quarta-feira, 8 de julho de 2015

Jacquesja









3.3 JacquesJa e a experiência de editar um blog temático

Inicio com uma composição feita dentro do universo citado anteriormente: Cena Hip Hop. Criei juntamente com o jovem William Metz a letra e a música denominada “Hap do Tiololinho”. Foi um trabalho diminuto, mas interessante, pois me insere nesta cena artística urbana também como autor de uma peça musical que tem origem as vivências experimentadas em uma cidade da periferia de Porto Alegre. Para a visualização da peça artística citada coloco em anexo uma cópia da mesma (Ver Anexo 03).
Gostaria de referir que a organização de Banco de Dados e Banco de Imagens foi a grande motivação para iniciar o trabalho com as bases de dados informatizadas e, posteriormente, com a criação de espaços virtuais na internet. Um exemplo deste trabalho foi a criação do artigo denominado: VIRTUAL. Na introdução afirmei: As novas tecnologias da inteligência disponibilizam um imenso universo a ser explorado: o ambiente virtual (computadorizado). A distância entre o cidadão urbano contemporâneo e a natureza só faz aumentar.
A verdade é que este trabalho do blog inicia em outra base informatizada que não a atual (Empresa Google Net Works). Eu tive por um período uma assinatura no provedor de internet da Empresa Terra Net Works. Ali iniciei um trabalho de divulgação sobre a nossa cidade, publicando imagens em um fotoblog temático. Depois a referida empresa decidiu desabilitar o serviço e as publicações passaram para base off-line. Neste ínterim, tornei-me assinante do UOL e passei a operar com as ferramentas que esta empresa disponibilizava. O fato é que os engenheiros de informática desta empresa tem uma proposta de trabalho muito limitada e retrógrada. Isso me incomodava tecnicamente e, depois de tentar trabalhar com esta base, desisti, migrando em definitivo para a Empresa Google Net Works.
Penso que é importante destacar o processo de construção deste trabalho, a fim de demonstrar que todas as decisões técnicas e literárias estão dentro deste contexto mais amplo de estudo, de pesquisa e de relação com as novas tecnologias da inteligência conforme trabalhou Pierre Lévy na obra denominada: As tecnologias da inteligência – o futuro do pensamento na era da informática.
Mesmo antes de integrar a equipe de trabalho do Banco de Imagens e Efeitos Visuais da Cidade de Porto Alegre (BIEV) eu já me questionava: o que eu estou fazendo aqui? Perguntei diversas vezes para os meus pais sobre a trajetória de vida de ambos e como fizeram a opção de morar na Santa Isabel. Recuperei esta história e publiquei vários textos relativos ao assunto no blog da Santa Isabel.
Mesmo antes de conhecer este belíssimo trabalho do Projeto Habitantes do Arroio buscava descobrir as minhas origens desde o nascimento na maternidade do Hospital Beneficência Portuguesa, Cidade de Porto Alegre até a chegada na Rua Lisboa, Santa Isabel, Viamão. Certa feita, em um domingo a tarde, fomos visitar o local onde ficava a nossa primeira residência. Realizei registro fotográfico e fonográfico, apanhando os depoimentos de Zeferino Jacomini (a época presente entre nós), de Bernardina Xavier Jacomini e de Terezinha Xavier Casagrande (que também já partiu). Foi um momento bem importante para mim e muito deste material virou texto que publiquei no blog A Cidade de Santa Isabel. Darei alguns exemplos.
Na página http://acidadedesantaisabel.blogspot.com.br/2013/01/burica.html publiquei um artigo que remonta a nossa chegada na Santa Isabel e o grande desafio de viver naquele lugar sem as necessidades básicas de existência como a disponibilidade de água encanada, por exemplo. Denominei o texto de Burica, pois esse é o nome de uma senhora que morava próximo a nossa casa e nos cedeu água que tirávamos de um poço artesiano que ficava no seu quintal. Segue um extrato do referido texto:
“Em 1971 chegamos à Santa Isabel. “Sentamos praça” ali na Rua Lisboa, esquina com Napoleão Bonaparte. O meu pai construi (não mandou construir, eu disse construiu) uma casa muito simples de madeira reciclada. Em seguida ele solicitou, para a empresa prestadora do serviço, um ramal elétrico. Porém não havia rede pública para abastecer o nosso domicílio em água potável. Zeferino era militar e tinha um colega que morava próximo. O Cabo Beto mandara cavar um poço artesiano para abastecer a sua residência. Nascia ali a nossa primeira alternativa de abastecimento de água. Descíamos cerca de duzentos metros até a residência da Burica (Rua João Braulio Muniz), esposa do Cabo Beto, apanhávamos água no poço e subíamos a Rua Nova empunhando baldes com a água que abastecia a nossa residência”
Em outro momento publiquei um artigo que remonta uma experiência de deslocamento na Santa Isabel, utilizando transporte público de passageiros. Aqui aparece a questão da negritude que não foi expressa diretamente no mesmo. Quando referi “grupo de passageiros”, fazia referencia a afro descendentes aqui da região. O exemplo do texto anterior utiliza uma linguagem diferente do texto acadêmico. Trata-se de um texto mais leve, mais informal que o utilizado no meio acadêmico. Além disso, utilizo um recurso dialógico na construção dos parágrafos, simulando uma situação onde blogueiro e leitor dialogam sobre determinado assunto. A temática central do blog é a “Cidade de Santa Isabel”, suas dinâmicas internas, sua relação com o exterior (Cidade de Viamão e Cidade de Porto Alegre), entre outros. Segue um extrato do referido texto:

