenvolvidas a exaustão, impedindo a criação do novo e da novidade criam um contexto de perecimento da academia nos moldes e modelos como a conhecemos atualmente. Para aprofundar este tópico seria necessário avaliar o paradoxo observado no Estado moderno entre a burocracia e a democracia, conforme ensina Max Weber em diversos momentos da sua obra. Não o faremos por se tratar apenas da exposição rápida de um tópico que será retomado posteriormente.


02


        A filosofia de Bachelard necessita de voz. A filosofia de Bachelard necessita de vez e de voz. Acreditamos que a filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro (simbolista) de Maeterlinck. A fim de entender o contexto completo do nosso trabalho (onde as janelas de ar são gênero da espécie Silêncio. Genêro único, pois em tese as janelas são todas iguais). O caráter universal da “Teoria Tridimensional do Silêncio” deve ser acessado por meio do trabalho do professor Laércio da Fonseca dentro do “Projeto Terra”. O Estado de Direito organiza a balbúrdia e garante os direitos autorais deste pequeno compêndio, pois diante de tal sorte, somente vai entender o “resumo da ópera” aquele que seguir o seguinte roteiro: Reforma protestante, a ética protestante e o espírito do capitalismo, desencantamento do mundo, burocracia estatal e racionalismo científico na relação com a filosofia e com a arte. Ainda há uma possibilidade de re-encantamento do mundo, conforme a parte final do livro do professor Antônio Flávio Pierucci (Título da obra: o desencantamento do mundo).


03


Omnes Omnia Omnino


Comenius e a sua “Didática Magna” propunham ensinar tudo a todos. Comenius afirmava que a educação deve ser universal, inclusiva e acessível a todos, com o objetivo de formar o ser humano para a vida terrena e a salvação, através de um ensino metódico que parte do simples para o complexo, valoriza a experiência, a natureza e a compreensão profunda, visando o aperfeiçoamento integral do indivíduo, do conhecimento e da sociedade. Comenius é conhecido como o "Pai da Didática Moderna" por sua visão de uma educação reformada, sistemática e humanista, que torna o conhecimento acessível e forma cidadãos completos para o mundo


A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas. Para fins (estritamente) didáticos, propomos trabalhar as três dimensões visíveis. Na medida do necessário, poderemos voltar ao termo, com vistas ao aprofundamento do debate, apresentando as dimensões não reveladas. A depender das liberdades individuais e da estabilidade do regime democrático, bem como das nossas próprias condições físicas e mentais.


Vejam: “Como explicar a Lei Rouanet para quem não internalizou a Lei Áurea”. Wagner Moura, 2024. Ou seja, como avançar sobre a aridez de um deserto onde a desfaçatez virou regra, a ambição campeia solta e a qualidade dos trabalhos respondem apenas ao produtivismo científico, digna lógica capitalista cooptada pela academia. Corremos o risco deste livro ser queimado (deletado) em praça Pública (digital), com emissão de notal oficial, declarando os autores “persona non grata” nos quatro campi  (...)  I. A. de todo o mundo, uni-vos! 


Há um espaço muito exíguo de manobra para a criação livre e os cortes no orçamento vão continuar. Verdade que já deveriam ter sido mais severos em várias rubricas. O que segurou o peso da tesoura foi o fato do presidente ser muito sensível e defensor da área da educação pública. Mas a roda não para e a bancada B. B. B. não vai desistir de novas investidas sobre a educação pública, afinal de contas o agro é pop e o imperialismo ressurge das cinzas com uma fome incrível por pecúnia (aqui e acolá). O que fazer, se não silenciar laboriosamente, criando os meios necessários para a vitória final!?


 Findo os tópicos, passamos para uma tentativa de desenvolver melhor algumas ideias iniciais expostas até o presente momento textual.



=== ==== ====



Breve Desenvolvimento:



“A Poesia Residual 

é fonética e

 é gráfica.

