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Este trabalho apresenta um estudo antropológico realizado junto às Comunidades Indígenas do Rio Grande do Sul. Os dados etnográficos foram tomados a partir da inserção do pesquisador no universo mítico/cosmológico da Cultura Mbyá Guarani na Tekoá Kóénju (São Miguel das Missões/RS) e Tekoá Nhundy (Estiva/Viamão/RS). Foram contemplados ainda os eventos “Semana Cultural” realizado na Tekoá Pindó Mirim – Itapuã/Viamão/RS e Jeguatá – Caminhada Guarani realizada na Tekoá Jatai ty/Viamão/RS. A partir da introdução de novos conceitos e experiências inéditas como a criação de um blog para divulgar as questões relativas à temática, demonstro que a Cultura Indígena (especialmente a Cultura Mbyá Guarani) representa as pedras basilares fundamentais de formação daquilo que conhecemos hoje como a Cidade de Porto Alegre (e região metropolitana de Porto Alegre). Destacando que antes da chegada dos “Casais Açorianos”, já havia aqui um grupo de indivíduos que “plantou a semente de Porto Alegre” (Jacomini, 2015). Portanto, antes da fundação do “Porto dos Casais” (até então o lugar era denominado Porto do Dorneles), houve uma “fundação primeira” (Jacomini, 2015). Utilizo as ferramentas da antropologia visual para apresentar junto ao texto uma “alegoria visual indígena” que estuda, investiga e analisa os primórdios da história de Porto Alegre naquilo que os estudos historiográficos oficiais ainda não apresentaram. Ao final, o esforço científico empenhado, através de uma nova perspectiva antropológica, conclui que houve um importante “momento etno-histórico” que é anterior a fundação oficial de Porto Alegre. Cunhei a denominação “Indianidade Portoalegrense” para referir todo o processo antropo-fundador da Capital dos Gaúchos que também apresenta a figura mítica do índio que empresta até a atualidade sua denominação para a localidade chamada de Parque Índio Jarí.
Palavras-Chave: Cultura Mbyá Guarani, Etnografia Visual, Antropologia Social.
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