“Passa no Paço?
Eu quero que você tenha paciência comigo, pois este texto é bem importante. Presta a atenção, por favor.
Desloquei, via rodoviária, no dia de ontem, da Casa Branca até a Sul Bike (Oficina e loja de bicicletas). O referido estabelecimento fica Vila São Jorge (Parada 39 – RS 040 – Rodovia que liga Porto Alegre à Balneário Pinhal). Na viajem de ida utilizei o veículo bicicleta e no retorno, transporte coletivo de passageiros. Tomei assento em um ônibus municipal da Empresa Via-Leste que fazia a Linha Viamão Centro até Santa Isabel. Ao chegar na Avenida Liberdade, o coletivo para no ponto, abre a porta para um grupo de passageiros. Ouço a seguinte frase de uma senhora que adentrava ao veículo: Passa no paço?
A esta altura do texto já tem leitor prestes a xingar o autor. “Este Jacques! Sempre inventando moda”, diz um transeunte apressado (que passa ao largo). Calma, calma, calma. Só mais um pouco. Você vai curtir. Passo a passo, na construção deste texto. É domingo, a comunidade está reunida na Escola (Unidos de Vila Isabel) e eu teclo-lhes (com carinho e respeito).
Voltando: de que paço a passageira fazia referência? Passo (ou Paço) do Dorneles. Viva! Consegui segurar você até aqui. Então, me acompanha mais um pouco. Dá uma olhada no Google. O Passo do Dorneles é a denominação (...)”