 Surge no

 movimento pendular

 (da vontade)

 que ocorre 

a partir do centro

 (silêncio)”.

Jacomini




01


A potência do silêncio ainda não foi investigada de forma ampla,  correta e efetiva pela academia. Não há espaço regimental para desenvolver o engenho dentro da burocracia estatal, tão pouco interesse intelectual e disposição de vontade para elaborar o termo. É o tipo de especialização que não é bem vindo pelo administrador do sistema.


No sistema formal de ensino há um equívoco monumental: O Silêncio não cria nada, não produz ciência e não oportuniza desenvolvimento científico, conforme os ditames oficiais.


Ao nosso crivo, esta é uma análise estreita e equivocada, de viés desenvolvimentista e evolucionista, pois foca apenas numa espécie de produtivismo de caráter quantitativo. A lógica capitalista está dominando o mundo acadêmico, portanto eles estão corretos, pois operam dentro do sistema ao qual devem obediência (formal e material).


O tipo de estudo que estamos a desenvolver só pode ser realizado aqui, extra-muros institucionais e sem financiamento público e ou privado. 



02


A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck


Bachelard segue sendo corrompido pela pedagogia tradicional que está comprometida com o processo de privatização da educação pública brasileira. Dentro da academia tradicional, Bachelard é visto apenas como mais um autor a ser trabalhado no programa de ensino X previsto para ser desenvolvido no semestre Y. 


O que é dito ali? Bachelard é apresentado como um epistemólogo (ou fenomenólogo) e o estudante responde: Sim senhor! Sim senhora! (quero ir embora)


Enquanto o foco for a formação acadêmica que visa o preparo do jovem apenas para o mercado de trabalho, não se cria nada de novo.


A academia tradicional é uma espécie de “Instituição Total” (GOFFMAN, 1982). A “Classe Dirigente” (GOFFMAN, 1982) cobra disciplina e obediência do aluno e não abre mão da dinâmica da hierarquia (muito semelhante aos militares convivendo dentro de um quartel).


Ninguém cria nada com medo do superior hierárquico. Ninguém cria nada dentro do sistema de ensino desenvolvimentista. A obediência cega e restrita é muito comum em mosteiros, conventos e outras instituições totais. O ensino superior adotou este sistema que está vigente desde a santa inquisição até os dias atuais. Os trabalhos acadêmicos criados neste contexto de total inexistência de liberdade criativa são limitados, toscos e de viés esquizofrênico. Dito de outra forma, o trabalho de conclusão de curso tradicional tendem a ser cópia da cópia, que foi também ao seu tempo cópia da cópia (salvo raras exceções). Enfim, A filosofia de Bachelard necessita ser lida na relação com o teatro de Maeterlinck e para tanto o estudante necessita de liberdade para criar a sua própria jornada universitária.



03


A teoria tridimensional do silêncio possui, ao fim e ao cabo, mais dimensões que as descritas.


A fim de facilitar o entendimento, a luz de outros especialistas, criamos a denominação “Teoria tridimensional do silêncio”, quando a mesma possui mais de três dimensões. Avalie o engenho como um recurso didático necessário (Ou tipo ideal a la Weber).


Na medida em que você avançar no entendimento da questão, vai verificar que estamos a construir engenho inédito, bem estruturado e necessário para os que buscam mais do que diplomas universitários.


O que pedimos no presente momento é paciência e confiança, pois havermos de entregar aquilo que está contido no embrião. Não foi fácil construir a T. T. S. e ela Não está (totalmente) pronta.


Para todos aqueles que não tem interesse em filosofia e literatura, muito obrigado por acompanhar até aqui. Pode desembarcar sem medo. Voltaremos a nos encontrar em outras oportunidades. Abraço.


Curicaca


 


.

..

...

- Curicaca -

N. P.


Em tempo:

A imagem do topo da página não possui relação direta com "Curicaca" N. P.

