terça-feira, 4 de abril de 2017

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Violência e Cultura do Medo no Rio de Janeiro








FICHA  RESUMO



SOARES, Luís Eduardo.  “Violência e Cultura do Medo no Rio de Janeiro”.

Principal pressuposto teórico:  “Cultura do Medo.”
Texto é resultado de uma palestre versando sobre a “Violência no Rio de Janeiro.”
PRINCIPAIS TÓPICOS DESENVOLVIDOS PELO AUTOR:

1.CULTURA DO MEDO X DELINQÜÊNCIA:
“ ... é necessário distinguir aquilo que eu tenho chamado de cultura do medo da evolução objetiva dos fenômenos delinquenciais e criminais, no estado e na cidade do Rio de Janeiro. Há dois processos efetivamente em curso, que podem ser diferenciados analiticamente, ainda que, do ponto de vista da experiência, se superponham (...) É claro que esta distinção entre cultura do medo e dinâmica criminal só se dá no plano da análise (...)”

2. JORNALISMO ESPETÁCULO
“Há um contraste, portanto, entre as informações mais objetivas, relativas a esta forma de criminalidade, e a percepção generalizada. (...) reapropriação da temática pela mídia, sob a forma de espetáculo, ou de jornalismo espetáculo. (...)”.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA CULTURA DO MEDO
“Eu distinguiria uma lógica muito peculiar que a identificaria. Chamo de cultura do medo a tendência a homogeneizar as observações relativas a fenômenos associados a violência. É a tendência que se impõe , hoje, no Rio de Janeiro, de associar todos os fenômenos que podemos qualificar, de alguma forma, como violentos a um mesmo e único processo, cuja matriz, simbolicamente compartilhada, seria a decadência da cidade.”
“A primeira conclusão importante a que fui conduzido (..) é que não se pode falar genericamente de violência  (...) porque acaba fazendo com que confundamos lógicas e dinâmicas completamente distintas.”


O PERIGO DA GENERALIZAÇÃO REDUCIONISTA
“Claro que essa generalização reducionista é uma forma de nos afastarmos do problema, da sua gravidade e complexidade, e não uma maneira útil e objetiva de enfrentá-lo (...) é preciso identificar a especificidade dos fenômenos a que aludimos.”

Nesta altura do texto, o autor passa a mencionar a pesquisa entitulada : “Homicídios dolosos praticados contra crianças e adolescentes no Estado do Rio de Janeiro”, apartir da qual são colocadas várias tabelas com diversos levantamento estatísticos que podem ser acompanhadas no texto original.   
Em relação a esta pesquisa, após a exposição das tabelas e gráficos expostos no texto, o autor sinaliza para as conclusões, afirmando:

“Concluindo, diria que os resultados da pesquisa nos conduzem, de fato, ao reforço das nossas expectativas iniciais. (...) O tráfico de drogas - graças a sua fusão com o contrabando de armas - vem se convertendo crescentemente no nervo do nosso problema, na particularidade da problemática da violência no Rio de Janeiro, afetando, sobretudo, os jovens.”

segunda-feira, 3 de abril de 2017

La Caida de Dean Potter (Un Error Irreparable) | Vive4christ

Marshall Sahlins







-   Notas  de  Aula   - 

“Nenhum objeto, nenhuma coisa é ou tem movimento na sociedade humana, exceto pela significação que os homens lhe atribuem.”  Marshall Sahlins

Os sistemas alimentares, de vestuário, publicitário, entre outros possuem processos dinâmicos de significação que lhe atribuem sentido, segundo o contexto social e cultural em que estão inseridos.
Marshall Sahlins exemplifica este pressuposto teórico citando “A preferência de comida e o tabu nos animais domésticos americanos.” O objetivo do autor é demonstrar que existe a presença de uma razão cultural em nosso hábitos alimentares, fato que determina a nossa relação de forma diferenciada com diversos tipos de animais (cavalos, cachorros, porcos e bois), por exemplo. Para este caso, segundo o nosso código cultural (Americano-Contemporâneo-Capitalista), entendemos que não devemos consumir carne de cachorros, pois o concebemos como “o melhor amigo do homem”. O cachorro é geralmente escolhido como uma animal de estimação das famílias, possuindo nome e toda uma relação afetiva com os seus donos e outros seres humanos que o cercam. Em outras culturas, existem outros animais que ocupam este espaço simbólico entre as pessoas, porém, entre nós, como destaca Sahlins, “A América é a terra do cão sagrado.”
O Campo da moda é um outro exemplo utilizado em alguns estudos para confirmar o que havíamos afirmado no início: Os sistemas alimentares, de vestuário, publicitário, entre outros possuem processos dinâmicos de significação que lhe atribuem sentido, segundo o contexto social e cultural em que estão inseridos. Sobre o campo da moda, Alexandre Bergamo destaca: “O Sentido da moda está em que a roupa significa algo, e esse significado, além de diferir em função do grupo pesquisado e de sua posição no interior da estrutura social, imprime e direciona diferentes condutas para esses diversos grupos sociais.”
O consumo e a produção dos bens estão inseridos nesta lógica de significação cultural, ou seja, “a produção é algo maior e diferente de uma prática lógica da eficiência material. É uma intenção cultural.” Sahlins


Arte Fotográfica