Na página http://acidadedesantaisabel.blogspot.com.br/2014/05/racismo.html publiquei um artigo que analisa as novas faces do racismo. Inicio com uma frase do jornalista Juremir Machado da Silva em artigo publicado no Jornal Correio do Povo onde este afirma: “O racismo é uma das coisas mais nojentas que se pode conhecer. Mandela representou a luta contra essa deformação das relações entre os homens em todas as suas possibilidades e facetas”. Publicado em 13/05/2014, consegui neste pequeno texto articular as contribuições teóricas de dois grandes pensadores brasileiros (Darcy Ribeiro e Gilberto Freyre), chamando o leitor para realizar uma reflexão sobre a questão da negritude no Brasil e a questão da discriminação racial. Segue um pequeno extrato do mesmo:
“Racismo
A Escravidão não acabou. A persistência atordoante do racismo é a maior prova desta triste (porém real) verdade.
Você leu Jornal Correio do Povo de Porto Alegre no dia de hoje? Você leu a coluna do Juremir Machado da Silva publicada no Jornal Correio do Povo de Porto Alegre no dia de hoje? Se não leu, por favor, leia. Ele fala da Copa, de política, mas também de racismo, de Gilberto Freyre e das relações sociais no Brasil. 
Leia porque parece que é só jacquesja que insisti neste assunto. E não é. O racismo, velado e reatualizado, persiste. E eu tenho chamado a sua atenção aqui sobre esta temática. A consciência racial leva-me a trabalhar na defesa dos que muito já sofreram (e seguem sofrendo) pela práticas constantes do etnocentrismo praticado pela classe dominante.
Esta página vem agora como uma nota introdutória do trabalho que iniciei neste semestre com Gilberto Freyre. Decidi fazer um estudo a partir da obra “Sobrados e Mucambos”, a fim de aprofundar o meu conhecimento sobre as relações inter-étnicas no Brasil. É um tema muito atual e envolvente.
A Cidade de Viamão possui diversas comunidades quilombolas. Tenho especial apresso pela comunidade do Beco dos Botinhas que fica ali no limite geográfico entre Viamão e Alvorada. Na última oportunidade em que visitei alguns amigos que vivem no lugar, surgiu o embrião de uma nova possibilidade de pesquisa antropológica. Ainda é cedo para trazer aqui maiores detalhes sobre este assunto. Contudo, fica o registro da necessidade de ver a diversidade étnico-racial como uma das maiores riquezas do povo brasileiro. Darcy Ribeiro na célebre obra denominada “O Povo Brasileiro” também desenvolveu uma tese muito interessante a este respeito.
Mandela vive em cada gesto, em cada sonho, em cada sopro da nação não branca guerreira que não para de lutar pela libertação definitiva do seu povo. A resistência (mesmo que silenciosa) vai continuar. A esperança de não haver mais agressões ao negro é o sustentáculo deste trabalho.”



Além das publicações rotineiras chamada de “post” pelos blogueiros, fato que dá um caráter de periódico para o blog A Cidade de Santa Isabel, há uma estrutura mais ou menos fixa composta por páginas dentro do blog. À direita e no alto da janela principal existe uma coleção de guias que, através de um simples click de mouse remetem o visitante para páginas que compõe o conteúdo permanente do blog. Estas publicações são compostas por conteúdos mais extensos e complexos como é o caso do livro: Os Primórdios da História da Santa Isabel. Qualquer cidadão que esteja em qualquer parte do globo terrestre poderá, através da rede mundial de computadores acessar esta página e conhecer os principais aspectos da historiografia local do isabelense, segundo a versão de JacquesJa. Da mesma forma, clicando na palavra “Raízes de Viamão”, o visitante poderá conhecer a obra denominada “Viamão”. Trata-se de produção de minha própria lavra acadêmica e não acadêmica onde faço uma análise de diversos aspectos sociais e antropológicos da Cidade de Viamão. Portanto, este breve relato é também uma espécie de convite para que os interessados em conhecer mais do trabalho citado visitem o blog e interajam com o seu autor.

domingo, 5 de julho de 2015

Canto e Dança Crianças Mbyá Guarni

Indianidade Portoalegrense




Banca para a Defesa Pública do Trabalho Denominado:

"Subindo a escadaria da Vila Santa Isabel à universidade: percursos etnográficos e alegoria visual em estudo sobre a Indianidade na Fundação de Porto Alegre, RS/Brasil"

Autor: Jacques Jacomini
Orientador: Dr. José Otávio Catafesto de Souza

IFCH/UFRGS


Créditos da Imagem Fotográfica:

Autora do registro foi feito pela acadêmica Carmem Guardiola.