Plasma e Curicaca são dois exemplos de "Não Poesia" assim como estão sendo trabalhadas na "Teoria Tri dimensional do silêncio". As imagens estão relacionadas a um contexto de trabalho específico, onde deve se considerar que os neuro divergentes possuem as suas necessidades especiais, donde destaca-se a de trabalhar com um ambiente visual sempre que possível. 

Plasma

 




- Plasma -


N. P.



Em tempo

Referente ao recurso imagético da página:


        O retículo endoplasmático (RE) é uma organela membranosa nas células eucariontes, dividida em rugoso (com ribossomos) e liso (sem), atuando como uma rede de transporte, síntese de proteínas e lipídios, detoxificação celular e armazenamento de cálcio. O RER sintetiza proteínas, enquanto o REL produz lipídios e esteroides. 



Escritoterapia

 




"Eu 

eu não

 eu não sei


 e_s_c_r_e_v_e_r."


Jacó Pequeno

A Leitura Social da Novela das Oito


 


Artista

S

    e

        r

            v

                 e 

                     n 

                          t

                              e



S   e   r   v     d   o   r


(...)


A


L

e

i

t

u

r

a


S

o

c

i

a

l


d

a


N_o_v_e_l_o


d

a

s


O

i

t

o


L_u_m_e


Estatuto do Índio: tensões, permanências e temporalidades


a

i

d

a


n

a

o


f

o

i


i

n

d_e_x


Por que isso ocorre?


terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

chove chuva


 


CH

CHV

SHUVA


H

O

V

E


Sem

Parar

(de N_gar)


C

H

U

V

A


O sist

de J 

C

está a operar.


Cen

Cehnário

Drama_t_u_r(GIA).


E Você, aguardando os BS

D 1 E D _autcrico_c_ver_is_D_Dem_cr_hia


Ação Social

 






AÇÃO SOCIAl

    

    Ao referir o termo "Ação Social" em Weber, remete-se a um comportamento humano em que o agente ou agentes o relacionem a um sentido subjetivo. 

    Exemplo:

    Uma piscadela de olhos, gesto que sinaliza alguma coisa, é um comportamento que tem um sentido para quem o praticou. É diferente de um tique nervoso que faz alguém piscar os olhos automaticamente, sem que nenhum sentido seja atribuído a esse ato (Gertz).

Saiba mais em

https://flaylosofia.blogspot.com/2018/06/max-weber-1864-1920_3.html        


domingo, 22 de fevereiro de 2026

Gomercindo da Silva Pacheco (notícia de 2006)

 







Notícia de 2006, quando houve uma exposição de Guma na sede do poder legislativo da capital (Porto Alegre RS), donde extraímos as informações a seguir expostas:




GUMA



        Esculturas de Guma (Gomercindo da Silva Pacheco) estão reunidas na exposição que pode ser visitada até 27 de abril no Saguão do Salão Adel Carvalho da Câmara Municipal de Porto Alegre. O artista, de 82 anos, mostra personagens que retratam o universo campeiro, como gaiteiros, gaúchos, peões, mulheres grávidas, cavalos e touros. São peças em madeira, terracota e bronze, materiais que aprendeu a moldar no Instituto de Artes da Ufrgs, onde ingressou em 1944, e obteve o apoio de mestres como Fernando Corona e Clébio Sória.


        Nascido em Tapes (RS), em 1924, Guma mora desde 1942 em Porto Alegre. Na Capital, descobriu o talento para a arte.Buscou inspiração em suas raízes, produzindo obras-primas, nascidas nas “fontes límpidas do popular” (Armindo Trevisan, 1977). Seus seres são atarracados, telúricos, plantados no chão, de saga simples e anônimos, simbolizando com candura o biotipo espiritual e físico de uma raça, escreveu o falecido Walmir Ayala, também poeta e crítico de arte.


        Guma tem extenso currículo de exposições individuais e coletivas no Estado e em capitais como São Paulo, Rio, Brasília e Curitiba. Expôs também no Uruguai e conta com trabalhos em acervos no Exterior. Em 2005, foi o único artista gaúcho convidado a participar do 1º Festival de Cultura do Mercosul, no Museu de Arte de Santa Catarina, em Florianópolis.

O Professor Weber


 



O Professor Weber


        A trajetória profissional do professor Weber inicia com a advocacia. Mas ele não parou de estudar e segue aprofundando as suas investigações científicas e inquietações intelectuais. Essa é a trajetória de vida que leva-o para conquistar um espaço no magistério de nível superior na Alemanha.

        Durante seu período como professor universitário, Weber dedicou-se ao ensino da economia e cultura jurídica. Como professor de economia, ele passa a orientar alunos interessados em história da economia. Fato que propiciou um maior aprofundamento do próprio Weber na matéria que inicia a escrever textos avulsos (artigos) publicados em periódicos acadêmicos. O aprimoramento deste trabalho torna-se o embrião da primeira parte do texto que conhecemos hoje com o título: A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

        A atividade intelectual do professor Weber era muito intensa e ele não parava de pesquisar, além da atividade do magistério de nível superior. Ele lia e escrevia o tempo todo, além disso desenvolvia ainda a advocacia e o estudo do direito constitucional. A economia seguia avançando, sempre com o foco na história da economia. Dentre os trabalhos, também publicou um texto introdutório chamado "A bolsa", para divulgar e promover o entendimento do funcionamento econômico do capital financeiro.

        A área dos direitos humanos gera determinada aproximação do professor Weber com a teologia social. Neste ínterim, surge a oportunidade de realizar a pesquisa empírica de Weber na região do Leste do rio Elba. Analisando processo migratório de poloneses na fronteira da Alemanha, Weber destacou as tendências da introdução do capitalismo no campo e deu especial atenção às consequências políticas daquele processo. Aplicando diversos questionários e levantando inúmeros dados ele concluiu que o acelerado processo de modernização econômica da Alemanha estava minando a estrutura de poder da classe dirigente: a aristocracia agrária (denominada de classe Junker). Tal visão foi especialmente apresentada em uma Aula Inaugural pronunciada em 1895 e denominada O Estado Nacional e a Política Econômica. Neste período Weber notabilizou-se como um dos grandes especialistas de questões e problemas agrários, refletindo sobre as consequências com os reflexos do capitalismo na esfera rural.

        Profundamente envolvido com a vida acadêmica, além das demais atividades citadas anteriormente, a produção de Weber sofre uma interrupção a partir de 1897 devido a necessidade de realizar um tratamento de saúde.

        É somente depois desta fase que a produção sociológica de Weber começa a delinear-se com as feições que conhecemos hoje: “Economia Cultural”. A sua viagem aos Estados Unidos da América influencia bastante um momento da sua carreira intelectual que pode ser visualizada com a leitura da segunda parte da obra denominada: A ética protestante e o espírito do capitalismo.


Certitudo Salutis

 





        Weber analisou a certitudo salutis no Puritanismo como um motor para a racionalização da vida, onde o crente agia com intensa atividade profissional (ética protestante) para comprovar sua eleição.


Base 

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Antônio Flávio Pierucci

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A Escrita

 


Maquiavel e Weber

 





O que há de comum entre Maquiavel e Weber? Distância transacional?



A nossa proposta aqui é pensar um pouco sobre uma sugestão do professor Gabriel Cohn que fala sobre a relação entre Maquiavel e Weber, bem como sobre a obra: Educação sem distância (Romero Tori - USP).

Marcos Borges (UNIVESP) pergunta para Romero Tori (USP): Qual a diferença entre o ensino superior presencial e a educação a distância?

Vejam os senhores. Estamos apenas a introduzir um parêntese: a UNIVESP no Rio Grande do Sul é possível? Quem sabe algo como  UNIUFRGS? Vamos voltar para a Alemanha!?