sábado, 4 de julho de 2015

Noel Rosa




3.1 Noel Rosa e a Vila Isabel do Rio de Janeiro

Inicie o tópico – Arte Popular – destacando os valores expressos na Cultura de Rua denominada de Hip Hop. No entanto, o universo carnavalesco também é uma forma de expressão de cultura popular muito significativa e intimamente relacionada com a africanidade e a afro-descendencia. O trabalho antropológico realizado por Liliane Guterres sobre a escola de samba Imperadores do Samba é uma das leituras que realizei para basear tecnicamente esta monografia. Na época em que participei do grupo de trabalho em antropologia visual (NAVISUAL/IFCH/UFRGS) tive a oportunidade de compartilhar pessoalmente com esta pesquisadora os temas que envolvem este estudo. Auxilie a equipe que montou a exposição fotográfica sobre este importante trabalho que foi a sua dissertação de mestrado apresentado junto ao programa de pós- graduação em antropologia social (PPGAS).
Noel de Medeiros Rosa (1910 — 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil. Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só para o samba, mas para a história da música popular brasileira.
Noel Rosa nasceu de um parto muito difícil, que incluiu o uso de fórceps pelo médico obstetra, como medida para salvar as vidas da mãe e bebê. Além disso, nasceu com hipoplasia (desenvolvimento limitado) da mandíbula (provável Síndrome de Pierre Robin) o que lhe marcou as feições por toda a vida e destacou sua fisionomia bastante particular.
Nascido na Rua Teodoro da Silva número 130, no bairro carioca de Vila Isabel, foi primeiro filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio de São Bento, onde apesar da inteligência notável, não era aplicado nos estudos.
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música — e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo se tornou figura conhecida da boemia carioca. Em 1931 entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás desde 1929, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.
Desde os sete anos de idade acompanho o universo mítico-cultural da cena carnavalesca isabelense (Viamão/RS). A quadra de ensaios ficava bem próxima a residência da nossa família na Rua Nova, Vila Miguelina, Santa Isabel/Viamão/RS. Posteriormente foi removida para a Praça da Bica onde está atualmente. A atual gestão pública municipal tem por objetivo remover novamente a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel para outra área. Esta mudança tem gerado debates acalorados entre os que são favoráveis e os contrários a mudança. Não é meu objetivo entrar no âmago desta questão, pois o meu objetivo é destacar a minha relação com a referida entidade e também demosntrar que permaneço atento a todas estas questões atuais da cena urbana de Santa Isabel/Viamão/RS.
A partir de um registro fotográfico realizados pelos meus pais na década de 70 do século passado, onde figuro ainda bebê brincando no pátio da nossa antiga residência na Praia de Belas (Porto Alegre/RS) realizei atividade de edição digital de imagens, agregando outras duas estampas. Agreguei a imagem original uma imagem fotográfica mais atual em que estou junto a Gruta da Medianeira. O registro fotográfico é de autoria de William Metz e foi realizado durante a pesquisa, pois neste local também existe um “olho d’água” que liga um espaço mítico ritual formado por um contexto hídrico associado ao Aqüífero Guarani (Bica do Jarí, Bica da Lascy, Bica da Marcelino e Bica do Beco da Passagem). Agreguei ainda a estampa que reproduz o brasão da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel, compondo assim uma imagem com três elementos distintos que coloca em tela o pesquisador desde a sua origem até uma cena mais atual na relação com a cultura afro-centrada (Ver Anexo 07).