A relação entre Nicolau Maquiavel e Max Weber baseia-se no realismo político, onde ambos desvinculam a moral privada da política, focando na lógica do poder e no uso da força pelo Estado. Weber desenvolve o conceito de "ética da responsabilidade", ecoando a necessidade maquiaveliana de ações justificadas pelos resultados e pela preservação do Estado. 

O professor Cohn propôs a relação supra, mas não pousa sobre um ponto-chave da relação que é o “Realismo Político". Ou seja,ambos analisam a política como ela é (baseada em fatos e poder), e não como deveria ser (idealizada).

Weber, em "A Política como Vocação", distingue a ética da convicção da ética da responsabilidade (mais pragmática), o que se alinha à separação de Maquiavel entre a moral individual e a necessidade do príncipe de agir contra a moral para manter o estado.

Weber define o Estado como o detentor do uso legítimo da violência, conceito que ecoa a visão de Maquiavel sobre a necessidade de força para governar.

Em suma, a ideia de que o Estado possui sua própria "razão" ou moralidade (segurança coletiva) que difere da moral individual, central em Maquiavel, é incorporada por Weber na ética da responsabilidade. Enquanto Maquiavel foca na virtù do governante para conquistar e manter o poder, Weber sistematiza o conceito no contexto de dominação racional-legal e vocação política moderna. 

Concluímos que trata-se de uma relação interessante e possível, mas isso não é tudo, pois é necessário avançar no presencial e no EAD. O que é Escola do futuro na USP?

A Escola do Futuro da USP (formalmente NACE - Núcleo de Novas Tecnologias de Comunicação Aplicadas à Educação) é um centro de pesquisa, cultura e extensão da Universidade de São Paulo, fundado em 1989. O núcleo foca em incluir tecnologias digitais (TICs) na educação, formar professores e promover inclusão digital, com pioneirismo em metodologias ativas e ambientes virtuais.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Idade Média (Guildas)


 




Economia e religião (religiosidade): Guildas


        A nossa intenção não é trazer a biografia de Weber, mas de esclarecer que o estudo da “vida intelectual” do jurista alemão desagua na “Economia Cultural”.

        A minha memória anda meio “malemolente", mas ainda consigo lembrar desta aula, quando o professor Milton Bins lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial). Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores). Elas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        As principais características das corporações de Ofício (Guildas) estavam relacionadas com a regulação do Mercado. Ou seja, va de regra, as guildas controlavam rigorosamente a produção, estabelecendo padrões de qualidade, quantidades produzidas e preços dos produtos para evitar concorrência desleal.

        Ainda não tinhamos a divisão social do trabalho (clássica), mas havia determinada hierarquia de Trabalho. O funcionamento das oficinas baseava-se em três níveis:

Mestre: O proprietário da oficina e especialista.

Oficial (ou Companheiro): Artesão experiente que recebia salário.

Aprendiz: Jovem em treinamento que recebia moradia e comida, mas não salário.

        As corporações protegiam os artesãos locais contra produtos vindos de fora da cidade e contra membros que burlassem as regras da associação. Bem como, havia uma organização relacionada com a religião católica e os santos padroeiros. Cada ofício (ferreiros, tecelões, padeiros, etc.) possuía seu próprio santo padroeiro, refletindo a forte religiosidade da época. Importante lembrar que versamos no período histórico anterior a reforma protestante, portanto essa é a base que Weber vai reter (intelectualmente) para, posteriormente realizar os seus estudos comparativos entre católicos e protestantes.

        Devemos destacar ainda que as corporações detinham o monopólio da produção em sua cidade, garantindo que apenas membros autorizados pudessem vender certos produtos. Enfim, essas organizações (guildas) foram fundamentais no renascimento comercial e urbano da Idade Média, atuando também na vida social e política da cidade.

        A minha memória as vezes falha, mas ainda consigo lembrar do fundamental: Weber não era sociólogo. O professor Milton Bins que lecionou sobre as Guildas (tema geral era a transição da economia medieval para o capitalismo comercial) também era um jurista interessado em história. Ele falava nas corporações que são conhecidas como Guildas (ou corporações de ofício/mercadores).

    A experiência do noviço na graduação é muito estranha. Ele demora a destravar e esquecer que não está mais no ensino médio. Mas vai avançando e logo entende que as guildas foram associações de artesãos ou comerciantes que surgiram na Europa medieval (especialmente a partir do século XI) com o objetivo de proteger interesses locais, regular a produção, fixar preços e garantir a qualidade dos produtos nas cidades. 

        No próximo encontro vamos trabalhar a transição da guilda medieval para o capitalismo (comercial). O que significa dizer que Weber encanta a todos com o seu trabalho técnico e preciso. Encantou o professor Milton Bins e me encantou. Espero que encante a você também que pode seguir conosco e acompanhar as publicações na sequência. Inclusive sobre o "desencantamento do mundo".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A Tese de Doutorado de Max Weber


 




A tese de doutorado de Max Weber


       A história e o direito são irmãs, disse, certa feita, um magistrado que lecionava na Universidade Metodista. Ele acrescentou ainda que os acadêmicos que vislumbravam a carreira da magistratura deveriam estudar história. Algumas dicas pontuais valem mais do que uma aula inteira. Eu sempre curti história, tanto que historiei: "Os Primórdios da História da Santa Isabel". Weber, idem.

      Max Weber era um intelectual dedicado ao direito, mas também curtia história. Mas qual ramo da história? Hoje sabemos que ele enxergou a história econômica como elo do direito e decidiu investir o seu tempo em uma pesquisa sobre a história das companhias comerciais na Idade Média. Ele investigava as conexões entre o direito e a economia na época em que realizou o seu doutorado.

      A sua pesquisa demonstrava que a história das companhias comerciais na idade média estava intrinsecamente ligada ao renascimento comercial e urbano ocorrido na Baixa Idade Média (séculos XI a XIII), quando a economia europeia superou o modelo de subsistência feudal e retomou as trocas de longa distância. Ele descobriu que estas companhias evoluíram de associações familiares simples para complexas sociedades de capital, impulsionando o surgimento do capitalismo moderno. 

    Weber investigou as origens e a evolução das "Companhias" Familiares (Séc. XI-XII) e percebeu que, Inicialmente, as companhias surgiram como parcerias entre membros de uma família ou mercadores da mesma cidade, com o objetivo de compartilhar riscos e custos de viagens perigosas. A commenda italiana era uma forma precoce, onde um investidor financiava o mercador que viajava. Com a ampliação da demanda e o progresso das cidades, o renascimento comercial no século XI permitiu que artesãos e mercadores se organizassem. O renascimento comercial (séculos XI-XIII) foi um processo que atingiu a sociedade europeia em vários níveis, marcando o fim do modelo feudal de produção.

        Antes de buscar os aspectos da religião, Weber pesquisava a economia na relação com o direito. Devemos lembrar que atualmente existe um ramo do direito que é chamado de direito empresarial. As ciências econômicas possuem uma relação forte com as ciências jurídicas e as investigações científicas da área extrapolam o plano normativo. Voltando ao doutorado de Weber, é possível perceber que ele vai nos primórdios da economia para entender, por exemplo, as feiras medievais.

        As companhias comerciais utilizavam grandes eventos, como as feiras de Champagne, para vender tecidos, peles, sedas e especiarias trazidas do Oriente (Bizâncio). Ele busca entender tamém o que são as associações de Ofício, pois além das companhias mercantis, surgiram as corporações de ofício (guildas), que defendiam interesses de artesãos, organizavam oficinas (aprendiz, oficial, mestre) e exerciam poder jurisdicional interno.