Ari Rodrigues (Estandarte de Ouro do Carnaval de Porto Alegre por diversas vezes) é uma personalidade local. Poeta, cantor e compositor, Arizinho, como é conhecido na Vila, foi o puxador oficial da Escola de Samba Unidos de Vila Isabel por quase duas décadas. Este artista fez carreira aqui e também no Rio de Janeiro. Conhecedor profundo da cultura afro-brasileira e da arte carnavalesca, propõe uma conexão entre a Vila Isabel de Viamão e a Vila Isabel do Rio de Janeiro. Operacionalizou esta conexão através da obra de Noel Rosa.
O poeta da Vila Isabel do Rio de Janeiro, Noel Rosa, cantou: “São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá Samba”. O poeta da Vila Isabel do Rio Grande do Sul (Arizinho) iniciava os ensaios carnavalescos de forma a lembrar a afinidade sócio-cultural entre as duas comunidades carnavalescas, cantando os versos de Noel Rosa. Ari é um grande talento musical, pois soube criar diversas peças artísticas próprias. Um exemplo disso é a expressão: Vamos Trabalhar?!
O artista em tela destacava de uma forma muito original que as músicas que criava eram fruto do seu labor artístico, ou seja, do seu trabalho artístico-cultural vivenciado no âmbito da Escola Unidos de Vila Isabel. Da mesma forma, no início dos ensaios, estendia esta concepção de labor artístico para toda a comunidade reunida no barracão. A frase utilizada nesta situação era: “Vamos trabalhar, trabalhar, trabalhar. Alô, família de Vila Isabel, vamos trabalhar!!!” A partir deste momento todos os componentes da escola (bateria, abre alas, baianas, passistas, convidados, platéia, etc.) passavam a cantar o samba enredo um uníssono com muita dedicação e empolgação. Neste sentido, cabe destacar que neste universo mítico-cultural, escola de samba, também existe muito presente o sentimento de pertença étnico-racial, pois se trata de um grupo de indivíduos afro-descendentes, com forte relação com os valores das cosmologia de matriz africana e muito mobilizado em torno de um objetivo comum, reunido em no espaço ritual (escola de samba) criado por um ancestral mítico que representa a vontade de fazer durar no tempo os aspectos referentes a raiz de matriz africana, Tio Marino (Já falecido – Ver imagem no anexo 04).
A Sede da Agremiação denominada Grêmio Recreativo, Educativo Assistencial e Cultural Unidos de Vila Isabel está no seguinte logradouro: Rua Marcelino Pacheco, 131, Santa Isabel, Viamão/RS. O lugar tem como marca registrada um marco fontenário hídrico (A Bica da Santa Isabel). É tradição do lugar, colher água em vasilhas diversas na Bica, pois esta possui, segundo a população local, propriedades especiais. Portanto, apesar das residências da região estar, em sua grande maioria, conectadas ao sistema público de abastecimento de água potável, muitos moradores deslocam diariamente até a este local com baldes, canecos, garrafas, galões, entre outras vasilhas para se abastecerem deste líquido que, segundo especialistas do setor hidrológico, verte água límpida e potável desde o centro do Aqüífero Guarani. Sobre esta tradição observada na Santa Isabel, Ari Rodrigues também tinha um equacionamento muito interessante. Além de cantar o refrão: Água da Bica, Ca, Ca, Ca (...) afirmava que todos os isabelenses que bebiam da água da bica não saiam mais desse lugar. Portanto, em função destas razões rapidamente expostas, entre outras que poderiam ainda ser elencadas, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel é um patrimônio cultural da Cidade de Viamão. Necessita de reconhecimento oficial, através de registro em livro tombo específico pelo poder público local. Cabe aqui um destaque: no trabalho realizado na década de noventa do século passado denominado “Inventário Participativo” a referida entidade foi elencada pela Secretaria Municipal e Cultura (Prefeitura Municipal de Viamão) como bem cultural municipal necessitando de medidas protetivas especiais.
Realizei registro fotográfico demonstrando os aspectos do lugar que também é conhecido como “Praça da Bica”. Figuro nesta imagem em trajes de ciclista. O registro foi realizado no momento em que colho uma amostra da água que jorra no verte douro da “Bica da Marcelino”. A imagem fotográfica é de autoria de Berenice Castilhos Rosa. (Ver anexo 06)