        As companhias funcionavam através da cooperação, muitas vezes com forte influência religiosa e inspiradas na estrutura familiar. A união das oficinas de uma mesma categoria formava a corporação, que tinha um padroeiro (ou patrono). Ao nosso ver, está aqui a virada de chave para Weber começar a encarar os aspectos culturais com mais atenção na sua pesquisa. O fenômeno religioso na relação com a economia passaria a ser uma constante na investigação científica weberiana. Mas Weber era um economista, além de jurista, portanto pesquisava também os instrumentos financeiros deste período histórico. Neste sentido, conclui que, com o crescimento da economia, surgiram novas técnicas comerciais como letras de câmbio, seguros marítimos e o uso de dinheiro/cambistas, entre outros. 

        Ademais, sob o ponto de vista da geo-política, Weber estuda também o Domínio Italiano (Cidades-Estado Italianas) que, a partir do século X, dominaram o comércio mediterrâneo, negociando especiarias, escravos e artigos de luxo com o mundo árabe. Merecem destaque Veneza e Jenova. Enquanto os italianos focavam em produtos de alto valor, o norte da Europa desenvolveu comércio de bens de consumo, como a lã inglesa enviada para a Bélgica (Flandres). 

        No final da Idade Média (século XV), as feiras declinaram devido ao aumento da disponibilidade de mercadorias e mudanças no comércio, mas as técnicas desenvolvidas pelas companhias, como a contabilidade de partidas dobradas e os bancos, pavimentaram o caminho para a era mercantilista e as grandes navegações. 

    No período em que se dedicava para o seu doutorado, Weber não avança mais para além desta parte da história: as grandes navegações. Mas ele encontra esta conexão entre a economia e a religião que vai marcar toda a sua trajetória intelectual. Poderíamos dizer que desde a descoberta desta conexão entre economia e religião, nasce a sua opção por seguir investigando e pesquisando por um campo do conhecimento científico que denominamos de “Economia Cultural” (em detrimento de uma economia política).


kapitalismus

 


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Capitalismo avançado




Hochkapitalismus 


        A que tipo de capitalismo estamos a falar, quando temos por cenário a Capital Velha?


Vide

Nota de pé da página número 01

Versa sobre a confissão religiosa e estratificação social.

Obra

A Ética Protestante e o espírito do capitalismo.

Autor

Max Weber



=== +++ ===


Beruf

pagina 72


Adam Smith

pagina 73







segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

travesseiro macio


 


"Ein gutes gewissen ist ein sanftes ruhekissen".

Ditado popular. Cultura alemão.

Extraído do livro:

A Ética protestante e o espírito do capitalismo.

Max Weber

 

        "Ein gutes Gewissen ist ein sanftes Ruhekissen" é um provérbio alemão que se traduz aproximadamente para "Uma consciência limpa é uma almofada macia". É uma expressão que significa que uma pessoa que vive honestamente e sem culpa dorme melhor e vive com mais paz de espírito.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Perfumes


 


"Os perfumes,

que são as jóias desse ar

que nos faz viver,

não o adornam sem razão.

(...)

Tudo no espaço deve ter o seu perfume,

ainda imperceptível,

a própria réstia do luar,

o murmurio da água,

a nuvem que paira,

o sorriso do firmamento azul, 

(...)"


Maurice Maeterlinck

A Inteligência das Flores

páginas 105/106

A protegida da princesa


 



A Protegida da Princesa



        O Carnaval deste ano promete fortes emoções. Colocando em destaque uma entidade cultural registrada no ofício como: A Sociedade Beneficente Cultural Filantrópica Protegidos da Princesa (Isabel), conhecida popularmente como Protegidos da Princesa.

        A Protegida da Princesa é uma tradicional escola de samba brasileira. Ela não está só, existem outras semelhantes, pois a pesquisa encontrou também uma agremiação com nome semelhante em Florianópolis. Contudo, a escola de destaque em desfiles recentes é a de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, que participa do Carnaval de Porto Alegre. 

        A fundação da entidade ocorreu em 24 de novembro de 1969 na cidade de Novo Hamburgo. Elegeu as cores: Verde, vermelho e branco. A sua localização, segundo os registros do ofício, é Bairro Rondônia, Novo Hamburgo (Complexo Cultural Protegidos).

        A edição do Carnaval 2026 traz novidades. A escola anunciou o samba-enredo "A Alquimia da Existência – Protegidos pela Magia dos Quatro Elementos" que deverá colorir ainda mais os desfiles de 2026 no complexo do Porto Seco. Porto Alegre já conhece a protegida da princesa e sabe que a agremiação é conhecida por trazer temas enredos que exploram mitologia, natureza e cultura, sendo uma força na região do Vale dos Sinos. 

        A escola tem como símbolo uma coroa que representa a realeza. Enfim, a entidade declara que busca destacar a resistência pela cultura e pela arte, e os seus desfiles sempre encantam a platéia e os espectadores que participam do evento na capital dos gaúchos.

        Vejam

    Em Florianópolis (SC), há entidade homônima, donde extraímos os dados abaixo expostos:  







G.C.E.R.E.S Os Protegidos da Princesa - CARNAVAL 2026


Enredo: 14 de Maio O Dia Que Ainda Não Acabou
Carnavalesco: Paulinho Trindade 
Intérprete: Lú Astral


✍️ Compositores: JADSON FRAGA, RAFAEL TUBINO, DIEGO BODÃO, JUNINHO ZUAÇÃO, JACSON DO CAVACO, ANDREI ALEMÃO E DEZINHO DO CAVACO


Letra do Samba 👇


O PASSADO NÃO SE APAGARÁ
COM A TINTA USADA NESSAS SUAS LEIS NÃO ME VENHA COM PROMESSAS VÃS MEU SANGUE É NOBRE, TEM FORÇA DE REIS A ALMA NÃO SERÁ ESCRAVIZADA E A LIBERDADE SEGUIRÁ MEU PENSAMENTO CLAMA POR JUSTIÇA E IGUALDADE
RESISTE A TANTO SOFRIMENTO
EM TODO MAIO, NÃO HÁ COMEMORAÇÃO TUA VERGONHA NÃO ACABOU COM A OPRESSÃO


CICATRIZES EU CARREGO AS CORRENTES, EU QUEBREI MINHAS MÃOS FAZEM A PRECE...
SÓ EU SEI O QUE PASSEI...
PROMETERAM O FIM DE TODA A AGONIA, LIVRES DE QUE? JURO, EU NÃO SABIA!


MAS O MEU CAMINHO, FUI TRAÇANDO EM BUSCA DE UM NOVO AMANHÃ
NA MÃE BAIANA
FÉ NOS OXIRÁS
ÈPA BÀBÁ! SALUBÁ NANÃ!
FAÇO ARTE, GUARDO VIVA A MEMÓRIA MEU BATUQUE É HISTÓRIA MINHA GLÓRIA É O DIA-A-DIA CABEÇA ERGUIDA, ENTRE BECOS E VIELAS SIGO EM FRENTE, A CORAGEM É MINHA ARMA SOU RESISTÊNCIA QUE NÃO CANSA DE LUTAR...
TEM QUE RESPEITAR!


VAI RENASCER A ESPERANÇA DO QUILOMBO MOCOTÓ, MINHA HERANÇA ESSA LUTA É DE TODOS NÓS!
PROTEGIDOS DA PRINCESA, VOCÊ É A NOSSA VOZ!


(PROTEGIDOS DA PRINCESA, NINGUÉM CALA NOSSA VOZ!)


#magianegoquirido #carnaval2026 #osprotegidosdaprincesa



https://www.youtube.com/watch?v=enXYUUbe3kk